sábado, 19 de agosto de 2017

Leituras de Junho, Julho e Agosto

Há muito tempo que aqui não escrevia. E a verdade é que também não tenho lido muito. Julho foi o último mês em que postei alguma coisa e desde então tenho trabalhado muito, recebido "n" emails das editoras com novidades incríveis, mas pouco tempo de sobra para colocar, por escrito, o que me tem passado pelas mãos.

Um dos livros que me tem dado "trabalho" é A Voz do Fogo, de Alan Moore. Coloquei-o de lado, temporariamente, até conseguir focar-me exclusivamente. A premissa é interessante: seguimos várias personagens, ao longo de seis mil anos, na mesma região de Inglaterra. Infelizmente, não passei das 40 páginas, por uma razão muito simples: a primeira personagem é um adolescente do tempo das cavernas. Sim, literalmente. E a escrita/leitura torna-se um pouco confusa... e com as interrupções do meu filhote, "perco o fio à meada". Um pequeno exemplo:

"Andar grande caminho, de árvores de rio para terra com erva oca, e nós chegar em coisa-de-porcos. Sol estar em barriga de céu, e descer em baixo de céu em frente de agora. Coisa preta que ser alma d'Eu mudar pequena em cima de erva perto de pé d'Eu." - e isto é apenas um parágrafo. Só faltam 17/18 páginas para terminar este primeiro capítulo, mas uma pessoa depois de tanto andar para frente e para trás, numa dança estranha de ler-reler-continuar a ler... cansa um pouco. E também não gosto de queimar etapas e passar para o 2.º capítulo...


Lancei-me então aos livros que comprei na Feira do Livro de Lisboa (FLL). Na altura, comprei A Amiga Genial, de Elena Ferrante; Se os Mortos não Ressucitam, de Philip Kerr e O Homem Sombra, de Dashiell Hammett.
Entretanto, há poucos dias comprei Sangue Vermelho em Campo de Neve - "Inverno" - de Mons Kallentoft, numa Feira do Livro na Praia das Maçãs.

Li, imediatamente, A Amiga Genial. Há muito que ouvia falar desta tetralogia, mas como não gosto de modinhas, nem mesmo quando se aplicam à literatura, tentei ignorar o "hype" à volta desta saga. Mas na FLL, encontrei o livro a um preço simpático e decidi dar-lhe uma hipótese. E gostei bastante. A história de Elena e Lila, a história de Nápoles, a envolvência, a escrita fluída... tudo me conquistou. A aquisição dos próximos livros está, contudo, em lista de espera!


Terminei hoje, ao início da tarde, Se os Mortos não Ressucitam, de Philip Kerr. Esta foi uma aposta às cegas, confesso. Mas como o tema estava ligado à 2.ª Guerra Mundial - aliás, à ascensão de Hitler e do nazismo - um dos meus períodos favoritos, não hesitei. É uma mistura entre policial e romance histórico. O livro começa em Berlim, em 1934 e a Alemanha estava prestes a garantir a realização dos Jogos Olímpicos. Seguimos a personagem de Bernie Gunther - que pelos vistos tem direito a uma saga que eu desconhecia. O livro tem uma segunda parte que se passa em Havana, 20 anos depois da primeira parte.
Outro livro que gostei muito, e que, certamente, me vai "obrigar" a procurar por Philip Kerr na minha próxima visita à FNAC.


Terminada a aventura de Gunther, voltei às lendas Arturianas. Comprámos, também há pouco tempo, o livro Excalibur, o último da trilogia Senhores da Guerra, de Bernard Cornwell. Li três páginas até ter decidido interromper e vir até aqui dar conta das leituras. Acho que vou até ali, enfiar, de novo, o nariz entre as páginas ainda novas de um livro...

terça-feira, 11 de julho de 2017

Novidade Tinta-da-China

São várias as novidades que esta editora tem feito chegar às livrarias. De todas, e apenas porque foram aquelas que me chamaram mais a atenção, destaco três: O Diário de Um Zé Ninguém (George Grossmith | Weedon Grossmith), O Casamento (Nelson Rodrigues) e Depois a Louca Sou Eu (Tati Bernardi). 

