terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tommy e Tuppence Beresford, de Agatha Christie

Imagem retirada do site:
http://lynstone.com/tommy-and-tuppence
Dediquei-me a ler as histórias escritas por Agatha, cujos protagonistas são o casal Tommy e Tuppence Beresford - "o único casal utilizado pela autora em mais de um livro. Um detalhe interessante é que, ao contrário do que acontece na maioria das vezes, eles envelhecem entre um volume e outro" (wikipédia).

- Caminho para a Morte
Já sexagenários, Tommy e Tuppence visitam Tia Ada, que vive num asilo. Tuppence encontra uma velhinha, a Sra. Lancaster, que fala de alguma coisa atrás da lareira, de seu filho etc. A conversa é estranha e Tuppence resolve cavar mais fundo. O casal acaba por se envolver numa trama complexa, que leva a crer que a Sra. Lancaster não é assim tão louca como parece.

- N ou M?
Um agente inglês é morto na Escócia, durante a Segunda Guerra Mundial. Suas últimas palavras foram: "M ou N. Song Susie". Esse agente tentava descobrir nazis infiltrados no comando inglês. 
Já maduros, Tommy e Tuppence passam a colaborar com o Serviço Secreto Inglês na investigação. Para isso, hospedam-se em uma pensão repleta de velhinhas simpáticas e de homens de negócios, acabando por se envolverem em uma cerrada teia de crimes e espionagem.
- O Adversário Secreto
Este seria o primeiro livro da "saga". 
Inicialmente desempregados e sedentos de viver grandes aventuras, o casal de amigos Tommy e Tuppence se envolve na busca de Jane Finn, uma jovem desaparecida após o naufrágio de um navio de passageiros durante a primeira guerra mundial. 
Essa jovem guarda um importante documento que, terminada a guerra, apresenta informações comprometedoras para Inglaterra e os países aliados. Não apenas o governo, mas também um grupo de revolucionários quer ficar com a posse desses documentos, com o intuito de utilizar as informações numa importante greve geral que estão a organizar.

foram os três livros que já completei. Neste momento, estou a ler Morte pela porta das traseiras, ficando apenas a faltar O Homem que era n.º 16. Foram apenas cinco os volumes deste casal, e que seguem tal como foi acima dito, uma linha cronológica. 
No livro que estou agora a ler, Tommy e Tuppence estão a preparar-se para a reforma, e encontram-se a braços com a remodelação de uma casa recentemente adquirida. Inclusivamente, já têm netos. E, sem saberem muito bem como, envolvem-se na investigação de uma morte, aparentemente natural, há mais de 50 anos. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Policial... o meu género favorito

Dê lá por onde der, acabo sempre por ir "parar" ao mesmo: thrillers e policiais...

Os dois últimos (não tenho lido muito, confesso!) foram: Maigret e o Crime na Escola (Georges Simenon) e Quarenta Dias sem Sombra (Oliver Truc).

Comecemos por Maigret.

Maigret é procurado Joseph Gastin, professor na escola de uma pequena vila. Gastin é acusado de ter assassinado Léonie Birard, a antiga empregada dos correios.
Ninguém gostava dela porque era, particularmente, maldosa e maliciosa, ridicularizando as crianças e caluniando seus pais. 
Gastin implora a Maigret que prove sua inocência, encontrando o verdadeiro assassino. Maigret muda-se temporariamente para a pequena vila. A vítima vivia próximo à escola, motivo pelo qual Gastin é um suspeito óbvio, apesar de ele alegar que não estava lá no momento do crime. Talvez a solução para encontrar o assassino seja Maigret se tornar amigo de uma das crianças locais.

Trata-se de um livro muito... Maigret. Temos a ação inicial, temos uma investigação muito "sui generis", já que o Comissário é constantemente levado a seguir pistas erradas. Mas, no fim, a justiça prevalece. 

Em Quarenta Dias sem Sombra, a ação localiza-se na Lapónia. 

(sem dúvida, que vou do 8 ao 80)
Vencedor de 15 prémios internacionais.

É a última noite polar na Lapónia. O sol voltará a brilhar após quarenta dias ausente.Todos esperavam o retorno do tambor sagrado, que, acredita-se, permite a comunicação com o mundo dos mortos. Mas o tambor é roubado, causando comoção na comunidade. 
Pouco depois, um criador de renas é encontrado morto e mutilado no meio da neve. A investigação dos crimes é liderada por Klemet Nango e Nina Nansen, da Polícia das Renas. 
Os oficiais não poderiam ser mais diferentes entre si e precisarão enfrentar condições extremas de temperatura gélida e isolamento para resolver os mistérios.

Oliver Truc tem um segundo livro, protagonizado por Klemet Nango - O Estreito do Lobo. 

Gostei deste livro particularmente por retratar uma realidade que desconhecia, por completo - o do povo nativo lapão (ou sami). Sobre este grupo, diz-nos a Wikipédia que vivem num "território abrangendo partes das regiões setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e da península de Kola, na Rússia. Habitam zonas serranas (fjäll), zonas florestais, zonas costeiras e fiordes noruegueses.
Os sámis são um dos maiores grupos indígenas da Europa, totalizando cerca de 70 000 pessoas, das quais 17 000 vivem na Suécia, 35 000 na Noruega, 5 700 na Finlândia e 2 000 na Rússia.
Os lapões falam um grupo de dez línguas distintas denominadas genericamente de sámi ou lapão, pertencentes à família daslínguas fino-úgricas (do grupo linguístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro)."



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Agatha Christie - Poirot, essencialmente

Agatha Christie escreveu para xuxu. É assim que consigo resumir a coisa. E apesar de já ter lido muitos dos seus escritos, há sempre um que não ainda não me passou pelas mãos.

E, nestas férias, terminei mais dois livros que envolviam o detetive belga, Poirot.

Comecemos então.

Tanto a RTP Memória como a Fox Crime estiveram em sintonia aqui há uns meses. A estação pública passou da 1.ª à 7.ª temporada e o canal de cabo passou da 8.ª à 13.ª. Um fartote de Poirot, portanto. Houve, contudo, episódios que ficaram a meio. A ideia, certamente, seria fazer as segundas partes dos mesmos, mas isso não aconteceu. "Perigo na Casa do Fundo", foi um deles.

"Apanhei" o livro. Hercule Poirot e Hastings estão a passar uma temporada no Hotel Majestic, na costa da Cornualha, quando conhecem Nick Buckley, uma bela jovem, proprietária da pitoresca "Casa do Penhasco".
Poirot fica muito impressionado com a jovem e decide ajudá-la, ao perceber algo peculiar a seu respeito que nem mesmo ela sabe: alguém está a tentar matá-la.

Depois disto, lembrei-me de procurar o primeiro livro onde surgiu esta figura: "O Misterioso Caso de Styles".
A meio da noite, os hóspedes da mansão Styles acordam assustados. A proprietária da casa, Emily Inglethorp, está, aparentemente, a sofrer um ataque cardíaco. Depois de algumas convulsões, acaba por falecer, não sem antes dizer o nome do marido.
As portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava tratar-se de morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Todos os hóspedes da velha mansão, inclusivamente o marido e os enteados, John e Lawrence, tinham motivos para matar a Sra. Inglethorp, e nenhum deles possui um álibi convincente.
Para solucionar o crime, entram, em ação, o detetive Hercule Poirot e o Capitão Arthur Hastings.

Algumas curiosidades: 
- neste último livro, estão dois finais. Um deles é "alternativo", como é fácil perceber. A explicação para a morte da senhora é a mesma. A forma de a apresentar é que é diferente. Numa, Poirot apresenta a solução ao Juiz durante o julgamento de um dos presumíveis culpados. No outro final, a apresentação é feita numa sala na mansão Styles, com todos os intervenientes, como é recorrente nos livros de Agatha Christie. 

- O romance é narrado em primeira pessoa, pelo capitão Hastings.

