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quarta-feira, 15 de maio de 2024

Leituras de Abril

O meio do mês é uma altura tão boa como qualquer outra para mostrar as minhas leituras de Abril.

"Ahhh, mas Abril já foi há tanto tempo. É tão mês passado" - oiço-vos a cochichar. Pois, mas Abril foi há 15 dias e Junho é daqui a outros 15, portanto, não me apoquentem e apreciem as sugestões enquanto estou disponível para escrever.


A imagem, claramente, é um print do Goodreads, portanto, a última foto foi do 1° livro que terminei.

Comecemos com Saga. Ainda há fãs por aí? Já vamos no volume 11 e a qualidade continua alta.

Seguimos para Torto Arado de Itamar Vieira Junior. Comprei este livro há umas semanas naquelas caixas da FNAC com livros mais baratinhos, porque têm algum problema. Neste, era a contracapa que estava rasgada.. O que não afeta absolutamente nada a experiência de leitura. Escrevi no Instagram que lee Torto Arado me deu umas "vibes" de Jorge Amado. O que, desde já, é um tremendo de um elogio dado que Amado é um génio (li os Capitães da Areia, na boa, umas cinco vezes).

Falando em Jorge Amado...o tema deste mês para o clube de leitura era ler um livro de um vencedor do Prémio Camões. Inicialmente, separei das minhas estantes, o livro As Meninas de Lygia Fagundes Telles, mas depois lembrei-me de um outro que me iria dar, infinitas vezes, mais gosto: Com o Mar por Meio. Uma amizade em Cartas. Um livro publicado pela Fundação Jorge Amado que nada mais é do que a troca de cartas e faxes entre Amado e Saramago. Uma leitura muito interessante, que espelha a amizade de dois monstros da literatura lusófona. Há passagens simplesmente deliciosas!

Terminei Março com uma mulher e portuguesa. Onde Cantam os Grilos de Maria Isacc, conta-nos a história da família Vaz pelos olhos de Formiga. Formiga era bebé quando foi deixado na Herdade do Lago e desde então que os Vaz, uma família bem estabelecida, são os seus heróis. Como criança que é e tendo a liberdade de circulação que tem, Formiga sabe tudo (ou pensa saber) de cada um dos elementos da família que o acolheu. Mas descobre um segredo que acaba por destruir a própria família e o obriga a deixar a infância para trás definitivamente. O livro é escrito na perspetiva de um Formiga já adulto, na casa dos 30, depois de 20 anos de ausência da Herdade que o viu crescer. Excelente leitura e com uma narrativa com o compasso certo. Gostei muito. 

domingo, 12 de maio de 2024

Pois que nem só de livros vive o Homem e a Mulher

Também vive de séries, pois está claro. E tenho visto, aqui e ali, umas coisinhas. Mas o que quero mesmo destacar é a série da Netflix - O Problema dos Três Corpos.

Esta série, para os mais desatentos, é a adaptação do livro com o mesmo nome, do autor chinês Liu Cixin. Livro esse que li em 2021 (https://capamole.blogspot.com/2021/05/recuperar-do-atraso-parte-3.html?m=1), depois de vários anos para que fosse traduzido para português.

Com o sucesso da série - que obviamente já vi - voltou também o meu entusiasmo pela trilogia (sabem aquela sensação de "só eu conheço esta pequena peça de arte e não tenho ninguém com quem falar dela"? Pois, era eu, nestes anos).

E eis que a minha última aquisição foi A Floresta Sombria - o segundo volume da trilogia, que está a ser publicada pela Relógio D’Água (vou confessar: o livro está, neste momento, no banco de trás do meu carro e não me apetece ir buscar para efeitos se foto armada ao pingarelho. Quando o ler, tiro a foto conceptual-ócoisa).

Mas, Cristina Maria, o que sucede no livro? Resumo rápido: o livro começa durante a Revolução Cultural Chinesa. Ye Wenjie vê o pai, um professor de Física, a ser barbaramente morto devido aos conteúdos que ensinava aos seus alunos. Posteriormente, é levada para uma base militar e consegue entrar em contacto com formas de vida alienígena.
Nos nossos dias, vários cientistas aparecem mortos e Wang Miao, especialista em nanotecnologia, irá trabalhar com a investigação, que conduz a um estranho jogo de realidade virtual, cujo objetivo é prever as eras de bom tempo.

O livro não é simples de ler, especialmente porque aborda temas muito científicos e conceitos estranhos para a vasta maioria; aconselho a que se foquem na história e que vão de mente aberta e tempo disponível. 

