segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Tigre Branco


Se procuram uma leitura leve e agradável, não a irão encontrar nesta obra do autor indiano e jornalista do Finantial Times, Aravind Adiga.
«O Tigre Branco» é o retrato nu e cru de uma Índia onde a acentuada dicotomia entre a riqueza ostensiva e a total miséria se encontra espelhada na história de sucesso de um simples e miserável motorista e do rico senhor a quem serve e que acaba por assassinar.

A narrativa de um realismo doloroso revela-nos uma sociedade incrivelmente egoísta desprovida de sentimentos que não a ganância, oportunismo e indiferença e profundamente corrupta.

A leitura deste romance com passagens profundamente chocantes atinge o leitor mais sensível de forma violenta e por vezes inesperada.
A miséria humana despida de eufemismos onde a moralidade assume forma ambíguas desmitificando a Índia enquanto «jóia da coroa do império britânico» plena de nostalgia, beleza e poesia e misticismo.

A Imperatriz da Seda


Perito em História Oriental, e antigo conservador do Museu Guimet, José Frèches é um escritor cativante pelo modo especial de escrever sobre a China, civilização de eleição, do autor..

A Imperatriz da Seda, é uma maravilhoso romance histórico, cuja acção decorre na dinastia Tang, num período glorioso em que a seda era o maior tesouro da época.
Num misto de interesses religiosas que cruzam a religião cristã (nestorianos) e budista e políticos que unem a China, a Índia e o Tibete em aventuras sem fim para desvendar o mistério da produção deste fio precioso.

Aventura, acção, erotismo oriental e profundo exotismo, marcam esta trilogia que prende a atenção do leitor da primeira à última página, introduzindo personagens carismáticos e fascinantes e o riquíssimo mundo do Extremo Oriente.
Escusado será dizer que aconselho a sua leitura e irei comprar outras obras já publicadas do autor.

sábado, 18 de dezembro de 2010

A Rapariga com Brinco de Pérola

Griet é uma jovem holandesa, nascida no seio de uma família protestante, que depois de um acidente que cegou o pai, vê-se obrigada a servir em casa do pintor católico, Vermeer.

Tímida e trabalhadora, mas fascinada pelo ambiente artístico, pelas cores e tintas, pela criatividade, a jovem oscila entre o encanto e sedução de Vermeer e a vida puritana ao lado do filho do homem do talho.

Assediada pelo mecenas do patrão, e fugindo das más-disposições da esposa do pintor, Griet vai cumprindo obedientemente as suas tarefas. Entre essas tarefas está a mais importante: ser a "musa" de Vermeer, num quadro encomendado pelo milionário mecenas, que desta forma "possuiria" a jovem Griet.

O livro, escrito por Tracy Chevalier, é engraçado, mas está longe de ser formidável. É interessante ver as descrições de época, as vivências das famílias pobres e ricas, as situações passíveis de gerar escândalos... Contudo gostei (talvez pela parte histórica que sempre me fascina) e espero que o filme seja tão bom quanto ouvi dizer.

A edição que li é da colecção da revista 'Sábado', lançada em Março.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Daddy Long Legs

Mais um livro terminado. Desta feita foi a obra 'O Papá das Pernas Altas' de Jean Webster. A edição que li - novamente emprestada - data de 1961. Imagine-se: um livro, literalmente, mais velho do que eu.

O pobrezinho começa já a desfazer-se. Tentei não danificá-lo mais do que já estava )hehehe). Mas, em traços gerais, a história gira em torno de Jerusha Abbot (que se vai rebaptizar como Judy). Judy é uma orfã, que, através de um benfeitor do orfanato que habita, recebe uma bolsa para estudar na universidade. Esse benfeitor - que ela apenas viu uma vez - é apelidado de 'Papá das pernas altas', ajustando-se à única imagem que Judy tem dele.

A única condição que ele impõe para lhe pagar os estudo é que ela nunca tente procurá-lo e lhe escreva uma carta por mês, onde irá descrever os pormenores relativos à sua evolução académica.

Na escola, Judy conhece as suas colegas de quarto e futuras melhores amigas: Sallie e Julia. Elas convivem três anos juntas no colégio, partilhando experiências de crescimento, férias, parentes e Judy aprende o que pode ser ter uma família tanto nos aspectos positivos como negativos.

Durante o tempo de duração dos estudos, Judy escreve várias cartas ao seu 'Papá', frequentemente ilustradas por desenhos feitos pela própria... até que... descobre quem é o misterioso 'Papá das pernas altas'.

O livro é daquele tipo recomendado dos 8 aos 80 anos. Sabe bem ler em qualquer idade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Éloge de l' amitié



Descobri Tahar Ben Jelloun há muitos anos, numas férias em Biarritz, pelas mãos de uma amiga que muito respeito pela sua imensa sabedoria, que apenas a idade e experiência poderiam aconselhar, e que vivendo longos anos em Marrocos teve o privilégio de privar com pessoas tão fascinantes como o rei Hassan II de Marrocos ou mesmo De Gaulle ou Paul Newman; foi ela que me apresentou a obra do escritor marroquino.
Desde as primeiras linhas que fiquei fascinada pelas suas descrições de Marrocos e das suas gentes, mas sobretudo pela expressão vívida dos sentimentos, algumas vezes poética, outras crua e dura, qual espelho da sua própria vida.
A beleza do seu texto, a manifestação de uma miríade de sentimentos através da palavra, cativaram-me e encantaram-me desde o primeiro minuto.
Um dos livros mais belos e que mais me fizeram reflectir foi aquele que dá título a esta reflexão: «Éloge de l'Amitié (la soudure fraternelle).
Nele encontramos uma profunda reflexão sobre a «amizade» não como conceito (que também é abordado) mas da experiência do autor, das vivências e dos seus amigos.
Uns mais do que outros, o modo como marcaram a sua vida, ou como perduraram na sua memória.

Algumas citações da obra que me fizeram pensar e repensar em muito do que pensava ser uma verdade, não absoluta claro, mas muito muito mais relativa do que alguma vez imaginara:

«L'amitié est une religion sans Dieu ni jugement dernier. Sans diable non plus.»

«L'amitié ne rend pas le malheur plus léger, mais en se faisant présence et dévouement, elle permet d'en partager le poids, et ouvre les portes de l'apaisement.»

