domingo, 28 de maio de 2017

Novidades Topseller

A Topseller está a lançar coisinhas tão boas na área do thriller psicológico que só me apetece ir procurar este pessoal à Amadora, enchê-los de beijinhos repenicados e preparar-lhes um pequeno altar.

Comecemos: a primeira novidade é A Mulher Desaparecida, de Sara Blaedel, a "rainha" dinamarquesa do thriller. Este livro é o terceiro da série "Pessoas Desaparecidas". Um nome incontornável para quem gosta da literatura nórdica.

Sinopse:
Num bairro familiar e acolhedor nos arredores de Londres, uma mulher foi alvo de um violento assassínio. Um tiro certeiro de uma caçadeira atravessou a janela da cozinha, onde ela se encontrava com o marido e a filha. A morte foi imediata.
Ao iniciar a investigação, a polícia local descobre que a mulher, de nome Sophie Parker, se tratava na verdade de uma cidadã dinamarquesa que se encontrava desaparecida há 18 anos. Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, fica responsável pelo caso. É então que novas e surpreendentes revelações desvendam que fora Eik, seu colega e amante, quem declarara o desaparecimento de Sophie.
Assim que é informado da morte de Sophie, Eik desaparece misteriosamente e, passadas 24 horas, é preso em Inglaterra e acusado de ser o responsável pelo crime.

***

A novidade seguinte é: A Salvo Comigo, de K.L. Slater.
K. L. Slater é uma nova voz do thriller psicológico que em poucos meses viu o seu romance de estreia, A Salvo Comigo, alcançar o topo das tabelas de vendas internacionais. Também escreve livros de ficção YA, multipremiados, com o nome Kim Slater. Mora em Nottingham, no Reino Unido, com o marido e os três filhos.

Sinopse:
Há treze anos, alguém destruiu a vida dela. Agora, a vingança está ao seu alcance…
Anna é uma rapariga solitária que procura o equilíbrio na sua vida apoiando-se nas rotinas diárias. Não gosta de se aproximar das outras pessoas, pois conhece demasiado bem os danos que elas podem causar.
Até que, um dia, testemunha um acidente e reconhece a culpada: é Carla, a mulher que arruinou a sua vida no passado. Esta é a sua oportunidade de vingança. O primeiro passo é aproximar-se de Liam, o homem ferido no acidente, para poder seguir de perto a investigação policial.
Quando Carla também se aproxima de Liam, Anna percebe quais são as reais intenções de Carla: manipulá-lo… Mas ela não deixará que isso aconteça e tudo fará para proteger Liam e desmascarar esta impostora.

À medida que a obsessão de Anna por Carla se intensifica, outros segredos vão sendo revelados, mostrando que o perigo, afinal, pode vir de onde menos se espera.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Rei do Inverno + O Inimigo de Deus

O Rei do Inverno e O Inimigo de Deus, ambos de Bernard Cornwell, são o 1.º e 2.º volumes da trilogia Senhores da Guerra. Li-os numa penada e quase sem intervalos para respirar.

São absolutamente fabulosos.

Quando pensamos na lenda arturiana, pensamos em Camelot, Excalibur, a Távola Redonda, Lancelot, Guinevere, Merlin... cavaleiros valentes, e com um código de honra irrepreensível. Well, Cornwell dá-nos uma outra perspetiva. Vemos um Artur demasiado boa pessoa, um bocadinho permeável a manipulações, uma Guinevere maquiavélica, um Lancelot cobarde e sem um pingo de vergonha...

As cenas de combates são descritas de tal maneira que as "vemos" a decorrer na nossa cabeça... e só queremos ver até onde é que as coisas podem ir.

Estou fascinada. A sério. Há cerca de dois anos li "1356" deste mesmo autor, e apesar de ter gostado do estilo, houve qualquer coisa que não me deixou continuar a explorá-lo. Bernard, espero que me desculpes, e prometo que me vou redimir.

A Feira do Livro está para breve... senhores da Saída de Emergência, vamos lá ter o 3.º volume, não vamos??

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Novidade: Neve Cega, de Ragnar Jónasson

Tradutor dos livros de Agatha Christie para islandês, Ragnar Jónasson é um autor nórdico em ascensão na literatura policial internacional.

Já viu vários contos seus serem publicados em revistas literárias alemãs, inglesas e islandesas.

Neve Cega é o primeiro livro de uma empolgante série que conquistou leitores em todo o mundo e que promete agarrar os leitores portugueses da primeira à última página. Passado em plena crise financeira de 2008, o livro aborda ainda a temática do êxodo rural, e claro que os ingredientes neve e sangue não estão dispensados desta história.

Ragnar Jónasson é ainda vencedor de vários prémios:
Best Crime Fiction (2015 – The Independent);
Best Crime and Thrillers (2016 – The Sunday Express);
Best New Crime and Thrillers (2016 – The Daily Express).

