terça-feira, 13 de março de 2018

Lido: História do Novo Nome, de Elena Ferrante

#14 livro do desafio de 2018 do GoodReads


Fiz um forcing para terminar a segunda parte da saga napolitana de Elena Ferrante. Comprei na última Feira do Livro de Lisboa, a primeira parte - A Amiga Genial - e desde então, que a restante tetralogia esteve em "stand by". 

Em A Amiga Genial, são nos apresentadas Lenú (Elena) e Lila (Rafaella), duas amigas que são o oposto uma da outra: Lenú é tímida e introvertida, Lila é um furacão em movimento. Em comum, a inteligência e o gosto pelo saber. A determinada altura, Lenú é autorizada a seguir os estudo, enquanto que o pai de Lila a proíbe. 

As vidas destas duas crianças é feita de aproximações e de afastamentos. Desde cedo, a estudiosa Lenú sente-se atraída, irresistivelmente, pela selvagem Lila. O que pode ser a sua salvação ou a sua perdição. O tempo vai passando e, no final deste primeiro livro, Lila está noiva e vai casar com um dos jovens mais bem-sucedidos do pequeno bairro de Nápoles onde residem. 

O 2.º livro - A História do Novo Nome - pega exatamente aí: no casamento de Lila e Stefano. Vamos entrando, umas vezes com suavidade, noutras vezes com uma brusquidão capaz de nos deixar tontos, na adolescência e na entrada na vida adulta das protagonistas. 

Lila casa com apenas 16 anos. Lenú segue para o liceu. Lila torna-se uma mulher abastada. Lenú luta para conseguir manter-se na escola. Estas diferenças tão abismais, aos olhos do leitor, continuam a ser quase como um íman para as duas raparigas. 

Elena Ferrante sabe como nos fazer entender Lila e os seus comportamentos erráticos, e criticar a "certinha" Lenú e a sua "mania" de julgar. Mas, ao mesmo tempo, compreendemos Lenú e ficamos com uma sensação de impotência e de quase desespero quando Lila se aproxima, sabendo que, mais cedo ou mais tarde, ela acaba por estragar tudo. Confesso que, a determinada altura, quase pus em questão a minha sanidade mental...

Não sei - aliás, ninguém sabe - quem é Elena Ferrante, qual a sua história, qual o seu método ou inspiração. Mas a sua escrita tem o fascínio de amarmos e odiarmos, ao mesmo tempo, aquelas personagens que nos desfilam perante os olhos. 

E não é só isso... em A Amiga Genial estamos em meados dos anos 50, num bairro humilde de Nápoles. Em A História do Novo Nome já estamos quase em 1970... acompanhamos todo um renascimento de um país que saiu afectado da 2.ª Guerra e as constantes movimentações políticas daí derivadas.

História de Quem Vai e de Quem Fica é o próximo capítulo...

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