- A história decorre numa enorme casa de campo, com alguns suspeitos, que escondem informações sobre suas próprias vidas. O livro inclui mapas da casa, da cena do assassinato e uma parte de um fragmento de um testamento.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O Imenso Adeus, de Raymond Chandler

Terminei há instantes mais um livro da mítica Coleção Vampiro, reeditada em maio deste ano (surgiu primeiramente, em finais dos anos 40, e editou cerca de 700 títulos). 

Sinopse:
Terry Lennox parece estar finalmente a deixar para trás os dias de torpor alcoólico, quando a sua mulher milionária aparece morta. Obrigado a abandonar Los Angeles a toda a pressa, recorre àquele que sabe ser o seu único amigo: Philip Marlowe, detetive privado. 
Marlowe está decidido a ajudar um amigo em apuros, mas logo lhe chegam notícias de que Lennox se suicidara no México e tudo se torna ainda mais negro. Marlowe vê-se arrastado para um ambiente sórdido de ricos adúlteros e alcoólicos, que desfilam aos tombos pelo elegante e soalheiro Idle Valley de LA. 
Está convencido de que Lennox não matou a mulher, mas com quantos mais cadáveres terá de se deparar antes de descobrir a verdade? 

Publicado originalmente em 1953, "O Imenso Adeus" é considerado pela crítica o mais ambicioso romance de Raymond Chandler e aquele que mais inequivocamente dá provas de que o seu talento literário se estendia muito além da simples construção de um mistério policial.

É, literalmente, um livro que se lê de uma "penada", apesar das suas 416 páginas, em formato de bolso. 
Posteriormente, e para escrever este texto, pesquisei mais um pouco sobre o autor e sobre este livro, e descobri que serviu de base para o filme policial noir de 1973, The Long Goodbye. Segundo informações da Wikipédia, o argumentista permitiu-se a algumas "liberdades" criativas e o filme situa-se nos anos 70, e não nos anos 50, como no livro, entre outros arcos que foram eliminados, ou alterados. 

Definitivamente, um livro a ler. 

Série "Dark"

Nestes dias de férias, terminei a série "Dark", da autoria de Anthony E. Zuiker, criador da série televisiva CSI,
Já tinha lido há uns meses o livro interativo "Grau 26" (pode ser consultado aqui). Neste livro, éramos apresentados ao maior caçador de monstros (leia-se assassinos em série psicopatas), Steve Dark. No livro, o "monstro" era Sqweegel, classificado com o maior grau de perigosidade: grau 26. 

Entretanto, "despachei" A Profecia Dark e As Revelações de Dark. Estes livros, temporalmente, passam-se cerca de 5 anos após o "Grau 26". 

A Profecia Dark: 
Anos depois da morte de Sqweegel, Steve Dark tenta endireitar a vida, e tenta recuperar a filha, Sibby. Contudo, surgem novos assassinatos. E desta vez, na trama intensifica-se, pois o criminoso é especialista na arte do tarot. E Dark precisará usar toda sua astúcia para detê-lo. Apoiado por um misterioso mecenas anti-crime que lhe fornece todas as tecnologias e acesso indiscriminado às cenas de crime, será Dark bem sucedido?  


As Revelações de Dark:
No último livro, o perito criminal Steve Dark precisa combater o maior e mais perigoso serial killer de sua carreira: Labirinto. Motivados por ideologias deturpadas, seus crimes, executados com requintes de crueldade em diferentes lugares do mundo, são antecedidos de charadas, quebra-cabeças e enigmas, que anunciam os próximos alvos e atiçam a atenção da imprensa. O caso envolve inúmeras vítimas importantes, sem mencionar agências do governo... 
Cabe a Dark, juntamente com uma equipe de elite montada a partir de uma comunidade internacional de investigação, encontrar Labirinto onde quer que ele esteja, e acabar de uma vez por todas com o caos.

A grande inovação!!! 
A série de livros pode ser lida como um qualquer livro tradicional, em qualquer lugar sem acesso digital… mas à medida que história avança, um nível mais profundo de imersão pode ser feito (por exemplo no site www.grau26.com.br), exclusivamente para os leitores, que terão acesso a conteúdo digital com vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a trama. 
A cada vinte páginas do livro, o leitor encontrará códigos que permitem conectar-se a uma ciberponte: uma cena de até três minutos, legendada, com atores de filmes famosos e séries de TV premiadas.
Pessoalmente, li "normalmente" os livros, ou seja sem complementar com os vídeos, mas confesso que fiquei com curiosidade. Mas, e realço, não sinto que perdi fosse o que fosse, sem ter recorrido a esta tecnologia. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Livros lidos

Tenho andado meio afastada dos meios blogueiros (bloguísticos... whatever!), é um facto; mas as 24 horas do dia, às vezes, são escassas para tudo. Melhor gestão do tempo, eu sei... eu sei...

Apesar de tudo, sempre que posso, leio. E leio muito, a sério. Estou de férias desde dia 15, e já "despachei" dois livros nestes poucos dias. Significa por isso que, tendo tempo, sou uma leitora ávida. E que saudades tinha de me puder deitar no sofá sem tarefas de maior a cumprir.

Essencialmente, li thrillers, policiais, um romance histórico e banda desenhada. Vamos ver se ainda consigo dar conta de tudo.  Começando pelos mais recentes:

Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine - Coleção Vampiro 
A Coleção Vampiro está de volta. Nesta altura do campeonato, já não é novidade para ninguém.
Quando um homem conhecido como Cock Robin aparece assassinado com uma flecha cravada no peito, John Markham, procurador do distrito judicial de Nova Iorque, chama para a investigação Philo Vance. Detetive amador de olho apurado e fraca crença em coincidências, Vance logo assinala a referência a uma conhecida lengalenga infantil. E rapidamente se torna claro que este será o padrão numa série de crimes extraordinários, arquitetados por um assassino de mente perversa, que mantém uma provocação constante à polícia através de cartas enviadas aos jornais, todas elas com a assinatura "O Bispo".
Comprei três dos quatro livros desta nova "leva" da Vampiro, na Bertrand. Falta-me para já o n.º3 e mais algum que tenha saído, nos entretantos.

Os Vampiros, de Filipe Melo
Autores multipremiados da saga "Dog Mendonça e Pizzaboy", Filipe Melo e Juan Cavia voltam a colaborar num romance gráfico, desta vez sobre a guerra colonial.
Guiné, Dezembro de 1972.Em plena guerra colonial, um grupo de soldados portugueses é destacado para uma operação secreta no Senegal. Porém, à medida que vão sendo consumidos pela paranóia e pelo cansaço, esta missão aparentemente simples vai transformar-se num verdadeiro pesadelo. Embrenhados na selva, estes homens terão de confrontar sucessivos demónios — os da guerra e os que trouxeram consigo.
É um livro BRUTAL. Imagino que, quem me tivesse visto a ler banda desenhada, devesse ter pensado que era impróprio para uma mãe de família, mas tratando-se do Filipe Melo, estava-me nas tintas. O livro não é para meninos, aviso já. E a opinião do pessoal cá de casa: daria um filme fabuloso. 

Maigret e a Jovem Estrangulada, de Georges Simenon - Coleção Vampiro
Este livro custou-me uma pequena fortuna. É mentira. Foram 50 cêntimos numa feira de velharias, e será, mais ou menos, dos anos 80. Comprei mais 2 ou 3.
O inspetor Maigret tem vindo a ser procurado por uma jovem que diz que, a casa onde vive com uma velha e inválida tia, tem sido invadida durante a noite. Durante semanas seguidas, a jovem angustiada procura o inspetor e queixa-se. Maigret relativiza. Até que um dia, desiste de esperar que ela a receba.
Maigret, com um peso na consciência, procura a jovem em casa e encontra morta, a tia. Pouco tempo depois, a jovem aparece também morta, estrangulada num armário, nas instalações da polícia. 
Maigret, obviamente, quer encontrar o responsável pelas mortes. 

