quarta-feira, 22 de março de 2017

Imaculada, de Paula Lobato de Faria (divulgação)


(qualquer semelhança com o nome Rosa Lobato de Faria não é coincidência - Paula é prima da inesquecível Rosa Lobato de Faria)

Imaculada, nas livrarias a partir de 6 de Abril, é o romance de estreia de Paula Lobato de Faria e a grande aposta da editora Clube do Autor no segundo trimestre deste ano. Paula Lobato de Faria, doutorada em Direito e professora da Universidade Nova de Lisboa, tem várias publicações internacionais nas áreas do direito da saúde, bioética e direitos humanos mas este é o seu primeiro livro de ficção.

Habilmente ambientado no Portugal profundo dos anos 50, Imaculada é uma obra na linha dos nossos melhores romances de época e um retrato crítico da condição humana. Paula Lobato de Faria surge assim como um novo nome a seguir com atenção na literatura portuguesa.

Teresa Matos, coordenadora-geral:
“a publicação deste romance vem reforçar a aposta da editora na literatura nacional, presente desde sempre na nossa estratégia de diversificação editorial”.

Paula Lobato de Faria vem assim juntar-se a nomes como João Felgar, António Brito, João Morgado, João Paulo Guerra, Jorge Sousa Correia e Paulo Ramalho, entre outros.

Teresa Matos salienta também o trabalho de continuidade no que diz respeito à publicação de autores estrangeiros e destaca um dos últimos sucessos da editora.
“O Leitor do Comboio, recém-chegado às livrarias, está a ser muito bem-recebido tanto pelos livreiros como pelos leitores portugueses e esse feedback é muito animador.”

Já na área da não ficção, a editora mantém a aposta nos livros de História, Economia e Política com edições previstas dos livros Os Bárbaros (Canal de História), Dirty Secrets - How Tax Havens Destroy The Economy, um livro sobre o impacto dos offshore na nossa economia, e USA - Modo de Usar, de Clara Ferreira Alves, ainda no primeiro semestre deste ano.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Clube do Autor - divulgação: O Leitor do Comboio

Já se encontra no mercado nacional, o primeiro livro de Jean-Paul Didierlaurent, um romance de estreia cujos direitos de publicação já foram vendidos para mais de 30 países. O Leitor do Comboio é um livro sobre o amor pelos livros, uma história sobre vidas comuns tocadas pela força do amor e da literatura.

Guylain, o protagonista do livro, é um homem aparentemente simples, uma criatura de hábitos: faz sempre as mesmas coisas, nos mesmos horários. O comboio das 6h27, as pessoas que partilham a mesma carruagem, as paisagens que marcam o caminho, a leitura em voz alta, a rotina de volta da máquina de abate de livros, as folhas (sempre duas, arrancadas dos livros condenados), o peixe no aquário no seu regresso a casa.

Um homem apaixonado pelas pequenas coisas, uma rotina com algo de Amelie Poulain, e um certo charme nessa simplicidade.

Até que dois acontecimentos inesperados alteram completamente o sentido da sua vida.

O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.


O Leitor do Comboio
Tradução de Inês Castro
196 Páginas l PVP: 15,00€

Críticas:

"Leitura Obrigatória". L’ Express

"A ideia original e o tom vivo fazem de O Leitor do Comboio uma obra cheia de encanto. É de saudar esta homenagem à literatura e à leitura". Lire

"Um belo testemunho da universalidade do amor pelos livros". Livres Hebdo

"Jean-Paul Didierlaurent escreveu uma das mais belas declarações de amor à leitura". La Razón

quinta-feira, 16 de março de 2017

Silenciadas, de Kristina Ohlsson

Demorei uma pequena eternidade a ler. Aliás, nas últimas semanas tenho lido muito pouco, e quando pego num livro, ou no tablet, leio 2/3 páginas e logo coloco de lado, porque o cansaço acumulado é mais que muito.

Em janeiro, andámos à procura de casa. Projeto esse que colocámos de parte, e avançámos para obras na nossa casa... em fevereiro. Estamos a meio de março, e terminei esta semana, um livro que me acompanhava há mais que muito tempo.

"Silenciadas" de Kristina Ohlsson. Retomei a leitura do thriller escandinavo. E começamos logo  "bem". Estamos na Suécia. Uma jovem é surpreendida por alguém que a viola. Noutro cenário, um atropelamento. E num terceiro, um casal é encontrado morto na sua casa... uma carta suicida acompanha os cadáveres.