Diário de um Zé-Ninguém, G. & W. Grossmith
O relato épico de uma vida extraordinária: eis como não podemos descrever este livro. Charles Pooter está a meio caminho da vida, e decide começar a registar num diário os acontecimentos do seu dia-a-dia. É um homem de ambições modestas, satisfeito com o seu modesto emprego e a sua modesta mulher, menos satisfeito com o seu filho estouvado e os seus amigos impertinentes. No diário, anota as idas ao talho, a dificuldade de consertar o alpendre, o preço da engomadoria, as crises da criada, os devaneios da mulher, as tolices do filho, os serões de convívio com os amigos, a magnanimidade do patrão. Uma vida normal muito digna de nota, já que este zé-ninguém se tornou uma personagem cómica imortal, satirizando a classe média suburbana londrina do século XIX.

208 páginas
17,91€



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O Casamento, de Nelson Rodrigues
Em apenas 24 horas — aquelas que antecedem o casamento da bela Glorinha, menina dos olhos de seu pai —, Nelson Rodrigues concentra um desfile de todas as obsessões que tanto o mitificaram como o amaldiçoaram: adultério, incesto, moralismo, sexo e morte.
Sabino, o pai, é informado na véspera do grande dia que o seu genro beijou outro homem. O problema é que um casamento não se adia, nem que para isso a vida de todos os envolvidos fique virada do avesso: o gatilho pode ter sido um «fait-divers», mas a intensidade do que se sucede abala tudo e todos — e fez com que o livro fosse confiscado pela ditadura brasileira por constituir «um atentado contra a organização da família».

328 páginas
17,91€


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Depois a Louca Sou Eu, de Tati Bernardi
O primeiro ataque de pânico de Tati Bernardi, espirituosa cronista e guionista brasileira, foi num aeroporto em Paris? Ou foi deitada debaixo da cama dos pais da amiga Daniela, quando tinha seis anos? Também pode ter sido no supermercado, no desespero de não conseguir escolher um melão.
Talvez não seja possível determinar quando começou, mas a autora foi aprendendo a viver com a ansiedade — recorrendo a terapias convencionais ou muito alternativas, vários comprimidos, mantendo-se perto de lugares seguros ou, como acontece em Depois a Louca Sou Eu (livro que decidiu escrever num dia em que se convenceu mesmo de que o avião ia cair), através do humor.

Este livro é um desabafo autobiográfico que contém uma forte dosagem de honestidade frenética, com substâncias activas como medos, manias, taquicardias e desesperos, e que, contra tudo e por vontade da autora, ainda deixa espaço para uma gargalhada.

144 páginas
13,41€


Novidade: O Meu Segredo, de Kathryn Hughes

Sobre o livro:
Todos os dias, ao olhar para o filho Jake, deitado numa cama de hospital, Beth agarra-se a uma réstia de esperança que insiste em fugir. A sua vida, ainda tão curta, depende de um transplante de rim. Nem ela, nem o marido, são compatíveis e já não têm familiares diretos.

Mary, a mãe solteira de Beth, acaba de falecer e sempre se recusou a falar sobre o pai, mesmo sabendo que a vida do neto podia depender disso. Mas tudo muda quando Beth visita a casa da mãe. Uma carta perdida no meio das coisas de Mary prova que Beth é sua filha adotiva. A possibilidade de encontrar parentes compatíveis com Jake torna-se real para Beth.

Este é o ponto de partida para a descoberta de um passado até então desconhecido. Munida apenas da sua determinação e das escassas palavras encontradas, Beth inicia uma luta contra um muro de segredos, dúvidas e silêncios.

Sobre a autora:
Kathryn Hughes nasceu perto de Manchester, no Reino Unido. Depois de terminar um curso de secretariado, Kathryn conheceu o futuro marido, com quem viria a casar no Canadá.
Durante 29 anos geriram um negócio juntos, criaram os seus dois filhos e viajaram pelo mundo: Índia, Singapura, África do Sul, Nova Zelândia… Regressando depois a Manchester, onde vive atualmente.
A Carta (ed. Topseller, 2015), o seu primeiro livro, foi um êxito imediato, alcançando o top de vendas da Amazon, e foi publicado em 18 países.

