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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Alabardas, de José Saramago

Sinopse Wook

Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências.

Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx.

Dois outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.

(pré-lançamento Wook, com envios a partir de 23 de Setembro)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Novidade: Editora Clube do Autor com novos livros juvenis

A partir do final deste mês chega às livrarias o segundo volume da colecção Os Descendentes de Merlin, de Rita Vilela, autora que se prepara para apresentar A Dama do Lago na Feira do Livro de Toronto, no Canadá. Depois de Os Guardiães dos Manuscritos Mágicos, no novo livro os leitores acompanham a história de Guinevere, uma mulher de coragem e de palavra que se casou com Artur e se tornou rainha de Camelot, cumprindo assim o juramento que o grande mago Merlin a forçara a fazer. O Palácio Nacional de Mafra, o Convento de Tomar, a Biblioteca da Ajuda, Paris e a sua emblemática Torre Eiffel são alguns dos cenários da nova aventura de Rita Vilela, uma das escritoras portuguesas mais profícuas na área infanto-juvenil e autora de vários livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.

Já em Setembro fica disponível mais uma aventura da famosa família Macedo, criada por Odette de Saint-Maurice.
As Meninas do Andar de Cima, sétimo livro da colecção recuperada pelo Clube do Autor, centra-se nas peripécias da família que vive no andar por cima do da família Macedo. No andar de cima, vivem o casal Abegorim e as quatro filhas: Lili, a mais velha, de 24 anos, a altiva; Mirita, a inquieta; Rita, a rebelde, e Rosarinho, a meiga. A agitação e as peripécias das meninas do 4.º andar traduzem a atmosfera de raparigas com problemas e personalidades distintos mas cujas experiências
e descobertas se mantêm surpreendentemente actuais.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Leituras de Verão: O Enigma da Esfinge e Morte no Bosque

Sim, mea culpa... este blogue está quase como que parado no tempo. Praticamente, não tenho lido... aliás, tenho lido, sim, mas a história do Pinóquio, umas quantas vezes por noite, para que o meu rebentinho acalme.

Mas, nestes dias de férias, em que o tempo para mim e para os meus acresce um pouco, terminei um livro que me acompanhava há uma série de semanas, "O Enigma da Esfinge", de Charlie Fletcher, e li, de um fôlego "Morte no Bosque" de Harlan Coben.

Há uns largos meses, a Editorial Presença promoveu a grande aventura literária... e, nesse desafio, ganhei 3 livros. Este dois estavam ali encostados à espera de melhores dias.

(retirei as sinopses dos sites da Presença e Wook, respectivamente)

O Enigma da Esfinge, de Charlie Fletcher
Quando George quebrou a cabeça da estátua do dragão no Museu de História Natural de Londres estava a anos-luz de poder imaginar que esse acto impensado viria a ter consequências verdadeiramente catastróficas para a sua vida e para a própria cidade. Uma força poderosíssima, adormecida desde tempos imemoriais nas profundezas da capital, aguardava pela oportunidade de voltar à vida, e agora esse momento tinha finalmente chegado. O caos da devastação ameaça instalar-se, e para repor a normalidade George terá de empenhar toda a sua coragem e contar com a preciosa ajuda de Edie e de um soldado da Primeira Guerra Mundial, eles próprios também estátuas. Uma aventura épica de cortar a respiração, que nos dá a conhecer uma outra Londres, absolutamente fascinante, e que promete continuar em futuros volumes.

Comentário:
Achei este livro um pouquinho infantil, e com um final mal amanhado... só depois percebi que era o primeiro volume de uma aventura que envolvia George, o personagem principal. A classificação de "Romance Fantástico" também deixa um pouco a desejar; devia estar categorizado como "Juvenil"... menos pessoas iriam ao engano, como foi o meu caso. Ainda assim, se tiverem filhos, sobrinhos, afilhados que gostem de um pouco de envolvimento, esta é uma boa prenda... e, informação adicional: o segundo volume chama-se "O Espelho Negro". 