Se puderem, leiam porque merece a pena. Entre outros «Amours sorcières», «La prière de l'absent» ou mesmo «Aux yeux baissés».

A Gárgula



Li há já algum tempo um livro cujo enredo, muito bem desenhado e envolvente, nos transporta para um mundo semi-onírico onde a realidade se confunde com relatos de vidas e personagens passadas, e se cruza com diversas vivências de uma mesma personagem. Várias histórias de amor, várias épocas, distintos locais...Será?

Romance intrigante que prende o leitor da primeira à última página, complexo e no entanto tão simples - o amor - através dos tempos, da loucura, da deformidade física, do sofrimento; algo que lembra vagamente o corcunda da «Nossa Senhora de Paris» de Victor Hugo, noutro contexto, num misto de Inferno de Dante, escritos medievais e mitos...

Estou a falar-vos evidentemente da «Gárgula»...de novelista canadiano Andrew Davidson.
Uma obra fantástica que merece toda a vossa atenção!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cavatina


Há muitos, muitos anos li um livro que para sempre marcou a minha vida, numa cadenciada e longa espiral de sentimentos que as vivências vão acrescentando.
Este fim-de-semana reli-o e vivenciei os últimos anos da minha própria vida, reflectindo sobre a perenidade e insustentabilidade dos nossos dias.
Horácio Tavares de Carvalho, só escreveu três obras, das quais só consegui ler uma, «Cavatina».
Sob o cenário do exótico e místico Egipto, desenrola-se uma história pungente de dramatismo e de fatalismo amoroso, que podia ser a de qualquer um de nós.
Egipto país que cultiva a «eternidade» histórica dos seus ancestrais, serve de palco a um amor que perdurará eterno na memória de quem o viveu.
Deste livro guardo a memória mais preciosa sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor e sobre a responsabilidade dos caminhos conscientes e inconsciente que trilhamos, por opção ou talvez não, sózinhos ou acompanhados.
Cavatina, pode ser tudo e nada...acima de tudo são as decisões que tomamos...


Nota: Cavatina é uma área musical, de curta duração, sem segunda parte nem repetição...

domingo, 12 de dezembro de 2010

O amante japonês


Rani Manicka é como o nome não indica, uma escritora de origem malaia. Nasceu em Terengganu na Malásia, e vive na Grã-Bretanha.

Mais uma vez do Oriente chega-nos a história de Parvathi, uma jovem oriunda da ilha de Ceilão, cujo casamento arranjado pelo pai a leva à Malásia.
Casada sem amor com um rico viúvo, a jovem vai-se adaptando à vida de casada sonhando no entanto, com um grande amor, com uma grande paixão.
Após a morte do marido e com a invasão do território, pelo Japão, durante a Segunda Guerra Mundial, torna-se amante de um general japonês para salvar a honra da enteada.
Vive a paixão e o amor que sempre ansiou, no entanto efémera, uma vez que o terminus da guerra decreta o regresso do general ao Japão e à sua família japonesa.

O romance é povoado de magia, de mitos que servem de fio condutor à história que se vai desenrolando, mais uma vez em várias décadas até ao final da vida de Parvathi.

Um relato interessante de um mundo e de um país em guerra, onde mais uma vez as dicotomias raciais desta vez, entre malaios, indianos e japoneses, marcam profundamente a sociedade malaia e a vida de todos os seus protagonistas.

Agridoce


Sem qualquer explicação nos últimos tempos as minhas leituras têm invariavelmente deambulado por autores de paragens distantes, como este que vos trago hoje da escritora Roopa Farooki, uma jovem paquistanesa que nasceu em Lahore e que cresceu em Londres.

«Agridoce» é o romance de estreia da escritora que lhe valeu em 2007 o prémio Orange Broadband Award for New Writers.

A trama deste livro transporta-nos para o Bangladesh numa saga de uma família em três gerações.
A história desta família é feita de dissimulações, enganos e segredos que percorrem as três gerações até à actualidade, para finalmente se revelarem num final surpreendente.
«Agridoce» é um relato cativante ao mesmo tempo divertido e irónico, onde amor, a ganânica, o interesse e as mentiras se dividem entre dois mundos distintos, o Bangladesh e atravessa o o mundo até Londres.

Uma leitura de facto agridoce para quem aprecia paragens longínquas, enredos intricados e desfechos inesperados.

O Vingador

Acabei de fechar o livro 'O Vingador', do autor inglês Frederick Forsyth.

(Frederick Forsyth também é autor do livro 'O Quarto Protocolo', que eu desisti de tentar ler no ano passado e que ainda não recuperei)

Este livro foi-me emprestado e com recomendações altíssimas. Basicamente, é uma daquelas tramas que parece desenvolver-se em dois tempos distintos, até que se cruzam.

Se por um lado temos a história de um jovem que para "escapar" a uma vida de trabalho em fábricas, acaba por ir parar ao Vietname, nos ano 60, e integrar uma força especial 'Os Ratos dos Túneis', por outro lado temos a história de um jovem milionário que se oferece como voluntário na guerra da Bósnia, nos anos 90.

E é aqui que tudo começa. O jovem milionário é assassinado por sérvios radicais e o avô jura que irá apanhar os assassinos do neto. Contrata então um Vingador para o ajudar. Assim, entra em cena um ex-militar, veterano do Vietname.

O tempo da narração passa-se em vários tempos, entre os anos 50/60 até 2001, onde se desenrola o "tempo real" da trama.

O livro envolve-nos de uma forma genial, e, para quem gostar de História, é nos oferecido de bandeja as "razões" da guerra da Bósnia, quase como se a vivessemos por dentro. Gostei, gostei, gostei...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os pequenos mundos do edifício Yacoubian



Alaa El Aswany, é um escritor egípcio, nascido no Cairo na década de 50 que vive actualmente nos Estados Unidos.
O autor descreve de forma polémica e magistral a realidade nua e crua do que é ser muçulmano e árabe numa grande cidade como o Cairo, onde corrupção, droga, crime se misturam com homossexualidade, com fanatismo religioso com a pobreza e com os sonhos destruídos de cada uma das personagens.

O «edifício Yacoubian » alberga inúmeros mundos e personagens que representam estereótipos, e reflectem dramas existenciais de uma cultura que raramente compreendemos.

