sábado, 25 de novembro de 2017

A História de Uma Serva, de Margaret Atwood

Já contei aqui, por alto, aquilo que me levou a comprar o livro A História de Uma Serva. Demorei uma semana e um dia a terminar o livro, porque tive algumas paragens pelo meio.

Fez ontem uma semana, comecei a ver a série Handmaid's Tale. Vi o 1.º episódio e fiquei siderada. Sabia que era inspirado num livro e... valha-nos a Santa Wikipédia, fui pesquisar mais um pouco. A História de Uma Serva é a tradução literal do título do livro (e série), de Margaret Atwood. Li a sinopse do livro que me deixou curiosa para ver esta ideia de uma sociedade ultra-religiosa e como é que as coisas acabaram assim. Mais uma pesquisa, encontrei a edição em português pela Europa-América. Infelizmente, esta editora parece ter dado os últimos suspiros de vida e só dias mais tarde me responderam a dizer que não estava disponível.
Mas, tinha procurando, e a Bertrand também teria. Fui ao Fórum Sintra e consegui trazer o único exemplar daquela loja. SORTEEE...

Comecei a ler, imediatamente. E nesse fim-de-semana, ultrapassei o meio do livro. Que história, senhores, que história.

Margaret Atwood descreve-nos um futuro alternativo em que há, pelas mais várias razões, um declínio enorme na natalidade. Homens e mulheres ficam estéreis e só uma percentagem muito baixa de mulheres consegue conceber. Um grupo extremista, ultra-religioso, nos Estados Unidos, consegue derrubar o Governo, queima a Constituição e cria o Estado de Gileade. As mulheres férteis são Servas, e são obrigadas a conceber para as famílias de elite.

A nossa protagonista, Defred (Offred, na série) é June, uma mulher de 33 anos, com uma filha (que lhe foi literalmente arrancada dos braços, aos 5 anos) é uma dessas Servas e é pelos olhos dela que conhecemos os ritos e as rotinas que envolvem as Servas.

Às Servas tudo é proibido: não podem ler, não podem socializar e o seu único valor é, literalmente, conceber. A Cerimónia - o ritual em que o dono de Defred... nem consigo encontrar uma expressão condizente, palavra de honra!... ele não a viola, não faz amor, aquilo nem sequer é fazer sexo - é apenas um momento de "cópula", com o intuito de engravidar... é por demais!

O final é aberto. São 331 páginas (mais 14 páginas) de uma história perturbadora, claustrofóbica e depois chegamos ali, àquele final, apesar de ser desolador não sabermos o futuro de Defred/June, não ficamos insatisfeitos. A "explicação" fica salvaguardada nas tais 14 páginas-"extra".

Aconselho vivamente!

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