A Conspiração da Aranha, de James Patterson
Gary Soneji ocupa o cargo de professor de matemática num dos mais prestigiantes colégios de Washington, D.C., frequentado pelos filhos de políticos, da elite social metropolitana e por isso mesmo, altamente segura por agentes dos Serviços Secretos norte-americanos. O aparentemente pacato professor de matemática sempre soube que seria alguém. Merecedor da confiança de pais e alunos, Soneji achou que era chegada a hora de pôr em prática do seu maquiavélico plano, e surpreende tudo e todos quando rapta duas crianças,
Soneji não pretende um simples resgate para os poderosos pais reaverem os seus filhos, ele pretende muito mais, um lugar que só os grandes alcançam: um marco na história, a sua vida contada em livro, pela mão de Alex Cross. Alex Cross é detective de polícia em Washington, D.C., psicólogo especialista em estabelecer perfis de criminosos e aclamado autor de bestsellers policiais. A sua fama precede-o, mas à medida que o tempo passa e que cada caso é resolvido, sente-se mais e mais cansado da desgastante tarefa de entrar na cabeça de cada criminoso que encontra no seu caminho.
Alex trabalha no caso com Jezzie Flannigan, responsável pelo corpo dos Serviços Secretos que deviam proteger e vigiar o colégio. Uma das crianças aparece, mas morta.
erá Gary Soneji vítima de um grave distúrbio psicológico ou um manipulador brilhante com soberbos dotes dramáticos?

As Gémeas do Gelo, de S. K. Tremayne 
Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?


O Mercador de Livros Malditos, de Marcello Simoni 
Este é já o terceiro livro deste autor que leio. O Mercador de Livros Malditos é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultos durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e de alquimistas.
Ao longo das suas páginas o leitor viaja por Itália, França e Espanha no rasto do Uter Ventorum, um livro raro, desmembrado em quatro partes e protegido por intrincados enigmas que, uma vez resolvidos, permitem evocar os anjos e a sua divina sabedoria.
Gosto de comparar os livros de Simoni a "O Nome da Rosa": os mistérios, a sensação de ambiente obscuro, carregado e pesado. Aconselho vivamente a quem gosta do género. 





quinta-feira, 23 de junho de 2016

A.J.Kazinski e Robert Galbraith (a.k.a. J.K.Rowling)

Não tenho estado parada nas leituras. 
Mais lenta, sim, que, por vezes, o cansaço mostra o rosto e não consigo fazer mais do que o essencial. Assim, terminei hoje "O Sono e a Morte" (A.J.Kazinski), e antes tinha lido "Vocação Para o Mal" (Robert Galbraith). 

O Sono e a Morte
O negociador da polícia dinamarquesa, Niels Bentzon, está de volta no segundo livro da dupla A. J. Kazinski, "O Sono e a Morte". 
Após os acontecimentos de "O Último Homem Bom", Bentzon investiga um enigmático suicídio, em que a vítima parece ter tirado a própria vida para fugir de alguém misterioso.
Enquanto trabalha no caso, Niels entra em um arriscado mundo em que a linha entre a vida e a morte parece vez mais ténue.
Os autores:
A. J. Kazinski é o pseudónimo dos escritores dinamarqueses Anders Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich, que colaboram, pela segunda vez, numa produção literária.

 
Vocação Para o Mal
Quando um pacote contendo a perna decepada de uma mulher é entregue a Robin Ellacott, seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, suspeita de quatro pessoas de seu passado que poderiam ser capazes de tamanha brutalidade. Mas quando a polícia foca no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin precisam correr contra o tempo para descobrir a verdade.
O autor:
Depois de O Chamado do Cuco e O Bicho-da-Seda, este é o terceiro romance da série escrita por Robert Galbraith, pseudónimo de J. K. Rowling - a famosa autora de "Harry Potter". 

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Hipnotista, de Lars Kepler

Terminei - aliás, comecei e terminei - no sábado "O Hipnotista" de Lars Kepler. Thriller nórdico tinha tudo para me conquistar. Como foi o caso. Li-o numa penada e cada minuto foi bem gasto. O twist que assistimos, enquanto acompanhamos Erik, o "passeio" às suas memórias, a tentativa de perceber "porquê"... ahhhhh... gosto tanto deste género que, às vezes, penso se não serei psicopata. 

Sinopse: 
Erik Maria Bark é o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora.

Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.

Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços - urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.

Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou…

Sobre o autor:
Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores de sucesso na Suécia: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O Hipnotista, primeiro volume da saga, alcançou um enorme sucesso internacional e foi adaptado ao cinema pela mão do realizador Lasse Hallström. Depois de O Hipnotista, O Executor, A Vidente e O Homem da Areia, chega-nos Stalker.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

O «Oásis Perdido» e o «Labirinto de Osíris»

Paul Sussman, jornalista e egiptólogo faleceu prematuramente em Maio de 2012 com apenas 45 anos. Escreveu algumas obras que misturam o policial com a acção e a egiptologia de forma magistral, thrillers empolgantes, cativantes e que prendem até à última página.

A sólida formação e experiência em escavações arqueológicas, bem como o profundo conhecimento do Egipto, transparece no detalhe do pano de fundo onde se desenrola, parcialmente a acção dos seus livros.

Dos quatro livros que deixou, venho-vos falar de dos dois que já li, e posteriormente comentarei o terceiro que me foi oferecido recentemente.

O «Oásis Escondido» tem como base a lenda da localização do famoso oásis de Zerzura perdido algures nas areias do deserto.
Freya Hannen desloca-se ao Egipto para o funeral da irmã Alex, alpinista profissional que se terá suicidado. Com a ajuda de Flin Brodie, um egiptológo a residir no Cairo, amigo da sua falecida irmã decide investigar as verdadeiras causas que envolvem a sua morte.
A história leva-nos para os meandros do sub-mundo do Cairo, para a corrida contra o tempo e para a busca incessante de um oásis mítico e do segredo que este encerra desde tempos imemoriais.
O enredo bem urdido, magistralmente encadeado, num processo de acção contínua que nos faz suspender a respiração e quase perder o fôlego nas deambulações e perseguições que culminam na descoberta de Zerzura, do seu segredo motivo que levou à morte de Alex. A par da narrativa a ímpar mestria nas descrições e referências históricas bem fundamentadas.




Já no «Labirinto de Osíris», a acção divide-se entre a milenar Jerusalém e o Egipto. O que liga Yusuf Khalifa, polícia de Luxor e Arieh Ben-Roi, detective em Jerusalém?
Um tenebroso crime ocorrido no Patriarcado Arménio de Jerusalém que havia vitimado uma jornalista, Rivka Kleinberg que investigava o tráfico de seres humanos. A ligação da sua morte a um engenheiro desaparecido em Luxor em 1931, volta a interligar os dois homens, velhos amigos, numa investigação sem paralelo.
No centro do enredo encontra-se o mítico labirinto egípcio cuja localização é ainda hoje  um parcial mistério e que serviu de palco ao desenrolar de mais um thriller que aborda temas tão actuais como o tráfico de seres humanos, terrorismo anti-capitalista.
Não revelo muito do enredo de ambos os livros propositadamente uma vez que a sua «magia» reside nos temas tratados e na manutenção de algum secretismo para não defraudar as expectativas do leitor.

Livros imperdíveis por um autor que nos deixou cedo demais. Recomendo vivamente a todos os que gostam de um bom livro de aventuras na senda das lendas históricas, da acção e suspense e em particular a todos os apaixonados pelo Egipto.

O próximo será...«O Último Segredo do Templo» que em breve vos falarei.


sábado, 30 de abril de 2016

Desejo de Vingança, de Jussi Adler-Olsen

Mais um livro terminado. Mais um thriller nórdico. Mais uma prova de que os escritores escandinavos são deliciosamente doentes. Ou então sou eu que gosto de coisas que vão aos limites.

Quanto a este "Desejo de Vingança". Não é tão doentio, nem tão claustrofóbico quanto o antecessor, "A Mulher Enjaulada".