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Os russos da minha vida

Desde muito cedo que tive a estranha convicção que os escritores russos eram muito a "minha cena".

Curiosamente, raramente os leio. Estão lindos e maravilhosos na minha estante, num cantinho só deles Dostoievski, Pasternak, Ostrovski e Tolstói.

Este ano, calhou ler Um Gentleman em Moscovo - livro maravilhoso, escrito de uma forma tremendamente elegante e cativante, com uma história perfeitamente estupenda - onde o livro Anna Karenina é referido uma infinitude de vezes.

Pois que Anna Karenina é um daqueles que vive cá em casa há 3 anos. E decidi que era boa ideia começar a lê-lo. E comecei sim...em Fevereiro. E estou quase nas 250 páginas de um livro com quase 800.

É um livro denso, não é fácil de ler, e não sendo propriamente um livro leve (tem 871 gramas) não é a leitura mais portátil que possuo. Literalmente, estou há espera de ter férias para lhe dar mais um avanço, e tentar terminá-lo ainda este ano. 

Desejem-me sorte!




domingo, 5 de maio de 2024

Goodreads Reading Challenge

 Já liguei mais ao número de livros lidos do que atualmente, mas ainda assim não deixo de me sentir vaidosa por ver que, apesar da falta de tempo, vou conseguindo ler.

Já aqui disse várias vezes que, desde criança, leio muito. O Henrique segue muito este meu legado, e isso deixa-me feliz - hoje, as conversas com os amigos pelo Whatsapp, ou o apelo dos jogos de computador e PlayStation vão ganhando um pouco mais de espaço na vida dele, mas consegue equilibrar bem.

Dado que, em Agosto de 2022, comecei um trabalho das 9 às 18, deixei de ter tanta disponibilidade como tinha antes. Em 2023, marquei que ia ler 12 livros - um por mês. Se cumprisse esse objetivo, ficaria muito contente. Li 34, mais de 2 por mês.

Este ano, voltei a apontar para os 12 - só para comprovar que o ano anterior não tinha sido um acidente de percurso. Já li 17 e estou radiante da vida - até porque alguns deles foram incríveis. 



quarta-feira, 1 de maio de 2024

15 anos de blogue - o Capa Mole é um adolescente de pleno direito!

 Junho de 2023. Foi este o mês em que publiquei algo pela última vez neste espaço. Às vezes - muitas vezes, aliás - penso que, o melhor, nestas circunstâncias, é fechar definitivamente este espaço.

Mas, sou uma pessoa que se apega. Este blogue fez 15 anos em Dezembro. São muitos anos e muitos livros... E, não sei, sincera, se sou capaz de colocar um ponto final ao Capa Mole & Companhia.

Este blogue nasceu numa era em que os blogues eram fixes. Já tive duas companheiras de escrita, em alturas distintas, mas que a vida afastou.

Já tive parcerias com editoras, que acabaram por cair, porque, realmente, não conseguia responder ao grande advento do Instagram, do TikTok e outras redes, por falta de tempo. 

Quero com tudo isto dizer que ainda não vou desistir. Foram 9 meses de paragem (uma gestação inteira, portanto), mas, talvez, com um bocadinho mais de força de vontade, consiga voltar a escrever aqui.

Tenho saudades, sabem... de escrever! De transmitir o que sinto com os livros! 

Enfim, basta de dramatismos e de vitimizações de quarta-feira, e mais livros e leituras.

Tinha um saldozito na Bertrand a expirar e decidi começar a ler este livro no mês da Revolução. E já vou quase na página 200.



segunda-feira, 19 de junho de 2023

Feira do Livro de Lisboa 2023

Mais um ano sem trazer um autógrafo do João Tordo. Acho que vou começar a qualificar assim os anos de FLL... (ideia a considerar, Cristina Maria, assenta aí na agenda!) 

Este foi o ano em que mais comprámos, sem dúvida. O Henrique está a crescer, continua a adorar ler e compra tudo por impulso. Dez anos, como não os adorar?! 🙄

A colheita de 2023 foi esta. Curiosos com algum deles?! 


sábado, 17 de junho de 2023

Leitura em curso

Não vamos entrar em loucuras e achar que agora vou publicar com frequência. Combinado? Sucede que tive uns dias de férias, deu para me orientar, instalei a aplicação do Blogger e agendei posts. É o melhor que tenho para vos oferecer de momento.

