Páginas

segunda-feira, 20 de março de 2017

Clube do Autor - divulgação: O Leitor do Comboio

Já se encontra no mercado nacional, o primeiro livro de Jean-Paul Didierlaurent, um romance de estreia cujos direitos de publicação já foram vendidos para mais de 30 países. O Leitor do Comboio é um livro sobre o amor pelos livros, uma história sobre vidas comuns tocadas pela força do amor e da literatura.

Guylain, o protagonista do livro, é um homem aparentemente simples, uma criatura de hábitos: faz sempre as mesmas coisas, nos mesmos horários. O comboio das 6h27, as pessoas que partilham a mesma carruagem, as paisagens que marcam o caminho, a leitura em voz alta, a rotina de volta da máquina de abate de livros, as folhas (sempre duas, arrancadas dos livros condenados), o peixe no aquário no seu regresso a casa.

Um homem apaixonado pelas pequenas coisas, uma rotina com algo de Amelie Poulain, e um certo charme nessa simplicidade.

Até que dois acontecimentos inesperados alteram completamente o sentido da sua vida.

O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.


O Leitor do Comboio
Tradução de Inês Castro
196 Páginas l PVP: 15,00€

Críticas:

"Leitura Obrigatória". L’ Express

"A ideia original e o tom vivo fazem de O Leitor do Comboio uma obra cheia de encanto. É de saudar esta homenagem à literatura e à leitura". Lire

"Um belo testemunho da universalidade do amor pelos livros". Livres Hebdo

"Jean-Paul Didierlaurent escreveu uma das mais belas declarações de amor à leitura". La Razón

quinta-feira, 16 de março de 2017

Silenciadas, de Kristina Ohlsson

Demorei uma pequena eternidade a ler. Aliás, nas últimas semanas tenho lido muito pouco, e quando pego num livro, ou no tablet, leio 2/3 páginas e logo coloco de lado, porque o cansaço acumulado é mais que muito.

Em janeiro, andámos à procura de casa. Projeto esse que colocámos de parte, e avançámos para obras na nossa casa... em fevereiro. Estamos a meio de março, e terminei esta semana, um livro que me acompanhava há mais que muito tempo.

"Silenciadas" de Kristina Ohlsson. Retomei a leitura do thriller escandinavo. E começamos logo  "bem". Estamos na Suécia. Uma jovem é surpreendida por alguém que a viola. Noutro cenário, um atropelamento. E num terceiro, um casal é encontrado morto na sua casa... uma carta suicida acompanha os cadáveres.

Fredrika Bergman, juntamente com a equipa de investigação de Alex Recht, é encarregada destes casos, aparentemente, desconexos.

Contrabando humano, crimes por encomenda... duas irmãs: uma morta e outra desaparecida... à medida que a polícia vai investigando, as pistas transportam os membros da equipa a factos ocorridos há mais de 20 anos.

É um bom livro de se ler, porque nas suas quase 350 páginas, "desvendamos" os casos e acompanhamos a intimidade dos protagonistas: a equipa do Departamento de Investigações Criminais. Conhecemos os problemas que os afetam a todos, e que pesam na concentração e atenção que estas pessoas dão às investigações que têm em mãos.

Sobre a Autora:
Kristina Ohlsson nasceu em Kristianstad, no sul da Suécia, e hoje vive em Estocolmo. É cientista política, ex-analista estratégica de segurança da Polícia Nacional da Suécia e trabalha como agente contra o terrorismo na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novidade ASA: A História da Gata das Botas

Mais de 100 anos depois de ter sido originalmente escrito chegou hoje às livrarias A História da Gata das Botas, um texto de Beatrix Potter, recentemente, redescoberto e agora publicado pela primeira vez em formato ilustrado.

Como tantas outras narrativas de Beatrix Potter, esta é uma história cómica, que por razões várias nunca foi publicada em vida da autora, sendo aliás a primeira vez que é editada como história individual e integralmente ilustrada.

O manuscrito foi redescoberto em 2014 por Jo Hanks, editor na Penguin Random House Children’s, que se deparou com uma biografia há muito esgotada de Beatrix Potter publicada nos inícios dos anos 1970. Nessa obra, Hanks encontrou referência a uma carta que a autora teria enviado ao seu editor em 1914, em que aludia a uma história sobre “uma gatinha preta de pura raça e bem-comportada, que leva uma vida completamente dupla”, bem como menção a um manuscrito não revisto da mesma história.