Sobre Neve Cega:​
Siglufjördur é uma pacata terra de pescadores, perdida no norte da Islândia, onde todos se conhecem e nem é preciso trancar as portas. Ari Thór Arason, um jovem polícia em início de carreira, é obrigado a deixar a sua vida em Reiquiavique e a mudar‑se para essa terra inóspita, onde nada parece acontecer.
Inesperadamente, dois eventos que não parecem ter qualquer ligação entre si perturbam a paz da vila. Uma jovem é encontrada semidespida na neve, ferida e inconsciente, e um velho e acarinhado escritor sofre uma queda mortal. Estes acontecimentos abrem caminho a uma investigação liderada por Ari.
As incessantes tempestades de neve, e a brutal avalanche posterior, acabam por isolar a vila e a investigação torna‑se cada vez mais complexa, arrepiante e… pessoal. O polícia acaba traído por aqueles em quem confiou e, sobretudo, angustiado com o perigoso assassino que continua à solta. Quando o passado da vila é finalmente desenterrado, nada fica como antes nas vidas de Ari e dos habitantes de Siglufjördur.

O livro chegará às livrarias dia 15 de maio, pela mão da editora Topseller, 18,79 PVP. As primeiras páginas - num total de 416 - estão disponíveis para leitura imediata: http://www.topseller.pt/media/pdf/9789898800954.pdf

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Obrigado pelo atraso, de Thomas Friedman

“Obrigado pelo atraso” é o nome da obra mais recente de Thomas Friedman, um dos mais aclamados colunistas do New York Times, três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, que chega às livrarias portuguesas esta semana.

Nesta obra, um guia otimista para vencer na era da velocidade, o autor mostra, entre outras coisas, que podemos vencer as múltiplas tensões de uma época de acelerações se abrandarmos, se nos atrevermos a atrasar-nos e usarmos o tempo para repensar o trabalho, a política e a comunidade.

Em “Obrigado pelo atraso”, o mais recente e ambicioso livro de Thomas Friedman, o autor expõe estes movimentos tectónicos que estão a redefinir o mundo de hoje, e explica ainda como tirar o máximo proveito deles e como amortecer os piores impactos.

Escrito de uma forma clara e profunda, esta obra de Friedman pretende trazer-nos uma nova abordagem sobre os paradigmas atuais e a forma como vemos o mundo.
O modo como entendemos as notícias, o trabalho que fazemos, a educação de que os nossos filhos precisam, os investimentos que o nosso empregador tem de fazer, e as escolhas morais e geopolíticas em que o nosso país tem de navegar – tudo isto será remodelado pela análise original de Friedman.

“Obrigado pelo atraso” é o terceiro livro de Friedman que chega a Portugal. Os primeiros foram “Quente, plano e cheio”, em 2009, e “O mundo é plano”, em 2010. De realçar também que esta obra chega às livrarias portuguesas já na próxima semana, através da Actual, uma chancela do Grupo Almedina, com o pvp de 22,90€.

Sobre o autor:
Thomas Friedman iniciou a sua carreira no jornal "The New York Times" em 1981 como jornalista da área financeira, especializado em temas relacionados com o petróleo. Três vezes vencedor do Prémio Pulitzer, viajou por todo o mundo como jornalista e especializou-se no conflito do Médio Oriente, no fim da Guerra Fria, na política interna e internacional dos EUA e no impacto da ameaça terrorista mundial. Friedman é autor do livro "From Beirut to Jerusalem" (editado em 1989), que conquistou os Prémios National Book e Overseas Press Club nesse mesmo ano e fez parte na lista dos bestsellers do New York Times durante quase um ano. Também escreveu "O Lexus e a Oliveira" (editado nos EUA em 1999 e em Portugal em 2000), um dos livros mais vendidos na área dos negócios em 1999 e que venceu do Prémio 2000 Overseas Press Club na categoria de melhor livro de política internacional. O seu grande sucesso literário é "O Mundo é Plano" (editado em Portugal pela Actual Editora em 2005), que ganhou o primeiro prémio para melhor livro de negócios atribuído pelo Financial Times e pela Goldman Sachs. Thomas L. Friedman licenciou-se na Universidade de Brandeis com uma especialização em Estudos Mediterrâneos e tem um mestrado em Estudos Modernos do Médio Oriente da Universidade de Oxford. Vive em Bethesda, no Estado norte-americano de Maryland, com a sua mulher, Ann, e as suas duas filhas.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A Nonô está de volta!

Depois dos três primeiros títulos: Nonô e o peluche, Nonô e o bacio e Nonô chucha no dedo, (Booksmile, fevereiro 2016), que entraram para o Plano Nacional de Leitura, chegam mais dois títulos - Nonô e as birras e Nonô no Infantário.

Lidar com as birras e com a adaptação ao infantário podem trazer algumas dores de cabeça aos pais nos primeiros anos de vida dos filhos, mas com as histórias amorosas e ternurentas da Nonô os mais pequenos, em conjunto com os pais, vão descobrir como o crescimento é uma etapa muito divertida!

