No Verão do ano passado, li Sonata em Auschwitz desta autora, literatura bastante "levezinha" para se ter durante as férias, pois então.
Agora li, Uma Praça em Antuérpia, onde voltamos a "misturar" a História de Portugal com a História contemporânea europeia.
Anos 2000. No Brasil, uma mulher, na casa dos oitenta anos, assinala a passagem de ano com a família, relembrando o filho Luiz Felipe que havia falecido há pouco tempo. À medida que os convivas se vão recolhendo, Olívia revela a Tita, sua neta, que não é Olívia, mas sim, a sua gémea, Clarisse.
E aqui começa a história. Clarisse começa a contar à neta, o segredo que guardou por mais de 60 anos, e que poderá mexer com toda a estrutura familiar.
A mãe das gémeas, Clarisse e Olívia, morre ao dar à luz, e as crianças são criadas por uma avó, já que o pai, com o desgosto, não quer saber delas. Em adultas, mudam-se da zona de Guimarães para Lisboa. Uma delas - Olívia - casa com o filho da empregada delas de infância, e a outra - Clarisse - apaixona-se por um judeu polaco que conhece num dia em que se perde pelas ruas lisboetas. Theodor - que já havia fugido da sua pátria, devido aos avanços da extrema-direita de um homem chamado Hitler - em Portugal, é perseguido, por ser comunista.
Até que decide, de novo, fugir. Clarisse fica em Portugal, grávida, sem que Theodor o saiba. Um dia, cansado de fugir, ele regressa e descobre que a mulher que ama está grávida, e volta a procurá-la. Casam e mudam-se para Antuérpia, na Bélgica, convencidos que o movimento militar alemão não irá chegar até ali. O bebé, Bernardo, nasce em clima de relativa tranquilidade.
Em Portugal, por sua vez, o regime salazarista faz com que Olívia e António vendam a casa e o seu negócio e planeiem ir para o Brasil. Aliás, António parte para ir adiantando as coisas.
Na Europa, o avanço nazi é estrangulador. António garante estadia e trabalho para os cunhados, acreditando que conseguem os vistos para o Brasil, mas nem tudo corre consoante o planeado. E como já sabemos, a determinada altura desta saga, as gémeas trocam de lugar...
No geral, gostei deste livro. A determinada altura, passei páginas meio da diagonal, porque a autora estava, claramente, a enrolar o enredo principal, e a repetir fórmulas que já tinha usado antes. Eram partes que não adiantavam minimamente a ação, e só serviam para encher chouriços. E achei o final, um tudo-nada metido ao pontapé: pareceu-me ligeiramente forçado, e não adorei por aí além.
Mas, como disse, globalmente, gostei. Os livros que se passam durante o período do nazismo, e que retratam, mesmo ficcionadamente, esta época da História Contemporânea, por norma, agradam-me bastante. Mais não seja por pretenderem relembrar as atrocidades cometidas por um grupo que se julgava superior a outros - não que tenha adiantado de muito, como se vê nos dias de hoje, mas pelos menos, tentam...
Mas não adorei. Agora já não é tanto o caso de ser picuinhas, mas houve um conjunto de situações descritas, e algumas soluções de narrativa que me deixaram algo incomodada, por parecer que não "batia a bota com a perdigota". Não sei se me faço entender?
Dei 3 estrelas. É um livro com o seu interesse, mas não essencial. Com esta temática, existem outros superiores qualitativamente.
Leio desde que me lembro de mim como gente. E comecei a escrever em blogues há mais de 11 anos. Porque não juntar estes dois amores num único espaço? Aqui, só cabe aquilo que gosto... conheçam as minhas escolhas!
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sexta-feira, 1 de novembro de 2019
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Lido: O Rinoceronte do Rei, de Sérgio Luís de Carvalho
Este é o segundo livro de Sérgio Luís de Carvalho que leio em pouquíssimo tempo. Li O Destino do Capitão Blanc durante o mês de julho e fiquei muito entusiasmada com a forma de escrever deste autor que é um "vizinho".
Mas, esta não é só a história do rinoceronte que, ainda hoje, está imortalizado na Torre de Belém. É também a história de Océm, o tratador do animal e que o acompanha desde a Índia. Océm cai de amores por Esperança, uma escrava moura, e tudo faz para conseguir a sua liberdade.
Este livro é baseado em factos reais, o que me deixou ainda mais interessada na sua leitura. Já aqui tenho dito que se um livro me ensinar qualquer coisa, a sua missão no mundo está completa - e aprendi muito com este. Não fazia ideia que um rinoceronte havia sido oferecido ao rei. Não fazia ideia do burburinho.
Fui procurar mais informações, e no site da Torre de Belém pode-se ler o seguinte: "Em Portugal o rinoceronte foi imortalizado, encontrando-se representado numa das guaritas da Torre de Belém e também no Mosteiro de Alcobaça, onde existe uma representação naturalista do animal de corpo inteiro, com função de gárgula, no Claustro do Silêncio".
A História de Portugal é, realmente, uma coisa fascinante. E esta história não o é menos. O final não é totalmente feliz, mas é interessante ver que um episódio que, entretanto, se perdeu nos séculos seja tão complexo e simples, ao mesmo tempo. Recomendo vivamente.
Depois desta primeira experiência com Sérgio Luís de Carvalho - e tendo confirmado as minhas suspeitas que ele reside na minha área - fiquei muito contente por ver que várias pessoas já tinham lido o novo livro e que a opinião era praticamente unânime: trata-se de um livro muito bom.
A editora Clube do Autor - a quem tenho de agradecer - cedeu-me um exemplar de O Rinoceronte do Rei que li em apenas quatro dias.
Em 1514, o sultão de Cambaia recebe uma comitiva portuguesa que pretende solicitar autorização para construir uma fortaleza em Diu. Como forma de agradar ao sultão, os portugueses oferecem-lhe, em nome do Rei D. Manuel I, vários presentes. Apesar da resposta negativa, o sultão oferece à coroa portuguesa um rinoceronte.
E é assim que, no início de 1515, chega um rinoceronte a Lisboa. Um animal, de tal forma exótico, que a novidade chega a vários cantos da Europa e suscita interesse de várias pessoas, nomeadamente do artista alemão, Albrecht Dürer.Mas, esta não é só a história do rinoceronte que, ainda hoje, está imortalizado na Torre de Belém. É também a história de Océm, o tratador do animal e que o acompanha desde a Índia. Océm cai de amores por Esperança, uma escrava moura, e tudo faz para conseguir a sua liberdade.
Este livro é baseado em factos reais, o que me deixou ainda mais interessada na sua leitura. Já aqui tenho dito que se um livro me ensinar qualquer coisa, a sua missão no mundo está completa - e aprendi muito com este. Não fazia ideia que um rinoceronte havia sido oferecido ao rei. Não fazia ideia do burburinho.