Uma visita aos arquivos do Victoria and Albert Museum, em Londres, onde se encontra guardado muito do espólio de Beatrix Potter, revelou três manuscritos escritos à mão em cadernos escolares, um esboço a cores da Gatas das Botas, um “mono” semipaginado e um esboço a lápis do arquivilão, Senhor Raposa.

Outras cartas no arquivo revelaram que Beatrix tencionava finalizar a história, mas que “começaram as interrupções” – que, aliás, haveriam de continuar: desde a Iª Guerra Mundial ao seu casamento, passando pela sua atividade enquanto criadora de ovelhas e pela deterioração do seu estado de saúde. Tudo razões poderosas para que Beatrix Potter nunca tenha voltado a dar atenção a esta sua história.

Segundo Jo Hanks, “a história é verdadeiramente do melhor de Beatrix Potter”. Contém duplas identidades, pérfidos vilões e várias personagens bem conhecidas de outros contos, entre as quais o Senhor Raposa, a Dona Rute e a Senhora Gata Malhadinha. E, melhor ainda, inclui o malandreco Pedro Coelho que, embora mais velho, mais lento e mais corpulento, também faz a sua aparição nesta história!

A obra, que no Reino Unido se tornou um fenómeno de vendas imediato ao ser anunciada oito meses antes da sua publicação, conta com as ilustrações de outra figura incontornável da literatura infantil mundial, Quentin Blake. Sobre este desafio irrepetível, diz o ilustrador: “Existem muitas outras razões pelas quais ela nunca terá regressado a este conto, mas devo confessar que há certos momentos em que não consigo resistir e penso que ela o estaria a guardar para mim.”

Ficha técnica:
A História da Gata das Botas
Beatrix Potter
Ilustração: Quentin Blake
72 páginas

Novidade Clube do Autor: A Tentação de D. Fernando

A Tentação de D. Fernando
Jorge Sousa Correia
432 páginas | 17€
Clube do Autor

O fim da Primeira Dinastia e a ascensão do Mestre de Avis no novo romance histórico de Jorge Sousa Correia. Nas livrarias desde o passado dia 15.

Sinopse:
Estamos em pleno século XIV, um século marcado por várias crises decorrentes de sucessivos maus anos agrícolas, pestes endémicas e guerras contra Castela. No trono está D. Fernando, um rei inconstante e fraco. Eis o pano de fundo do romance histórico A Tentação de D. Fernando.

Enquadramento:
D. Fernando I nasceu a 31 de outubro de 1345 e morreu a 22 de outubro de 1383. Entre uma e outra data, Portugal viveu momentos conturbados, de grande tensão política, económica e social, que deram origem a guerras e alianças perigosas. Mas foram sobretudo as intrigas políticas e os escândalos da Corte que inspiraram Jorge Sousa Correia a escrever este novo romance. A juntar ao talento narrativo que já conhecemos de livros anteriores – O Mistério do Infante Santo, As Sombras de D. João II e A Traição de D. Manuel I -, encontramos neste romance rigor documental, ficção e realidade em doses generosas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Leituras de novembro e dezembro

Tenho estado atrasadíssima no meu resumo de leituras das últimas... medoooo... (cerca de) nove semanas. São dois meses de livros que tenho folheado - em papel e na aplicação Play Livros.
Vou enumerá-los e colocar umas quantas linhas sobre cada um deles.


De notar que iniciei a leitura de "Anna Karenina", de Tolstoi. Uma obra que há muito pretendia iniciar, mas que ainda não se tinha proporcionado.
Tenho intercalado com "O passado é um lugar", um policial / suspense da autoria de Tana French.
Sinopse: Frank Mackey é um detetive assombrado pelo seu passado. Na Dublin dos anos 80, o então jovem Frank combina fugir com a sua namorada, mas à hora e lugar marcados, ela não aparece. 22 anos depois aparece o corpo da jovem Rosie e Frank predispõe-se a encontrar o culpado.

* O Vale do Terror, de Arthur Conan Doyle
Sherlock Holmes e o Dr. Watson recebem uma carta encriptada, remetida por um indivíduo cujo pseudónimo é Fred Porlock, um informador que faz parte da rede criminosa do Professor Moriarty, o maior inimigo de Holmes. Na carta, Holmes é avisado que John Douglas, o senhor de Birlstone House, no Sussex, será assassinado.