Nonô é uma coleção muito simples e divertida. E também é à prova de bebé! As páginas dos livros são plastificadas, difíceis de rasgar e muito fáceis de limpar seja de sopa ou de baba! O formato pequeno e a capa com os cantos arredondados tornam estes três livrinhos perfeitos para serem manuseados por mãos pequeninas. Vão proporcionar excelentes momentos de diversão entre pais e filhos.

Nestes novos títulos a Nonô vai aprender porque que razão não deve fazer birras e também como lidar com a entrada no infantário.


sábado, 6 de maio de 2017

Fora do Mundo, de Michael Finkel 

A extraordinária história do último ermita

Sinopse:
Em 1986, Christopher Knight, de 20 anos, saiu de casa, no Massachusetts, entrou no carro e conduziu até ao Maine, onde desapareceu na floresta, não tendo qualquer contacto com um ser humano até, passados 27 anos, ter sido preso por roubo. Durante esse tempo, apoiado unicamente na sua coragem e astúcia, aprendeu a armazenar e preservar água e alimentos, roubou comida, material de leitura, roupa e outras provisões, nunca levando mais do que o necessário, mas aterrorizando as povoações próximas com a sua misteriosa onda de assaltos.

Baseado nas longas e pormenorizadas entrevistas que o autor fez a Christopher, Fora do Mundo é o retrato vívido do como e porquê de uma vida em reclusão, assim como dos desafios que Christopher se viu obrigado a enfrentar com o seu regresso ao mundo.

Cinematográfica e surpreendente, é uma história de sobrevivência que nos coloca frente a frente com perguntas fundamentais sobre o que significa ter uma «boa vida», contraponto ao ritmo voraz que o século XXI nos tem imposto.

Sobre o autor:
Michael Finkel é escritor e jornalista, tendo colaborado com publicações como a National Geographic, GQ, Rolling Stone, Esquire, Vanity Fair, The Atlantic e The New York Times Magazine.
Ganhou, em conjunto com o fotógrafo John Stanmeyer, o National Magazine Award para Fotojornalismo. Vive em Montana, nos EUA.

Ficha Técnica:
Edição 2017
Páginas: 208

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell

"Se gostaste de ver O Vikings, vais gostar deste livro"

"Leste As Brumas de Avalon, não leste?"

Foram, basicamente, estes dois argumentos que me fizeram gostar da ideia de ler O Rei do Inverno, do brilhante Bernard Cornwell. Depois, a História, a lenda arturiana... foram "n" os fatores. Peguei ontem nele, e, numa penada, li 68 páginas. 

O Rei do Inverno é o primeiro volume da trilogia Senhores da Guerra.

Estou a gostar imenso. Mal posso esperar para terminar, e ler o segundo volume que já mora cá por casa. 

(e estou a respirar um pouco, depois de alguns - muitos!! - policiais!)

Depois dou feedback!




segunda-feira, 1 de maio de 2017

Aqui entre nós, de Jane Fallon

"Aqui entre nós" é um livro totalmente diferente daquilo que tenho lido. Trata-se de um romance, com alguns "imbróglios", uns momentos de confusão, alguma intriga... foi o primeiro do género há muito tempo. É uma novidade da editora Quinta Essência. 

Sucintamente: Tamsin e Michelle são inseparáveis desde muito jovens. E claro que Tamsin quer o melhor para a amiga. Quando lhe chega aos ouvidos o boato de que Patrick, o marido de Michelle, lhe é infiel, ela põe em prática um plano ousado: utiliza a sua assistente, Bea, como engodo, para ver o que acontece…
Não lhe ocorreu, todavia, que a fiel Bea pudesse ter outras intenções. Além disso, a farsa parece ter ganho vida própria e, de repente, Tamsin dá por si enredada numa grande teia de mentiras. Consumida por sentimentos de culpa, Tamsin encontra-se perante uma situação delicada: conseguirá ela contar a verdade a Michelle sem arruinar a vida de todos?
A grande questão deste livro é: há alguém em quem possamos confiar plenamente?

Sobre a autora: 
Jane Fallon nasceu em Londres e trabalhou como produtora de TV até 2007, altura em que publicou o seu primeiro romance. Após o estrondoso sucesso da sua estreia literária, Jane não mais deixou de escrever, e as suas obras, conhecidas por terem sempre um inesperado lado negro, foram já traduzidas para mais de vinte línguas.
A autora vive em Hampstead com o seu companheiro e um gato. 


Ficha técnica:
Editora - Quinta Essência
Ano de Edição / Impressão - 2017
Número Páginas - 440


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Homenagem a Rosa Lobato Faria - LeYa celebra a autora com novas edições

Novas edições, com nova capa, do romance Os Pássaros de Seda e do livro infantil História de Muitas Cores chegam esta semana às livrarias. Ontem à noite, dia 20, juntaram-se familiares e amigos num encontro em que Vitor de Sousa leu poemas de Rosa Lobato de Faria, Eugénio Lisboa falou da vida e obra da autora, e os netos cantaram as letras criadas pela avó.

