domingo, 5 de abril de 2015

A Chave para Rebeca e A Rapariga que roubava livros

O que têm em comum espiões nazis, o Egipto e o romance "Rebeca" de Daphne du Maurier? Nada? Tentem outra vez.

São o mote para o livro "A Chave para Rebeca" de Ken Follet. A sinopse "oficial" é a seguinte:
"Norte de África, Verão de 1942. Rommel parece imbatível: as suas armas secretas são Alex Wolff, espião exímio , e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier, Rebecca. Wolf cruza o Sahara escaldante e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. O major Vandam, no seu encalço, encarrega a encantadora Elene de o seduzir. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo." (Wook).

Não desgosto de Ken Follet - o que me chateia, sinceramente, nem tem nada a ver com ele, mas com a adaptação tonta que fizeram ao "Os Pilares da Terra". (ressurreição... really, senhores argumentistas?! Não conseguiam dar a volta ao texto de outra forma?!) - e depois de "O Vale dos Cinco Leões" e de "Os Pilares da Terra", escolhi este para continuar a minha saga pelo Universo Follet. 

And now for something completely different...

 

Já comecei a ver o filme. Parei nos primeiros minutos, porque "valores mais altos" se levantaram... e nunca mais o retomei. 
Peguei no livro. E li-o numa penada. E não me arrependi por um segundo. Ao contrário do que fiz, acima, com "A Chave para Rebeca", não vou simplesmente fazer um "copy-paste" de um resumo do livro. 

Antes de mais, e como refere o "header" desta secção, a Morte herself é a narradora da história. Liesel é uma menina de 9 anos, que subitamente assiste à morte do irmãozinho mais novo. Durante o funeral do pequeno, Liesel rouba um livro. O primeiro. 

A acção decorre na Alemanha nazi, em vésperas do início da 2.ª Guerra Mundial. Portanto, é num clima conflituoso, tumultuoso e confuso para uma criança que acaba de perder o irmão e a mãe (que a abandona com Rosa e Hans Hubermann) que vemos o desenrolar deste romance. 

Mesmo sentindo-se atraída pelo livro, apercebemo-nos que apesar dos seus 9 anos, Liesel não sabe ler. E é nas madrugadas de insónias, após os pesadelos, que Hans Hubermann ensina Liesel a conjugar as letras e as palavras.

O clima de paz é interrompido quando Hans se vê confrontado com o passado e a sua honra "obriga-o" a cumprir uma promessa: acolher o filho de um falecido camarada de guerra. Judeu. Liesel desenvolve então uma relação com esse estranho de quem não pode falar fora das paredes de casa. Aquilo que os une é muito mais do que aquilo que os separa.

Fora do n.º 33 da Rua Himmel, Liesel é uma menina que, com Rudy, o seu melhor amigo, experimenta emoções a roubar: fruta, batatas... mas, especialmente, livros. Mais concretamente da casa do presidente da Câmara, com o, mais tarde revelado, conhecimento da esposa, Ilsa Hermann.
Entre pequenas vitórias e grandes dramas, acompanhamos Liesel. E vale tanto a pena. 

2 comentários:

  1. Olá!

    Já há muito tempo que li este livro.
    Gosto muito de Ken Follet.

    Boas leituras.

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  2. Não sou aficionada, mas lê-se bem... obrigada pela visita! :)

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