* O Portal do Destino, de Agatha Christie
Prestes a reformar-se, o casal Beresford muda-se para uma casa antiga, em uma cidade litorânea.
A casa possui um sótão cheio de velhos livros, que Tuppence se põe a organizar. Num desses livros ela encontra uma mensagem, composta por algumas palavras: Marie Jordan não morreu de morte natural. Foi um de nós. Tuppence começa a investigar o passado da casa e da cidade.

* Os últimos casos de Miss Marple, de Agatha Christie
Esta obra traz diversos de seus contos - 'Santuário', 'Uma piada incomum', 'O caso da fita métrica', 'O caso da zeladora', 'O caso da criada perfeita', 'Miss Marple conta uma história' e 'A extravagância de Greenshaw'.

Sei que falta qualquer coisa por aqui... tenho o feeling que me estou a esquecer de algum livro importante, portanto... esta lista ainda está sujeita a edições. 

E quanto a livros, para já é isto: recebi, no Natal, uma coleção de contos infantis... prenda do meu excelso companheiro. Estes livros infantis são, contudo, muito sui generis: tratam-se de contos da franquia Doctor Who! Aqui encontram-se textos com títulos tão fofinhos como "Snow White and the Seven Keys to Doomsday". Promete!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tommy e Tuppence Beresford, de Agatha Christie

Imagem retirada do site:
http://lynstone.com/tommy-and-tuppence
Dediquei-me a ler as histórias escritas por Agatha, cujos protagonistas são o casal Tommy e Tuppence Beresford - "o único casal utilizado pela autora em mais de um livro. Um detalhe interessante é que, ao contrário do que acontece na maioria das vezes, eles envelhecem entre um volume e outro" (wikipédia).

- Caminho para a Morte
Já sexagenários, Tommy e Tuppence visitam Tia Ada, que vive num asilo. Tuppence encontra uma velhinha, a Sra. Lancaster, que fala de alguma coisa atrás da lareira, de seu filho etc. A conversa é estranha e Tuppence resolve cavar mais fundo. O casal acaba por se envolver numa trama complexa, que leva a crer que a Sra. Lancaster não é assim tão louca como parece.

- N ou M?
Um agente inglês é morto na Escócia, durante a Segunda Guerra Mundial. Suas últimas palavras foram: "M ou N. Song Susie". Esse agente tentava descobrir nazis infiltrados no comando inglês. 
Já maduros, Tommy e Tuppence passam a colaborar com o Serviço Secreto Inglês na investigação. Para isso, hospedam-se em uma pensão repleta de velhinhas simpáticas e de homens de negócios, acabando por se envolverem em uma cerrada teia de crimes e espionagem.
- O Adversário Secreto
Este seria o primeiro livro da "saga". 
Inicialmente desempregados e sedentos de viver grandes aventuras, o casal de amigos Tommy e Tuppence se envolve na busca de Jane Finn, uma jovem desaparecida após o naufrágio de um navio de passageiros durante a primeira guerra mundial. 
Essa jovem guarda um importante documento que, terminada a guerra, apresenta informações comprometedoras para Inglaterra e os países aliados. Não apenas o governo, mas também um grupo de revolucionários quer ficar com a posse desses documentos, com o intuito de utilizar as informações numa importante greve geral que estão a organizar.

foram os três livros que já completei. Neste momento, estou a ler Morte pela porta das traseiras, ficando apenas a faltar O Homem que era n.º 16. Foram apenas cinco os volumes deste casal, e que seguem tal como foi acima dito, uma linha cronológica. 
No livro que estou agora a ler, Tommy e Tuppence estão a preparar-se para a reforma, e encontram-se a braços com a remodelação de uma casa recentemente adquirida. Inclusivamente, já têm netos. E, sem saberem muito bem como, envolvem-se na investigação de uma morte, aparentemente natural, há mais de 50 anos. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Policial... o meu género favorito

Dê lá por onde der, acabo sempre por ir "parar" ao mesmo: thrillers e policiais...

Os dois últimos (não tenho lido muito, confesso!) foram: Maigret e o Crime na Escola (Georges Simenon) e Quarenta Dias sem Sombra (Oliver Truc).

Comecemos por Maigret.