Por ocasião da celebração da data (20 de abril) em que Rosa Lobato de Faria completaria 85 anos, a LeYa relança algumas das suas obras mais importantes: às livrarias chegam agora uma nova edição, com nova capa, do romance Os Pássaros de Seda (ASA) e uma nova edição, em novo formato e com nova capa de História de Muitas Cores, integrada na Biblioteca Infantil Rosa Lobato de Faria (ASA). Na BIS, coleção de pequeno formato da LeYa, haverá nova edição do romance O Pranto de Lúcifer e a reedição de Os Três Casamentos de Camila S., obra que este ano completa 20 anos de existência.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Chiado Editora desafia à criação na comemoração do Dia Mundial do Livro

Após o sucesso das edições de 2015 e 2016, a Chiado Editora reeditará este ano a iniciativa "Um Livro Num Dia", na comemoração do Dia Mundial do Livro, a 23 de Abril.

Autores reconhecidos, escritores emergentes ou meros sonhadores, podem participar na edição ao vivo de “Um livro num dia”.

 Neste dia, a partir das 09h00, a Chiado Editora vai montar um escritório móvel no Rossio, em Lisboa, onde o público pode apresentar os seus textos originais de forma a integrarem esta edição especial. Os contos devem ser entregues em formato digital (PEN), com um limite de 2.000 caracteres, até às 12h00.

 Nenhum texto será admitido antes das 9h de dia 23 de Abril. Todas as etapas do processo de Edição de um livro terão lugar a 23 de Abril e à vista de todos.

 Todas as fases de construção do livro podem ser acompanhadas in loco, desde a revisão à paginação e design da capa e, às 13h00, o livro segue para a gráfica. Ao final da tarde (18h30), regressa ao mesmo local, onde 1.000 exemplares da obra serão distribuídos gratuitamente ao público.

 O livro ficará então disponível para compra em www.chiadoeditora.com e, no dia seguinte, entrará no circuito comercial podendo ser adquirido junto das maiores lojas.

 Durante a tarde, o escritório mantém-se aberto, em modo OPEN OFFICE DAY, proporcionando a todos os que passem pelo espaço a oportunidade de conhecer os meandros do trabalho editorial, conversar com os nossos  Editores e colocar todas as suas questões, dúvidas, sonhos, projetos, etc.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Escrito na Água, de Paula Hawkins

Está quase quase, nas livrarias, o novo livro de Paula Hawkins, a autora do bestseller "A Rapariga no Comboio" (dia 2 de maio). E, mais uma vez, na FNAC, estavam disponíveis as primeiras páginas de "Escrito na Água", num livro-amostra.

um aparte: gosto desta ideia das editoras publicarem pequenos avanços, 
estes livrinhos de amostra, para o potencial leitor aferir se gosta ou não. 
Um ponto para vocês, editoras. Bem jogado!

Como pessoa que assumidamente não sabe nadar, este livro já me parece assustador, dado que estamos perante uma obra que fala de mortes na água. Nas singelas 20 páginas (que li duma assentada, como será fácil prever), fiquei com MUITA vontade de ler tudinho AGORA. Um sentimentozinho egoísta, do tipo "sou muita fixe e li o livro antes de ir para as livrarias". 
Ia-me dando um fanico quando cheguei à parte "Continua". Topseller, vocês seriam os culpados... é tudo o que tenho a dizer. Agora, tenho de esperar como os comuns mortais, para ler o resto... 

Sinopse:
Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.
Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?
Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade do que "A Rapariga no Comboio".


Ficha técnica:
Editora Topseller
384 páginas
Lançamento a 2 de maio
Apresentação 10 e 11 de junho, na Feira do Livro de Lisboa (Parque Eduardo VII)

sábado, 15 de abril de 2017

Ligações Arriscadas, de Sandra Brown

Terminei ontem, sexta-feira, o livro Ligações Arriscadas, de Sandra Brown. Nunca tinha lido nada desta autora, e quando a oportunidade surgiu, não hesitei. E sendo um género com que me identifico, melhor ainda...

Crawford Hunt, ranger de profissão, acabou de preparar o quarto da filha, Georgia, de quatro anos. No dia seguinte, irá a tribunal tentar reaver a custódia da menina, que está sob o cuidado dos avós maternos desde a morte da mãe. 
Em tribunal, quando a juíza Holly Spencer se prepara para ler a sua decisão, um homem entre dentro da sala de audiências, mata um agente na sala e dispara sobre a juíza. Hunt não hesita e corre atrás do homem, encurralando-o no telhado. Após uma breve troca de palavras, os policiais que, entretanto, se juntaram a Hunt, disparam, fatalmente, sobre o homem. 
Tudo parecia resolvido, até que Hunt se apercebe que o homem deitado na morgue não é o mesmo que disparou na sala de audiências.
Começa aqui um jogo de gato-e-rato, decisivo para todos os protagonistas. 