Há uns tempos (e quem diz "há uns tempos" diz, quiçá, uns 2 anos), o meu irmão comprou 2 livros da Sarah J. Maas. Como a vidinha dele também não é um oceano de tempo livre, emprestou-mos. Ainda residem cá em casa, mas não estão esquecidos... O Trono de Vidro e A Coroa da Meia Noite eram os seus nomes. Li-os numa penada, porque, tal como escrevi no Instagram, há dias em que uma pessoa só quer ler qualquer coisa que vá para além daquilo que nós conhecemos e um livro de fantasia em que pessoas lançam raios de magia pelos olhos ou pelas pontas dos dedos, por mim, está OK.

Recentemente, uma das meninas da nossa comunidade (a Jsy) colocou este livro à venda. Tenho para mim que ela mal tinha carregado no "enter" e já eu estava a perguntar se ainda estava disponível. O baby veio cá para casa e, depois de dois livros daqueles que dão nós no cérebro e no estômago, era mesmo isto que me apetecia.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Houston, temos um problema

Aliás, eu tenho um problema... - não vamos chatear Houston com questões menores, sim?

Já estão carecas - todas aquelas 3 pessoas que ainda se dão ao trabalho de abrir os meus (cada vez mais raros) posts - de saber que comecei a trabalhar a full time e horário completo e Whiskas saquetas...

Mas, ainda assim, consegui ler até ao dia de hoje (15 de Junho) a bonita quantidade de 18 livros. No início do ano, tinha-me proposto a ler um livro por mês, mas dei por mim a conseguir organizar-me e a ler um pouco mais do que, muito honestamente, inicialmente previa.

Já li autores portugueses, já li autores estrangeiros, já li BD, já li infanto-juvenis, já li dramalhões, já li fantasia, já li livros de casos reais, já li prémios Nobel e Pulitzer, já li 5 estrelas e 3 estrelas. Estou bastante satisfeita com o meu primeiro semestre. 

Well done, Cristina (que faz o gesto de pancadinha nas costas em jeito de concordância!)

Não vos vou chatear com a minha falta de tempo para resenhas, mas fiquem-se com estas sugestões de alguns dos livros que achei realmente muito bons: Balada para Sophie (Filipe Melo e Juan Cavia), Os Rapazes de Nickel (Colson Whitehead), Furriel não é nome de Pai (Catarina Gomes) e O Acontecimento (Annie Ernaux). Sabem porque os recomendo? FIZERAM-ME CHORAR, os safados. E nos dias que correm, essa é a minha base de referência. 

sábado, 7 de janeiro de 2023

Ano novo, vida nova?

Começo bem o ano, sim senhora. A rever os livros que terminei antes de 2022 terminar. Nada de especial. Tenho a ideia que comecei a ler mais livros do que aqueles que efetivamente terminei. 

Depois do "apanhado" feito no início de dezembro, terminei... (rufos de tambores, por favor)... dois livros. UAUUUU!!! Trouxe da biblioteca municipal "Leviathan" de Paul Auster e "O gato de Uppsala", de Cristina Carvalho. Com estas duas leituras, completei 51 livros em 2022 (menos 9 do que me tinha proposto). 

"Leviathan" foi mais um livro de 5 estrelas. Li Paul Auster pela 1.ª vez em 2022 e facilmente se tornou um dos meus favoritos. O escritor Peter Aaron lê a notícia da morte de um homem, numa explosão, dias antes, na berma de uma estrada. Apesar das autoridades não saberem de quem se trata, e terem iniciado as investigações, Peter sabe que o homem é Benjamin Sachs, o seu melhor amigo. O que o levou a este ato? Viajamos através das memórias de Peter, numa narrativa brutal e brilhante, que vai escrevendo tudo o que sabe e ouviu sobre Sachs, sabendo que estas páginas irão ser certamente entregues às autoridades. 

De Cristina Carvalho já tinha ouvido falar há muito, mas ainda não tinha tido a oportunidade de a conhecer. "O gato de Uppsala" é uma história fofinha. Daquele tipo de livros que tanto pode ser lido por um adulto ou um jovem. Um livro que não envergonha ninguém. Elvis e Agnetta são dois jovens que se apaixonam e casam. Decidem cumprir um dos seus grandes sonhos e ver de perto o navio Vasa, o maior e mais belo barco alguma vez construído. Empreendem a viagem - a pé - entre Uppsala e Estocolmo, acompanhados do seu gato. E é esse gato que, acreditem ou não, lhes vai salvar a vida. 