Continuamos a acompanhar Carl Mørck e o seu assistente, Assad, no Departamento Q. A ação passa-se imediatamente depois do caso resolvido de "A Mulher Enjaulada".
O sucesso da resolução do caso anterior dá a Carl uma visibilidade a que ele não está habituado.
Os seus superiores integram mais uma pessoa no Departamento, para agilizar a resolução de casos antigos, a jovem Rose. E Carl não está muito "para aí virado".

Mas este é um problema com que terá de lidar mais tarde. No momento, alguém deixou, em cima da sua secretária, os ficheiros de um caso antigo, com mais de 20 anos. O que tem este caso de especial? Além de já ter sido encerrado, e ter sido realizada uma detenção, Carl, seguindo o seu instinto, não o consegue pôr de lado. Mesmo quando os seus superiores ordenam que o esqueça... contrariando todas as ordens, Carl encontra indícios que envolvem nomes importantes da sociedade dinamarquesa.

Homicídios violentos, agressões, vingança... são alguns dos ingredientes deste livro.

Ficha técnica:
Desejo de Vingança
Jussi Adler-Olsen
438 páginas
PVP - 17,96€
Editorial Presença (coleção O Fio da Navalha)

Bibliomóvel: há dez anos a anunciar livros com uma buzina


(carregar, para redirecionar)



Excerto:

Com pequenos textos e muitas fotografias, Nuno Marçal vai registando as "crónicas de um bibliotecário ambulante" no blogue O Papalagui, que existe desde 2006. É impressionante ver as imagens antigas, descobrir que ainda ali havia crianças e muita gente à espera da biblioteca. "A chegada da carrinha era um acontecimento."


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Contos Tradicionais da CPLP


Há umas semanas, no âmbito do Aqu'Alva Stória - Encontro Internacional da Narração Oral, que decorreu em Agualva-Cacém, tomei conhecimento da existência deste áudio-livro (eu só tenho o livro!)

Trata-se de uma compilação de contos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Cada país contribuiu com dois  contos, e as ilustrações são também da autoria de diversos artistas dos países que constituem a CPLP.

Como nasceu esta obra?
Em celebração dos 18 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi editado o áudio-livro “Contos Tradicionais da CPLP”, com os objetivos de promover a diversidade cultural e os laços linguísticos que unem e enriquecem os povos da CPLP junto do público mais jovem.

A obra comemorativa foi inspirada nas "Coletâneas da Literatura Oral da CPLP de/em Língua Portuguesa", elaboradas pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa. A publicação contou com o honroso contributo de grandes artistas plásticos, escritores, investigadores, atores, cantores e contadores de histórias dos nossos Estados-membros, que nos trouxeram as palavras, os sons, as cores e o imaginário das nossas sociedades.

Este projeto teve como um dos seus objetivos utilizar a tecnologia em prol de uma maior visibilidade do áudio-livro, levando-o ao maior número de crianças da nossa Comunidade, que encontrem nos Estados-membros da organização ou em qualquer parte do mundo. Desta forma, foi desenvolvida uma aplicação para dispositivos móveis e uma aplicação web do áudio-livro.

Acessibilidades
O áudio-livro encontra-se disponível para nas lojas Google e Apple, onde podem ser descarregadas, gratuitamente, para telemóveis e tablets. Esta aplicação contém os contos tradicionais narrados pelos artistas convidados, assim como as ilustrações realizadas para a obra. Na aplicação, poderão também ser encontradas cantigas de roda, assim como uma mensagem vídeo do Embaixador Murade Murargy, Secretário Executivo da CPLP.

Esta aplicação pode ainda ser utilizada no PC, encontrando-se disponível no Portal da CPLP em formato de arquivo RAR. Após descarregada, a aplicação pode ser visualizada, sem acesso à internet. Assim, bastará um acesso à rede para descarregar a aplicação, não sendo necessário no futuro estar ligado à internet para que possa usufruir dos contos e das suas narrações/ilustrações, permitindo a sua partilha em qualquer dispositivo.

(Mais informações disponíveis em: http://www.cplp.org/contostradicionais )


Celina Pereira (cantora e contadora de estórias), José Afonso (produtor musical) e Sidney Cerqueira (artista plástico) faziam parte da equipa de coordenação da obra que tenho em mãos.

Ainda não tive hipótese de explorar a fundo os contos, mas, a minha primeira nota de agrado vai para as ilustrações que são fora de série. Onze ilustradores deram vida a estas estórias, que são muito mais do que isso...

Obrigada a Celina Pereira que falou neste livro. E obrigada à representante da Direção de Ação Cultural e da Língua Portuguesa da CPLP.

terça-feira, 19 de abril de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Redentor, Jo Nesbø

Sinopse (retirada do site Wook)
Oslo. Noite gelada. Quem se deslocou ao centro para as últimas compras de Natal faz uma pausa numa movimentada praça para ouvir o concerto de rua do Exército de Salvação, mas um súbito estrépito cala a música e um homem cai no chão atingido por um tiro à queima roupa.
O inspetor Harry Hole e a sua equipa têm pouco a que se agarrar para iniciar a investigação: não têm qualquer suspeito, não encontraram a arma do crime e desconhecem as motivações do criminoso. Mas é quando o assassino percebe que atingiu o homem errado que Harry Hole se começa a deparar com enigmas perturbadores. Depois de um perspicaz trabalho de investigação a equipa concentra-se num suspeito.
Ferido, sem dinheiro, com seis balas apenas no carregador e sem sítio para dormir numa gelada cidade nórdica, o assassino desespera, mas nada o demove do seu único propósito: eliminar o seu alvo.

Ficha técnica:
O Redentor
Tradução: Dora Reis
Edição/reimpressão:2013
Páginas: 520
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722052009
Idioma: Português

Jo Nesbø não é, de todo, um estreante nas lides da ficção policial. E este O Redentor é mais uma prova do valor da literatura nórdica.
Na minha modesta opinião - que vale o que vale - Stieg Larsson abriu um trilho que, neste momento, outros autores estão a alargar. Camilla Läckberg, Åsa Larsson, Jussi Adler-Olsen ou Lars Kepler são nomes que, facilmente, se reconhecem nas listas de "Os Mais Vendidos".
Os cenário gelados, o frio, e uma violência e uma psicopatia que tão bem cabe ali - o sangue, os pormenores sórdidos que contrastam com a brancura da neve. Ou como li há pouco tempo: "No Norte, mata-se tão bem!"

E, aviso já, a próxima resenha, vai ser sobre o livro Desejo de Vingança, de Jussi Adler-Olsen, de quem já falei aqui


A Abadia dos Cem Pecados, de Marcello Simoni

Marcello Simoni é, por muitos, considerado o autor-sensação do romance histórico. Aos 40 anos, o escritor italiano já publicou "O Mercador de Livros Malditos", "A Biblioteca Perdida do Alquimista" e "O Manuscrito nos Confins do Mundo " - a Trilogia Ignazio de Toledo.

Agora, voltou aos mesmos ambientes medievais, desta feita com o cavaleiro francês Maynard de Rocheblanche.

Estamos em 1346. No final da batalha de G
récy, Maynard de Rocheblache depara-se com o moribundo Rei da Boémia, que lhe entrega um misterioso manuscrito, e, antes do último suspiro, diz-lhe que não deverá falar dele a ninguém. Nem ao seu filho, o príncipe herdeiro da Boémia.

O texto faz referência a uma relíquia, o Lapis exilii. Para proteger este documento, Maynard vê-se obrigado a fugir, e a combater pessoas que se querem apoderar dele. Pelo caminho, faz alguns aliados, que tenta proteger.

Este livro não é uma surpresa. Já conhecia Marcello Simoni e A Abadia dos Cem Pecados confirma o que pensava: Marcello Simoni tem uma escrita fenomenal. Este livro descreve os ambientes de tal maneira que nos basta fechar os olhos e imaginar, por dois minutos, a abadia e o convento que servem de cenário. 
Quando penso nos escritos de Marcello Simoni, o que me vem à cabeça, de imediato, é "O Nome da Rosa". A mesma obscuridade. A mesma atmosfera pesada e sombria. Os enigmas. O mesmo arrepio na pele quando imaginamos figuras, escondidas na penumbra. 