O Meu Segredo chegou ontem às livrarias 
Ed. Topseller
17,69€
320 páginas

Novidade: Dinastia, de Tom Holland

O retrato da família que transformou o Império Romano para sempre
Augusto | Tibério | Calígula | Cláudio | Nero



Sobre o livro:
Primeiro governada por reis, Roma tornar-se-ia uma república. Mas no fim, após conquistar o mundo, a república desmoronou-se. Roma afogou-se em sangue. As guerras civis foram tão terríveis, que o povo romano acolheu de bom grado o governo de um autocrata que lhes poderia dar a paz. «Augusto», o seu novo senhor, intitulava-se «O Divino Favorito».

O fantástico esplendor da dinastia fundada por Augusto nunca esmoreceu. Nenhuma outra família se compara em fascínio com a sua galeria de personagens: Tibério, o grande general que acabou os seus dias como um recluso amargurado, célebre pelas suas perversões; Calígula, o mestre da crueldade e humilhação; Agripina, a mãe de Nero, cujas manobras levaram o filho ao poder, e que acabaria por morrer por ordem dele; Nero, que pontapeou a mulher grávida até à morte, que se casou com um eunuco, e que ergueu um palácio de prazer no centro dos escombros de uma Roma destruída pelo fogo.

Sobre o autor:
Tom Holland é autor de Rubicão, O Triunfo e a Tragédia da República Romana (ed. Aletheia, 2008), que ganhou o prémio Hessell-Tiltman for History e fez parte da shortlist do prémio Samuel Johnson. Persian Fire, a sua história das guerras Greco-Pérsicas, ganhou o Prémio Anglo-Hellenic League’s Runciman em 2006.
Já adaptou obras de Homero, Heródoto, Tucídides e Virgílio para a BBC. Em 2007, foi o vencedor do prémio Classical Association, atribuído ao «indivíduo que mais fez pela promoção do estudo da língua, literatura e civilização das antigas Grécia e Roma». É apresentador do programa Making History na BBC Radio4.

Dinastia: Ascensão e Queda da Casa de César já está nas livrarias
Vogais
24,99€
512 páginas

Novidade: O Diagrama de Zenn, de Wendy Brant

Sobre o livro:
Eva é uma supergeek da matemática e há uma razão para ela preferir os números e as calculadoras ao convívio normal entre jovens. Poucos o sabem, mas basta que Eva toque com as mãos em alguém — ou nas suas coisas — para ter visões que lhe mostram as inseguranças, receios e segredos dessa pessoa. Por isso, ela prefere manter as mãos bem guardadas e ficar na sombra. E tudo parece correr bem!

Quer dizer, tem 17 anos, nunca teve namorado e tem apenas uma amiga, mas não é uma completa aberração! Até que chega o dia em que o charmoso e solitário Zenn Bennett entra na sua vida! É amor ao primeiro toque! No entanto, quando ela mergulha no mundo de Zenn, descobre que afinal as coincidências que os unem são demasiado duras… e poderão separá-los para sempre.

Sobre a autora:
Wendy Brant frequentou o liceu nos anos em que usar roupa larga e franja volumosa estava na moda. Gosta de comida pouco saudável e de colecionar imagens inspiracionais no Pinterest, e delira com as paixonetas dos romances que lê. Gostava de ser blogger, mas acha que não tem piada suficiente para tal. Começou a escrever ficção aos 10 anos, mas foi no Jornalismo que apostou, mais tarde, ao ingressar na Northwestern University. Pelo caminho descobriu que a sua verdadeira paixão é a escrita. O Diagrama de Zenn é o seu romance de estreia.

O Diagrama de Zenn já se encontra nas livrarias
Ed. Topseller
15,98€
272 páginas

Novidade: Nem Um Som, de Heather Gudenkauf

Um silêncio aterrador, uma leitura de cortar a respiração, da autora de Teia de Mentiras.

«Gudenkauf vai maximizando a tensão e o suspense até chegar a um final de cortar a respiração.» Publishers Weekly

«Uma trama com personagens memoráveis, reviravoltas inteligentes e um confronto final pleno de tensão»
Kirkus Reviews

Sobre o livro:
Para sobreviver ao perigo num mundo sem sons, todos os outros sentidos têm de estar em alerta máximo.
Após um trágico acidente, Amelia Winn perde a audição, entrando numa espiral de depressão que a leva a procurar conforto no álcool e a afastar-se de tudo o que de mais importante tem: o trabalho, o marido e, sobretudo, a enteada, que tanto ama.
Agora, passados dois anos, e com a ajuda do seu cão de assistência, Stitch, Amelia decide retomar a sua vida. Mas, quando o corpo de uma enfermeira sua amiga surge a flutuar num rio perto de casa, Amelia mergulha num mistério perturbador que ameaça destruir tudo outra vez.
À medida que as pistas começam a aparecer, o perigo volta a rondar a vida de Amelia. Quanto estará ela disposta a arriscar para trazer a verdade à superfície?