Fui procurar mais informações, e no site da Torre de Belém pode-se ler o seguinte: "Em Portugal o rinoceronte foi imortalizado, encontrando-se representado numa das guaritas da Torre de Belém e também no Mosteiro de Alcobaça, onde existe uma representação naturalista do animal de corpo inteiro, com função de gárgula, no Claustro do Silêncio".
A História de Portugal é, realmente, uma coisa fascinante. E esta história não o é menos. O final não é totalmente feliz, mas é interessante ver que um episódio que, entretanto, se perdeu nos séculos seja tão complexo e simples, ao mesmo tempo. Recomendo vivamente.
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
Lido: O Rouxinol, de Kristin Hannah
Não sei por onde começar, sinceramente. O Rouxinol é um livro sobre coragem, amor, força, persistência, ingenuidade... valores que, em muito, ultrapassam o horror da 2.ª Guerra Mundial.
Estamos em França e o território está a ser tomado pela Alemanha nazi. Seguimos a história de duas irmãs Isabelle (a mais nova e impulsiva) e Vianne (a mais velha e mais temerosa).
A determinada altura, Isabelle é recrutada pela Resistência Francesa e assume como sua, a missão de salvar pilotos aliados abatidos e transportá-los, através dos Pirinéus, para a embaixada britânica em Espanha. Nome de código: Rouxinol.
Vianne, por seu turno, vê o marido a ir para a guerra e a ficar sozinha com a filha, Sophie. Até que um oficial alemão fica aquartelado na casa da família. A missão passa, essencialmente, por sobreviver debaixo do mesmo teto que o inimigo. Até ao momento em que também decide fazer algo: salvar crianças judias.
Enquanto isso, a guerra continua a devastar a Europa e a reclamar vidas. Mais ou menos próximas das nossas protagonistas.
De tempos a tempos, temos momentos passados em 1995. Uma das irmãs é convidada para ir a um encontro de sobreviventes e de protagonistas da Resistência. Só quase no final sabemos qual delas é. E é este final que rebenta com as defesas do leitor. Que, por outras palavras, significa que me fartei de limpar lágrimas.
Apesar de alguns pormenores inconsistentes ao longo da narrativa - como por exemplo, uma das protagonistas referir várias vezes o facto de não ter dinheiro, e ter muita dificuldade em comprar comida (não só pela sua escassez), e numa das cenas descritas vai de comboio até sei-lá-onde. Afinal, há dinheiro ou não? - não alteram a mensagem que o livro pretende transmitir.
É um livro muito bom, completo e com uma escrita muito interessante e fácil de seguir. Demorei apenas três dias a ler o livro (504 páginas) e recomendo-o muito a quem estiver interessado em ler sobre a França ocupada, métodos da Resistência, ou apenas uma narrativa de uma perspetiva diferente do habitual.
Estamos em França e o território está a ser tomado pela Alemanha nazi. Seguimos a história de duas irmãs Isabelle (a mais nova e impulsiva) e Vianne (a mais velha e mais temerosa).
A determinada altura, Isabelle é recrutada pela Resistência Francesa e assume como sua, a missão de salvar pilotos aliados abatidos e transportá-los, através dos Pirinéus, para a embaixada britânica em Espanha. Nome de código: Rouxinol.
Vianne, por seu turno, vê o marido a ir para a guerra e a ficar sozinha com a filha, Sophie. Até que um oficial alemão fica aquartelado na casa da família. A missão passa, essencialmente, por sobreviver debaixo do mesmo teto que o inimigo. Até ao momento em que também decide fazer algo: salvar crianças judias.
Enquanto isso, a guerra continua a devastar a Europa e a reclamar vidas. Mais ou menos próximas das nossas protagonistas.
De tempos a tempos, temos momentos passados em 1995. Uma das irmãs é convidada para ir a um encontro de sobreviventes e de protagonistas da Resistência. Só quase no final sabemos qual delas é. E é este final que rebenta com as defesas do leitor. Que, por outras palavras, significa que me fartei de limpar lágrimas.
Apesar de alguns pormenores inconsistentes ao longo da narrativa - como por exemplo, uma das protagonistas referir várias vezes o facto de não ter dinheiro, e ter muita dificuldade em comprar comida (não só pela sua escassez), e numa das cenas descritas vai de comboio até sei-lá-onde. Afinal, há dinheiro ou não? - não alteram a mensagem que o livro pretende transmitir.
É um livro muito bom, completo e com uma escrita muito interessante e fácil de seguir. Demorei apenas três dias a ler o livro (504 páginas) e recomendo-o muito a quem estiver interessado em ler sobre a França ocupada, métodos da Resistência, ou apenas uma narrativa de uma perspetiva diferente do habitual.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
Lido: A Mão de Fátima
Já andava a ler A Mão de Fátima há meses. As minhas "férias" forçadas no hospital deram um "boost" às minhas leituras, por falta de melhor que fazer. Cerca de 14 horas, por dia, sem fazer nada... é significativo, convenhamos.
A Mão de Fátima é interessantíssimo. Só andava a "engonhar", porque se trata de um livro realmente muito grande (920 páginas), com muitos factos, muitas personagens, e um personagem principal que tinha bicho carpinteiro e deve ter percorrido - ora de burro, ora a cavalo, ora a pé - toda a Andaluzia.
Para o Livropólio, maratona literária que termina a meio de fevereiro, considerei A Mão de Fátima como um romance histórico.
Lembram-se quando disse, sobre As Flores de Lótus do José Rodrigues dos Santos, que era um autêntico tratado histórico?! A Mão de Fátima, nesse aspeto, é igual. Hernando é o nosso protagonista. Fruto de uma violação de um padre católico a uma adolescente muçulmana, nunca foi querido pelo padrasto, nem pela sua própria comunidade, que o apelidava de "nazareno".
Os padres católicos de Alpujaras tomaram-no sob sua proteção, mas, ao mesmo tempo, o alfaqui (o sábio daquela comunidade) Hamid ensinava-lhe os preceitos e as tradições muçulmanos. Hernando cresceu assim, entre duas religiões.
Rebenta uma revolta muçulmana contra os opressores católicos, e Hernando está entre os revoltosos. Durante esse tempo, salva e conhece a jovem Fátima, por quem se apaixona. Contudo, os dois não terão a vida facilitada, dado que o padrasto, Brahim, também a tem debaixo de olho, mais por despeito do que qualquer outra razão.
Nas sombras, na ilegalidade, Hernando continua a professar a sua fé muçulmana, mesmo quando é forçado a apregoar a sua cristandade. Assistimos ao crescimento de um adolescente até à sua 3.ª idade, com todas as quedas e todos os conflitos, e à coleção de inimigos que foi colhendo no seu percurso.