Fredrika Bergman, juntamente com a equipa de investigação de Alex Recht, é encarregada destes casos, aparentemente, desconexos.

Contrabando humano, crimes por encomenda... duas irmãs: uma morta e outra desaparecida... à medida que a polícia vai investigando, as pistas transportam os membros da equipa a factos ocorridos há mais de 20 anos.

É um bom livro de se ler, porque nas suas quase 350 páginas, "desvendamos" os casos e acompanhamos a intimidade dos protagonistas: a equipa do Departamento de Investigações Criminais. Conhecemos os problemas que os afetam a todos, e que pesam na concentração e atenção que estas pessoas dão às investigações que têm em mãos.

Sobre a Autora:
Kristina Ohlsson nasceu em Kristianstad, no sul da Suécia, e hoje vive em Estocolmo. É cientista política, ex-analista estratégica de segurança da Polícia Nacional da Suécia e trabalha como agente contra o terrorismo na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novidade ASA: A História da Gata das Botas

Mais de 100 anos depois de ter sido originalmente escrito chegou hoje às livrarias A História da Gata das Botas, um texto de Beatrix Potter, recentemente, redescoberto e agora publicado pela primeira vez em formato ilustrado.

Como tantas outras narrativas de Beatrix Potter, esta é uma história cómica, que por razões várias nunca foi publicada em vida da autora, sendo aliás a primeira vez que é editada como história individual e integralmente ilustrada.

O manuscrito foi redescoberto em 2014 por Jo Hanks, editor na Penguin Random House Children’s, que se deparou com uma biografia há muito esgotada de Beatrix Potter publicada nos inícios dos anos 1970. Nessa obra, Hanks encontrou referência a uma carta que a autora teria enviado ao seu editor em 1914, em que aludia a uma história sobre “uma gatinha preta de pura raça e bem-comportada, que leva uma vida completamente dupla”, bem como menção a um manuscrito não revisto da mesma história.

Uma visita aos arquivos do Victoria and Albert Museum, em Londres, onde se encontra guardado muito do espólio de Beatrix Potter, revelou três manuscritos escritos à mão em cadernos escolares, um esboço a cores da Gatas das Botas, um “mono” semipaginado e um esboço a lápis do arquivilão, Senhor Raposa.

Outras cartas no arquivo revelaram que Beatrix tencionava finalizar a história, mas que “começaram as interrupções” – que, aliás, haveriam de continuar: desde a Iª Guerra Mundial ao seu casamento, passando pela sua atividade enquanto criadora de ovelhas e pela deterioração do seu estado de saúde. Tudo razões poderosas para que Beatrix Potter nunca tenha voltado a dar atenção a esta sua história.

Segundo Jo Hanks, “a história é verdadeiramente do melhor de Beatrix Potter”. Contém duplas identidades, pérfidos vilões e várias personagens bem conhecidas de outros contos, entre as quais o Senhor Raposa, a Dona Rute e a Senhora Gata Malhadinha. E, melhor ainda, inclui o malandreco Pedro Coelho que, embora mais velho, mais lento e mais corpulento, também faz a sua aparição nesta história!

A obra, que no Reino Unido se tornou um fenómeno de vendas imediato ao ser anunciada oito meses antes da sua publicação, conta com as ilustrações de outra figura incontornável da literatura infantil mundial, Quentin Blake. Sobre este desafio irrepetível, diz o ilustrador: “Existem muitas outras razões pelas quais ela nunca terá regressado a este conto, mas devo confessar que há certos momentos em que não consigo resistir e penso que ela o estaria a guardar para mim.”

Ficha técnica:
A História da Gata das Botas
Beatrix Potter
Ilustração: Quentin Blake
72 páginas

Novidade Clube do Autor: A Tentação de D. Fernando

A Tentação de D. Fernando
Jorge Sousa Correia
432 páginas | 17€
Clube do Autor

O fim da Primeira Dinastia e a ascensão do Mestre de Avis no novo romance histórico de Jorge Sousa Correia. Nas livrarias desde o passado dia 15.

Sinopse:
Estamos em pleno século XIV, um século marcado por várias crises decorrentes de sucessivos maus anos agrícolas, pestes endémicas e guerras contra Castela. No trono está D. Fernando, um rei inconstante e fraco. Eis o pano de fundo do romance histórico A Tentação de D. Fernando.