Não é segredo para ninguém que gosto do género policial. Adoro a investigação, os twists, a adrenalina da descoberta... 
Há, contudo, neste livro, pequenas partes que quebram um pouco do ritmo frenético. A juíza e Hunt começam a sentir-se atraídos, e há momentos em que a autora dá um pouco mais de destaque ao crescente entre eles. É necessário para o leitor, obviamente, mas para mim, como sou um pouco "pão, pão - queijo, queijo"... se quero ler um romance, pego num romance; se quero ler um policial, pego num policial... não misturo os dois. 
Gostei do livro, e gostei, especialmente, desta minha primeira experiência com Sandra Brown. 

Sobre a Autora
Sandra Brown é a autora de mais de setenta romances, na sua maioria bestsellers do New York Times. É uma das mais importantes escritoras de romances policiais dos Estados Unidos, distinguida, entre outros, com os prémios Texas Medal of Arts Award for Literature e o Thriller Master de 2008,a distinção máxima atribuída pela International Thriller Writer's Association.
Nascida em Waco, no Texas, Brown trabalhou como modelo e em programas de televisão antes de se dedicar à escrita. Publicou o seu primeiro romance em 1981 e, desde então, já vendeu cerca de oitenta milhões de exemplares em todo o mundo, estando a sua obra traduzida em trinta e três idiomas.
Vive com o marido em Arlington, no Texas.

Ficha técnica:
Editora: Quinta Essência
400 páginas 
14,94€

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A Rapariga de Antes, de JP Delaney

Há uns dias, estive na FNAC, e junto às caixas de pagamento estavam pequenos livrinhos; logo me saltaram à vista, as letrinhas mágicas "OFERTA". Peguei num e só em casa, reparei bem no que era.

Era a "amostra" de um livro da Suma de Letras, A Rapariga de Antes, da autoria de JP Delaney. Como estava com um livro entre mãos, coloquei de lado a "amostra". Até que lhe voltei a pegar esta semana.

E li-a numa penada.

A Rapariga de Antes é thriller psicológico - o primeiro do autor - em que acompanhamos duas mulheres, em tempos distintos: Emma e Jane.
Por motivos diversos, ambas tornam-se moradoras de uma casa, muito sui generis, em Londres. Uma casa completamente desprovida de coisas, o minimalismo levado à máxima potência.... as exigências do proprietário são colocadas numa lista com centenas de itens. E é nesta casa, neste ambiente, que a ação toma lugar.

Emma é "A Rapariga de Antes". Não estou a spoilar, porque os capítulos estão divididos exatamente assim "Antes: Emma" e "Agora: Jane". Sabemos precisamente quem é quem.

Pela amostra, digo honestamente que fiquei com água na boca para ler o resto. E este livro pode muito bem vir a ser, a par de Escrito na Água, de Paula Hawkins (autora de A Rapariga do Comboio), um dos thrillers do ano.

quarta-feira, 29 de março de 2017

A Tentação de D. Fernando, de Jorge Sousa Correia

Ando a ler, neste instante, A Tentação de D. Fernando, de Jorge Sousa Correia. E estou a gostar bastante. Após a morte do rei D. Pedro I, o Cruel, sobe ao trono de Portugal, o seu filho D. Fernando, o Formoso.
Conhecido pela sua bela aparência, D. Fernando revela, imediatamente, ser muito menos rígido do que o pai, que havia deixado Portugal em paz e com os cofres cheios.

Não conhecia muito da história de D. Fernando, confesso. Na escola, quando "atravessamos" este período, falamos da crise deixada com a morte do rei, passamos para a Batalha de Aljubarrota... e quando damos por nós, já o Mestre de Avis é Rei de Portugal. 

A diferença entre um romance histórico, fundamentado, e um romance histórico, fundamentado e escrito por um historiador, é que as coisas fluem, sem haver cenas metidas a martelo e, ao ler, fico com a sensação que aprendo efetivamente História de Portugal. 

Sem conversa fiada, com diálogos com pitadas de humor - leiam e deliciem-se com as figuras que aparecem na taberna da Mariamen - este é um livro para quem tem curiosidade histórica. Sabemos de antemão que os factos são factos e que não há espaço para "verdades alternativas".

D. Fernando é apresentado como um rei que vive deslumbrado pelos prazeres que a vida de monarca lhe traz: uma vida sem complicações, mulheres apaixonadas quando lhe apetece... procurado por nobres galegos que o encorajam a reclamar o trono de Castela, distribui riquezas e terras a todos aqueles que lhe afagam o ego. Até que se apaixona por D. Leonor, uma fidalga casada. Mas isso não será impedimento para o Rei, claro, que acaba por se casar com ela, à revelia até dos próprios irmãos.