A Abadia dos Cem Pecados é o 1.º livro da Trilogia da Abadia. Leiam, que só vos faz bem. 

Sobre o autor:
Marcello Simoni nasceu em Comacchio, em 1975, onde atualmente vive e trabalha. Licenciado em Letras, trabalha como bibliotecário mas já foi arqueólogo. O Mercador de Livros Malditos foi o seu romance de estreia, que rapidamente conquistou o público internacional e a crítica, tendo sido distinguido, entre outros, com o Prémio Bancarella.




Ficha técnica:

A Abadia dos Cem Pecados
Tradução de Inês Guerreiro
Editora Clube do Autor
366 Páginas
PVP: 17,50€

terça-feira, 12 de abril de 2016

Novidade editoriais

Editorial Caminho

978-972-21-2798-1
192 páginas
PVP (c/ IVA) 12,90€

Sala de Espera, o novo livro de Daniel Sampaio chegou às livrarias esta semana. Neste novo livro de Daniel Sampaio, encontramos algumas respostas para temas dos nossos dias.
Num conjunto de crónicas, bem ao jeito do autor, são estas algumas das questões tratadas por Daniel Sampaio e para as quais encontrará propostas de solução:
· Como proceder perante a utilização excessiva dos computadores pelos mais novos.
· O que se entende por alienação parental, guarda partilhada e responsabilidades parentais em divórcios litigiosos.
· O que são pais tóxicos e como podem os filhos reagir.
· O padrasto pode fazer de pai ou não? O livro diz que sim.
· Por que razão está tão difícil a relação entre o professor e o aluno nas nossas escolas? Que poderemos melhorar?
· Vale a pena ensinar Os Lusíadas como se faz agora?
· Que atitude tomar perante os jovens que bebem em excesso?
· Que fazer com as recordações do Natal da nossa infância?
· Vale a pena acreditar na mentira do ranking das escolas? O autor diz que não.

Daniel Sampaio escreve sobre as famílias, os casais e os jovens dos nossos dias. Nos seus livros, tem dado especial atenção aos comportamentos de risco na adolescência e as questões da escola.

* * * * *

978-972-21-2799-8
102 páginas
PVP (c/ IVA) 10,90€

Vamos Comprar um Poeta é o novo livro de Afonso Cruz e chegou esta semana às livrarias. Numa sociedade imaginada, o materialismo controla todos os aspetos das vidas dos seus habitantes. Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com total exatidão e até os afetos são contabilizados ao grama.
E, nesta sociedade, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. A protagonista desta história escolheu ter um poeta e um poeta não sai caro nem suja muito – como acontece com os pintores ou os escultores – mas pode transformar muita coisa. A vida desta menina nunca mais será igual…

“Gostava de ter um poeta. Podemos comprar um? A mãe não disse nada, limitou-se a levantar a louça, quatro pratos de sopa, quatro colheres de sopa e informar os comensais, eu e o pai e o meu irmão, de que a carne seria servida de seguida, dentro de trinta segundos. O pai acabou de mastigar um bocado de pão, cerca de treze gramas, moveu os maxilares cinco vezes e inquiriu:
Porque não um artista?
A mãe disse:
Nem pensar, fazem muita porcaria, a senhora 5638,2 tem um e despende três a quatro horas por dia a limpar a sujidade que ele faz com as tintas naqueles objectos brancos.
Telas.
Isso.
Muito bem, disse o pai, compramos um poeta. De que tamanho?”

Uma história sobre a importância da Poesia, da Criatividade e da Cultura nas nossas vidas, celebrando a beleza das ideias e das ações desinteressadas.

Afonso Cruz é escritor, ilustrador, cineasta e músico da banda The Soaked Lamb. Em julho de  1971, na Figueira da Foz, era completamente recém-nascido, e haveria, anos mais tarde, de frequentar lugares como a António Arroio, as Belas-Artes de Lisboa, o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e mais de meia centena de países.
Recebeu vários prémios e distinções nas diversas áreas em que trabalha, vive no campo e gosta de cerveja.

Novidades editoriais

Clube do Autor

A Memória, de David Baldacci
Edição/reimpressão:2016
Páginas: 424
PVP: 15,30€ / 17€
O regresso de David Baldacci às livrarias acontece com o livro A Memória, um thriller poderoso sobre uma história de luto, justiça e redenção.

Atleta dotado, Decker foi o primeiro a tornar-se profissional na sua terra natal. Mas a promissora carreira acabou antes mesmo de ter começado. Na sua primeira jogada, uma violenta colisão de capacetes arredou-o do campo, deixando-o para sempre marcado por um efeito secundário fora do vulgar. Decker não consegue esquecer-se de nada.

Quase duas décadas depois, a sua vida muda drasticamente pela segunda vez. Agora detetive da polícia, Decker regressou a casa depois de uma operação de vigilância e encontrou à sua espera um autêntico pesadelo: a mulher, a filha pequena e o cunhado tinham sido assassinados. Com a família destruída, a identidade do assassino tão difícil de descobrir e incapaz de esquecer um único pormenor daquela noite horrível, Decker depara-se com o colapso do seu mundo. Abandona a polícia, perde a casa e chega mesmo a viver nas ruas, como um sem-abrigo, aceitando, volta e meia, trabalhos como investigador privado.

Cerca de um ano depois, um homem entrega-se à polícia e confessa os assassínios. Ao mesmo tempo, um acontecimento terrível quase destrói os alicerces da pequena cidade de Burlington e Decker é chamado para ajudar nas investigações. Decker aproveita a oportunidade para descobrir o que aconteceu, de facto, à sua família. Para desvendar a verdade, tem de usar as suas notáveis capacidades e enfrentar o fardo que elas acarretam. Tem de suportar as recordações que preferia mil vezes esquecer. E é bem possível que se veja obrigado a um derradeiro sacrifício…

quarta-feira, 23 de março de 2016

Novidades editoriais

Quinta Essência

Elizabeth Adler
A Última a Saber
304 páginas
P.V.P: 15,90€

Mentiras e segredos mudam uma família para sempre
Evening Lake: um refúgio calmo e idílico no Massachusetts ocidental, com uma comunidade de famílias muito unida. O detetive Harry Jordan encara a sua casa à beira do lago como uma pausa na resolução de crimes nas ruas de Boston... até que o crime chega a Evening Lake.

Harry Jordan está a dar uma caminhada quando uma explosão rasga a noite: a casa das Havnel é engolida por uma conflagração e Bea Havnel é vista a fugir com o cabelo em chamas e a mergulhar no lago. Misteriosas e reservadas, Bea e a mãe, Lacey, chegaram há pouco a Evening Lake e são muito diferentes das famílias abastadas da comunidade. Bea sobrevive ao fogo, mas a mãe não, e Harry vê-se metido na investigação. Tal como o jovem Diz Osborne, que, sem o conhecimento de ninguém, carrega um segredo pesado: ele viu outra pessoa a remar no lago naquela noite.
Quando se descobre que Lacey Havnel não morreu por causa da explosão, mas de uma facada, torna-se claro que anda um assassino à solta. E esse assassino está pronto a atacar de novo. Contado no estilo inimitável de Elizabeth Adler, com descrições animadas e uma dinâmica familiar intrincada, Última a Saber é uma história empolgante.

Autora:
Elizabeth Adler é britânica. Autora de mais de vinte romances, é reconhecida internacionalmente pelas suas histórias envolventes que combinam de forma magistral mistério, amor e destinos de sonho. Os seus livros estão publicados em vinte e cinco países, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
Adler e o marido viveram em vários países até que fixaram residência em La Quinta, Califórnia, onde passam dias tranquilos na companhia dos seus dois gatos.