Morte no Bosque, de Harlan Coben
Desde a noite de Verão em que quatro jovens, por quem era responsável, desapareceram misteriosamente no bosque do acampamento que a vida de Paul Copeland, delegado do Ministério Público do condado de Essex, na Nova Jérsia, nunca mais foi a mesma. Na manhã seguinte, dois dos jovens foram encontrados já sem vida mas os outros dois, a sua irmã Camille e Gil Perez, não voltaram a ser vistos. Passados vinte anos, encontram o corpo do recém assassinado Gil Perez e a esperança de Paul conseguir desvendar o mistério daquela fatídica noite e reencontrar a irmã renasce. Os inimigos de Paul na barra do tribunal parecem decididos a desenterrar todos os seus segredos do passado, tornando-se uma preciosa ajuda para a revelação do perverso mistério…
Comentário:
Este sim, preencheu-me as medidas. A história é contada na primeira pessoa, Paul Copeland, e de quando em quando temos janelas para outras personagens. Foi um livro que "despachei", talvez, em 24 horas. Lê-se muito bem, e ficamos realmente empolgados em passar cada capítulo.
Houve alturas em que decifrei, quase de imediato, algumas situações que só mais à frente seriam explicadas... mas deve ser porque leio muitos livros do género policial. 
Harlan Coben escreve bem, e fiquei curiosa em conhecer mais sobre este autor. 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sonho Febril, George R. R. Martin

Vampiros, before it was cool!
(livro de 1982, um dos primeiros do autor de As Crónicas de Gelo e Fogo)

Rio Mississipi, 1857. Abner Marsh, capitão de barcos a vapor, depois de ter perdido a sua frota, é interpelado por um misterioso homem, Joshua York. A proposta: construir o barco dos seus sonhos, sem limites de despesas, e percorrer o rio em direcção a Nova Orleães, com a única condição de, em ocasião alguma, fazer perguntas sobre o próprio Joshua, os seus hábitos, os seus companheiros de viagem, as suas motivações, as suas acções...

Assim, nasceu o Fevre Dream: o maior e mais maravilhoso barco a vapor. Noventa metros de luxo, beleza, e velocidade. Enquanto que Abner, um verdadeiro homem do rio, pretende construir reputação com o seu Fevre Dream, participar em corridas com outros barcos (e vencê-los!), o enigmático e cavalheiresco Joshua tem outras ideias em mente.

Joshua é um homem estranho. Só sai à noite, e nunca é visto durante... tal como os seus companheiros. E, à medida que vão somando milhas até Nova Orleães, o peso do mistério torna-se quase insuportável para Abner.

Ao mesmo tempo que acompanhamos esta narrativa, somos introduzidos no mundo de Damon Julian, e da sua corte de sangue. Damon é altivo, quase majestoso, e suga o sangue de escravos, comprados pelo seu criado Sour Billy. As histórias do desaparecimento de vários negros na plantação do velho Garoux correm mais rápido do que o vento entre eles. Sabemos que são vampiros, numa época em que os mitos eram poderosos.

Mais tarde, e confirmando as suspeitas de Abner, Joshua conta a verdade: também ele é um vampiro, que pretende abolir os mitos sobre as "pessoas da noite", e tornar possível a vivência entre as duas raças.

Até que o caminho entre os dois vampiros se cruza.

Quem vencerá? Damon, o altivo, ou Joshua, o bom?

Sonho Febril é uma história de barcos a vapor, no Mississipi, no século XIX, que encontra uma história de vampiros.
Abner Marsh é um personagem fascinante: descrito como sendo dos homens mais feios do Mississipi, com 150kg, muitas verrugas, e bruto, é um anti-herói que adoramos e o seu Fevre Dream é o seu sonho tornado real.
Temos Joshua York que, inevitavelmente, imaginamos como um cavalheiro britânico, de cabelo branco e sempre vestido de branco (o lado bom? Pensaste nisso, GRRM?), e um Damon Julian de cabelos negros (Damon = demon? / cabelos negros = o mal?), e várias outras personagens que cabem bem em qualquer bom livro de barcos a vapor.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Novidade Editora Casa das Letras (Grupo Leya)

A Maçonaria e a participação de Portugal na 1.ª Guerra Mundial, de Pedro Brandão  e António Chaves Fidalgo

 No ano em que se comemora o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, expomos uma reflexão sobre um conflito que contou com a participação dos portugueses e mudou para sempre a vida da humanidade.

Desapareceram impérios, redefiniram-se fronteiras, a ciência e a tecnologia foram colocadas de forma sistematizada ao serviço da capacidade destruidora dos instrumentos de guerra e várias nações, líderes do desenvolvimento industrial e cultural do mundo.

Entre Julho de 1914 e Novembro de 1918, os portugueses participaram em três frentes de combate: Angola, Moçambique e Flandres. Portugal tinha recentemente implantado a república e a vida social, económica e política do país evidenciava uma forte e natural instabilidade que foi acelerada pela cisão do velho Partido Republicano Português e pelas diferentes tentativas de restauração da monarquia.