Maigret é procurado Joseph Gastin, professor na escola de uma pequena vila. Gastin é acusado de ter assassinado Léonie Birard, a antiga empregada dos correios.
Ninguém gostava dela porque era, particularmente, maldosa e maliciosa, ridicularizando as crianças e caluniando seus pais. 
Gastin implora a Maigret que prove sua inocência, encontrando o verdadeiro assassino. Maigret muda-se temporariamente para a pequena vila. A vítima vivia próximo à escola, motivo pelo qual Gastin é um suspeito óbvio, apesar de ele alegar que não estava lá no momento do crime. Talvez a solução para encontrar o assassino seja Maigret se tornar amigo de uma das crianças locais.

Trata-se de um livro muito... Maigret. Temos a ação inicial, temos uma investigação muito "sui generis", já que o Comissário é constantemente levado a seguir pistas erradas. Mas, no fim, a justiça prevalece. 

Em Quarenta Dias sem Sombra, a ação localiza-se na Lapónia. 

(sem dúvida, que vou do 8 ao 80)
Vencedor de 15 prémios internacionais.

É a última noite polar na Lapónia. O sol voltará a brilhar após quarenta dias ausente.Todos esperavam o retorno do tambor sagrado, que, acredita-se, permite a comunicação com o mundo dos mortos. Mas o tambor é roubado, causando comoção na comunidade. 
Pouco depois, um criador de renas é encontrado morto e mutilado no meio da neve. A investigação dos crimes é liderada por Klemet Nango e Nina Nansen, da Polícia das Renas. 
Os oficiais não poderiam ser mais diferentes entre si e precisarão enfrentar condições extremas de temperatura gélida e isolamento para resolver os mistérios.

Oliver Truc tem um segundo livro, protagonizado por Klemet Nango - O Estreito do Lobo. 

Gostei deste livro particularmente por retratar uma realidade que desconhecia, por completo - o do povo nativo lapão (ou sami). Sobre este grupo, diz-nos a Wikipédia que vivem num "território abrangendo partes das regiões setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e da península de Kola, na Rússia. Habitam zonas serranas (fjäll), zonas florestais, zonas costeiras e fiordes noruegueses.
Os sámis são um dos maiores grupos indígenas da Europa, totalizando cerca de 70 000 pessoas, das quais 17 000 vivem na Suécia, 35 000 na Noruega, 5 700 na Finlândia e 2 000 na Rússia.
Os lapões falam um grupo de dez línguas distintas denominadas genericamente de sámi ou lapão, pertencentes à família daslínguas fino-úgricas (do grupo linguístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro)."



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Agatha Christie - Poirot, essencialmente

Agatha Christie escreveu para xuxu. É assim que consigo resumir a coisa. E apesar de já ter lido muitos dos seus escritos, há sempre um que não ainda não me passou pelas mãos.

E, nestas férias, terminei mais dois livros que envolviam o detetive belga, Poirot.

Comecemos então.

Tanto a RTP Memória como a Fox Crime estiveram em sintonia aqui há uns meses. A estação pública passou da 1.ª à 7.ª temporada e o canal de cabo passou da 8.ª à 13.ª. Um fartote de Poirot, portanto. Houve, contudo, episódios que ficaram a meio. A ideia, certamente, seria fazer as segundas partes dos mesmos, mas isso não aconteceu. "Perigo na Casa do Fundo", foi um deles.

"Apanhei" o livro. Hercule Poirot e Hastings estão a passar uma temporada no Hotel Majestic, na costa da Cornualha, quando conhecem Nick Buckley, uma bela jovem, proprietária da pitoresca "Casa do Penhasco".
Poirot fica muito impressionado com a jovem e decide ajudá-la, ao perceber algo peculiar a seu respeito que nem mesmo ela sabe: alguém está a tentar matá-la.

Depois disto, lembrei-me de procurar o primeiro livro onde surgiu esta figura: "O Misterioso Caso de Styles".
A meio da noite, os hóspedes da mansão Styles acordam assustados. A proprietária da casa, Emily Inglethorp, está, aparentemente, a sofrer um ataque cardíaco. Depois de algumas convulsões, acaba por falecer, não sem antes dizer o nome do marido.
As portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava tratar-se de morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Todos os hóspedes da velha mansão, inclusivamente o marido e os enteados, John e Lawrence, tinham motivos para matar a Sra. Inglethorp, e nenhum deles possui um álibi convincente.
Para solucionar o crime, entram, em ação, o detetive Hercule Poirot e o Capitão Arthur Hastings.