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Tinta-da-China

Filipe Melo (argumento) | Juan Cavia (desenho) | Santiago Villa (cor)
Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e Pizzaboy
Preço promocional: 12,51€

O mais simpático (e obeso) lobisomem português está de volta para uma nova aventura, com a ajuda de Pazuul Nghwaiatuu, o seu assistente demoníaco, e de Pizzaboy, o seu estagiário não remunerado. João Vicente «Dog» Mendonça vai narrar o seu passado atribulado, numa série de episódios que nos levam desde a sua pequena aldeia até às profundezas do Loch Ness, passando pelos sinistros laboratórios nazis da Floresta Negra.
A primeira BD portuguesa do século XXI a tornar-se um «best-seller».
Multipremiada no Festival de BD da Amadora e na Central Comics.
Publicada nos EUA pela Dark Horse Comics.

«O livro que estão prestes a ler é brilhante — verdadeira liberdade de expressão com belíssimos recursos brechtianos. Os autores não só quebram a quarta parede, como a rebentam pelos ares!» — Lloyd Kaufman, Prefácio

quarta-feira, 16 de março de 2016

Novidades editoriais

Clube do Autor
A partir de 5 de abril, nas livrarias

Numa Floresta Muito Escura, de Ruth Ware, é um thriller psicológico que deu que falar em todos os países onde foi publicado. Chega às livrarias de todo o país no início de Abril.

Em simultâneo, No Teus Olhos Vejo o Mundo, de Luísa Castel-Branco, fala da magia das pequenas grandes coisas, da conjugação perfeita que se pode sentir numa casa nova, dos momentos pequeninos em que um dos seus netos a faz rir ou se dobra a rir em gargalhadas. 


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Quinta Essência

Sandra Brown - Caminhos Sombrios
416 páginas
Preço: €16,90


Emory Charbonneau é uma grande pediatra, respeitada entre os colegas e estimada pela sociedade. Depois de uma discussão com o marido, Jeff, a jovem médica prepara-se para uma maratona e desaparece nas montanhas da Carolina do Norte. Quando Jeff comunica o seu desaparecimento à polícia, todas as pistas que Emory deixou desapareceram. O nevoeiro e o gelo põem um fim às buscas.
Emory recobra a consciência, com um misterioso ferimento na cabeça, num local estranho. E na companhia de um homem cujo passado é tão sombrio que ele não quer sequer dizer-lhe o seu nome. Sem telefone, sem internet, sem ninguém por perto, mas movida pelo medo, Emory está determinada a escapar a todo o custo do cativeiro.
Inesperadamente, no entanto, os dois têm um encontro perigoso com pessoas que seguem um código de justiça própria. No centro da disputa está uma jovem desesperada a quem Emory não pode virar costas, mesmo que isso signifique violar a lei.
Quando o esquema do marido é revelado e o FBI se aproxima do seu captor, Emory começa a perguntar-se se o homem sem nome não será, na verdade, o seu salvador.

Autora
Sandra Brown é autora de mais de setenta romances, na sua maioria bestsellers do New York Times. É uma das mais importantes escritoras de romances policiais dos Estados Unidos, distinguidas, entre outros, com os prémios Texas Medal of Arts Awards for Literature e o Thriller Master de 2008, a distinção máxima atribuída pela International Thriller Writer’s Association.
Nascida em Waco, no Texas, Brown trabalhou como modelo e em programas de televisão antes de se dedicar à escrita. Publicou o seu primeiro romance em 1981 e, desde então, já vendeu cerca de setenta milhões de exemplares em todo o mundo, estado a sua obra traduzida em trinta e três idiomas. Vive com o marido em Arlington, no Texas. 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Novidades editoriais

Clube do Autor

ÍNDIAS, o novo romance de João Morgado vence Prémio Literário Alçada Baptista

«O autor continua, com probidade, a visão de Alexandre Herculano, fundador do romance histórico em Portugal, sobre a confeção rigorosa deste género literário». Miguel Real

Do mesmo autor de Vera Cruz, chega agora às livrarias nacionais um novo romance histórico centrado em Vasco da Gama. João Morgado parte das aventuras marítimas do grande navegador português para revisitar as suas viagens às Índias e partilhar com o leitor uma nova face do herói dos Descobrimentos, o seu lado negro das ambições, vinganças e matanças.

Partindo dos registos oficiais da época e dos factos históricos comprovados, João Morgado descreve com especial detalhe não apenas como era a vida nas naus e nas caravelas portuguesas como todo o quotidiano lisboeta no alvor do Renascimento.

João Morgado nasceu em 1965. É formado em Comunicação e trabalhou como jornalista. Tem vários livros publicados, alguns deles distinguidos com importantes galardões literários como o Prémio Vergílio Ferreira (2012), o Prémio Alçada Baptista (2014) ou o Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha - Correntes d’ Escritas 2015.

Informação técnica:
296 páginas
16,00€

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Caminho

Luanda Fica Longe e Outras Estórias Austrais, de José Luís Mendonça, 
com apresentação no dia 15 de março na livraria LeYa na Buchholz

Acaba de chegar às livrarias o livro Luanda Fica Longe e Outras Estórias Austrais, de José Luís Mendonça. A apresentação será no dia 15 de março (terça-feira), pelas 18h30, na Livraria LeYa na Buchholz, em Lisboa. O livro será apresentado por Ana Paula Tavares e Rodrigues Vaz.

Sinopse
De tudo poder ver, na sua isolação, o menino descobriu o pequeno segredo do comboio. E assim ele viu o que mais ninguém via, o que aos olhos do mundo não valia a pena: do vagão do comboio caíam grãos vivos de trigo. E cada grão caía casado com uma gota de nuvem. E no chão de areia quente do fogo do meio-dia, ao lado da linha do caminho-de-ferro, se alumiava uma nova linha de água e trigo vivo.
Então, o menino exaustivo, que se isentava na escola, começou a amealhar grãos de trigo húmido. Um dia demarcou no quintal da sua casa um pequeno talhão de meio metro quadrado e plantou os grãos de trigo. Aquela foi a sua primeira agrimensura. A sua alma estava cheia de engenharias agrónomas.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Marcello Simoni em Portugal

Começa hoje a visita de Marcello Simoni a Portugal. O autor italiano vem apresentar o seu mais recente livro - A Abadia dos Cem Pecados - que dá início à sua mais recente trilogia. O autor - de acordo com a editora Clube dos Livros - vai fazer uma apresentação no Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, amanhã, às 19h00 e haverá também um encontro com leitores na Fnac do Chiado na quarta-feira, às 20h30.

Marcello Simoni (n.1975) é por muitos considerado o escritor sensação do romance histórico e está já publicado em vários países. A sua obra tornou-se internacionalmente conhecida com O Mercador de Livros Malditos, o seu romance de estreia, distinguido com o Prémio Bancarella e o Prémio Literário Emilio Salgari, entre outros.

Sinopse de A Abadia dos Cem Pecados:
Agosto de 1346. França e Inglaterra estão em guerra. No final da batalha de Grécy, o rei da Boémia, já moribundo, entrega a um cavaleiro francês, Maynard de Rocheblanche, um pergaminho com um misterioso enigma. Este obscuro texto faz referência a uma relíquia preciosa, o Lapis exilii. São muitos os que procuram apoderar-se dele, nomeadamente um ambicioso cardeal de Avinhão e o príncipe Karel do Luxemburgo, ansioso por se fazer coroar imperador.

Para proteger o valioso documento, Maynard será obrigado a fugir. Refugiar-se-á primeiro em Reims, junto da irmã Eudeline, abadessa do convento de Sainte-Balsamie, e depois na abadia de Pomposa. Será aí que encontra o abade Andrea e o jovem pintor Gualtiero de’Bruni, com os quais tentará descobrir a verdade sobre o pergaminho. No entanto, o único que a conhece é um monge de aspeto disforme, que arrebatou o segredo do Lapis exilii de um lugar inacessível, o mosteiro de Mont-Fleur…

E, estou a reservar mais uma pequena surpresa para o fãs - como eu! - deste autor. 
Aguardem.

O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick

Este livro já cá morava há algum tempo. O meu excelso homem tinha-o comprado, e lido. E eu andava a procrastinar.