Nos bastidores, a Rainha D. Leonor (a Aleivosa, como é conhecida) joga um xadrez de manipulações, coloca em lugares de prestígio, pessoas que lhe são chegadas e influencia as decisões de D. Fernando que, só quando é tarde demais, percebe o que se passa. Guerras, traições, demasiados homens mortos...

Em 1383, morre D.Fernando. E o caos instala-se, como bem sabemos. 

Ficha técnica:
Editora - Clube do Autor
432 páginas

Sobre o Autor:
Jorge de Sousa Correia é licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Serviu na Força Aérea entre 1965 e 1969, tendo sido destacado para Angola nos dois últimos anos. Foi professor de História na Escola Secundária do Pinhal Novo e trabalhou numa empresa metalúrgica. 
Tem publicados os seguintes livros: As Sombras de D. João II, O Mistério do Infante Santo e A Traição de D. Manuel I. 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Brevemente: O Inquisidor, de Marcello Simoni

A partir de 6 de abril, estará disponível o novo livro do escritor italiano Marcello Simoni.

Sou confessa apreciadora deste autor. Gosto da forma como, bem documentado, consegue criar narrativas históricas e com uma ponta de suspense, suficiente para querermos voltar a lê-lo. E só de ler o resumo de mais este livro, sinto-me já em pulgas e a querer que o dia 6 de abril seja amanhã.

Sinopse:
Século XVII. A poucos dias do início do Ano Santo, a morte de um frade, consultor da Congregação do Índice, o braço mais recente da Inquisição, agita os meios religiosos. O homicídio desde homem, encontrado com o corpo encravado numa prensa tipográfica e com a boca cheia de papéis impressos tem de ser rapidamente resolvido.

A investigação é entregue ao inquisidor Girolamo Svampa. As suspeitas são muitas, envolvendo desde a Companhia de Jesus até agentes misteriosos de potências rivais. E há ainda a surpreendente ligação ao meio dos impressores e tipógrafos de Roma. Svampa depara-se com personalidades poderosas e a situação revela-se, subitamente, delicada e perigosa.

Criatura de hábitos e pouco diplomata, com uma aversão patológica pela fugacidade do presente, o comissarius trabalha de acordo com um código moral rígido. Conseguirá desvendar o crime sem comprometer os seus princípios?

Marcello Simoni cria neste romance uma extraordinária figura de detetive: um dominicano racional como um cientista mas simultaneamente perito em ciências ocultas. Um homem que trabalha em nome da Igreja, embora questione certos comportamentos eclesiásticos. Com efeito, Svampa é filho de um impressor acusado de heresia e transporta consigo uma marca gravada a fogo que nunca cicatrizou…

Ficha Técnica:
O Inquisidor
Tradução de Maria Irene Bigotte de Carvalho
352 Págs. | PVP: 17,50 €
Clube do Autor

quarta-feira, 22 de março de 2017

Imaculada, de Paula Lobato de Faria (divulgação)


(qualquer semelhança com o nome Rosa Lobato de Faria não é coincidência - Paula é prima da inesquecível Rosa Lobato de Faria)

Imaculada, nas livrarias a partir de 6 de Abril, é o romance de estreia de Paula Lobato de Faria e a grande aposta da editora Clube do Autor no segundo trimestre deste ano. Paula Lobato de Faria, doutorada em Direito e professora da Universidade Nova de Lisboa, tem várias publicações internacionais nas áreas do direito da saúde, bioética e direitos humanos mas este é o seu primeiro livro de ficção.

Habilmente ambientado no Portugal profundo dos anos 50, Imaculada é uma obra na linha dos nossos melhores romances de época e um retrato crítico da condição humana. Paula Lobato de Faria surge assim como um novo nome a seguir com atenção na literatura portuguesa.

Teresa Matos, coordenadora-geral:
“a publicação deste romance vem reforçar a aposta da editora na literatura nacional, presente desde sempre na nossa estratégia de diversificação editorial”.

Paula Lobato de Faria vem assim juntar-se a nomes como João Felgar, António Brito, João Morgado, João Paulo Guerra, Jorge Sousa Correia e Paulo Ramalho, entre outros.

Teresa Matos salienta também o trabalho de continuidade no que diz respeito à publicação de autores estrangeiros e destaca um dos últimos sucessos da editora.
“O Leitor do Comboio, recém-chegado às livrarias, está a ser muito bem-recebido tanto pelos livreiros como pelos leitores portugueses e esse feedback é muito animador.”

Já na área da não ficção, a editora mantém a aposta nos livros de História, Economia e Política com edições previstas dos livros Os Bárbaros (Canal de História), Dirty Secrets - How Tax Havens Destroy The Economy, um livro sobre o impacto dos offshore na nossa economia, e USA - Modo de Usar, de Clara Ferreira Alves, ainda no primeiro semestre deste ano.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Clube do Autor - divulgação: O Leitor do Comboio

Já se encontra no mercado nacional, o primeiro livro de Jean-Paul Didierlaurent, um romance de estreia cujos direitos de publicação já foram vendidos para mais de 30 países. O Leitor do Comboio é um livro sobre o amor pelos livros, uma história sobre vidas comuns tocadas pela força do amor e da literatura.