Por detrás desta nossa participação encontram-se algumas relações causais entre a maçonaria e as decisões de diferentes governos republicanos que originaram o envolvimento de Portugal na Grande Guerra.

Os autores:
Pedro Ramos Brandão nasceu em Coimbra, a 28 de fevereiro de 1965. Licenciado em História e em Engenharia Multimédia, mestre em História Institucional e Política Contemporânea, doutorado em História Política Contemporânea e a terminar o dout
oramento em Ciências e Tecnologias de Informação, no ISCTE, é docente do Ensino Secundário e do Ensino Superior e presidente do Conselho Técnico-Científico do ISTEC.É igualmente autor dos livros Salazar – Cerejeira a «Força» da Igreja, A Igreja Católica e o Estado Novo em Moçambique, A Maçonaria e a Implantação da República em Portugal e Salazar e a Conspiração do Opus Dei.

António Chaves Fidalgo nasceu em Montalegre, a 13 de setembro de 1965. Licenciado em Segurança Social e pós-graduado em Economia e Política Social, é professor do Ensino Superior desde 1988, e, atualmente, secretário-geral do ISTEC. Coordenou trabalhos de investigação social aplicada para diversas instituições, nomeadamente, para o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, Ministério da Saúde e Montepio Geral.
Foi responsável por vários artigos e cursos de formação na área do Republicanismo e da Maçonaria e é, também, coautor do livro A Maçonaria e a Implantação da República em Portugal, publicado pela Casa das Letras.

Eventos da Sociedade Portuguesa de Autores

AMANHÃ, dia 17 de Junho:
Decorre a 6.ª sessão do ciclo "Casino das Letras", com a escritora Hélia Correia, pelas 21h30 no Casino da Figueira da Foz.
A sessão será orientada pela Dra. Teresa Carvalho, da Universidade de Coimbra.

Também, AMANHÃ: 
Lançamento dos livros "Adágio, Romanza e Grave" e "As Flores Brancas de Frangipani" do escritor Américo Brás Carlos, às 18h30, na Sala - Galeria Carlos Paredes, na Rua Gonçalves Crespo, 62, Lisboa.
A apresentação dos livros será feita pelo Dr. José Jorge Letria e pela Prof.ª Doutora Ana Luísa Vilela.

4.ª feira, dia 18 de Junho:
A Sociedade Portuguesa de Autores e a Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa organizam, em conjunto, a Tertúlia "Jorge Amado, um romancista comprometido com o povo, o Brasil, o futuro", pelas 18h00, no Auditório Maestro Frederico de Freitas. 



5.ª feira, dia 19 de Junho:
A Sociedade Portuguesa de Autores vai realizar um workshop sobre o tema "Cultura e Economia: para que serve o Direito de Autor?" com o apoio da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), pelas 14h30, no Auditório do Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto. 



sexta-feira, 13 de junho de 2014

A Dança dos Dragões

Estou contente. Posso dizer uma coisa sobre este volume, sem estragar a série. Posso dizer que é em A Dança dos Dragões que Ramsay Bolton (ex-Snow, depois do reconhecimento oficial de Roose Bolton) instruiu Reek (Fedor, na série, e Cheirete, nos livros... ou um Theon Greyjoy amestrado) a tomar Fosso Cailin para os Bolton.

Sim, a cena em que Reek volta a ser Theon, e ordena aos poucos homens de ferro que sobram em Fosso Cailin para abrirem os portões da fortaleza aos homens de Bolton, e um deles leva uma machadada na cabeça...

Posto isto, só me falta o 10.º livro - Os Reinos do Caos - para terminar os livros já editados de As Crónicas de Gelo e Fogo.

(mas, esta minha ânsia de terminar vai ter de tomar um duche gelado e acalmar. O meu "dealer" (um dos meus primos) ainda não me emprestou este último, por isso, vou dedicar-me a outra coisa qualquer. Tenho aqui na estante "Um Sonho Febril" - também de George R. R. Martin - e será, certamente, o senhor que se segue)

Facto interessante sobre As Crónicas:
Andava um pouco desorientada, porque via que, em Portugal, eram 10 os livros editados, mas quando se falava em George R. R. Martin e os livros, na versão original, eram referidos apenas 5 títulos.

O que se passava afinal? A minha capacidade de fazer somas 1 + 1 = 2 estava a falhar?

Não. O que se passa é que no nosso rectângulo à beira-mar plantado, a editora Saída de Emergência dividiu cada livro em dois.

