(spoiler: é possível sim, se eu me organizasse melhor e escrevesse imediatamente após completar a leitura)
A minha primeira leitura do início ao fim de 2026 foi no âmbito do clube Regaleira de Livros - ler um autor novo.
Li a Trilogia de Copenhaga, de Tove Ditlevsen, autora dinamarquesa, falecida em 1976.
Nunca tinha lido nada dela, nunca sequer havia ouvido falar dela, mas os meus olhos, por alguma razão, prenderam-se nos dela que figuram na capa do livro. Um olhar onde li alguma tristeza. Não sei explicar.
Este livro é a sua autobiografia, desde os bairros pobres até se tornar uma escritora de sucesso: Infância / Juventude / Relações Tóxicas (já na idade adulta).
Fala das dificuldades da sua infância, da relação complicada com os pais, da sua ansiedade em completar 18 anos para sair de casa, dos amores, dos amores frustrados, dos casamentos, dos filhos...
Chorei algumas vezes com a Tove. Tentei, às vezes, esquecer que ela era apenas uma menina em alguns dos momentos em que me enervava com ela, para me conseguir enervar com propriedade.
E lembrei-me que ela era uma pessoa real, e uma menina, em muitos desses momentos, para me acalmar.
A vida dela não foi nenhum mar de rosas. E este livro não esconde nenhum dos espinhos. Ela não foi meiga consigo mesma e falou de tudo: as traições, o abuso de drogas, os medos...
Este livro é uma obra-prima. Cinco estrelas fáceis.

Vai ser o meu próximo livro, obg pela opião
ResponderEliminar