Dramático, pesado é uma profunda reflexão sobre uma cultura e religião diferente da nossa, mas que no básico reflecte as mesmas ansiedades, tristezas e sonhos...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Homem da Noite

Mo Hayder é, definitivamente, a autora que me tem arrebatado toda a atenção. Terminei agora mesmo outro dos livros dela: 'O Homem da Noite'.

Neste livro, à semelhança do 'Os Pássaros da Morte', o detective Caffery é a personagem principal. Vou resumir brevemente: é descoberta uma família que havia sido mantida em cativeiro por um predador sexual. A criança da família está desaparecida. Caffery está envolvido na investigação, ao mesmo tempo que vai atravessando uma pequena crise com a namorada, Rebeca, por razões do passado.

Não quero revelar muito mais da história do livro, mas posso adiantar que envolve pedofila, raptos sexuais e algum sangue... nada que eu não esperasse já de Mo Hayder.

É um livro que prende do princípio ao fim.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ando com vontade

Ando cheia de vontade de voltar mas não a esta casa.

Hora de mudanças...vou ali ver de um 2º esquerdo jeitoso para mim.

:)

SmS

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Senhora das Especiarias


Chitra Banerjee Divakaruni escreveu, e eu li.

A escritora indiana, nascida em Calcutá, transporta-nos para um mundo místico de uma mulher, mestra e sacerdotiza escolhida para servir a magia das especiarias e os seus dons curativos e benfeitores, seja do corpo seja da alma.

Num local mágico, uma loja de especiarias, uma indiana muda a vida de todos os que frequentam a loja para comprar as inúmeras especiarias, aconselhando como as utilizar, dando receitas não só culinárias, mas também para resolver os problemas ou dilemas daqueles que por lá passam.
Sem nunca poder sair da loja ou tocar sequer fisicamente nenhum dos seus clientes, Tilo é prisioneira da sua condição. É escrava das especiarias...

Até ao dia...
E mais não conto deste belo livro que deu origem e um filme igualmente belo e sensual, denominado «O Sabor da Paixão», fica a dica para quem aprecia exotismo, erotismo e cheiro a especiarias...

Repórter X

De acordo com a Wikipédia, Repórter X era o pseudónimo de Reinaldo Ferreira que, além de jornalista, era também cronista, romancista, poeta e dramaturgo... entre outras actividades.

O livro que andei a ler era um conjunto de testemunhos de pessoas e amigos que cruzaram na vida deste homem, descrito muitas vezes como genial e um dos melhores jornalistas que Portugal viu nascer na primeira metade do século XX.

O livro - emprestado - era velhinho e o nome era apenas aquele que Reinaldo Ferreira havia escolhido. Em linguagem de início de século, vários amigos deste homem mostraram o que Reinaldo havia significado para eles, contaram episódios (como aquele em que Reinaldo, aos 13 anos, escreveu para uma revista francesa e a direcção desta pensando que se tratava de um jornalista conceituado começou a enviar-lhe exemplares...)

Profissionalmente, passou por jornais como A Capital, O Século, O Primeiro de Janeiro, entre outros.

Apesar de estar meio adoentada e deste simples post estar, por demais, fraquinho, acho que vale a pena conhecer o Repórter X, mais não seja pela sua faceta de escritor de literatura policial.

Trilogia «Sevenwaters»

retirado da net
Uma das minhas mais recentes longas leituras foi a trilogia de Juliet Marillier escritora de origem neo-zelandesa de uma cidade com fortes tradições escocesas, Dunedin. É licenciada em Linguística e Música pela Universidade de Otago, e a obra que me refiro é A Filha da Floresta, O Filho das Sombras, A Filha da Profecia.

Perto de mil e duzentas páginas de romance de fantasia mitológica celta da antiga Irlanda, escrito de forma a prender o leitor até à última página (já agora ficam a conhecer uma mania minha; quando uma obra é composta por diversos volumes, só a leio depois de os ter todos na minha posse para os poder ler de enfiada).

É a primeira obra que leio da escritora e gostei da história marcada por personagens bem elaborados, vibrantes e por um enredo que nos faz viajar às florestas e ilhas da Irlanda, e ao seu passado celta.
Druidas, feiticeiros, profecias e mitos...uma história através de gerações bem construída e empolgante.

Passada na velha Irlanda celta, quando o mito ditava a lei e a magia era uma força da natureza, esta relata a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o carismático Lorde Colum, e dos seus enfeitiçados seis irmãos. Contada em várias gerações relata o percurso dos domínios de Sevenwaters, um local remoto na Irlanda.

Em breve vos falei de outra trilogia da autora, igualmente bem escrita denominada «As Crónicas de Bridei» e que em nada desmerece esta primeira que li.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Cidade da Alegria



Sem nenhum motivo aparente, de repente aflorou a minha memória uma obra que li à muitos anos atrás e que me marcou profundamente, e que posteriormente originou também um filme com o mesmo nome.
Co-escrita pelos grandes escritores Dominique Lapierre e Larry Collins, relata de forma jornalística a história de quatro pessoas que se cruzam, a de um jovem e rico médico que abandona a sua vida confortável, para exercer medicina num dos locais mais miseráveis e pobres deste planeta, um condutor de riquexó, um padre católico de origem polaca e uma bela enfermeira naquela que é ironicamente denominada «Cidade da Alegria» bairro de lata mais profundamente pobre que qualquer favela e onde doenças como a lepra proliferam.

A história verídica é sem dúvida um impressionante testemunho de vida que me fez e faz ainda hoje reflectir, sobre a verdadeira miséria humana e o quanto muitas vezes me queixo de uma forma rídicula dos problemas que por vezes atravesso, e que no fundo têm apenas a dimensão que eu lhes atribuo.

Mais impressionante é saber que autor doou metade dos seus direitos de autor da venda de mais de três milhões de títulos para o combate à pobreza na Índia. A sua generosidade contribuiu para curar da lepra cerca de oito mil doentes e erradicou a tuberculose de perto de outros mil e quinhentos. Recentemente adquiriu um navio-hospital que trata dos doentes dispersos pelas cinquenta e quatro ilhas existentes no rio Ganges. Um exemplo de vida, de generosidade humana e de solidariedade.

Além deste impressionante relato, também escreveram em conjunto um outro excelente livro, compilação de testemunhos sobre o período em que Paris se encontrava sob o domínio nazi, e como o general que era responsável pela cidade, se recusou a fazer explodir os então monumentos que se encontravam dinamitados. A esse general devemos o facto de a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo entre outros ainda se encontrarem de pé.
Hitler pergunta, Paris já está a arder? E é este o nome não só do livro como da adaptação cinematográfica.