Até que me decidi a pegar nele. Neste livro, já se passaram uns quantos anos desde a 2.ª Guerra Mundial. Os Aliados perderam a guerra e os Estados Unidos foram divididos entre a Alemanha nazi e o Império do Japão.

Sinopse do livro:
Estamos em 1962. A Segunda Guerra Mundial terminou há dezassete anos e a população já teve tempo de se adaptar à nova ordem mundial. Mas não tem sido fácil: o Mediterrâneo foi drenado, a população de África foi eliminada e os Estados Unidos da América divididos entre nazis e japoneses.
Na zona neutra que divide as duas superpotências vive o homem do castelo alto, autor de um bestseller de culto, uma obra de ficção que oferece uma teoria alternativa da história mundial em que o Eixo perdeu a guerra. O romance é um grito de revolta para todos aqueles que sonham derrubar os invasores. Mas poderá ser mais do que isso?

Temos personagens e eventos bastante interessantes.

Temos um antiquário, proprietário de uma das lojas de antiguidades com melhor reputação, daquele lado dos Estados Unidos. E com antiguidades, refiro-me a objetos que faziam parte da cultura norte-americana, e que agora são procurados por japoneses, como se se tratassem de autênticas raridades históricas.
Temos um judeu, que tenta esconder a sua verdadeira identidade, e a sua ex-mulher que atravessa um momento peculiar na sua vida.
Temos um alto representante do Comércio japonês, e um espião americano que se faz passar por industrial sueco.

Temos um mundo em suspenso, porque o chanceler morreu, e, ao que tudo indica, Joseph Goebbels irá suceder-lhe.

A televisão é uma nova tecnologia desenvolvida pelos alemães, que, inclusivamente, estão a desenvolver o seu programa espacial - o que resulta numa grave escassez de oferta de bens na Alemanha. Neste cenário, o Japão, tecnologicamente falando, é apresentado como estando atrás da Alemanha.

No meio do que está instituído, surge algo com potencial revolucionário. Um livro - O Gafanhoto Será Um Fardo - que apresenta uma realidade alternativa: uma realidade em que Alemanha e Japão perdem a guerra (contudo, os eventos nele descritos são diferentes daqueles que aconteceram na nossa História Mundial). Este livro é de tal forma gritante que é proibido pela Alemanha nazi.

A edição que tenho pertence à Saída de Emergência.

O Homem do Castelo Alto foi, em 2015, adaptado a série televisiva, pela Amazon Studios, e foi, recentemente, renovada para a 2.ª temporada.

Cheiro a livro novo

A felicidade é isto - receber, em casa, um livro novo!


Tinha - literalmente, há anos - cerca de 13 euros na minha conta da Presença. Ganhei-os - sim, ganhei! - numa Feira do Livro, em Lisboa há uns bons 5 anos e nunca os tinha usado. Pensava sempre que iria aparecer o livro que mereceria que eu gastasse o dinheiro. 

Até que li "A Mulher Enjaulada", de Jussi Adler-Olsen. 

E recebi uma newsletter da Presença, com umas promoções supimpas. E um livro que custava 19 euros e tal, estava a 17 e poucos... com os meus 13 euros... comprei um livro por 4 euros e uns piquitos, a que se juntou os portes de envio e ... tcharammm... um livro novo por 6 euros. 

Estou feliz? Estou. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Alex, de Pierre Lemaître

Há muito tempo (mesmo muitoooo tempo!) que não me acontecia uma destas: ler um livro num único dia. Aconteceu simplesmente. E adorei!

Comprei o livro "Alex" (2011) de Pierre Lemaître, na Bertrand por um preço ridículo. Atenção, senhores da Bertrand... "ridículo" no bom sentido. Por ser um livro "antigo", estava por 10 euros (na Wook, está, por exemplo a 14,94€), e como tinha dinheiro no cartão de cliente, ficou-me por oito euros e uns trocados.

Já tinha ouvido falar deste autor - aliás, já tinha descarregado o primeiro livro dele, "Irène", para o tablet, mas ainda não tinha encontrado tempo para me debruçar sobre ele - por isso, pensei que seria um bom investimento.

E foi. "Alex" é daqueles livros que nos prende desde o início.

Temos Alex, uma belíssima mulher, de quem se conhece muito pouco. É raptada, por um homem misterioso que a espanca violentamente, e a tranca numa espécie de gaiola, num local, aparentemente, deserto e abandonado. O homem pouco fala, e apenas lhe dá água e biscoitos de cão para comer.
Numa das poucas falas deste homem, ele diz-lhe, claramente, que ela está ali para morrer. Com uma determinação imensa, Alex elabora um plano para fugir daquele cativeiro.

Por outro lado, temos um policial, o comandante Camille Verhœven a quem é entregue o caso. Com pouquíssimas pistas, consegue encontrar o lugar para onde foi levada Alex, só que ela já não está lá.

E é aí que tudo começa. Começam a aparecer diversos mortos, com o mesmo "modus operandi": golpeados na cabeça, e forçados a beber ácido, indicando que o assassino será o mesmo. Mas... o que será que estas pessoas têm em comum?

"Um thriller gelado que joga com os códigos da loucura assassina, um mecanismo diabólico e imprevisível, onde nos encontramos com o enorme talento de Pierre Lemaître. Alex foi um dos romances finalistas do Grand Prix de la littérature policière 2011", segundo se lê na capa do livro.

Aconselhadíssimo. Mas se tiverem o estômago fraquito, não se metam nisto... não é um livro para meninos!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A Mulher Enjaulada, de Jussi Adler-Olsen

Descobri, há pouco tempo, o livro "A Mulher Enjaulada", de Jussi Adler-Olsen (2014, publicado pela Editora Record, no Brasil) e bastou-me ler a sinopse para saber que era um livro que tinha de ler.

No auge da carreira política, a bela e reservada Merete Lynggaard desaparece. As investigações que se seguem não rendem muitas informações à polícia, levando ao arquivamento do caso, como sendo suicídio. 
Passados alguns anos, o detetive Carl Mørck, responsável pelo recém-criado Departamento Q — uma secção para casos importantes não solucionados — é encarregado de descobrir o que, afinal, aconteceu com ela. Então, com seu assistente, Assad, ele inicia uma busca pelos rastros desse mistério e, para isso, Carl precisa vasculhar o passado de Merete, guardado a sete chaves, para descobrir a verdade.

Eu sou o tipo de pessoa que vê a série "Casos Arquivados", logo gostei da ideia.

E o prólogo confirmou-o. Começamos logo com a descrição de um cativeiro. Merete está presa algures. Confinada a um espaço pequeno, e tem as mãos em sangue. Sabemos que é Merete devido à informação recolhida na sinopse. Ou pelo menos, supomos que seja ela.

E depois somos divididos em dois períodos diferentes temporais, sendo que um deles (o mais antigo), inicia em 2002, com o desaparecimento de Merete. E no tempo mais recente, temos o detetive Carl Mørck, que se está a recuperar de um ataque (que vitimou um colega, e deixou outro totalmente paralisado), que pega - a contragosto - no recém-criado Departamento Q e que, por sorte, elegeu o desaparecimento de Merete como o caso a solucionar.

Um mistério à boa moda escandinava.

Sobre o autor: 
Jussi Adler-Olsen nasceu em Copenhaga e, entre outros trabalhos, foi editor de diversas publicações antes de começar a escrever ficção. O Guardião das Causas Perdidas é o primeiro romance da série Departamento Q. Jussi Adler-Olsen recebeu numerosas distinções e prémios literários nos últimos anos e atualmente conta com mais de 10 milhões de exemplares dos seus livros vendidos em 34 países.Venceu, em 2010, o Prémio Chave de Vidro (prémio literário criado em 1992 e concedido anualmente pela Associação Escandinava do Romance Policial a um escritor sueco, dinamarquês, norueguês, finlandês ou islandês).
Este livro é o primeiro da série "Departamento Q", protagonizado pelo detetive Carl Mørck e pelo seu assistente Assad. E que a série serviu de base para três filmes, sendo que o lançamento do último está agendado para este ano de 2016 (os anteriores tiveram, ambos, nota de 7.1 pelo IMDB)

domingo, 31 de janeiro de 2016

Sherlock regressa e os Homens justos deste Mundo morrem (sem qualquer relação causal)

Tenho lido muito pouco, razão pela qual existe uma tão grande distância entre a última resenha de quatro livros e esta que, agora, escrevo. Vinte e seis dias... dá qualquer coisa como 13 dias para dois livros. E deve ter sido essa, sim, a média.