Enquadramento:
D. Fernando I nasceu a 31 de outubro de 1345 e morreu a 22 de outubro de 1383. Entre uma e outra data, Portugal viveu momentos conturbados, de grande tensão política, económica e social, que deram origem a guerras e alianças perigosas. Mas foram sobretudo as intrigas políticas e os escândalos da Corte que inspiraram Jorge Sousa Correia a escrever este novo romance. A juntar ao talento narrativo que já conhecemos de livros anteriores – O Mistério do Infante Santo, As Sombras de D. João II e A Traição de D. Manuel I -, encontramos neste romance rigor documental, ficção e realidade em doses generosas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Leituras de novembro e dezembro

Tenho estado atrasadíssima no meu resumo de leituras das últimas... medoooo... (cerca de) nove semanas. São dois meses de livros que tenho folheado - em papel e na aplicação Play Livros.
Vou enumerá-los e colocar umas quantas linhas sobre cada um deles.


De notar que iniciei a leitura de "Anna Karenina", de Tolstoi. Uma obra que há muito pretendia iniciar, mas que ainda não se tinha proporcionado.
Tenho intercalado com "O passado é um lugar", um policial / suspense da autoria de Tana French.
Sinopse: Frank Mackey é um detetive assombrado pelo seu passado. Na Dublin dos anos 80, o então jovem Frank combina fugir com a sua namorada, mas à hora e lugar marcados, ela não aparece. 22 anos depois aparece o corpo da jovem Rosie e Frank predispõe-se a encontrar o culpado.

* O Vale do Terror, de Arthur Conan Doyle
Sherlock Holmes e o Dr. Watson recebem uma carta encriptada, remetida por um indivíduo cujo pseudónimo é Fred Porlock, um informador que faz parte da rede criminosa do Professor Moriarty, o maior inimigo de Holmes. Na carta, Holmes é avisado que John Douglas, o senhor de Birlstone House, no Sussex, será assassinado.

* O Portal do Destino, de Agatha Christie
Prestes a reformar-se, o casal Beresford muda-se para uma casa antiga, em uma cidade litorânea.
A casa possui um sótão cheio de velhos livros, que Tuppence se põe a organizar. Num desses livros ela encontra uma mensagem, composta por algumas palavras: Marie Jordan não morreu de morte natural. Foi um de nós. Tuppence começa a investigar o passado da casa e da cidade.

* Os últimos casos de Miss Marple, de Agatha Christie
Esta obra traz diversos de seus contos - 'Santuário', 'Uma piada incomum', 'O caso da fita métrica', 'O caso da zeladora', 'O caso da criada perfeita', 'Miss Marple conta uma história' e 'A extravagância de Greenshaw'.

Sei que falta qualquer coisa por aqui... tenho o feeling que me estou a esquecer de algum livro importante, portanto... esta lista ainda está sujeita a edições. 

E quanto a livros, para já é isto: recebi, no Natal, uma coleção de contos infantis... prenda do meu excelso companheiro. Estes livros infantis são, contudo, muito sui generis: tratam-se de contos da franquia Doctor Who! Aqui encontram-se textos com títulos tão fofinhos como "Snow White and the Seven Keys to Doomsday". Promete!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tommy e Tuppence Beresford, de Agatha Christie

Imagem retirada do site:
http://lynstone.com/tommy-and-tuppence
Dediquei-me a ler as histórias escritas por Agatha, cujos protagonistas são o casal Tommy e Tuppence Beresford - "o único casal utilizado pela autora em mais de um livro. Um detalhe interessante é que, ao contrário do que acontece na maioria das vezes, eles envelhecem entre um volume e outro" (wikipédia).

- Caminho para a Morte
Já sexagenários, Tommy e Tuppence visitam Tia Ada, que vive num asilo. Tuppence encontra uma velhinha, a Sra. Lancaster, que fala de alguma coisa atrás da lareira, de seu filho etc. A conversa é estranha e Tuppence resolve cavar mais fundo. O casal acaba por se envolver numa trama complexa, que leva a crer que a Sra. Lancaster não é assim tão louca como parece.

