sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O Confessor, de Daniel Silva

Em tempos, já tinha lido qualquer coisa de Daniel Silva (filho adoptivo de pais portugueses e neto de um açoriano que era pescador, este norte-americano de 55 anos, é considerado um digno sucessor de mestres do romance de espionagem ou de thriller político como Graham Greene e John Le Carré, Daniel Silva é um antigo jornalista da CNN - segun), mas para ser sincera já tinha sido há tanto tempo que não me lembro sequer do título do livro.

Mas lembrava-me do personagem Gabriel Allon. Lembrava-me que era um espião israelita e pouco mais.

Peguei n'O Confessor, e acabei por descobrir que este livro está incluído numa trilogia sobre o Holocausto que inclui Uma Morte em Viena e O Assassino Inglês.

O livro começa com a apresentação de Benjamin Stern, um professor que vive numa residência com estudantes, e que se dedica à escrita de um livro. Umas páginas à frente, Stern chega a casa e nota alguém a mexer nos seus apontamentos, e que acaba por o matar.

É aqui que entra Gabriel Allon. E, de repente, damos por nós a assistir a reuniões de uma organização secreta no Vaticano, a conspirações para assassinar o Papa, a revelações sobre o Papa Pio XII e sobre o papel que desempenhou durante o Holocausto, etc etc etc...

Daniel Silva escreve bem que se farta. O Confessor não é uma obra prima da Humanidade, mas lê-se muito bem, e é um bom exemplo de investigação e boa documentação (um pouco à semelhança de Dan Brown, na minha opinião...). Cumpre aquilo a que um bom livro se propõe: entreter e informar. Querem mais que isto? Eu não.

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