A Mão de Fátima dá-nos imensos detalhes sobre a revolta muçulmana, e sobre a História desta religião em território espanhol. Gostei muito. Havia partes em que o autor podia ter atalhado e encurtado caminho? Sim, havia. Creio que muito foi dito, muito foi contado, muito foi descrito... atenção que é um livro fabuloso, mas li demasiadas descrições de paisagens que podia ter sido excluídas ou detalhes que podiam ser encontrados em livros de História, que seriam dispensáveis num romance.
Por outro lado, foram as descrições dos massacres que me colavam a retina às "páginas" (li no Kindle): a crueldade que, ambos os lados da barricada, empregavam quando se tratava de lidar com o outro... foi assim qualquer coisa.
Hoje, fala-se muito dos níveis extremos de violência e preconceito, mas, na minha humilde opinião, o fenómeno de "aldeia global" é que veio tornar as coisas mais conhecidas, porque nos séculos XIV, XV e XVI, os enforcamentos públicos, as imolações, decapitações, tortura gratuita - e isto já sem ir à parte da escravatura e das violações... ó senhores, sem comentários!!!
Gostei, verdadeiramente, muito deste livro. Só não dei 5 estrelas, porque é um livro que, se não estivermos verdadeiramente concentrados nele, escapa-nos sempre algo. É muito grande, e como disse antes, muitos personagens que vão entrando e saindo, outros morrem (de morte natural ou assassinados, é "indiferente), muita História, muitos factos... a história de amor está lá, presente numa parte substancial do livro, mas, houve alturas em que, sinceramente, quase me esquecia dela, com tudo o que se "passava" à minha "volta".
A Mão de Fátima é interessantíssimo. Só andava a "engonhar", porque se trata de um livro realmente muito grande (920 páginas), com muitos factos, muitas personagens, e um personagem principal que tinha bicho carpinteiro e deve ter percorrido - ora de burro, ora a cavalo, ora a pé - toda a Andaluzia.
Para o Livropólio, maratona literária que termina a meio de fevereiro, considerei A Mão de Fátima como um romance histórico.
Lembram-se quando disse, sobre As Flores de Lótus do José Rodrigues dos Santos, que era um autêntico tratado histórico?! A Mão de Fátima, nesse aspeto, é igual. Hernando é o nosso protagonista. Fruto de uma violação de um padre católico a uma adolescente muçulmana, nunca foi querido pelo padrasto, nem pela sua própria comunidade, que o apelidava de "nazareno".
Os padres católicos de Alpujaras tomaram-no sob sua proteção, mas, ao mesmo tempo, o alfaqui (o sábio daquela comunidade) Hamid ensinava-lhe os preceitos e as tradições muçulmanos. Hernando cresceu assim, entre duas religiões.
Rebenta uma revolta muçulmana contra os opressores católicos, e Hernando está entre os revoltosos. Durante esse tempo, salva e conhece a jovem Fátima, por quem se apaixona. Contudo, os dois não terão a vida facilitada, dado que o padrasto, Brahim, também a tem debaixo de olho, mais por despeito do que qualquer outra razão.
Nas sombras, na ilegalidade, Hernando continua a professar a sua fé muçulmana, mesmo quando é forçado a apregoar a sua cristandade. Assistimos ao crescimento de um adolescente até à sua 3.ª idade, com todas as quedas e todos os conflitos, e à coleção de inimigos que foi colhendo no seu percurso.
A Mão de Fátima dá-nos imensos detalhes sobre a revolta muçulmana, e sobre a História desta religião em território espanhol. Gostei muito. Havia partes em que o autor podia ter atalhado e encurtado caminho? Sim, havia. Creio que muito foi dito, muito foi contado, muito foi descrito... atenção que é um livro fabuloso, mas li demasiadas descrições de paisagens que podia ter sido excluídas ou detalhes que podiam ser encontrados em livros de História, que seriam dispensáveis num romance.
Por outro lado, foram as descrições dos massacres que me colavam a retina às "páginas" (li no Kindle): a crueldade que, ambos os lados da barricada, empregavam quando se tratava de lidar com o outro... foi assim qualquer coisa.
Hoje, fala-se muito dos níveis extremos de violência e preconceito, mas, na minha humilde opinião, o fenómeno de "aldeia global" é que veio tornar as coisas mais conhecidas, porque nos séculos XIV, XV e XVI, os enforcamentos públicos, as imolações, decapitações, tortura gratuita - e isto já sem ir à parte da escravatura e das violações... ó senhores, sem comentários!!!
Gostei, verdadeiramente, muito deste livro. Só não dei 5 estrelas, porque é um livro que, se não estivermos verdadeiramente concentrados nele, escapa-nos sempre algo. É muito grande, e como disse antes, muitos personagens que vão entrando e saindo, outros morrem (de morte natural ou assassinados, é "indiferente), muita História, muitos factos... a história de amor está lá, presente numa parte substancial do livro, mas, houve alturas em que, sinceramente, quase me esquecia dela, com tudo o que se "passava" à minha "volta".
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sábado, 17 de novembro de 2018
Lido: As Flores de Lótus, de José Rodrigues dos Santos
Antes de mais, este livro assinala um momento "importante" para mim: alcancei a marca de 40 livros lidos em 2018 - o número de livros que me havia proposto ler no GoodReads. Alcancei o meu objetivo e isso deixa-me muito satisfeita.
Agora, falemos do livro. É algo complicado, vou ser sincera. José Rodrigues do Santos elaborou, com este livro, um compêndio
da História Mundial, com salpicados de romance histórico. Temos um narrador que nos introduz à história de Artur Teixeira, um menino que vive com os pais, algures em Moçambique. Aos 10 anos, separa-se dos pais, e fica aos cuidados do Colégio Militar, em Lisboa.
Ao mesmo tempo que acompanhamos o crescimento de Artur, assistimos à queda da Monarquia, à instabilidade política nacional, à entrada de Portugal na Grande Guerra, à revolução de 1928, à entrada de Salazar no governo português...
Depois, conhecemos a família japonesa Satake. E da família russa Skuratov. E dos chineses Yang .
Cada uma das 4 famílias representa uma história e cada história é a representação de um momento da grande História Mundial. Tomamos conhecimento - pelos olhos de cada uma das crianças de cada família - às convulsões políticas e às revoluções desde o início do século XX.
Não é um mau livro. Mas é denso. Tal como disse acima, é um compêndio de História e um excelente resumo da ascensão de regimes de caráter totalitário, um pouco por todo o mundo. Em algumas vezes, senti-me perdida. A determinado momento, estava a ler um extenso monólogo na parte chinesa, sobre o comunismo. Há momentos complicados de conseguir seguir. Muitas conversas de caráter filosófico e político, muitas explicações, muitos nomes... historicamente, está aqui um pequeno mimo. Como romance, o leitor tende a dispersar e a "pedir" que a "lengalenga" acabe rapidamente.
Os capítulos não são muito longos. Uma ou outra vez, lá calha um mais compridinho, mas nada que assuste. O livro está dividido em 3 partes, que nos são introduzidas por uma página especial com excertos de Basho Matsuo (poeta japonês), Wang Changling (poeta chinês) e Li Ho (escritor chinês).