(estupidamente, esqueci-me de tirar fotos das capas)

Entretanto, tenho vários livros em mãos e que vou lendo conforme vou conseguindo. Começando pelo mais "antigo":

- "Meia Noite ou o Princípio do Mundo", de Richard Zimler: estamos no século XIX, e seguimos John Zarco Stewart, filho de uma judia portuguesa e de um escocês. Depois de descobrir segredos de família, John tenta redimir pecados cometidos, numa viagem que o levará do Porto até aos Estados Unidos da América. Estou quase quase a terminar (comecei a ler este livro, creio que, no Verão), e de uma coisa tenho a certeza: Zimler não desilude. É outro livro incrível. Estou a gostar bastante. O "problema" é que estou a lê-lo na aplicação da Wook que não é a coisa mais incrível da História. 

 - em meados de novembro, comecei a ler o 6.º livro da saga The Witcher, "A Torre da Andorinha". Ainda há pouco ultrapassei a primeira centena de páginas, mas está a ser interessante. Mais focado em Ciri que é, de longe, das personagens mais interessantes da série.

- em novembro, também comecei a ler "O Livreiro de Paris", de Nina George. O tema do mês do clube do livro "Regaleira de Livros" era "um livro sobre livros", e escolhi este. Escusado será dizer que ainda não terminei. Está a corresponder ao que pensava que seria, com várias referências a autores e livros, alguns dos quais nunca tinha ouvido falar. 

Entretanto, e porque a vida é todo um circo de aventuras e desventuras, apontei que leria 12 livros no ano inteiro. Nivelar as expetativas bem por baixo e fazer uma festa no final de 2023 se ultrapassar estes valores é o meu lema deste ano. 

Pronto, e é isto. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

4 meses de leituras resumidas num post...

Nos últimos anos, tenho tido uma vida bastante privilegiada: trabalhava a partir de casa, com horários super-flexíveis. Toda essa facilidade, permitia-me ter tempo para ler e ver séries. Contudo, desde meados de agosto que passei a ter uma rotina de "ir para o trabalho", e um horário a cumprir diariamente. 

As leituras ressentiram-se. O cansaço tem vindo a acumular-se e dou por mim sem ter tempo para muito. O blogue passou para uma posição muito lá em baixo na minha lista de prioridades. Ao abrir, hoje, oDe  Blogger, apercebi-me que tinha em rascunho, dois inícios de textos, que não cheguei a terminar, de livros que trouxe da biblioteca "Loucuras de Brooklyn" de Paul Auster, e "História de um canalha" de Julia Navarro. Nesta altura, já só me lembro de fiapos de cada um deles. Nem me arrisco a fazer resumos. Vou só enumerar os livros que li desde agosto e dizer as notas que dei... 

- As loucuras de Brooklyn, de Paul Auster - 4 estrelas
- O homem que morreu duas vezes, de Richard Osman - 5 estrelas
- História de um canalha, de Julia Navarro - 4 estrelas
- Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís - 4 estrelas
- Felicidade, de João Tordo - 4 estrelas
- O olhar do Açor, de Sandra Carvalho - 4 estrelas
- Doida não e não!, de Manuela Gonzaga - 4 estrelas
- Pyongyang - Uma viagem à Coreia do Norte, de Guy Delisle - 4 estrelas
- A minha avó pede desculpa, de Fredrik Backman - 5 estrelas
- Perto de casa, de Cara Hunter - 5 estrelas
- Águas Passadas, de João Tordo - 5 estrelas
- Depois de partires, de Maggie O'Farrell - 4 estrelas
- Vox, de Christina Dalcher - 4 estrelas
- Armazém Central, de Loisel & Tripp - 4 estrelas

Este ano, já tinha editado de 80 para 60 as leituras que pensei realizar; e, ainda assim, vou falar miseravelmente. E está tudo bem. Do que sinto verdadeiramente falta, nem é tanto de "bater" os meus "recordes" em leituras feitas... é de tudo o resto que isso me trazia: estar mais tempo com as pessoas que são aficionadas das leituras, ter mais tempo para pesquisar sobre as novidades, ter mais tempo para o blogue e para a página de Instagram. Chego tão cansada que, praticamente todos os dias, caio na cama antes das 11 da noite. 

E os fins-de-semana têm sido a fazer tudo o que não consigo durante a semana. Como todas as pessoas normais. Ainda estou a entrar no ritmo. Ainda estou a tentar descobrir como ganhar tempo. Hei-de lá chegar. Não hoje, nem amanhã, nem até ao fim do ano. Mas vou descobrir.