Algumas curiosidades: 
- neste último livro, estão dois finais. Um deles é "alternativo", como é fácil perceber. A explicação para a morte da senhora é a mesma. A forma de a apresentar é que é diferente. Numa, Poirot apresenta a solução ao Juiz durante o julgamento de um dos presumíveis culpados. No outro final, a apresentação é feita numa sala na mansão Styles, com todos os intervenientes, como é recorrente nos livros de Agatha Christie. 

- O romance é narrado em primeira pessoa, pelo capitão Hastings.

- A história decorre numa enorme casa de campo, com alguns suspeitos, que escondem informações sobre suas próprias vidas. O livro inclui mapas da casa, da cena do assassinato e uma parte de um fragmento de um testamento.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Série "Dark"

Nestes dias de férias, terminei a série "Dark", da autoria de Anthony E. Zuiker, criador da série televisiva CSI,
Já tinha lido há uns meses o livro interativo "Grau 26" (pode ser consultado aqui). Neste livro, éramos apresentados ao maior caçador de monstros (leia-se assassinos em série psicopatas), Steve Dark. No livro, o "monstro" era Sqweegel, classificado com o maior grau de perigosidade: grau 26. 

Entretanto, "despachei" A Profecia Dark e As Revelações de Dark. Estes livros, temporalmente, passam-se cerca de 5 anos após o "Grau 26". 

A Profecia Dark: 
Anos depois da morte de Sqweegel, Steve Dark tenta endireitar a vida, e tenta recuperar a filha, Sibby. Contudo, surgem novos assassinatos. E desta vez, na trama intensifica-se, pois o criminoso é especialista na arte do tarot. E Dark precisará usar toda sua astúcia para detê-lo. Apoiado por um misterioso mecenas anti-crime que lhe fornece todas as tecnologias e acesso indiscriminado às cenas de crime, será Dark bem sucedido?  


As Revelações de Dark:
No último livro, o perito criminal Steve Dark precisa combater o maior e mais perigoso serial killer de sua carreira: Labirinto. Motivados por ideologias deturpadas, seus crimes, executados com requintes de crueldade em diferentes lugares do mundo, são antecedidos de charadas, quebra-cabeças e enigmas, que anunciam os próximos alvos e atiçam a atenção da imprensa. O caso envolve inúmeras vítimas importantes, sem mencionar agências do governo... 
Cabe a Dark, juntamente com uma equipe de elite montada a partir de uma comunidade internacional de investigação, encontrar Labirinto onde quer que ele esteja, e acabar de uma vez por todas com o caos.

A grande inovação!!! 
A série de livros pode ser lida como um qualquer livro tradicional, em qualquer lugar sem acesso digital… mas à medida que história avança, um nível mais profundo de imersão pode ser feito (por exemplo no site www.grau26.com.br), exclusivamente para os leitores, que terão acesso a conteúdo digital com vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a trama. 
A cada vinte páginas do livro, o leitor encontrará códigos que permitem conectar-se a uma ciberponte: uma cena de até três minutos, legendada, com atores de filmes famosos e séries de TV premiadas.
Pessoalmente, li "normalmente" os livros, ou seja sem complementar com os vídeos, mas confesso que fiquei com curiosidade. Mas, e realço, não sinto que perdi fosse o que fosse, sem ter recorrido a esta tecnologia. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Livros lidos

Tenho andado meio afastada dos meios blogueiros (bloguísticos... whatever!), é um facto; mas as 24 horas do dia, às vezes, são escassas para tudo. Melhor gestão do tempo, eu sei... eu sei...

Apesar de tudo, sempre que posso, leio. E leio muito, a sério. Estou de férias desde dia 15, e já "despachei" dois livros nestes poucos dias. Significa por isso que, tendo tempo, sou uma leitora ávida. E que saudades tinha de me puder deitar no sofá sem tarefas de maior a cumprir.

Essencialmente, li thrillers, policiais, um romance histórico e banda desenhada. Vamos ver se ainda consigo dar conta de tudo.  Começando pelos mais recentes:

Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine - Coleção Vampiro 
A Coleção Vampiro está de volta. Nesta altura do campeonato, já não é novidade para ninguém.
Quando um homem conhecido como Cock Robin aparece assassinado com uma flecha cravada no peito, John Markham, procurador do distrito judicial de Nova Iorque, chama para a investigação Philo Vance. Detetive amador de olho apurado e fraca crença em coincidências, Vance logo assinala a referência a uma conhecida lengalenga infantil. E rapidamente se torna claro que este será o padrão numa série de crimes extraordinários, arquitetados por um assassino de mente perversa, que mantém uma provocação constante à polícia através de cartas enviadas aos jornais, todas elas com a assinatura "O Bispo".
Comprei três dos quatro livros desta nova "leva" da Vampiro, na Bertrand. Falta-me para já o n.º3 e mais algum que tenha saído, nos entretantos.

