segunda-feira, 9 de julho de 2018

Um passeio até às minhas memórias: Condessa de Ségur

Lembro-me claramente do dia em que a minha mãe apontou para um conjunto de livros e disse "eu li muitos destes livros quando tinha a tua idade". Teria à volta de 10 anos, e estávamos na festa de final de ano do jardim-de-infância que o meu irmão frequentava.

Os livros, com uma encadernação em capa mole, tinham quase todo o mesmo tom azul e branco, e fui logo conquistada pelas ilustrações das capas. Para escrever este texto, tive de procurar bastante para conseguir descobrir que eram da Editorial Pública. Ainda existem, em muito boas condições. E não, não me vou desfazer deles.

Estes livros foram relidos tantas vezes, que me surpreendo como é que estão em tão boas condições, sinceramente.

Com todo o respeito pelo trabalho da Patrícia Furtado que ilustra as novas edições, gosto muito mais do traçado mais adulto dos meus livrinhos da década de 90, literalmente do século passado. Acho que são muito mais fiéis ao tempo em que as ações se passam, mais elegantes e não são tão infantis quanto os atuais.

Não consigo destacar um livro. Tenho a sensação que houve livros que foram mais relidos que outros; se a memória não me trai, havia um ou outro título que me faziam sentir envergonhada pelas atitudes irrefletidas dos protagonistas, que, quase sempre, eram crianças.




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