O livro - que faz parte de uma trilogia - deixa-nos no final dos anos 20, do século XX, às portas da Depressão de 1929, conforme nos alerta o narrador.
É inevitável estabelecermos paralelismos com a atual situação económico-política, nomeadamente, no que toca aos discursos de apologia à violência e da ascensão de movimentos extremistas. É um livro que recomendo, mas, com a salvaguarda: não esperem um romance típico. É quase uma aula de História, com elementos ficcionais lá pelo meio.
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| À direita, na foto, está a capa original do livro. À esquerda, a capa falsa, vista com mais frequência nos escaparates |
Agora, falemos do livro. É algo complicado, vou ser sincera. José Rodrigues do Santos elaborou, com este livro, um compêndio
da História Mundial, com salpicados de romance histórico. Temos um narrador que nos introduz à história de Artur Teixeira, um menino que vive com os pais, algures em Moçambique. Aos 10 anos, separa-se dos pais, e fica aos cuidados do Colégio Militar, em Lisboa.
Ao mesmo tempo que acompanhamos o crescimento de Artur, assistimos à queda da Monarquia, à instabilidade política nacional, à entrada de Portugal na Grande Guerra, à revolução de 1928, à entrada de Salazar no governo português...
Depois, conhecemos a família japonesa Satake. E da família russa Skuratov. E dos chineses Yang .
Cada uma das 4 famílias representa uma história e cada história é a representação de um momento da grande História Mundial. Tomamos conhecimento - pelos olhos de cada uma das crianças de cada família - às convulsões políticas e às revoluções desde o início do século XX.
Não é um mau livro. Mas é denso. Tal como disse acima, é um compêndio de História e um excelente resumo da ascensão de regimes de caráter totalitário, um pouco por todo o mundo. Em algumas vezes, senti-me perdida. A determinado momento, estava a ler um extenso monólogo na parte chinesa, sobre o comunismo. Há momentos complicados de conseguir seguir. Muitas conversas de caráter filosófico e político, muitas explicações, muitos nomes... historicamente, está aqui um pequeno mimo. Como romance, o leitor tende a dispersar e a "pedir" que a "lengalenga" acabe rapidamente.
Os capítulos não são muito longos. Uma ou outra vez, lá calha um mais compridinho, mas nada que assuste. O livro está dividido em 3 partes, que nos são introduzidas por uma página especial com excertos de Basho Matsuo (poeta japonês), Wang Changling (poeta chinês) e Li Ho (escritor chinês).
O livro - que faz parte de uma trilogia - deixa-nos no final dos anos 20, do século XX, às portas da Depressão de 1929, conforme nos alerta o narrador.
É inevitável estabelecermos paralelismos com a atual situação económico-política, nomeadamente, no que toca aos discursos de apologia à violência e da ascensão de movimentos extremistas. É um livro que recomendo, mas, com a salvaguarda: não esperem um romance típico. É quase uma aula de História, com elementos ficcionais lá pelo meio.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Novidade: A Dança das Trevas, de Philippa Gregory

Sinopse:
Luca Vero, membro da Ordem das Trevas, foi enviado pelo Papa para investigar os sinais do final dos tempos. Juntamente com a amada Isolde, o servo Freize, o irmão Peter e a confidente Ishraq, Luca vai percorrendo os perigosos caminhos de uma Europa em plena Idade Média, repleta de mitos e segredos sombrios.
Desconhecendo os verdadeiros perigos que enfrentam, Luca e o seu grupo acabam encurralados numa pequena aldeia. Ali, quase à beira da loucura e possuídos por uma epidemia demoníaca, os habitantes dançam sem conseguirem parar.
Luca e os seus companheiros unem-se, então, em busca das causas e da cura para a doença da dança. Mas quando Isolde desaparece sem deixar rasto, é claro para todos que o maior dos perigos não se esconde entre os dançarinos…
Sobre a autora:
Philippa Gregory nasceu no Quénia a 9 de janeiro de 1954. Quando tinha apenas dois anos, a família mudou-se para Bristol, em Inglaterra. Licenciou-se em História pela Universidade de Sussex e é doutorada em Literatura do Século XVIII pela Universidade de Edimburgo.
Era já uma escritora consagrada quando se interessou pelo período dos Tudor. Rapidamente se tornou uma das escritoras de romances históricos mais lidas em todo o mundo.
Vive no condado de Yorkshire, em Inglaterra, onde se dedica à família, à escrita e aos animais da sua quinta. Consegue ainda encontrar tempo para se dedicar à organização Gardens for the Gambia, que fundou com o objetivo de ajudar a criar hortas junto das comunidades mais carenciadas na Gâmbia.
Philippa Gregory nasceu no Quénia a 9 de janeiro de 1954. Quando tinha apenas dois anos, a família mudou-se para Bristol, em Inglaterra. Licenciou-se em História pela Universidade de Sussex e é doutorada em Literatura do Século XVIII pela Universidade de Edimburgo.
Era já uma escritora consagrada quando se interessou pelo período dos Tudor. Rapidamente se tornou uma das escritoras de romances históricos mais lidas em todo o mundo.
Vive no condado de Yorkshire, em Inglaterra, onde se dedica à família, à escrita e aos animais da sua quinta. Consegue ainda encontrar tempo para se dedicar à organização Gardens for the Gambia, que fundou com o objetivo de ajudar a criar hortas junto das comunidades mais carenciadas na Gâmbia.
Ficha Técnica:
ISBN 9789897077111
PVP 16,99 € (IVA incluído) - preço fixo até fim de fevereiro de 2020
PVP 16,99 € (IVA incluído) - preço fixo até fim de fevereiro de 2020
Páginas 288
Apresentação capa mole
Dimensões 150x230x18 mm
Apresentação capa mole
Dimensões 150x230x18 mm
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terça-feira, 21 de agosto de 2018
Lidos - temática "Auschwitz"
Sou uma fascinada por História; especialmente, no que concerne à 2.ª Guerra Mundial, por ter sido o conflito mais mortal da história da humanidade.
Desde dia 15 - o dia em que entrei "oficialmente" de férias - li "A Bibliotecária de Auschwitz", de Antonio G. Iturbe, e "Sonata em Auschwitz", de Luize Valente.
O 1.º é baseado na pessoa de Dita Kraus, hoje uma senhora de quase 90 anos, que era a fiel guardadora da biblioteca secreta de apenas oito livros que Fredy Hirsch ergueu no campo familiar BIIb de Auschwitz II-Birkenau. Fredy Hirsch foi um judeu, educador, que organizou uma escola clandestina em Auschwitz, onde as crianças podiam, durante o dia, esquecer um pouco os horrores que ali se viviam e manter alguma normalidade.
Dita tinha apenas 14 anos quando assumiu esta difícil e perigosa tarefa: guardar, distribuir e cuidar da frágil biblioteca.
