segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cavatina


Há muitos, muitos anos li um livro que para sempre marcou a minha vida, numa cadenciada e longa espiral de sentimentos que as vivências vão acrescentando.
Este fim-de-semana reli-o e vivenciei os últimos anos da minha própria vida, reflectindo sobre a perenidade e insustentabilidade dos nossos dias.
Horácio Tavares de Carvalho, só escreveu três obras, das quais só consegui ler uma, «Cavatina».
Sob o cenário do exótico e místico Egipto, desenrola-se uma história pungente de dramatismo e de fatalismo amoroso, que podia ser a de qualquer um de nós.
Egipto país que cultiva a «eternidade» histórica dos seus ancestrais, serve de palco a um amor que perdurará eterno na memória de quem o viveu.
Deste livro guardo a memória mais preciosa sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor e sobre a responsabilidade dos caminhos conscientes e inconsciente que trilhamos, por opção ou talvez não, sózinhos ou acompanhados.
Cavatina, pode ser tudo e nada...acima de tudo são as decisões que tomamos...


Nota: Cavatina é uma área musical, de curta duração, sem segunda parte nem repetição...

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