- N ou M?
Um agente inglês é morto na Escócia, durante a Segunda Guerra Mundial. Suas últimas palavras foram: "M ou N. Song Susie". Esse agente tentava descobrir nazis infiltrados no comando inglês. 
Já maduros, Tommy e Tuppence passam a colaborar com o Serviço Secreto Inglês na investigação. Para isso, hospedam-se em uma pensão repleta de velhinhas simpáticas e de homens de negócios, acabando por se envolverem em uma cerrada teia de crimes e espionagem.
- O Adversário Secreto
Este seria o primeiro livro da "saga". 
Inicialmente desempregados e sedentos de viver grandes aventuras, o casal de amigos Tommy e Tuppence se envolve na busca de Jane Finn, uma jovem desaparecida após o naufrágio de um navio de passageiros durante a primeira guerra mundial. 
Essa jovem guarda um importante documento que, terminada a guerra, apresenta informações comprometedoras para Inglaterra e os países aliados. Não apenas o governo, mas também um grupo de revolucionários quer ficar com a posse desses documentos, com o intuito de utilizar as informações numa importante greve geral que estão a organizar.

foram os três livros que já completei. Neste momento, estou a ler Morte pela porta das traseiras, ficando apenas a faltar O Homem que era n.º 16. Foram apenas cinco os volumes deste casal, e que seguem tal como foi acima dito, uma linha cronológica. 
No livro que estou agora a ler, Tommy e Tuppence estão a preparar-se para a reforma, e encontram-se a braços com a remodelação de uma casa recentemente adquirida. Inclusivamente, já têm netos. E, sem saberem muito bem como, envolvem-se na investigação de uma morte, aparentemente natural, há mais de 50 anos. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Policial... o meu género favorito

Dê lá por onde der, acabo sempre por ir "parar" ao mesmo: thrillers e policiais...

Os dois últimos (não tenho lido muito, confesso!) foram: Maigret e o Crime na Escola (Georges Simenon) e Quarenta Dias sem Sombra (Oliver Truc).

Comecemos por Maigret.

Maigret é procurado Joseph Gastin, professor na escola de uma pequena vila. Gastin é acusado de ter assassinado Léonie Birard, a antiga empregada dos correios.
Ninguém gostava dela porque era, particularmente, maldosa e maliciosa, ridicularizando as crianças e caluniando seus pais. 
Gastin implora a Maigret que prove sua inocência, encontrando o verdadeiro assassino. Maigret muda-se temporariamente para a pequena vila. A vítima vivia próximo à escola, motivo pelo qual Gastin é um suspeito óbvio, apesar de ele alegar que não estava lá no momento do crime. Talvez a solução para encontrar o assassino seja Maigret se tornar amigo de uma das crianças locais.

Trata-se de um livro muito... Maigret. Temos a ação inicial, temos uma investigação muito "sui generis", já que o Comissário é constantemente levado a seguir pistas erradas. Mas, no fim, a justiça prevalece. 

Em Quarenta Dias sem Sombra, a ação localiza-se na Lapónia. 

(sem dúvida, que vou do 8 ao 80)
Vencedor de 15 prémios internacionais.

É a última noite polar na Lapónia. O sol voltará a brilhar após quarenta dias ausente.Todos esperavam o retorno do tambor sagrado, que, acredita-se, permite a comunicação com o mundo dos mortos. Mas o tambor é roubado, causando comoção na comunidade. 
Pouco depois, um criador de renas é encontrado morto e mutilado no meio da neve. A investigação dos crimes é liderada por Klemet Nango e Nina Nansen, da Polícia das Renas. 
Os oficiais não poderiam ser mais diferentes entre si e precisarão enfrentar condições extremas de temperatura gélida e isolamento para resolver os mistérios.

Oliver Truc tem um segundo livro, protagonizado por Klemet Nango - O Estreito do Lobo. 

Gostei deste livro particularmente por retratar uma realidade que desconhecia, por completo - o do povo nativo lapão (ou sami). Sobre este grupo, diz-nos a Wikipédia que vivem num "território abrangendo partes das regiões setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e da península de Kola, na Rússia. Habitam zonas serranas (fjäll), zonas florestais, zonas costeiras e fiordes noruegueses.
Os sámis são um dos maiores grupos indígenas da Europa, totalizando cerca de 70 000 pessoas, das quais 17 000 vivem na Suécia, 35 000 na Noruega, 5 700 na Finlândia e 2 000 na Rússia.
Os lapões falam um grupo de dez línguas distintas denominadas genericamente de sámi ou lapão, pertencentes à família daslínguas fino-úgricas (do grupo linguístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro)."