Adiante...

A Casa da Seda, por Anthony Horowitz (2011)
Deparei-me há pouco tempo com um livro assinado por Anthony Horowitz, um nome que me soava demasiado familiar para ignorar. E ainda bem que não o fiz. A Casa da Seda é mais um livro de Sherlock Holmes. Nem imaginam a minha surpresa.
Estamos em meados de novembro de 1890 e Londres enfrenta um cruel inverno. Sherlock Holmes e Watson tomam chá diante da lareira quando um agitado cavalheiro chega ao no 221B de Baker Street. Ele implora pela ajuda de Holmes, contando uma história sobre um homem com o rosto marcado por cicatrizes e olhar penetrante que o vem perseguindo nas últimas semanas. Intrigados, Holmes e Watson logo se vêem às voltas com uma série de enigmáticos eventos, que se estendem da penumbra das ruas de Londres ao fervilhante submundo de Boston.
Conforme mergulham mais e mais no caso, deparam-se com um nome que é sempre sussurrado 'a Casa da Seda', uma misteriosa entidade, um inimigo mais mortal que qualquer outro já enfrentado por Holmes - e com uma conspiração que ameaça macular toda a sociedade.
Não quero adiantar nada da história porque merece ser lida com toda a atenção que lhe puderem prestar. Arrisco a dizer que se o nome Horowitz não estivesse bem presente na capa, julgaria que Sir Arthur Conan Doyle tinha tirado mais esta cartada da manga.


Nota: Reconheci o nome Horowitz de séries de televisão. Além de escritor, este britânico é também argumentista e foi o responsável por alguns episódios de Poirot e de Midsomer Murders que sigo religiosamente. 


O Último Homem Bom, por A. J. Kazinski (pseudónimo dos dinamarqueses Anders RønnowKlarlund e Jacob Weinreichc) (2010)
Em Pequim, um monge cai morto em sua cela. Uma marca terrível e desconhecida cobre-lhe as costas. Em Mumbai, um economista adorado por ajudar os pobres morre de forma repentina. Seu cadáver ostenta a mesma marca. Ao redor do mundo, há relatos de mortes semelhantes – e todas as vítimas eram humanitários. 
Em Veneza, um policial dedicado lança, pela Interpol, um alerta para a polícia das principais capitais do mundo: encontrem as pessoas boas do seu país e digam-lhes o que está acontecendo. Em Copenhaga, onde estava para ser realizada a Conferência Mundial sobre o Clima, a tarefa é entregue ao detective Niels Bentzon. 
A princípio ele não é bem-sucedido na sua busca. Quando já estava quase a desistir, conhece Hannah Lund, uma cientista brilhante que o ajuda a juntar as peças do quebra-cabeça: segundo as escrituras judaicas, a cada geração existem na terra 36 pessoas boas, ou “justas”. Sua função é proteger-nos, e sem elas a humanidade pereceria. 
Trinta e quatro estavam mortas e era preciso encontrar as outras duas. 

Recomendo vivamente qualquer um dos dois. A única coisa que os une é serem policiais / thrillers... o que lhe quiserem chamar... porque enquanto um se passa na época vitoriana em Londres, o outro passa-se nos nossos dias, e um pouco por todo o mundo, além da teoria judaica dos 36 justos que me fascinou. Leiam, rapaziada, que ler é bom e faz crescer!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Thrillers "aos pontapés"!

A minha "cena" são os policiais, os thrillers, os suspenses de tirar a respiração... razão pela qual, cerca de 99% dos livros que leio pertencem a este género. Não será de espantar a lista de livros que li nas últimas semanas. 
Outro aspecto interessante é o domínio dos autores nórdicos. Se as presenças de A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha - dado o meu fascínio pelos primeiros três livros de Stieg Larsson - e de mais um livro de Camilla Läckberg, não são de espantar, vejam Hans Koppel que tem um livro brilhante, doentio e perfeitamente horripilante de tão bom! (nesta lista, só Daniel Silva destoa!).



Não voltarás, Hans Koppel (2014)
Mike Zetterberg vive com a esposa Ylva e a filha do casal numa pequena cidade praiana na Suécia. Uma noite, Ylva não volta para casa depois do trabalho. Mike acredita que ela só foi tomar um drinque com as amigas, mas, quando ela não aparece na manhã seguinte, ele começa a se preocupar. Enquanto Mike lida com as suspeitas da polícia e com o próprio desespero, ele nem desconfia de que sua esposa está viva e a apenas alguns passos de casa, presa num porão do outro lado da rua, atraída para uma trama horripilante de punição e vingança. Uma câmera de vigilância lhe permite ver sua família pela tela da TV. Eles não podem vê-la — e certamente não podem escutar seus gritos desesperados de socorro...

A rapariga inglesa, Daniel Silva (2013)
A jovem estrela em ascensão no partido britânico no poder, Madeline Hart, é amante em segredo do primeiro-ministro do seu país. Mas os seus raptores descobriram o segredo e raptaram-na para obter um vultuoso resgate.
Temeroso de um escândalo que lhe destrua a carreira, o PM decide não envolver a polícia britânica, o que corresponde a uma decisão arriscada, e porque tem um prazo curto - Tens sete dias, ou a rapariga morre - pede através de um dirigente dos seus serviços secretos a ajuda do também agente dos serviços secretos israelitas Gabriel Allon que combina a actividade de espionagem com a de restaurador de arte.
Com o prazo a esfumar-se rapidamente, Allon tenta desesperadamente resgatar Madeleine. A sua missão leva-o ao mundo criminoso de Marselha, a um vale isolado nas montanhas da Provença, depois aos bastidores do poder londrino e, finalmente, a um momento culminante em Moscovo, cidade de muitos perigos, onde se se revelam os verdadeiros motivos por detrás do desaparecimento de A Rapariga Inglesa.

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha, David Lagercrantz (2015)
Um dos livros que mais expectativa me criava. David Lagercrantz foi convidado pelos herdeiros de Stieg Larsson para dar continuidade à vida e obra de Lisbeth Salander e de Mikael Blomkvist. Aliás, a expectativa era extensível a todos os fãs da saga original. Assim, um bocadinho à semelhança dos admiradores de Star Wars... 
A revista Millenium está a atravessar uma crise, e Mikael precisa (urgentemente!) de um furo, apesar do seu entusiasmo e motivação já não serem os mesmos. Recebe uma dica que lhe poderá dar qualquer coisa. Até que recebe uma chamada telefónica a meio da noite. Daí desenrola-se a trama, em que uma criança autista é perseguida, e quase morta. Lisbeth e Mikael voltam a unir esforços. 

Ave de Mau Agoiro, Camilla Läckberg (2011)
A população de Tanumshede (Suécia) está em polvorosa. Um reality show começa a ser filmado e os adolescentes estão excitados com a presença de seus ídolos em um lugar normalmente pouco agitado, sem muitos acontecimentos. Enquanto isso, Patrik Hedstrom tenta entender o que o incomoda em um aparente acidente de carro. Algo na cena da batida não lhe sai da cabeça, uma incongruência que o leva a investigar um pouco mais a fundo.
O enredo toma ritmo a partir da segunda morte, dessa vez, relacionada ao elenco do reality show. A tensão é palpável e a investigação toma todo o tempo disponível do protagonista a ponto de tornar-se uma obsessão compreensível. Com dois casos importantes em mãos, sua mente não consegue descansar até resolvê-los.