quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

Terminei durante o fim-de-semana o livro "Ensaio sobre a Cegueira", do (nosso) José Saramago.

Apesar de já ter visto o filme (para quem não sabe, não costumo ver filmes de livros que já li, nem leio livros de filmes que já vi - abri excepção ao Harry Potter, para encerrar o meu capítulo de adolescência), não resisti ao livro. Saramago é Saramago.

E não fiquei desapontada. Apesar de já não me lembrar com toda a nitidez do filme, confesso que ao ler o livro, o rosto da Julianne Moore não me saía da cabeça e consegui seguir step-by-step toda a história, sem nunca me sentir defraudada pela adaptação cinematográfica.

A história é simples:
A pouco e pouco, as pessoas de um país vão sendo atingidas por uma cegueira. Um género de cegueira branca. A única excepção é a "mulher do médico", que continua a ver. Os governantes, assustados com um potencial vírus, colocam de quarentena os primeiros atingidos. E é partir daí que tudo se desenvolve: sem verem e confinados a um espaço, os homens e mulheres entram numa espiral descendente em que todos os valores e todos os ensinamentos de uma vida são esquecidos, substituídos pelo puro instinto animal, e pela sede do domínio.

"Em terra de cegos, quem tem olho é rei", assim diz o velho ditado e é assim que a mulher do médico - e o seu restrito grupo - vão sobrevivendo, sem cair no comportamento decadente dos seus conterrâneos. Fome, violência, morte... tudo entra neste livro, brilhantemente adaptado pelo realizador Fernando Meirelles.

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