Por fim não posso deixar de mencionar uma outra obra do autor, de excelência que nos relata a formação do estado de Israel, génese do actual conflito israelo-palestiniano.
A obra intitula-se «Oh, Jerusalém» e conjuntamente com as outras duas atrás referidas constituem leituras de referência e grande qualidade.

domingo, 21 de novembro de 2010

A Escrava de Córdova


Alberto Santos, advogado, formado pela Universidade Católica,presenteia-nos com a sua primeira obra literária.
Uma obra belíssima sobre a vida peninsular no período medieval, século X, no seio de uma encruzilhada de culturas.
Época em que os árabes liderados pelo grande Almansor dominavam a Península e cuja cultura florescia na maravilhosa cidade fortificada Medina Al Zahra, nas medianas de Qurtuba a actual Córdova.

Querelas incursões e batalhas entre o Sul arabizado e o Norte cristão. Amor e paixão entre uma jovem princesa anegiense raptada e reduzida à escravatura por duas vezes, e o filho do braço direito de Almansor, Abdus.

A trama, o rigor histórico e linguístico e o desenvolver dinâmico do romance, torna-o num livro surpreendente, rico em detalhes e que nos transporta pelo mundo peninsular antigo.

A todos os que apreciam o romance histórico, sobretudo este escrito por um autor português, recomendo vivamente a sua leitura e deliciem-se tal como eu me deliciei.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Murasaki Shikibu



«A História de Murasaki» é uma obra escrita por Liza Dalby sobre a grande novelista japonesa do século XI, conhecida como Murasaki Shikibu. Murasaki nasceu em Kyoto, no ano 973 e terá falecido por volta de 1025. Filha do governador de província, da familia Fujiwara, cedo revela um brilhante talento para a aprendizagem e para a escrita, rapidamente atalhado com um casamento imposto. Após a morte do seu marido em 1001 e como reconhecimento do seu talento Murasaki é convidada a ingressar na corte imperial.
Do período Heian emerge um relato delicado da sua vida na corte, através do seu diário que mantém durante dois anos, e uma novela que a tornou célebre «Genji monogatari». O relato das aventuras do príncipe Genji, escritas para serem lidas em voz alta perpetuaram a sua fama até aos nossos dias.
É o universo do Japão do período Heian, e da vida desta talentosa escritora japonesa que Liza desvenda numa obra cheia de subtileza e delicadeza. Para quem gosta de literatura, a não perder como é óbvio o livro «Genji monogatari», traduzido para o inglês como «The Tale of Genji».

Nova autora "contratada"

Tenho o enorme prazer em anunciar que a minha querida amiga Djinn aceitou o desafio lançado neste mesmo espaço e vai fazer parte do 'Capa Mole e Companhia'.

A partir de hoje - ou de quando ela quiser - além de textos "assinados" por mim, também aqui está presente a marca da Djinn.

Bem-vinda!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Justificação de ausência

Mais de um mês sem escrever... vergonha!! Apenas tenho uma desculpa: ainda não terminei a última obra que tenho em mãos. Ando com o livro para trás e para a frente e ainda não consegui terminar.

O livro chama-se 'Então chegámos ao Fim', e é da autoria de Joshua Ferris. Neste livro, o autor descreve uma autêntica mini-comunidade no seio de um grupo de funcionários de uma agência de publicidade: todas as crises, todos os boatos, todas as relações de amizade... tudo.

Já estou quase a terminar, mas ando a "engonhar". Não porque não esteja a gostar, porque estou, mas há sempre qualquer coisa que se mete no meio e o livro é relegado para um segundo plano.

Entretanto, e para evitar que o blogue caia no esquecimento, gostava de perguntar se existe alguém que me queira fazer companhia na escritura deste blogue. Inicialmente, o 'Capa Mole e Companhia' era composto por mais duas pessoas, mas que pararam com este projecto que acarinhei desde o início. Se alguém quiser, é só enviar um manifesto de interesse para o meu mail (estrelices@gmail.com).

sábado, 9 de outubro de 2010

Tóquio, de Mo Hayder

Terminei, há cerca de três horas, o terceiro livro de Mo Hayder que ornamentava a estante. Outro livro doentio, mas não tão doentio como os dois anteriores (para quem tiver preguiça de fazer scroll, foram 'Os Pássaros da Morte' e 'A Ilha dos Porcos').
'Tóquio' é ligeiramente diferente, atestando assim a boa impressão que a autora me deixou logo à primeira.

Em 'Tóquio' - que se baseia em situações reais passadas em 1937 - acompanhamos Grey, uma jovem britânica que, obcecada, por acontecimentos passados em Nanquim decide viajar até à cidade de Tóquio em busca de um filme que, supostamente, terá imagens do massacre levado a cabo pelos militares japoneses.

Mas Grey não é apenas uma estudante e Tóquio e o filme vão envolvê-la numa teia que chega até casa de um líder da Yakuza. Definitivamente, 'Tóquio' é um livro a seguir.

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Um aparte: hoje, assisti também ao lançamento do 1.º livro de um amigo meu. 'Memórias de um Amor', da autoria de Jorge Pereira.

Apesar do Jorge ter passado grande parte da sua vida a trabalhar em áreas ligadas ao Desporto e ao Jornalismo, enveredou agora pela escrita e apresentou o primeiro trabalho.

A apresentação decorreu na livraria Barata, em Lisboa, e contou com a presença de Quinito. Na quarta-feira, pelas 19h00, vai haver uma sessão no Clube Literário do Porto, na Rua Nova de Alfandega. Os direitos de autor vão ser doados ao Centro Juvenil de Campanhã-Porto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Fantasma de Canterville

Querem um conselho (gratuito) de amiga?! Leiam 'O Fantasma de Canterville', de Oscar Wilde. É um conto pequenito, mas de chorar a rir.

Sir Simon Canterville, um nobre inglês, está morto há mais de trezentos anos e, em todo esse tempo, aterroriza as gerações de Cantervilles que passam pela mansão da família. A histórica (e assombrada) moradia é comprada por um casal de americanos, os Otis, que, com os seus quatro filhos, aí vão habitar.

