Tudo começa quando o corpo de um homem de meia-idade é encontrado completamente desfigurado nos carris da Estação de Kamata, em Tóquio.
Sem documentos ou identificação, as únicas pistas que a polícia tem são retiradas de uma conversa ouvida num bar próximo: que o homem estava acompanhado de outro mais jovem, ambos falavam com um sotaque muito específico usado no Norte e, a determinada altura, foi referida a palavra "Kameda".
Seguimos 2 investigadores, Imanishi e Yoshimura, que intringados com toda a história, são os únicos que não desistem de encontrar o culpado desta morte.
Finalmente conseguem identificar a vítima: Ken'ichi Miki, um antigo polícia rural reformado que era descrito por todos como um homem de uma bondade extrema.
Ao mesmo tempo, vamos acompanhando um grupo de jovens intelectuais de Tóquio, conhecidos como o Nouveau Groupe. Entre os membros do grupo destacam-se o prodígio musical, Eiryo Waga, e o crítico, Shigeo Sekigawa.
À medida que Imanishi vai investigando e encontrando pontas, começam a acontecer mortes em circunstâncias muito estranhas que aguçam ainda mais o interesse do investigador.
Até que ele consegue juntar todas as peças do puzzle e relacionar o Nouveau Groupe com todas as mortes.
É um livro muitíssimo interessante: foi originalmente escrito e publicado em folhetins entre 1960 e 1961.
Consigo, perfeitamente, imaginar as cenas assim num tom "noir"... E o mistério é envolvente e tremendo (tinha as minhas desconfianças, mas não acertei com o assassino correto). Aconselho vivamente.

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