Sobre a autora:
Heather Gudenkauf é uma autora norte-americana, bestseller do New York Times e do USA Today, que já conta com cinco romances publicados. Nem Um Som é o seu segundo thriller na Topseller, depois de Teia de Mentiras (2016).
Nascida no Dakota do Sul e criada no Iowa, desde muito pequena que se apaixonou pelos livros e encontrou na leitura o seu lugar de eleição, tornando-se uma leitora voraz e plantando, assim, a semente da escrita. Licenciou-se em Educação e tornou-se professora, ocupação que ainda exerce em paralelo com a sua atividade de escritora.

Nem Um Som chegou ontem às livrarias
Ed. Topseller
18,79€ 
320 páginas

A Mulher do Camarote 10, de Ruth Ware, vai ser adaptado

A adaptação do novo bestseller internacional de Ruth Ware para o grande ecrã foi recentemente assegurada pela CBS Films, que disputava os respetivos direitos com a DreamWorks e a Sony. O argumento do filme será adaptado por Hillary Seitz e a produção está a cargo da The Gotham Group. A Mulher do Camarote 10, nas livrarias a partir de hoje, bestseller do Sunday Times e do New York Times, esteve nos principais Tops de Vendas durante várias semanas consecutivas e os direitos de publicação do livro já foram vendidos para mais de 30 países.

O novo thriller de Ruth Ware, cujo talento literário tem sido comparado ao de Agatha Christie, centra-se na história de uma jornalista que é convidada para fazer a cobertura da viagem inaugural de um cruzeiro de luxo. Só que o que parecia uma grande oportunidade profissional revela-se um pesadelo quando ela testemunha um possível crime no camarote ao lado do seu. Porém, para sua surpresa, todos os passageiros continuam a bordo. Não falta ninguém e ninguém pode sair do navio…

«Este romance transporta os suspeitos de Agatha Christie para o mar, confirmando Ruth Ware como a sucessora natural da autora no século XXIGuardian

Booktrailer: https://www.youtube.com/watch?v=nsKUykgNq2M
Clube do Autor


Marta Coelho apresenta A Ilha das Quatro Estações

A Ilha das Quatro Estações chega às livrarias nacionais na próxima quarta-feira, dia 12 de Julho. O lançamento oficial acontecerá hoje, dia 11, às 18h00, na Fnac do Chiado, com apresentação da radialista Mariana Alvim.



Sobre o livro: 
«Aceita os ventos da mudança e voarás». É esta a frase que dá as boas vindas a quem chega à Ilha das Quatro Estações, um projeto que ajuda jovens que passaram por acontecimentos traumáticos a darem a volta por cima.
Cat vive presa a um acontecimento que lhe roubou a vontade de sorrir e viver. Tiago não consegue lembrar-se por que motivo a sua vida mudou tanto, e para pior. Cativados pelo melancólico Misha, estabelecem laços de amizade duradouros. Quando Rute se junta ao grupo, estão dispostos a tudo para a ajudar a vingar o seu passado.
Mas a ilha é muito mais do que parece e quando conseguirem desvendar o mistério que esconde, o mundo dos quatro jovens nunca mais será o mesmo.

Sobre a autora:
Marta Coelho nasceu em Lisboa em 1986. Sonhava ser jornalista desportiva, mas cedo percebeu que o seu futuro passava por outro tipo de escrita. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e trabalha como argumentista para televisão desde 2007. Fez parte da equipa de autores das séries juvenis «Morangos com Açúcar» e «I Love It» e de novelas como «Mundo ao Contrário» ou «Mulheres».

Booktrailer: https://youtu.be/YfwOmBA066k
Clube do Autor

Novidade: A Rapariga do Casaco Azul, de Monica Hesse

A Rapariga do Casaco Azul é o primeiro romance histórico para jovens adultos de Monica Hesse e é também a estreia da autora em Portugal. Um pouco por todo o mundo, tem sido amplamente aplaudido pela crítica, contando já com as mais diversas nomeações e distinções. Um livro que faz lembrar clássicos como A Rapariga Que Roubava Livros e O Rapaz do Pijama às Riscas.