Quando chegamos ao fim do livro, Iturbe conta-nos como conheceu Dita e, aí, levamos um segundo baque quando percebemos que a "nossa" pequena Dita que viu os pais serem mortos, é alguém que, efetivamente, sobreviveu ao pesadelo.
Terminei Sonata em Auschwitz há instantes. Este livro, com um caráter mais ficcional, segue Amália, uma jovem portuguesa que procura as suas verdadeiras raízes. O pai, Hermann, é alemão, naturalizado português, que há anos cortou os laços com os seus próprios pais. Hermann sofreu na pele a dureza do regime de António de Oliveira Salazar, foi torturado e foi para o exílio.
A 2.ª Guerra Mundial terminou "apenas" há 73 anos, e, ainda assim, hoje, cometem-se os mesmos erros do passado - às vezes, dou por mim a pensar que a Humanidade não pode ser assim tão esquecida, que tenha reservado, num canto escuro da memória coletiva, os horrores que aconteceram entre 1939 e 1945.
Como interessada que sou pela temática, gosto de ler e de assistir a documentários sobre esta época. Especialmente, sobre o Holocausto, Auschwitz e os campos de concentração... comecei bem cedo, com o Diário de Anne Frank. Já estive, inclusivamente, no anexo onde Anne, a família e os restantes residentes estiveram escondidos, na Holanda.
Desde dia 15 - o dia em que entrei "oficialmente" de férias - li "A Bibliotecária de Auschwitz", de Antonio G. Iturbe, e "Sonata em Auschwitz", de Luize Valente. O 1.º é baseado na pessoa de Dita Kraus, hoje uma senhora de quase 90 anos, que era a fiel guardadora da biblioteca secreta de apenas oito livros que Fredy Hirsch ergueu no campo familiar BIIb de Auschwitz II-Birkenau. Fredy Hirsch foi um judeu, educador, que organizou uma escola clandestina em Auschwitz, onde as crianças podiam, durante o dia, esquecer um pouco os horrores que ali se viviam e manter alguma normalidade.
Dita tinha apenas 14 anos quando assumiu esta difícil e perigosa tarefa: guardar, distribuir e cuidar da frágil biblioteca.
Neste livro, "desfilam" muitos dos nomes que, ao longo dos anos, fomos associando à "fábrica da morte", como é o caso de Mengele.
Quando chegamos ao fim do livro, Iturbe conta-nos como conheceu Dita e, aí, levamos um segundo baque quando percebemos que a "nossa" pequena Dita que viu os pais serem mortos, é alguém que, efetivamente, sobreviveu ao pesadelo.
A Bibliotecária de Auschwitz é um livro de 2013 e está na lista dos livros recomendados para o Ensino Secundário.
Dita cruzou-se, inclusivamente, com Anne Frank e a irmã, em Bergen-Belsen, pouco antes destas morrerem.
Um dia, apanha, por acidente, uma conversa telefónica entre o pai e a avó - quando supostamente não se falavam, onde Gretl fala de Frida, avó de Hermann que, aos 100 anos, gostaria de fazer as pazes com o neto.
Amália, em segredo, vai para Berlim e conhece Frida, a bisavó alemã que lhe conta a história de Friedrich, pai de Hermann, um capitão nazi que, nos seus últimos dias de vida, salvou uma recém-nascida judia.
Sonata em Auschwitz é um passeio primeiro pelas memórias de Frida, depois de Adele e, por fim, de Enoch... todos protagonistas que uma história com um final, pelo menos, um pouco feliz.
Este livro foi editado este ano, pela Saída de Emergência (link direto para a página da SdE com a ficha técnica do livro).
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sexta-feira, 27 de abril de 2018
Lido: A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones
Terminei o livro A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones. Este era uma das obras que figurava na minha "lista de desejos" de aniversário. Lembro-me de ver a capa deste livro pela primeira vez e da sensação que me percorreu ao olhá-la uma e outra vez. Nunca quis ler a sinopse, para ser apanhada de surpresa pelo enredo.
Até que o terminei. São quase 600 páginas de livro, mas que se lêem tão bem que conseguimos acompanhar a ação na nossa mente. Faz lembrar um pouco Os Pilares da Terra... o ambiente (medieval) em que se situa, a construção quase-megalómana de um templo, a presença constante da figura da Igreja, o herói que sofre até chegar a bom porto, os aliados fiéis...
Bernart Estanyol é um agricultor cuja vida dá uma volta de 180º no dia do seu próprio casamento. O senhor das suas terras viola a sua jovem esposa, evocando o direito ancestral à noite de núpcias. Não satisfeito, obriga Bernart a fazer o mesmo.
Pouco depois, o mesmo senhor evocando novo direito leva a jovem Francesca para o seu castelo para amamentar o seu filho. Francesca, grávida, não pode recusar, nem Bernart pode contradizê-lo.
Alguns meses depois, Bernart descobre o filho recém-nascido, abandonado à sua sorte e resolver pegar nele e fugir para Barcelona, onde espera vir a conquistar o título de homem livre. No resto da história, seguimos Arnau, e a sua demanda enquanto homem livre, na cidade de Barcelona, e ao mesmo tempo, acompanhamos a construção da Catedral de Santa Maria do Mar, um símbolo da fé de todo um povo.
"O jovem Arnau trabalha como estivador, palafreneiro, soldado e cambista. Uma vida extenuante, sempre à sombra da Catedral do Mar, que o tirará da condição miserável de fugitivo para lhe dar nobreza e riqueza. Mas com esta posição privilegiada chega também a inveja dos seus pares, que tramam uma sórdida conspiração que põe a sua vida nas mãos da Inquisição...".
Não me desiludiu minimamente, mas confesso que, às vezes, tinha de voltar atrás para me localizar no meio de tantos nomes e de tantos factos históricos (alguns verdadeiros, outros ficcionados) com que o autor adornou esta obra.
Sobre o autor (retirado do site Wook):
Ildefonso Falcones, autor natural de Barcelona, formado em Direito, seguiu uma antiga paixão: a da História. Das primeiras memórias de infância, em que encontrou refúgio na Catedral da cidade, à decisão de escrever um romance que revelasse a verdadeira origem daquele lugar de culto, o autor dedicou-se a uma intensa investigação sobre a sociedade catalã do século XIV. Da prosperidade da cidade às gentes que ali viviam e cruzavam, dos escravos aos artesãos, dos judeus à condição da mulher, o autor traça um fabuloso e vivo quadro da Barcelona medieval.
Ildefonso Falcones, autor natural de Barcelona, formado em Direito, seguiu uma antiga paixão: a da História. Das primeiras memórias de infância, em que encontrou refúgio na Catedral da cidade, à decisão de escrever um romance que revelasse a verdadeira origem daquele lugar de culto, o autor dedicou-se a uma intensa investigação sobre a sociedade catalã do século XIV. Da prosperidade da cidade às gentes que ali viviam e cruzavam, dos escravos aos artesãos, dos judeus à condição da mulher, o autor traça um fabuloso e vivo quadro da Barcelona medieval.