Guylain, o protagonista do livro, é um homem aparentemente simples, uma criatura de hábitos: faz sempre as mesmas coisas, nos mesmos horários. O comboio das 6h27, as pessoas que partilham a mesma carruagem, as paisagens que marcam o caminho, a leitura em voz alta, a rotina de volta da máquina de abate de livros, as folhas (sempre duas, arrancadas dos livros condenados), o peixe no aquário no seu regresso a casa.

Um homem apaixonado pelas pequenas coisas, uma rotina com algo de Amelie Poulain, e um certo charme nessa simplicidade.

Até que dois acontecimentos inesperados alteram completamente o sentido da sua vida.

O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.


O Leitor do Comboio
Tradução de Inês Castro
196 Páginas l PVP: 15,00€

Críticas:

"Leitura Obrigatória". L’ Express

"A ideia original e o tom vivo fazem de O Leitor do Comboio uma obra cheia de encanto. É de saudar esta homenagem à literatura e à leitura". Lire

"Um belo testemunho da universalidade do amor pelos livros". Livres Hebdo

"Jean-Paul Didierlaurent escreveu uma das mais belas declarações de amor à leitura". La Razón

quinta-feira, 16 de março de 2017

Silenciadas, de Kristina Ohlsson

Demorei uma pequena eternidade a ler. Aliás, nas últimas semanas tenho lido muito pouco, e quando pego num livro, ou no tablet, leio 2/3 páginas e logo coloco de lado, porque o cansaço acumulado é mais que muito.

Em janeiro, andámos à procura de casa. Projeto esse que colocámos de parte, e avançámos para obras na nossa casa... em fevereiro. Estamos a meio de março, e terminei esta semana, um livro que me acompanhava há mais que muito tempo.

"Silenciadas" de Kristina Ohlsson. Retomei a leitura do thriller escandinavo. E começamos logo  "bem". Estamos na Suécia. Uma jovem é surpreendida por alguém que a viola. Noutro cenário, um atropelamento. E num terceiro, um casal é encontrado morto na sua casa... uma carta suicida acompanha os cadáveres.

Fredrika Bergman, juntamente com a equipa de investigação de Alex Recht, é encarregada destes casos, aparentemente, desconexos.

Contrabando humano, crimes por encomenda... duas irmãs: uma morta e outra desaparecida... à medida que a polícia vai investigando, as pistas transportam os membros da equipa a factos ocorridos há mais de 20 anos.

É um bom livro de se ler, porque nas suas quase 350 páginas, "desvendamos" os casos e acompanhamos a intimidade dos protagonistas: a equipa do Departamento de Investigações Criminais. Conhecemos os problemas que os afetam a todos, e que pesam na concentração e atenção que estas pessoas dão às investigações que têm em mãos.

Sobre a Autora:
Kristina Ohlsson nasceu em Kristianstad, no sul da Suécia, e hoje vive em Estocolmo. É cientista política, ex-analista estratégica de segurança da Polícia Nacional da Suécia e trabalha como agente contra o terrorismo na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novidade ASA: A História da Gata das Botas

Mais de 100 anos depois de ter sido originalmente escrito chegou hoje às livrarias A História da Gata das Botas, um texto de Beatrix Potter, recentemente, redescoberto e agora publicado pela primeira vez em formato ilustrado.

Como tantas outras narrativas de Beatrix Potter, esta é uma história cómica, que por razões várias nunca foi publicada em vida da autora, sendo aliás a primeira vez que é editada como história individual e integralmente ilustrada.

O manuscrito foi redescoberto em 2014 por Jo Hanks, editor na Penguin Random House Children’s, que se deparou com uma biografia há muito esgotada de Beatrix Potter publicada nos inícios dos anos 1970. Nessa obra, Hanks encontrou referência a uma carta que a autora teria enviado ao seu editor em 1914, em que aludia a uma história sobre “uma gatinha preta de pura raça e bem-comportada, que leva uma vida completamente dupla”, bem como menção a um manuscrito não revisto da mesma história.

Uma visita aos arquivos do Victoria and Albert Museum, em Londres, onde se encontra guardado muito do espólio de Beatrix Potter, revelou três manuscritos escritos à mão em cadernos escolares, um esboço a cores da Gatas das Botas, um “mono” semipaginado e um esboço a lápis do arquivilão, Senhor Raposa.

Outras cartas no arquivo revelaram que Beatrix tencionava finalizar a história, mas que “começaram as interrupções” – que, aliás, haveriam de continuar: desde a Iª Guerra Mundial ao seu casamento, passando pela sua atividade enquanto criadora de ovelhas e pela deterioração do seu estado de saúde. Tudo razões poderosas para que Beatrix Potter nunca tenha voltado a dar atenção a esta sua história.