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Agatha Christie - Poirot, essencialmente

Agatha Christie escreveu para xuxu. É assim que consigo resumir a coisa. E apesar de já ter lido muitos dos seus escritos, há sempre um que não ainda não me passou pelas mãos.

E, nestas férias, terminei mais dois livros que envolviam o detetive belga, Poirot.

Comecemos então.

Tanto a RTP Memória como a Fox Crime estiveram em sintonia aqui há uns meses. A estação pública passou da 1.ª à 7.ª temporada e o canal de cabo passou da 8.ª à 13.ª. Um fartote de Poirot, portanto. Houve, contudo, episódios que ficaram a meio. A ideia, certamente, seria fazer as segundas partes dos mesmos, mas isso não aconteceu. "Perigo na Casa do Fundo", foi um deles.

"Apanhei" o livro. Hercule Poirot e Hastings estão a passar uma temporada no Hotel Majestic, na costa da Cornualha, quando conhecem Nick Buckley, uma bela jovem, proprietária da pitoresca "Casa do Penhasco".
Poirot fica muito impressionado com a jovem e decide ajudá-la, ao perceber algo peculiar a seu respeito que nem mesmo ela sabe: alguém está a tentar matá-la.

Depois disto, lembrei-me de procurar o primeiro livro onde surgiu esta figura: "O Misterioso Caso de Styles".
A meio da noite, os hóspedes da mansão Styles acordam assustados. A proprietária da casa, Emily Inglethorp, está, aparentemente, a sofrer um ataque cardíaco. Depois de algumas convulsões, acaba por falecer, não sem antes dizer o nome do marido.
As portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava tratar-se de morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Todos os hóspedes da velha mansão, inclusivamente o marido e os enteados, John e Lawrence, tinham motivos para matar a Sra. Inglethorp, e nenhum deles possui um álibi convincente.
Para solucionar o crime, entram, em ação, o detetive Hercule Poirot e o Capitão Arthur Hastings.

Algumas curiosidades: 
- neste último livro, estão dois finais. Um deles é "alternativo", como é fácil perceber. A explicação para a morte da senhora é a mesma. A forma de a apresentar é que é diferente. Numa, Poirot apresenta a solução ao Juiz durante o julgamento de um dos presumíveis culpados. No outro final, a apresentação é feita numa sala na mansão Styles, com todos os intervenientes, como é recorrente nos livros de Agatha Christie. 

- O romance é narrado em primeira pessoa, pelo capitão Hastings.

- A história decorre numa enorme casa de campo, com alguns suspeitos, que escondem informações sobre suas próprias vidas. O livro inclui mapas da casa, da cena do assassinato e uma parte de um fragmento de um testamento.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O Imenso Adeus, de Raymond Chandler

Terminei há instantes mais um livro da mítica Coleção Vampiro, reeditada em maio deste ano (surgiu primeiramente, em finais dos anos 40, e editou cerca de 700 títulos). 

Sinopse:
Terry Lennox parece estar finalmente a deixar para trás os dias de torpor alcoólico, quando a sua mulher milionária aparece morta. Obrigado a abandonar Los Angeles a toda a pressa, recorre àquele que sabe ser o seu único amigo: Philip Marlowe, detetive privado. 
Marlowe está decidido a ajudar um amigo em apuros, mas logo lhe chegam notícias de que Lennox se suicidara no México e tudo se torna ainda mais negro. Marlowe vê-se arrastado para um ambiente sórdido de ricos adúlteros e alcoólicos, que desfilam aos tombos pelo elegante e soalheiro Idle Valley de LA. 
Está convencido de que Lennox não matou a mulher, mas com quantos mais cadáveres terá de se deparar antes de descobrir a verdade? 

Publicado originalmente em 1953, "O Imenso Adeus" é considerado pela crítica o mais ambicioso romance de Raymond Chandler e aquele que mais inequivocamente dá provas de que o seu talento literário se estendia muito além da simples construção de um mistério policial.

É, literalmente, um livro que se lê de uma "penada", apesar das suas 416 páginas, em formato de bolso. 
Posteriormente, e para escrever este texto, pesquisei mais um pouco sobre o autor e sobre este livro, e descobri que serviu de base para o filme policial noir de 1973, The Long Goodbye. Segundo informações da Wikipédia, o argumentista permitiu-se a algumas "liberdades" criativas e o filme situa-se nos anos 70, e não nos anos 50, como no livro, entre outros arcos que foram eliminados, ou alterados. 

Definitivamente, um livro a ler.