Assim, as "somas" são estas:
- A Guerra dos Tronos + A Muralha de Gelo = A Game of Thrones
- A Fúria dos Reis + O Despertar da Magia = A Clash of Kigs
- A Tormenta das Espadas + A Glória dos Traidores = A Storm of Swords
- O Festim dos Corvos + O Mar de Ferro = A Feast for Crows
- A Dança dos Dragões + Os Reinos do Caos = A Dance with Dragons

E já só faltam 2 livros para GRRM terminar. O plano inicial era uma trilogia, o autor, a meio, decidiu estender até aos 7 livros... e já vamos em 5. Let's wait and see, my sweet Summer childs!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

O Festim dos Corvos

Imagem retirada de Fnac.pt
Como falar de um livro, sem estragar o que se vai passar na série? Já sei que as coisas não se passam tal e qual como nos livros (é essa a ideia de "adaptação"), mas a essência é a mesma. E feitas as contas, o resultado acaba sempre por ser o mesmo.

Essencialmente, não posso revelar nada sobre a personagem A, B ou C, caso contrário os meus espertos seguidores perceberão que algo de muito bom ou muito mau vai acontecer aos restantes.

É horrível escrever uma crónica de leitura de um livro sem puder falar sobre o mesmo.

O que posso dizer, então?

Posso dizer que neste O Festim dos Corvos, George R. R. Martin (GRRM) preferiu dar destaque a personagens femininas.
Depois do episódio em que Cersei, alegadamente, é violada pelo irmão Jaime (no livro não é. A Rainha, realmente, faz-se de difícil no início, mas depois deixa-se levar pelo fogo do amorrreee), li muitas críticas onde se dizia que o autor devia ter qualquer coisa contra as mulheres do deste universo. Com este livro, temos mulheres fortes e decididas, mulheres que fazem a diferença...

E, na generalidade, o ritmo d' O Festim é mais lento.

Pelo que percebi de leituras em outros blogues, O Festim dos Corvos, inicialmente, era um volume gigantesco - perto de 1600 páginas, ou algo que o valha - e o nosso bom amigo GRRM dividiu-o em dois, razão pela qual isto já vai em 10 livros.

E agora... já estou no livro 8: O Mar de Ferro. Como já perceberam por este texto, não vou puder desvendar nada dos acontecimentos dos livros, até porque a série já foi renovada para uma 5.ª temporada, e eu seria uma mulher morta se dissesse mais do que devia - tanto que nem sequer aqui escrevi a sinopse da contra-capa. Quem é amiga, quem é?

sábado, 17 de maio de 2014

A Glória dos Traidores

Imagem retirada daqui
Diz a contracapa: 

O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada.

O Jovem Lobo também está em viagem, na companhia da mão e do tio, numa tentativa de reconquistar duas coisas fundamentais para os Stark: a aliança da Casa Frey e o Norte. A primeira parece bem encaminhada, mas é sabido como o velho Walder Frey é traiçoeiro. Quanto à segunda, é uma incógnita, pois a tarefa que lhe cabe é quase impossível: conquistar Fosso Cailin a partir do sul.

Em Porto Real, há dois casamentos em perspectiva, qual deles o mais importante para o destino dos Sete Reinos. Mas quem sabe o que os caprichos do destino têm reservado para os noivos? Jaime Lannister, agora mutilado, regressa para junto dos seus sem saber o que o aguarda. E do outro lado do mar, o poder dos dragões renasce, com Daenerys à cabeça de uma hoste de eunucos treinados para a guerra e finalmente rodeada de amigos. Mas serão esses amigos... dignos de confiança?


Não posso falar muito deste livro, já que adiantar pormenores seria estragar a série. O que sabemos portanto?
* Há o Red Wedding, onde Robb Stark, a mãe e uma grande parte dos nortenhos são mortos por ordem de Walder Frey e Roose Bolton (ainda na terceira temporada, como bem se recordam!);

* Temos o Purple Wedding, com a morte de Joffrey;

* Temos o julgamento de Tyrion Lannister, por suspeita do assassinato do Rei;

* Temos Sansa Stark no Ninho da Águia;

* Temos Jon Snow de volta à Muralha;

* Temos Arya com o Cão de Caça;

* Temos Dany em Mereen, e a sua decisão de governar a cidade e assim "treinar" a arte de ser Rainha.