Segundo Jo Hanks, “a história é verdadeiramente do melhor de Beatrix Potter”. Contém duplas identidades, pérfidos vilões e várias personagens bem conhecidas de outros contos, entre as quais o Senhor Raposa, a Dona Rute e a Senhora Gata Malhadinha. E, melhor ainda, inclui o malandreco Pedro Coelho que, embora mais velho, mais lento e mais corpulento, também faz a sua aparição nesta história!

A obra, que no Reino Unido se tornou um fenómeno de vendas imediato ao ser anunciada oito meses antes da sua publicação, conta com as ilustrações de outra figura incontornável da literatura infantil mundial, Quentin Blake. Sobre este desafio irrepetível, diz o ilustrador: “Existem muitas outras razões pelas quais ela nunca terá regressado a este conto, mas devo confessar que há certos momentos em que não consigo resistir e penso que ela o estaria a guardar para mim.”

Ficha técnica:
A História da Gata das Botas
Beatrix Potter
Ilustração: Quentin Blake
72 páginas

Novidade Clube do Autor: A Tentação de D. Fernando

A Tentação de D. Fernando
Jorge Sousa Correia
432 páginas | 17€
Clube do Autor

O fim da Primeira Dinastia e a ascensão do Mestre de Avis no novo romance histórico de Jorge Sousa Correia. Nas livrarias desde o passado dia 15.

Sinopse:
Estamos em pleno século XIV, um século marcado por várias crises decorrentes de sucessivos maus anos agrícolas, pestes endémicas e guerras contra Castela. No trono está D. Fernando, um rei inconstante e fraco. Eis o pano de fundo do romance histórico A Tentação de D. Fernando.

Enquadramento:
D. Fernando I nasceu a 31 de outubro de 1345 e morreu a 22 de outubro de 1383. Entre uma e outra data, Portugal viveu momentos conturbados, de grande tensão política, económica e social, que deram origem a guerras e alianças perigosas. Mas foram sobretudo as intrigas políticas e os escândalos da Corte que inspiraram Jorge Sousa Correia a escrever este novo romance. A juntar ao talento narrativo que já conhecemos de livros anteriores – O Mistério do Infante Santo, As Sombras de D. João II e A Traição de D. Manuel I -, encontramos neste romance rigor documental, ficção e realidade em doses generosas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Leituras de novembro e dezembro

Tenho estado atrasadíssima no meu resumo de leituras das últimas... medoooo... (cerca de) nove semanas. São dois meses de livros que tenho folheado - em papel e na aplicação Play Livros.
Vou enumerá-los e colocar umas quantas linhas sobre cada um deles.


De notar que iniciei a leitura de "Anna Karenina", de Tolstoi. Uma obra que há muito pretendia iniciar, mas que ainda não se tinha proporcionado.
Tenho intercalado com "O passado é um lugar", um policial / suspense da autoria de Tana French.
Sinopse: Frank Mackey é um detetive assombrado pelo seu passado. Na Dublin dos anos 80, o então jovem Frank combina fugir com a sua namorada, mas à hora e lugar marcados, ela não aparece. 22 anos depois aparece o corpo da jovem Rosie e Frank predispõe-se a encontrar o culpado.

* O Vale do Terror, de Arthur Conan Doyle
Sherlock Holmes e o Dr. Watson recebem uma carta encriptada, remetida por um indivíduo cujo pseudónimo é Fred Porlock, um informador que faz parte da rede criminosa do Professor Moriarty, o maior inimigo de Holmes. Na carta, Holmes é avisado que John Douglas, o senhor de Birlstone House, no Sussex, será assassinado.

* O Portal do Destino, de Agatha Christie
Prestes a reformar-se, o casal Beresford muda-se para uma casa antiga, em uma cidade litorânea.
A casa possui um sótão cheio de velhos livros, que Tuppence se põe a organizar. Num desses livros ela encontra uma mensagem, composta por algumas palavras: Marie Jordan não morreu de morte natural. Foi um de nós. Tuppence começa a investigar o passado da casa e da cidade.

* Os últimos casos de Miss Marple, de Agatha Christie
Esta obra traz diversos de seus contos - 'Santuário', 'Uma piada incomum', 'O caso da fita métrica', 'O caso da zeladora', 'O caso da criada perfeita', 'Miss Marple conta uma história' e 'A extravagância de Greenshaw'.

Sei que falta qualquer coisa por aqui... tenho o feeling que me estou a esquecer de algum livro importante, portanto... esta lista ainda está sujeita a edições. 

E quanto a livros, para já é isto: recebi, no Natal, uma coleção de contos infantis... prenda do meu excelso companheiro. Estes livros infantis são, contudo, muito sui generis: tratam-se de contos da franquia Doctor Who! Aqui encontram-se textos com títulos tão fofinhos como "Snow White and the Seven Keys to Doomsday". Promete!