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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Amanhecer na Ceifa, de Suzanne Collins

Quando saí, em maio passado, da empresa onde trabalhava, a minha (agora ex-) colega de trabalho, farta e cansada de me ouvir falar de Hunger Games, ofereceu-me, em gesto de despedida, este livro Amanhecer na Ceifa. 

Depois de A Balada dos Pássaros e das Serpentes, onde nos é contada a história do Presidente Snow, agora temos a história dos Quinquagésimos Jogo da Fome - o 2. ° Quarteirão, que têm Haymitch como protagonista. O velho e bêbado mentor da Katniss e do Preto, e uma figura central do movimento que pretende deitar abaixo o Capitólio.

Haymitch nem devia ter sido colhido, mas estava no sítio errado na hora errada. No dia do seu 16.° aniversário.

Esta história vai buscar muitas personagens que conhecemos n' A Balada e muitas que conhecemos na trilogia original. Vamos encontrar uma Mags e uma Wiress na posição de mentoras. Um Plutchard a dar os seus primeiros passos juntos das entidades superiores, organizadoras dos Jogos, e a mostrar a sua verdadeira natureza de resistência. Um Beetee a mentorar o seu próprio filho. Como é que a Eddie entrou neste mundo tão diferente da sua natureza.

E todas estas pequenas histórias vão dar mais impacto e profundidade a certos acontecimentos, por exemplo, do 3.° livro da trilogia original. O sacrifício da Mags e a morte da Wiress que nem o Haymitch nem o Beetee puderam chorar, porque o objetivo era maior do que eles. 

Fiquei feliz por conhecê-los melhor, mas ao mesmo tempo com um sentimento de tristeza por perceber que havia algo mais por trás: uma amizade construída em cima de um mesmo trauma. 

Não vale a pena explorar os Jogos em si. Sangue, carnificina e crianças a morrerem. 

Mais um livro tremendamente bem conseguido de Suzanne Collins.

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