Os Vampiros, de Filipe Melo
Autores multipremiados da saga "Dog Mendonça e Pizzaboy", Filipe Melo e Juan Cavia voltam a colaborar num romance gráfico, desta vez sobre a guerra colonial.
Guiné, Dezembro de 1972.Em plena guerra colonial, um grupo de soldados portugueses é destacado para uma operação secreta no Senegal. Porém, à medida que vão sendo consumidos pela paranóia e pelo cansaço, esta missão aparentemente simples vai transformar-se num verdadeiro pesadelo. Embrenhados na selva, estes homens terão de confrontar sucessivos demónios — os da guerra e os que trouxeram consigo.
É um livro BRUTAL. Imagino que, quem me tivesse visto a ler banda desenhada, devesse ter pensado que era impróprio para uma mãe de família, mas tratando-se do Filipe Melo, estava-me nas tintas. O livro não é para meninos, aviso já. E a opinião do pessoal cá de casa: daria um filme fabuloso. 

Maigret e a Jovem Estrangulada, de Georges Simenon - Coleção Vampiro
Este livro custou-me uma pequena fortuna. É mentira. Foram 50 cêntimos numa feira de velharias, e será, mais ou menos, dos anos 80. Comprei mais 2 ou 3.
O inspetor Maigret tem vindo a ser procurado por uma jovem que diz que, a casa onde vive com uma velha e inválida tia, tem sido invadida durante a noite. Durante semanas seguidas, a jovem angustiada procura o inspetor e queixa-se. Maigret relativiza. Até que um dia, desiste de esperar que ela a receba.
Maigret, com um peso na consciência, procura a jovem em casa e encontra morta, a tia. Pouco tempo depois, a jovem aparece também morta, estrangulada num armário, nas instalações da polícia. 
Maigret, obviamente, quer encontrar o responsável pelas mortes. 

A Conspiração da Aranha, de James Patterson
Gary Soneji ocupa o cargo de professor de matemática num dos mais prestigiantes colégios de Washington, D.C., frequentado pelos filhos de políticos, da elite social metropolitana e por isso mesmo, altamente segura por agentes dos Serviços Secretos norte-americanos. O aparentemente pacato professor de matemática sempre soube que seria alguém. Merecedor da confiança de pais e alunos, Soneji achou que era chegada a hora de pôr em prática do seu maquiavélico plano, e surpreende tudo e todos quando rapta duas crianças,
Soneji não pretende um simples resgate para os poderosos pais reaverem os seus filhos, ele pretende muito mais, um lugar que só os grandes alcançam: um marco na história, a sua vida contada em livro, pela mão de Alex Cross. Alex Cross é detective de polícia em Washington, D.C., psicólogo especialista em estabelecer perfis de criminosos e aclamado autor de bestsellers policiais. A sua fama precede-o, mas à medida que o tempo passa e que cada caso é resolvido, sente-se mais e mais cansado da desgastante tarefa de entrar na cabeça de cada criminoso que encontra no seu caminho.
Alex trabalha no caso com Jezzie Flannigan, responsável pelo corpo dos Serviços Secretos que deviam proteger e vigiar o colégio. Uma das crianças aparece, mas morta.
erá Gary Soneji vítima de um grave distúrbio psicológico ou um manipulador brilhante com soberbos dotes dramáticos?

As Gémeas do Gelo, de S. K. Tremayne 
Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?


O Mercador de Livros Malditos, de Marcello Simoni 
Este é já o terceiro livro deste autor que leio. O Mercador de Livros Malditos é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultos durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e de alquimistas.
Ao longo das suas páginas o leitor viaja por Itália, França e Espanha no rasto do Uter Ventorum, um livro raro, desmembrado em quatro partes e protegido por intrincados enigmas que, uma vez resolvidos, permitem evocar os anjos e a sua divina sabedoria.
Gosto de comparar os livros de Simoni a "O Nome da Rosa": os mistérios, a sensação de ambiente obscuro, carregado e pesado. Aconselho vivamente a quem gosta do género.