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terça-feira, 6 de março de 2018
AMANHÃ nas livrarias
As Sombras de Leonardo Da Vinci, de Christian Gálvez
Seis edições em pouco tempo e mais de 60.000 exemplares vendidos só em Espanha atestam a originalidade do primeiro romance do "autor revelação", Christian Gálvez. Neste romance histórico maravilhosamente ambientado na época do Renascimento, Gálvez apresenta o homem por detrás do génio, as sombras que contrastam com a luz do grande artista florentino.
Sinopse:
Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Angelo e Rafael são artistas respeitados.
Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes.
Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.
Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade.
Sobre o autor:
Christian Gálvez nasceu em Madrid, em 1980. Licenciado em Filologia Inglesa, é um dos rostos da televisão espanhola, onde conduz com êxito um concurso cultural. É também diretor de uma produtora direcionada para potenciar o talento de jovens promessas.
Desde 2009, divide-se entre o trabalho em televisão e a investigação sobre Leonardo da Vinci, vivendo entre Madrid e a Toscana. É um dos mais conhecidos especialistas internacionais do artista. Além deste livro, é igualmente autor de Rezar por Miguel Ángel, Leonardo da Vinci: cara a cara, entre outros.
Seis edições em pouco tempo e mais de 60.000 exemplares vendidos só em Espanha atestam a originalidade do primeiro romance do "autor revelação", Christian Gálvez. Neste romance histórico maravilhosamente ambientado na época do Renascimento, Gálvez apresenta o homem por detrás do génio, as sombras que contrastam com a luz do grande artista florentino.
Sinopse:
Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Angelo e Rafael são artistas respeitados.
Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes.
Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.
Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade.
Sobre o autor:
Christian Gálvez nasceu em Madrid, em 1980. Licenciado em Filologia Inglesa, é um dos rostos da televisão espanhola, onde conduz com êxito um concurso cultural. É também diretor de uma produtora direcionada para potenciar o talento de jovens promessas.
Desde 2009, divide-se entre o trabalho em televisão e a investigação sobre Leonardo da Vinci, vivendo entre Madrid e a Toscana. É um dos mais conhecidos especialistas internacionais do artista. Além deste livro, é igualmente autor de Rezar por Miguel Ángel, Leonardo da Vinci: cara a cara, entre outros.
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Lido: Antes de Sermos Vossos, de Lisa Wingate

Saída de Emergência - http://www.saidadeemergencia.com/produto/antes-de-sermos-vossos/
Sou mãe. Tenho um filho com quase 5 anos. Este livro, que agora terminei, deixou com ânsias de agarrar o meu menino e nunca mais o largar.
Antes de Sermos Vossos é baseado em factos verídicos... o que me deixou ainda pior! Imaginem o cenário: deixam os vossos filhos irem para a escola. Ao fim do dia, eles não regressam. Na escola, dizem-vos que as crianças nunca lá chegaram. Ninguém sabe onde estão... desapareceram sem deixar rasto.
É mais ou menos isto que aconteceu entre os anos 20 e os anos 50, nos Estados Unidos... Georgia Tann foi a responsável por um dos maiores escândalos de adopções ilegais de que há memória: crianças que eram raptadas das suas famílias e vendidas a famílias endinheiradas dos EUA.
E foi este caso gravíssimo que deu origem a este Antes de Sermos Vossos, que tive a possibilidade de ler, graças à cortesia da editora Saída de Emergência.
A história acompanha duas protagonistas: May, que narra os acontecimentos em 1939, e Avery, nos dias de hoje. O livro tem o ritmo certo e os capítulos são intercalados: ora fala M
ay, uma (agora) idosa num lar de 3.ª idade, ora fala Avery, a jovem filha de um abastado senador americano. O que une estas duas mulheres?
Excerto:
"Alguém me toca na mão e no pulso, dedos que me envolvem tão inesperadamente que recuo com um safanão, depois paro para não dar azo a uma cena. O aperto é frio e ossudo e tremente, mas surpreendentemente forte. Volto-me e vejo a mulher do jardim. Endireita as costas corcovadas e fita-me com olhos cor das hidrângeas lá de casa, em Drayden Hill — um azul suave e límpido com uma ligeira névoa em volta das extremidades. Os seus lábios pregueados tremem. Antes de recuperar o espírito, uma enfermeira vem buscá-la, agarrando-a com fi rmeza.
— May — diz ela, dirigindo-me um olhar de desculpas. — Venha. Não devemos incomodar as nossas visitas.
Mais do que me soltar o pulso, a mulher idosa agarra-se a ele. Parece desesperada, como se precisasse de alguma coisa, mas não consigo imaginar o que seja. Perscruta-me o rosto, esticando-se para cima.
— Fern? — sussurra ela."
Podemos tirar tantas lições... e pensar que existem (ainda hoje, talvez!), pessoas que nunca souberam quem eram os seus verdadeiros pais, porque lhes foram, literalmente, arrancados?! É chocante!
Após 1950, o rebentar do escândalo obrigou à reforma das leis da adopção nos EUA. Tann, responsável também pela morte de cerca de 19 crianças, devido a negligência, nunca foi condenada, porque morreu, nesse ano, de cancro.
Aconselho, vivamente, a leitura de Antes de Sermos Vossos (que, de resto já havia falado aqui), de Lisa Wingate. Procurem nas livrarias já hoje, se puderem, e aproveitem o fim-de-semana para ler esta obra.
Deixo também os links:
da página da Wikipédia de Georgia Tann: https://en.wikipedia.org/wiki/Georgia_Tann
e de um caso real, de Devy Bruch, publicado em 2015: http://fayettewoman.com/legacy-devy-bruch-life-stolen-baby.html
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sábado, 17 de fevereiro de 2018
Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho
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| A acompanhar-me durante a aula de natação da minha cria |
Feito escritor famoso, também Eryk sofre com a idade e pede ao seu velho amigo ajuda para a escrita daquele que virá a ser a sua última obra, o livro que o irá redimir... o desafio é escreverem sobre a sua infância e o destino da aldeia polaca onde nasceram e cresceram, que durante a Segunda Guerra Mundial foi dizimada: primeiro, pelos russos e depois, pelas tropas alemãs.
Eryk estará sempre acompanhado da esposa Vivianne que, ao longo da narrativa, mostra saber mais desta viagem ao passado do que, inicialmente, pensamos.
A cidade estava literalmente dividida em duas: de um lado cristãos e do outro, os judeus. Um dia, com o pronúncio da vinda dos primeiros soldados, a vida daquelas duas comunidades - mantida por séculos de rancores - nunca mais viria a ser a mesma.
