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segunda-feira, 18 de maio de 2026

A mais preciosa mercadoria, de Jean-Claude Grumberg

Pensava, honestamente, que ia fazer um repost de uma postagem. Mas fui apanhada na curva: nunca escrevi sobre um dos livros mais bonito que li sobre o Holocausto. 

Não é uma história real, não é um livro sobre uma qualquer profissão em Auschwitz, nem nenhuma biografia escrita na primeira pessoa... É um pequeno conto de 118 páginas que me levou às lágrimas. 

"A história de um bebé que não chegou a Auschwitz" lemos na capa. 

Fazendo fé no Goodreads, li este livro em março de 2024. E se formos consultar os arquivos aqui da chafarica, veremos que só publiquei conteúdos a partir de maio. Razão pela qual fui apanhada desprevenida. 

Acontece que, este domingo, a fazer zapping encontrei num qualquer TV Cine desta vida a informação sobre o filme deste livro. Pouco mais de 1h20 de filme, em animação, e emocionante o suficiente para me fazer chorar outra vez. 

Um casal de lenhadores vivia na floresta, por onde passava um comboio de mercadorias. Era inverno e a fome apertava. Ao vê-lo passar, a mulher rezava para que, um dia, Deus lhe oferecesse algo, qualquer coisa... Até que um dia, umas mãos deixam cair um embrulho, a poucos pés de distância da pobre lenhadora.

Num outro arco, um casal de judeus viaja num comboio, com dois bebés. O pai, desesperado, ao passar por uma floresta, tem uma ideia e faz uma escolha impossível.

O resto é a história. Esta história.

Pensava eu que vinha fazer o repost de uma publicação de há 2 anos. E afinal, vim escrever sobre um dos mais belos contos que já li. 

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