E mais não digo. Apesar da série ser uma adaptação aos livros, e certos capítulos não decorrerem exactamente como nos livros, estou curiosa para ver. Muitas surpresas - ao bom estilo de George R.R. Martin - vos esperam, senhores seguidores da série. 

A partir de agora, não posso fazer resumos do que li. Mordo a língua cada vez que tenho o impulso de comentar com o meu excelso esposo algo que li. Sou, por natureza, uma spoiler... e tenho de me conter, ao máximo. Só faltam 4 (?) episódios para terminar a série, portanto terei de aguardar para ver até onde posso ir com os meus comentários.

terça-feira, 13 de maio de 2014

A Tormenta de Espadas - volume II de II

Acabadinho ontem à noite. Só me vem à mente uma coisa: os desgraçados dos Stark têm uma vidinha que, coitados... ninguém merece. Se há alguém que devia receber o Oscar de "os mais azarados da História da Literatura" eram eles!

A pobre Sansa - a eterna crente, a personificação da bondade, da ingenuidade e do comportamento de uma dama - é obrigada a casar com Tyrion.
Os Lannister, antevendo que os Tyrell iriam tentar alguma manobra com a mais velha dos Stark, antecipam-se e casam-na em velocidade cruzeiro com o Duende.

Arya que estava quase-quase-quase a chegar a Correrrio, pelas mão de Beric Dondarrion, é apanhada pelo Cão de Caça, após uma tentativa de fuga.
(pelo meio tem uma conversa muito interessante com o escudeiro de Beric Dondarrion sobre a mãe de Jon Snow - que, espero, muito sinceramente, que seja uma peça-chave na história. Tenho esse feeling desde o início: a mãe de Jon Snow deverá ser importante, já que se sabe tão pouco sobre ela, mas que, volta-e-meia, se fala na senhora.)
O Cão de Caça que, anteriormente, tinha tido um encontro imediato com Lorde Beric, que agora crê no Senhor da Luz, o mesmo Deus que Stannis Baratheon segue.

Robb continua a vencer batalhas, mas a verdadeira guerra está longe de ter terminado. De momento, está a caminho das Gémeas, a convite de Walder Frey. Após o rompimento da promessa de Robb desposar uma Frey, o velho Walder exige que Edmure Tully (tio do Rei do Norte, pela parte da mãe) case com uma das filhas, imediatamente. Este acede pelo bem da aliança e dirigem-se para lá.

Jon, entretanto, que ainda estava infiltrado no exército de Mance Rayder, e apaixonado pela selvagem Ygritte, conseguiu escapar. Mesmo no finalzinho de a Tormenta de Espadas, o bastardo de Ned Stark, ferido, tenta alcançar a Muralha e avisar os Irmãos do ataque iminente dos selvagens.

Bran continua a sua jornada em busca do corvo de 3 olhos para-lá-da-Muralha, com os irmãos Meera e Jojen, e Hodor. Esta caminhada faz-me lembrar a jornada do Frodo, em O Senhor dos Anéis (ó aqui para mim toda interessada e a fazer referências à cultura-pop!).

Adiante, em Porto Real começam os preparativos para mais um casamento: Joffrey e Margaery Tyrell... de referir, que após este casamento, Tywin Lannister também já planeou casar a filha, Cersei, com o herdeiro de Jardim de Cima (Willas Tyrell - que, na série, não existe. Na adaptação televisiva, o casamento previsto é entre Cersei e Loras Tyrell, o Cavaleiro das Flores, que nos livros se juntou à Guarda Real).
De Dorne, e para se juntar à festa, acaba de chegar o Prícipe Oberyn Martell... o 3.º filho da sua Casa, mas com uma enorme sede de justiça. Esta chegada é temida por Tyrion já que Martell é, em parte, responsável pelo facto de Willas Tyrell estar incapacitado, ao mesmo tempo que culpa os Lannister pela morte da sua irmã Elia (que estava casada com um Targaryen, e que terá sido assassinada pelo Montanha - que, como se sabe, está ao serviço dos Lannister).

Quem é que se queixa do número ridículo de personagens nesta saga? Se na série há gente para xuxu, experimentem ler os livros... ficam de boca à banda.

Mais?

Ahhhh, Dany Targaryen. A Princesa da Tormenta, a Khallesi, a Mãe dos Dragões (e blábláblá de títulos...) acabou de libertar mais uma cidade, com a ajuda dos seus Imaculados, e de um aliado-supresa, Daario Naharis. Depois de Astapor, foi a vez Yunkai, mais uma cidade esclavagista.

E acho que, de coisas importantes, ficamos por aqui.