Não quero contar muito deste livro, confesso. É um "filho da mãe" de um livro. Caraças. Demorei... sei lá... menos de uma semana a lê-lo (?!). Prendeu-me de tal forma que só parei para respirar de tempos a tempos... e para clarear a garganta que parecia querer prender nela alguns soluços secos.
Terminei de o ler há instantes. Foi o tempo de o guardar na estante, pegar no portátil, abrir o Blogger e começar a escrever. Ainda o estou a digerir...
Os Loucos da Rua Mazur é um livro histórico - quase um documento -, é uma biografia, é um romance... e a escrita (?!)... a escrita é linda, é humana, é crua ao ponto de nos deixar indignados, arrepiados com as descrições.
Acabo de substituir Os Loucos da Rua Mazur por Perguntem a Sarah Gross, na minha lista de livros a ler.
No fim do livro, João Pinto Coelho escreve que os factos descritos foram inspirados em factos reais, o que nos deixa um amargo na boca e a sensação de ficarmos "sem chão" perante as traições e as atrocidades cometidas, por pessoas perfeitamente comuns contra os seus vizinhos.
Os Loucos da Rua Mazur merece um reconhecimento claro dos leitores. Vale tanto a pena lê-lo, acreditem em mim!
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
O Último Cabalista de Lisboa, de Richard Zimler
Mas, as oportunidades somos nós que as criamos e foi assim que acabei por comprar O Último Cabalista de Lisboa (1996). Esta obra não é apenas um romance histórico, mas também não é apenas um thriller... é um bocadinho de tudo isto e muito mais.
Richard Zimler é um escritor muito inteligente e isso nota-se em cada linha. Na nota de autor deste livro, Zimler diz-nos que este é um exercício de tradução de obras, assinadas por Berequias Zarco, que teriam sido encontradas algures em 1990.
Estamos em 1506, nas vésperas da celebração da Páscoa. Em Lisboa, os cristãos, instigados pelos dominicanos, encetam uma perseguição e um autêntico extermínio dos judeus/cristãos novos, no Rossio, por os considerarem responsáveis pela seca e pela peste.
Milhares de judeus foram mortos, queimados; muitos, eram decepados e os corpos, literalmente, atirados aos animais.
Berequias (nome cristão, Pedro) Zarco, é um jovem estudante da Cabala. Durante os motins, encontra o tio (e mestre) morto, ao lado da uma jovem desconhecida. Ambos estão completamente nus. A cave - a sinagoga secreta da família - onde se encontravam os corpos estava fechada.
E mais, um texto em que o Mestre Abraão trabalhava, desapareceu. Poucos eram aqueles que conheciam aquele local: apenas quatro ou cinco pessoas - os iniciados nos mistérios da Cabala. E é deles que Berequias suspeita; um deles é o traidor e assassino!
Com este livro, conhecemos uma Lisboa quase desconhecida. A Lisboa do século XVI, em que a religião berrava aos ouvidos dos desesperados. Ao mesmo tempo, conhecemos os preceitos judeus, sentimos os cheiros e percorremos com Berequias pelas ruas e vielas desta Lisboa tão estranha, mas tão familiar, ao mesmo tempo.
Fiquei fascinada; quero muito continuar a ler Richard Zimler e O Último Cabalista de Lisboa mais do que confirmou esta minha vontade!
Este foi o 6.º livro que li (este ano), e quase arrisco a afirmar que será, certamente, uma das melhores leituras de 2018.
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sábado, 30 de setembro de 2017
Novidade: Leonor de Aquitânia. O Trono do Outono, de Elizabeth Chadwick
O Trono do Outono é o terceiro volume de uma série centrada na figura história de Leonor de Aquitânia, uma das mais ricas e poderosas mulheres da Idade Média e mãe do Rei Ricardo Coração de Leão.
Sinopse:
Estamos em Inglaterra, no ano 1176, e Leonor de Aquitânia foi aprisionada pelo marido, o Rei Henrique II, por recusar submeter-se às suas ordens. Desesperada com os esforços do rei por mantê-la longe dos filhos, Leonor não tem outro remédio senão aguardar.
Com a morte do rei, tudo muda. Leonor torna-se rainha-mãe e ganha finalmente liberdade para tentar reparar todos os danos que Henrique causou. Os seus filhos veem-se envolvidos numa perigosa rivalidade acicatada pelo pai, enquanto as suas filhas foram afastadas das posições de poder que lhes cabiam.
Leonor vai precisar de toda a sua coragem e força para os poder proteger de si mesmos. Para tal, terá de viajar continuamente por uma Europa medieval em guerra, e até mesmo cruzar os Alpes durante o inverno. Conseguirá Leonor manter a paz entre os filhos? E estará ela à altura de todas as provas que o destino lhe reserva?
Sobre a autora:
Autora bestseller do New York Times, Elizabeth Chadwick conta com mais de 20 romances históricos publicados em diversas línguas. Os seus livros foram contemplados com inúmeros prémios, entre os quais o de Melhor Romance Histórico, pela Romantic Novelists Association, e o Betty Trask Award.
Apaixonada pela Idade Média e pelo dia a dia desta época, Elizabeth é hoje uma das mais importantes romancistas históricas da Grã-Bretanha e foi considerada pela Historical Novel Society como «a melhor escritora de ficção medieval» da atualidade.
Ficha Técnica:
Leonor de Aquitânia. O Trono do Outono | 464 pp. | 21,98€
Sinopse: Estamos em Inglaterra, no ano 1176, e Leonor de Aquitânia foi aprisionada pelo marido, o Rei Henrique II, por recusar submeter-se às suas ordens. Desesperada com os esforços do rei por mantê-la longe dos filhos, Leonor não tem outro remédio senão aguardar.
Com a morte do rei, tudo muda. Leonor torna-se rainha-mãe e ganha finalmente liberdade para tentar reparar todos os danos que Henrique causou. Os seus filhos veem-se envolvidos numa perigosa rivalidade acicatada pelo pai, enquanto as suas filhas foram afastadas das posições de poder que lhes cabiam.
Leonor vai precisar de toda a sua coragem e força para os poder proteger de si mesmos. Para tal, terá de viajar continuamente por uma Europa medieval em guerra, e até mesmo cruzar os Alpes durante o inverno. Conseguirá Leonor manter a paz entre os filhos? E estará ela à altura de todas as provas que o destino lhe reserva?
Sobre a autora:
Autora bestseller do New York Times, Elizabeth Chadwick conta com mais de 20 romances históricos publicados em diversas línguas. Os seus livros foram contemplados com inúmeros prémios, entre os quais o de Melhor Romance Histórico, pela Romantic Novelists Association, e o Betty Trask Award.
Apaixonada pela Idade Média e pelo dia a dia desta época, Elizabeth é hoje uma das mais importantes romancistas históricas da Grã-Bretanha e foi considerada pela Historical Novel Society como «a melhor escritora de ficção medieval» da atualidade.