Contudo, estará o fantasma habituado aos hábitos americanos?! A resposta é não. Habituado que estava a sentir um gosto especial em horrorizar as pessoas - em casos extremos, provocar-lhes sustos que levem à loucura ou à morte - Sir Simon vê-se subitamente a ser humilhado pelos Otis que, simplesmente, não lhe passam cartão algum, chegando os gémeos Otis a usá-lo como alvo preferencial nas suas brincadeiras.

Apenas Virginia Otis - a jovem filha - é capaz de fazer algo para ajudar Sir Simon Canterville. Um conto de meia dúzia de páginas capaz de arrancar algumas (e boas gargalhadas).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Ilha dos Porcos

Depois de ter, literalmente, devorado "Os Pássaros da Morte", de Mo Hayder, seguiu-se "A Ilha dos Porcos", da mesma autora.

Trata-se de outro livro que testa - até ao limite - a nossa capacidade para aguentar qualquer refeição no estômago. É mais um livro brutal e de uma doentia (no bom sentido) forma de descrição.

Resumo da livraria online, WOOK:
O jornalista Joe Oakes ganha a vida a desmascarar fraudes sobrenaturais. Como céptico que é, acredita que tudo tem uma explicação racional. Porém, quando visita uma reservada comunidade religiosa numa remota ilha escocesa, tudo o que tem como certo é posto em causa.
As questões acumulam-se: porque foi a comunidade acusada de satanismo? O que aconteceu ao seu guia espiritual, o Pastor Malachi Dave? E, mais importante ainda, por que motivo ninguém fala da estranha aparição vista a vaguear nas praias da Ilha dos Porcos?
O confronto, e as consequências sangrentas, é tão catastrófico que obriga Oakes a questionar a natureza do mal, e se pode ou não ser responsável pelo terrível crime prestes a acontecer.
Neste assombroso novo livro, Mo Hayder desafia os leitores a enfrentar os seus medos mais íntimos e a olharem para lá da banalidade que jaz subjacente à normalidade do dia-a-dia.
A Ilha dos Porcos aborda as coisas inomináveis que as pessoas são capazes de fazer umas às outras.

domingo, 19 de setembro de 2010

Os Pássaros da Morte

Estão a ver aquele tipo de livros que à medida que o vão lendo, simplesmente, não querem parar? E que à medida que vão acabando vocês só querem saber o que acontece na última linha? E lêem-no tão depressa que, quando se apercebem, já o estão a fechar? Pois... isso aconteceu-me ontem. Terminei um livro e ontem fui à estante buscar outro. Comecei a lê-lo por volta das 11h00 e seriam 23h00 quando o terminei.

A Mo Hayder foi a culpada. O meu namorado emprestou-me o primeiro livro dela, Os Pássaros da Morte, e simplesmente tive de acabar de o ler de tão... louco que é.

Em Inglaterra, a polícia é alertada para a descoberta de um corpo semi-acimentado. Uma mulher. Talvez prostituta. Quando chega a Investigação Criminal e é necessário levar o corpo para a morgue, surge o inesperado: mais quatro corpos. Durante a autópsia, algo ainda mais inesperado... cada corpo tem dentro de si um pequeno tentilhão.

Caffery, um dos inspectores envolvidos no caso, vê-se numa investigação que a droga, o álcool e a prostituição são práticas recorrentes (Caffery é, além do mais, a personagem principal de mais quatro obras da autora). Um thriller muito louco!!! Recomendo vivamente - às pessoas com estômago forte!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Ilha debaixo do Mar

Depois de alguns inícios, paragens e recomeços, terminei o livro 'A Ilha debaixo do Mar', da autoria de Isabel Allende. A escritora chilena não é das minhas favoritas, se bem que já li muitos livros dela. 'A Ilha debaixo do Mar' foi o último que me veio parar às mãos.

O livro tem como personagem principal a escrava Zarité - ou Teté, como todos a tratam - e a acção passa-se em vários pontos do globo (Haiti, Cuba, França, Inglaterra, Estados Unidos...), nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Contudo esta é uma escrava que se pode considerar 'sortuda', porque nunca conheceu a dureza da vida do campo. Entre a felicidade e momentos de puro terror, Teté luta contra tudo e todos até alcançar a tão ansiada liberdade.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Desfigurada

Há umas semanas, vi, em cima da mesa-de-cabeceira da minha mãe, uma das suas mais recentes aquisições: Desfigurada, de Rania al-Baz, uma activista contra a violência contra as mulheres.

Este livro - que li num dia e meio - conta a sua história enquanto mulher na Arábia Saudita. Rania al-Baz conta em não sei quantas páginas aquilo que passou em dois casamentos: a frieza do primeiro marido, a humilhação de um divórcio e a violência que sofreu com o homem que escolheu para segundo marido.

Violento e ciumento do sucesso que Rania alcançava enquanto jornalista, o marido espancou-a de tal forma que a deixou quase morta e abandonou-a à entrada do Hospital, onde foi encontrada. Praticamente irreconhecível. Não fosse ser uma figura conhecida através da televisão, Rania seria mais uma a acrescentar à lista de mulheres mortas pelos maridos.

Este livro - Desfigurada - está na linha do 'Queimada Viva', que li há uns anos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Homem do Colorado

Decidi fazer uma pausa nos meus livros e reler uma coisa mais 'velhinha'. Falo de 'O Homem do Colorado' de Stephen King. À primeira vista, este nem parece um dos livros de King. Não há seres estranhos ou 'coisas' sobrenaturais. É um livro 'clean', mas que nem por isso deixa de ser interessante.

Dois velhos jornalistas descrevem à sua estagiária algo passado há muitos anos: o mistério sobre o aparecimento de um corpo na costa do Maine. Nada no corpo do homem permite identificá-lo, mas a persistência dos dois jornalistas - na altura ainda novos - e de um jovem estudante de medicina forense vai abrir outras portas. Quem é afinal 'O Homem do Colorado'??

É a segunda vez que o leio e acho que vale a pena. É um livro pequenino e que se lê quase de uma assentada.

Um aparte: lamento, mas não encontrei nenhuma imagem da capa do livro. Só encontrei algumas do livro original 'The Colorado Kid'. A minha edição data de 2005 e é do Círculo de Leitores.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mataram o Sidónio! ou Descubra como nasceu o CSI português

Acabei de ler, durante os meus primeiros dias de férias, o último livro de Francisco Moita Flores, 'Mataram o Sidónio!' e gostei. Gostei porquê? Simples, respondo eu. Tem duas coisas que gosto: enquadramento histórico e contornos 'à la CSI' português.