Sobre o livro:
Amesterdão, 1943. Enquanto a Europa é engolida pelo véu nazi, Hanneke percorre diariamente as ruas da cidade. Com apenas 18 anos, ela consegue arranjar os bens raros que as pessoas procuram no mercado negro: chocolate, café, tecidos… Pequenos pedaços de normalidade, preciosos em tempos de conflito. E Hanneke fá-lo apenas por dinheiro! Não há espaço para bondade num mundo devastado por uma guerra que lhe roubou a vida e os sonhos.

Até ao dia em que uma das clientes de Hanneke lhe faz um pedido tão perigoso quanto desafiante: que encontre a pequena Mirjam, uma rapariga judia que a senhora mantinha escondida em casa. A única pista que Hanneke tem é que, no dia em que desapareceu, Mirjam vestia um casaco azul.

Contrariando o seu instinto, Hanneke decide procurar a rapariga. O que ela não sabe é que, ao procurar a pequena Mirjam, vai reencontrar uma parte de si mesma, aquela que Hanneke pensava ter sido completamente destruída com o som das primeiras bombas.

Sobre a autora:
Monica Hesse, além de escritora de romances para jovens adultos, é jornalista do Washington Post. Devido à sua versatilidade jornalística, esta autora norte-americana é convidada frequentemente para comentar temas da atualidade na televisão e na rádio. Os seus artigos valeram-lhe já diversas nomeações para prémios jornalísticos como o Livingston Award e o James Beard Award.

A Rapariga do Casaco Azul é uma edição Topseller.
17,69€ 
320 páginas

Novidade: A História da Minha Mulher, de Milán Füst 

A História da Minha Mulher, até agora inédito em Portugal, é o romance mais conhecido de Milán Füst (1888-1967), autor que influenciou sucessivas gerações de escritores da Europa central.
Romance repleto de humor e, ao mesmo tempo, de uma visão profunda e melancólica da vida, que descreve o desconcerto do indivíduo perante um mundo em mudança, A História da Minha Mulher é a obra mais representativa de Milán Füst e uma das mais importantes da literatura húngara e europeia do século XX. Traduzida em numerosas línguas, encontrava-se até agora inédita no nosso país.

Sobre o livro:
O comandante de navios de longo curso, Jacques Störr, gigante holandês, desajeitado e rude, cansado da solidão dos mares e dos prazeres da vida, sobretudo gastronómicos, toma a decisão de se casar com Lizzy, uma francesa extrovertida, coquete e volúvel. Será um casamento entre duas almas irrequietas e opostas, pleno de peripécias, desentendimentos e provisórias reconciliações. A suspeita de que a sua jovem e adorável mulher o engana e a tentativa de o provar ditarão todas as ações e comportamentos de Störr, até se tornar, mais do que uma ideia fixa, o verdadeiro propósito da sua vida, que nem mesmo a morte dela conseguirá apagar.

Sobre o autor:
Milán Füst (Budapeste, 1888–1967), escritor, dramaturgo e poeta húngaro, nasce no seio de uma família judia pertencente à pequena nobreza empobrecida. Depois de completar estudos em Direito e Economia, leciona numa escola comercial. Em 1908, trava conhecimento com o escritor ErnőOsvát e publica o seu primeiro texto na revista literária Nyugat («Ocidente»), para a qual colaborará até ao seu fecho, em 1941. A sua obra, sobretudo na poesia, evidencia um deliberado pessimismo perante a vida e o mundo, bem como um interesse pelo destino e condição do Homem. Foi influência decisiva para a sucessiva geração de poetas e escritores húngaros. Recebeu o prémio Kossuth em 1948 e foi apontado como a escolha óbvia para o prémio Nobel de Literatura em 1965, que, porém, acabaria por não lhe ser atribuído. O romance A feleségem története («A História da Minha Mulher») foi publicado em 1942 e está traduzido em diversas línguas. Encontrava-se até hoje, assim como a restante obra deste importante escritor, inédito em Portugal.

Desde ontem nas livrarias
Cavalo de Ferro - 20|20 Editora