Ficha Técnica:
Leonor de Aquitânia. O Trono do Outono | 464 pp. | 21,98€
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sexta-feira, 26 de maio de 2017
O Rei do Inverno + O Inimigo de Deus
O Rei do Inverno e O Inimigo de Deus, ambos de Bernard Cornwell, são o 1.º e 2.º volumes da trilogia Senhores da Guerra. Li-os numa penada e quase sem intervalos para respirar. São absolutamente fabulosos.
Quando pensamos na lenda arturiana, pensamos em Camelot, Excalibur, a Távola Redonda, Lancelot, Guinevere, Merlin... cavaleiros valentes, e com um código de honra irrepreensível. Well, Cornwell dá-nos uma outra perspetiva. Vemos um Artur demasiado boa pessoa, um bocadinho permeável a manipulações, uma Guinevere maquiavélica, um Lancelot cobarde e sem um pingo de vergonha...
As cenas de combates são descritas de tal maneira que as "vemos" a decorrer na nossa cabeça... e só queremos ver até onde é que as coisas podem ir.
Estou fascinada. A sério. Há cerca de dois anos li "1356" deste mesmo autor, e apesar de ter gostado do estilo, houve qualquer coisa que não me deixou continuar a explorá-lo. Bernard, espero que me desculpes, e prometo que me vou redimir.
A Feira do Livro está para breve... senhores da Saída de Emergência, vamos lá ter o 3.º volume, não vamos??
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quarta-feira, 29 de março de 2017
A Tentação de D. Fernando, de Jorge Sousa Correia
Ando a ler, neste instante, A Tentação de D. Fernando, de Jorge Sousa Correia. E estou a gostar bastante. Após a morte do rei D. Pedro I, o Cruel, sobe ao trono de Portugal, o seu filho D. Fernando, o Formoso.
Conhecido pela sua bela aparência, D. Fernando revela, imediatamente, ser muito menos rígido do que o pai, que havia deixado Portugal em paz e com os cofres cheios.
Conhecido pela sua bela aparência, D. Fernando revela, imediatamente, ser muito menos rígido do que o pai, que havia deixado Portugal em paz e com os cofres cheios.
Não conhecia muito da história de D. Fernando, confesso. Na escola, quando "atravessamos" este período, falamos da crise deixada com a morte do rei, passamos para a Batalha de Aljubarrota... e quando damos por nós, já o Mestre de Avis é Rei de Portugal.
A diferença entre um romance histórico, fundamentado, e um romance histórico, fundamentado e escrito por um historiador, é que as coisas fluem, sem haver cenas metidas a martelo e, ao ler, fico com a sensação que aprendo efetivamente História de Portugal.
Sem conversa fiada, com diálogos com pitadas de humor - leiam e deliciem-se com as figuras que aparecem na taberna da Mariamen - este é um livro para quem tem curiosidade histórica. Sabemos de antemão que os factos são factos e que não há espaço para "verdades alternativas".
D. Fernando é apresentado como um rei que vive deslumbrado pelos prazeres que a vida de monarca lhe traz: uma vida sem complicações, mulheres apaixonadas quando lhe apetece... procurado por nobres galegos que o encorajam a reclamar o trono de Castela, distribui riquezas e terras a todos aqueles que lhe afagam o ego. Até que se apaixona por D. Leonor, uma fidalga casada. Mas isso não será impedimento para o Rei, claro, que acaba por se casar com ela, à revelia até dos próprios irmãos.
Nos bastidores, a Rainha D. Leonor (a Aleivosa, como é conhecida) joga um xadrez de manipulações, coloca em lugares de prestígio, pessoas que lhe são chegadas e influencia as decisões de D. Fernando que, só quando é tarde demais, percebe o que se passa. Guerras, traições, demasiados homens mortos...
Em 1383, morre D.Fernando. E o caos instala-se, como bem sabemos.
D. Fernando é apresentado como um rei que vive deslumbrado pelos prazeres que a vida de monarca lhe traz: uma vida sem complicações, mulheres apaixonadas quando lhe apetece... procurado por nobres galegos que o encorajam a reclamar o trono de Castela, distribui riquezas e terras a todos aqueles que lhe afagam o ego. Até que se apaixona por D. Leonor, uma fidalga casada. Mas isso não será impedimento para o Rei, claro, que acaba por se casar com ela, à revelia até dos próprios irmãos.
Nos bastidores, a Rainha D. Leonor (a Aleivosa, como é conhecida) joga um xadrez de manipulações, coloca em lugares de prestígio, pessoas que lhe são chegadas e influencia as decisões de D. Fernando que, só quando é tarde demais, percebe o que se passa. Guerras, traições, demasiados homens mortos...
Em 1383, morre D.Fernando. E o caos instala-se, como bem sabemos.
Ficha técnica:
Editora - Clube do Autor
432 páginas
Sobre o Autor:
Jorge de Sousa Correia é licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Serviu na Força Aérea entre 1965 e 1969, tendo sido destacado para Angola nos dois últimos anos. Foi professor de História na Escola Secundária do Pinhal Novo e trabalhou numa empresa metalúrgica.
Jorge de Sousa Correia é licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Serviu na Força Aérea entre 1965 e 1969, tendo sido destacado para Angola nos dois últimos anos. Foi professor de História na Escola Secundária do Pinhal Novo e trabalhou numa empresa metalúrgica.
Tem publicados os seguintes livros: As Sombras de D. João II, O Mistério do Infante Santo e A Traição de D. Manuel I.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Novidade Clube do Autor: A Tentação de D. Fernando
Jorge Sousa Correia
432 páginas | 17€
Clube do Autor
O fim da Primeira Dinastia e a ascensão do Mestre de Avis no novo romance histórico de Jorge Sousa Correia. Nas livrarias desde o passado dia 15.
Clube do Autor
O fim da Primeira Dinastia e a ascensão do Mestre de Avis no novo romance histórico de Jorge Sousa Correia. Nas livrarias desde o passado dia 15.
Sinopse:
Estamos em pleno século XIV, um século marcado por várias crises decorrentes de sucessivos maus anos agrícolas, pestes endémicas e guerras contra Castela. No trono está D. Fernando, um rei inconstante e fraco. Eis o pano de fundo do romance histórico A Tentação de D. Fernando.
Enquadramento:
D. Fernando I nasceu a 31 de outubro de 1345 e morreu a 22 de outubro de 1383. Entre uma e outra data, Portugal viveu momentos conturbados, de grande tensão política, económica e social, que deram origem a guerras e alianças perigosas. Mas foram sobretudo as intrigas políticas e os escândalos da Corte que inspiraram Jorge Sousa Correia a escrever este novo romance. A juntar ao talento narrativo que já conhecemos de livros anteriores – O Mistério do Infante Santo, As Sombras de D. João II e A Traição de D. Manuel I -, encontramos neste romance rigor documental, ficção e realidade em doses generosas.
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