'Mataram o Sidónio!' passa-se durante a 1.ª República e começa com o assassinato de Sidónio Pais, ao mesmo tempo que Lisboa está a braços com uma epidemia do vírus 'influenza' (H1N1 - gripe A... diz-vos alguma coisa?). E o espaço que vai ser o Instituto Nacional de Medicina Legal está à pinha tal é a quantidade de cadáveres.

O corpo do Presidente é embalsamado, mas algo não está bem. E Asdrúbal d' Aguiar sente-o. Até ao dia em que chega uma ordem superior para ser feita uma autópsia a Sidónio Pais - que não havia sido feita anteriormente.

E mais não digo. O livro é muito interessante e tem momentos muito engraçados, especialmente com a figura de Manuel Moreira Júnior, o médico que faz o embalsamento de Sidónio. Ahhhh... o livro também descreve um suposto encontro do médico Asdrúbal d'Aguiar e de Fernando Pessoa no 'Martinho da Arcada'. É, portanto, um livro cheio de 'pessoas' que nos são familiares.

Leiam.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Stúpidooooooo

Acabei de ler há pouco tempo (tipo, a semana passada - e não, não começo todas as frases com "tipo"), o livro 'O Anjo Mais Estúpido', de Christopher Moore - também autor do livro 'Minha Besta'. Deve ser, na minha humilde opinião o livro mais sem sentido, mais satiricamente cómico e corrosivo que alguma vez li.

Imaginem a seguinte situação: falta uma semana para o Natal. Há uma discussão entre dois ex-esposos e a cena acaba com ela a matá-lo, com uma pá. O pormenor: ele estava vestido de Pai Natal e há uma criança que assiste ao homicídio. Criança essa que deseja que o Pai Natal não esteja morto.

E é aqui que entra o Anjo, incumbido de realizar o desejo de Natal de uma criança. E é aqui que entram os zombies, fãs da marca IKEA. E um aviador armado ao engatatão. E um morcego que usa óculos 'Aviator' ou 'Ray Ban' (para o caso tanto dá... whatever!!).

Misturem todos estes ingredientes e divirtam-se!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Tanto por contar de páginas lidas

Os meus últimos meses foram bastante atípicos: entre uma semana de férias em Barcelona, a mudança de emprego, de cidade e de vida... tudo aconteceu.

Não deixei foi, contudo, de ler. O livro que me tomou mais tempo foi 'A Conspiração contra a América', de Philip Roth. A ideia era bastante simples: o autor toma as vezes de narrador de uma história que reescreve a História Mundial. Em 1940, Lindbergh vence Roosevelt nas eleições americanas. Tudo bem, não fosse o pormenor do vencedor ter feito um pacto com Hitler. Esta acção e as declarações anti-semitas não caem bem junto dos judeus norte-americanos, como é o caso de Roth e da sua própria família.

Outro foi 'Bons Augúrios', de dois autores britânicos, Terry Pratchett e Neil Gaiman. Em jeito de resumo: um anjo e um demónio tentam, de forma mais ou menos desastrada, impedir o Armagedão. Existe um filho do Diabo, existem os Quatro Cavaleiros do Apocalipse e os seus Quatro Cavaleiros Sombra (não se chamam assim, mas... acreditem... são bem mais divertidos que os originais), existe uma herdeira de uma bruxa e Caçadores de Bruxas. Ou seja, um universo de personagem irreais e divertidas. Conclusão: o Armagedão não acontece, porque o Filho do Diabo não está para aí virado.

Entretanto, terminei o 'O Amor não espera à porta', de Marisa de los Santos. Um livro com duas visões paralelas de uma mesma situação. Temos a pequena Clare, de 11 anos, que se vê sozinha de repente (a mãe, a lidar com uma depressão, desaparece subitamente) e que procura o pai. A quase namorada do pai, Cornelia (a outra narradora), consegue com que a criança veja o amor com outros olhos e cresça emocionalmente. Um romance muito... luminoso.

Agora, estou a ler 'O Perfume da Savana', de Ludgero dos Santos. Este livro foi uma oferta do próprio autor que, simpaticamente, mo enviou via CTT, depois de termos "discutido" alguns pontos de vista diferentes. Este romance, dedicado à sua neta Inês, começa em Angola nos anos 40, com o nascimento de Daniel, o nosso herói que quando se apercebe está apaixonado por Isabel, uma jovem recentemente casada e que foi mãe ainda há menos tempo. Um amor correspondido, mas proibido... São 372 páginas, editado pela Pé de Página Editores.
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Olho para a estante e vejo que entre os livros que trouxe de Leiria e aqueles que me emprestaram - 'Mataram o Sidónio', de Francisco Moita Flores, 'O Fantasma de Canterville', de Oscar Wilde e 'O Anjo mais estúpido', de Christopher Moore - não vou ter falta de temas de posts nos próximos tempo. Até já.

sábado, 24 de abril de 2010

Actualização das leituras

Tenho estado sem internet em casa, por isso, a actualização do blogue tem sido fraquinha. Nos últimos dias, li dois livritos: Casada com um desconhecido (de Patricia MacDonald), do Círculo de Leitores, e Sem Sangue (de Alessandro Baricco), da colecção Biblioteca Sábado.

Resumo de Casada com um desconhecido, retirado do site Círculo de Leitores:
Tudo se precipitou. O encontro com David, a paixão, o furor dos primeiros encontros, a inesperada gravidez, e o romântico casamento. Em plena lua-de-mel, Emma pode finalmente olhar para os últimos seis meses da sua vida e perceber como tudo mudou. Sente-se feliz. De súbito, enquanto o marido se ausenta para recolher lenha, um encapuçado ataca-a com um machado. Quem quer a sua morte? Que raiva é essa? Conseguirão Emma e o bebé sobreviver? Da aparente simplicidade e pacatez de Pine Barrens, em New Jersey, onde o jovem casal vive os primeiros dias de casados, surge uma negra e assombrosa dúvida... Pode-se amar o próprio assassino? Ter-se-á Emma precipitado no casamento? O que sabe de facto ela sobre o marido? E se tudo não passar de um grande equívoco e for outro o assassino decidido a vingar-se?

Sinopse na capa do livro: Quando os seus inimigos finalmente o encontram, Manuel Roca obriga Nina, a sua filha pequena, a meter-se num esconderijo debaixo de um alçapão na despensa, a partir do qual testemunhará o assassinato do seu pai e do seu irmão. Após a matança, Tito, um dos assassinos, encontra o esconderijo de Nina, mas, apiedado da inocência da criança, não diz nada aos seus cúmplices. Décadas mais tarde, Nina é uma intrigante mulher que passeia pela rua quando encontra um já idoso Tito a vender lotaria. Este encontro revelará até que ponto a traumática experiência da sua infância marcou ambas as personagens, e se serão alguma vez capazes de a superar."

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Velho e o Mar


Acabei de descobrir que tenho 'O Velho e o Mar' de Ernest Hemingway. Confesso que desconhecia. É mais um título para juntar à lista "Colocar em cima da mesa-de-cabeceira".

domingo, 11 de abril de 2010

O Físico

Terminado 'Kafka à beira-mar', o meu nível de exigência está elevado. Naquela, tirei à sorte mais um livro da montanha de obras que tenho à espera de serem lidas.

Calhou-me 'O Físico' de Noah Gordon. Trata-se de um livro da colecção da revista 'Sábado'.

O resumo do site da livraria on-line Wook é o seguinte:
No cenário de superstição e esplendor do século XI, desenrola-se a história absorvente de Rob J. Cole. Órfão e sem dinheiro, Rob foi abençoado com um dom que, nos tempos da bruxaria, enviava um homem para a fogueira: tinha a capacidade de sentir a gélida mão da morte quando esta pousava nos vivos. Esta sua capacidade aumentava com a potência do conhecimento, e ele sabia que nascera para curar e ser físico.
Disfarçado de judeu, trabalhando arduamente como cirurgião de guerra nos conflitos de confusos impérios orientais, seria ajudado por poderosos protectores e ameaçado pela peste e pelo preconceito cruel de mullahs e clérigos.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Kafka à beira-mar

Estive a pensar no que diria sobre o livro 'Kafka à beira-mar'. É poderoso. É viciante. Está muito bem escrito .

Em poucas palavras: temos um jovem de 15 anos que foge da casa paterna. A mãe saiu de casa quando o rapaz tinha quatro anos, e com ela levou uma irmã mais velha. O pai... é alguém que mais tarde vimos a saber que é um escultor famoso e muito desligado da família. O filho crê-se amaldiçoado pelo pai: vai matar o pai e ter relações com a mãe e a irmã. Muito ao género de Édipo.

Depois, temos a 'estória' paralela de Nakata, um velhote de 70 anos, "não muito esperto", como se descreve, analfabeto, e que fala com gatos. À medida que a acção avança - que decorre inteiramente no Japão - os dois destinos cruzam-se.

São quase 600 páginas. O tamanho do livro, só por si, assusta, mas é tão bom que se lê "enquanto o diabo esfrega um olho". Aconselho vivamente.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bom, muitoooo bom

Aconselho. É lindo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Agatha Christie - 25 vs Cristina - 25

É oficial: já terminou a colecção 'Correio da Manhã' de alguns dos título assinados pela 'mãe' do suspense. Li os 25. Todos. Avidamente. E tenho outro dela, tresmalhado, velhinho como só ele e que andava perdido nas profundezas das estantes da minha tia-avó e que aquele doce fez o favor de me oferecer.

Nos entretantos, já comecei o 'Kafka à beira-mar' de Haruki Murakami (também autor de 'Sputnik, meu amor') e o 'Revolutionary Road' de Richard Yates (um dos título da última colecção da revista 'Sábado'). Sim, esse que deu origem ao filme, em 2008, com a Kate Winslet e o DiCaprio. Mais dois livros que vão circulando entre a minha mala, o carro, a minha mesa na redacção e o expresso (quando ando a passear).

E tenho outra novidade: já tenho espaço para fazer a minha biblioteca privada. Depois das obras cá em casa, 'sobrou' a sala de estar - fizemos um salão no rés-do-chão - que me foi 'oferecida' para escritório e biblioteca. Já lá posso armar a tenda, por assim dizer.

E outra declaração oficial: já perdi a conta aos livros que tenho em lista de espera. Quando eu estiver de férias...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Livros aos montes

Termina no sábado a colecção do 'Correio da Manhã' da Agatha Christie. Alegrem-se, porque daqui a uns dias termina a vosso tortura de levar com resumos de livros de suspense que, talvez, muitos de vós, já leram.

Nos anos, a minha melhor amiga ofereceu-me o livro 'Kafka à beira-mar', de Haruki Murakami. Um que já andava a 'namorar' há bastante tempo. Nos entremeios, perdi um livro da colecção da 'Sábado'. E entretanto recebi o livro de Pedro Passos Coelho - sem qualquer ligação ideológica, apenas o recebi, pelo facto de ter feito a cobertura da apresentação do livro em Leiria.

Já tenho muito com que me entreter. Sem contar com aquelas dezenas que ainda não li e que andam espalhados pelos quatro cantos desta casa.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Enigma do Sapato

Já me perdi na contagem do número de livros de Agatha Christie que já li; até porque, por falta de tempo, não consigo dar aqui conta da minha rotina de leituras. Depois de 'Um Amor Assassino' (Julie Garwood), voltei a pegar nos meus livrinhos de capa escura e de um suspense à séria.

Entretanto, descobri - por artes mágicas - que tinha outros livros 'perdidos' numa gaveta cá de casa e que ainda não tinham sido lidos. Falo de um '2 em 1' da mesma Agatha Christie, 'O Exorcista'(William Peter Blatty) e 'O Incêndio' (Storm Jameson). Às tantas, acabei também por adquirir o 'Grande Livro dos Segredos dos Códigos - um guia ilustrado de sinais, símbolos, cifras e linguagens secretas'. Enfim... vícios.

Sinopse de 'O Enigma do Sapato', retirado do site Shvoong:
Hercule Poirot vai a uma consulta de rotina no seu dentista e não imagina que, pouco tempo depois, o pobre homem vai aparecer morto. Tudo parece indicar que o homem se suicidou e o inspector-chefe Japp, da Scotland Yard, pede ajuda a Poirot na investigação. Ao darem conta da morte de um paciente do dentista, pensam ter sido esse o motivo do suicídio. Segundo a conclusão a que chegou o tribunal ele teria, por engano, administrado uma dose excessiva de anestesia ao paciente provocando-lhe a morte e suicidara-se por isso. No entanto, Poirot não fica convencido com este resultado. Na opinião do detective há, neste caso, factos que não foram explicados e julga que podem estar envolvidos na sua morte outros pacientes que estiveram nesse mesmo dia no consultório, tais como um grande financeiro. o seu sobrinho (um jovem revolucionário com ar de quem podia matar alguém). Uma benfeitora que trazia calçado um estranho par de sapatos e o namorado da secretária do dentista.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um Amor Assassino

Gosto de ler livros da Julie Garwood, mas ela peca por defeito: histórias que tinham tudo para serem bons suspenses, acabam como uma quase novelinha de cordel. E é pena. Acabei de ler 'Um Amor Assassino' e, às duas por três, vi-me a saltar duas ou três páginas - até ao início do capítulo seguinte - por estar farta de cenas de amor, num suposto policial.

Sinopse do livro, retirada e adaptada do site Círculo de Leitores:
Jill abandonou a filha com apenas três anos de idade. Diabólica sedutora tenta, mais tarde, raptar a própria filha, Avery, assassinando a avó que tomara conta dela. Essa menina, amada e abandonada, sobrevive tornando-se uma analista criminal do FBI. Por incrível que pareça a filha de uma sociopata cresce equilibrada. Mas o passado persegue-a. O desaparecimento da tia levam-no a um perturbante encontro com a mãe e um vicioso assassino.
Inteligente, ponderada, atenta a cada detalhe.
A vida testou Avery Delaney, desde criança. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó e pela tia.
Aliciada para umas férias nas montanhas do Colorado, a tia, Carolyn, desaparece. Avery cruza-se então com um antigo agente da CIA, John Renard, que segue no encalço de um perigoso assassino conhecido por Monk. John sabe exactamente o tipo de crueldade de que ele é capaz e quando descobre a sua parceria com uma mulher de nome Jill Delaney - a mãe de Avery - decide avisá-la do perigo...


Entrevista com a autora... aqui. Por Círculo de Leitores.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Biblioteca 'Sábado'

Não, a revista 'Sábado' não me paga comissões pelas minhas referências à colecções de livros que lançam. Mas... queria avisar que a 'Sábado´preparou uma nova série de livros. Ao mesmo preço de mais um euro pela compra da revista.

Aliás, devo congratular os senhores que mandam na revista por voltarem ao preço de mais um euro. Recordo que a última colecção estava a mais 1,5 euros. Não sei se foi para facilitar os trocos ou porque a colecção não teve muita saída, mas o certo é que preço antigo está de volta.

Os títulos são:
- Os Cadernos de Dom Rigoberto, de Mario Vargas Llosa;
- Revolutionary Road, de Richard Yates;
- O Físico, de Noah Gordon;
- Rapariga com brinco de pérola, de Tracy Chevalier;
- Lucky Jim, de Kingsley Amis;
- O Deus das pequenas coisas, de Arundhati Roy;
- Money, de Martin Amis
e
- A Herança de Ezster, de Sándor Márai.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Visto do Céu

Não nos restam dúvidas quanto ao estado da narrador deste livro: está morta.

Susie apresenta-se imediatamente: teria 14 anos e foi morta a 6 de Dezembro de 1973. Diz-nos quem é o seu assassino, para que não restem dúvidas ao leitor. E é assim que começa esta pequena obra de arte.

Confesso: já o li há alguns anos. Foi-me emprestado por uma tia. Mas agora ofereceram-mo no Natal. Quiseram trocar e eu recusei, imediatamente, a proposta, porque os bons livros nunca se esgotam. E por mais vezes que leia o 'Visto do Céu' de Alice Sebold nunca me vou cansar.

O site da livraria Wook diz-nos o seguinte: "Visto do Céu" é um romance sobre a América profunda, onde, por detrás da normalidade se pode esconder o que de mais horrível há nos homens. Susie, a narradora, é uma adolescente, que está morta quando o romance começa. E lá do céu resolve contar-nos como ali foi parar, vítima da brutalidade de um pacato vizinho, que a violou, a matou, a cortou em pedaços, que depois distribuiu por vários locais. Susie começa a observar, lá do céu, a vida na terra, e tenta modificar o destino daqueles que ama.

E é isto mesmo. Leiam-no! É muito bom. Palavra de repetente.

Por outro lado, podem ver o filme. Peter Jackson - realizador de 'O Senhor dos Anéis' - fez a adaptação ao grande ecrã desta obra. O trailer está: aqui.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fogo Lento

Como já escrevi anteriormente, o suspense ocupa a maior parte das minhas estantes - isso e uma biografia enorme do General Humberto Delgado. Como também já disse no post imediatamente anterior a este, 'Fogo Lento' é o título de um dos livros que a seguir ao Natal começou a habitar o meu humilde lar.

Sinopse retirada do site Círculo de Leitores:
Kate sempre lutou pelos seus sonhos. Construiu uma vida pacata, junto da mãe e da irmã, e investiu todo a sua paixão na pequena empresa de velas e fragrâncias que criou. De um dia para o outro tudo muda. Escapa por pouco a uma explosão, a sua mãe morre e deixa uma dívida enorme, a melhor amiga tem de ser operada, o ex-namorado da irmã ameaça-a. Quando se cruza com Dylan Buchanan, o charmoso detective de Charleston, sente que ele é o único bálsamo entre tantos percalços e problemas a resolver. Dylan tem contudo um faro apurado e percebe que Kate está em perigo... Quem a persegue? Quem lhe deixa mensagens de morte? Quem destrói, na sombra, tudo aquilo que ela construiu?

Sobre a autora: Julie Garwood
Natural de Kansas City, mas de origem irlandesa, a autora norte-americana iniciou a série dos irmãos Buchanan com 'Sem Perdão'. Com mais de 32 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, tornou-se uma das autoras de culto do género. Aliando intriga e romance, prende o leitor a uma trama cheia de suspense e de momentos que nos tiram, simplesmente, o fôlego.

Desta autora tenho o já referido 'Sem Perdão' e o 'Misericórdia', ambos edições do Círculo de Leitores.