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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Alex, de Pierre Lemaître

Há muito tempo (mesmo muitoooo tempo!) que não me acontecia uma destas: ler um livro num único dia. Aconteceu simplesmente. E adorei!

Comprei o livro "Alex" (2011) de Pierre Lemaître, na Bertrand por um preço ridículo. Atenção, senhores da Bertrand... "ridículo" no bom sentido. Por ser um livro "antigo", estava por 10 euros (na Wook, está, por exemplo a 14,94€), e como tinha dinheiro no cartão de cliente, ficou-me por oito euros e uns trocados.

Já tinha ouvido falar deste autor - aliás, já tinha descarregado o primeiro livro dele, "Irène", para o tablet, mas ainda não tinha encontrado tempo para me debruçar sobre ele - por isso, pensei que seria um bom investimento.

E foi. "Alex" é daqueles livros que nos prende desde o início.

Temos Alex, uma belíssima mulher, de quem se conhece muito pouco. É raptada, por um homem misterioso que a espanca violentamente, e a tranca numa espécie de gaiola, num local, aparentemente, deserto e abandonado. O homem pouco fala, e apenas lhe dá água e biscoitos de cão para comer.
Numa das poucas falas deste homem, ele diz-lhe, claramente, que ela está ali para morrer. Com uma determinação imensa, Alex elabora um plano para fugir daquele cativeiro.

Por outro lado, temos um policial, o comandante Camille Verhœven a quem é entregue o caso. Com pouquíssimas pistas, consegue encontrar o lugar para onde foi levada Alex, só que ela já não está lá.

E é aí que tudo começa. Começam a aparecer diversos mortos, com o mesmo "modus operandi": golpeados na cabeça, e forçados a beber ácido, indicando que o assassino será o mesmo. Mas... o que será que estas pessoas têm em comum?

"Um thriller gelado que joga com os códigos da loucura assassina, um mecanismo diabólico e imprevisível, onde nos encontramos com o enorme talento de Pierre Lemaître. Alex foi um dos romances finalistas do Grand Prix de la littérature policière 2011", segundo se lê na capa do livro.

Aconselhadíssimo. Mas se tiverem o estômago fraquito, não se metam nisto... não é um livro para meninos!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A Mulher Enjaulada, de Jussi Adler-Olsen

Descobri, há pouco tempo, o livro "A Mulher Enjaulada", de Jussi Adler-Olsen (2014, publicado pela Editora Record, no Brasil) e bastou-me ler a sinopse para saber que era um livro que tinha de ler.

No auge da carreira política, a bela e reservada Merete Lynggaard desaparece. As investigações que se seguem não rendem muitas informações à polícia, levando ao arquivamento do caso, como sendo suicídio. 
Passados alguns anos, o detetive Carl Mørck, responsável pelo recém-criado Departamento Q — uma secção para casos importantes não solucionados — é encarregado de descobrir o que, afinal, aconteceu com ela. Então, com seu assistente, Assad, ele inicia uma busca pelos rastros desse mistério e, para isso, Carl precisa vasculhar o passado de Merete, guardado a sete chaves, para descobrir a verdade.

Eu sou o tipo de pessoa que vê a série "Casos Arquivados", logo gostei da ideia.

E o prólogo confirmou-o. Começamos logo com a descrição de um cativeiro. Merete está presa algures. Confinada a um espaço pequeno, e tem as mãos em sangue. Sabemos que é Merete devido à informação recolhida na sinopse. Ou pelo menos, supomos que seja ela.

E depois somos divididos em dois períodos diferentes temporais, sendo que um deles (o mais antigo), inicia em 2002, com o desaparecimento de Merete. E no tempo mais recente, temos o detetive Carl Mørck, que se está a recuperar de um ataque (que vitimou um colega, e deixou outro totalmente paralisado), que pega - a contragosto - no recém-criado Departamento Q e que, por sorte, elegeu o desaparecimento de Merete como o caso a solucionar.

Um mistério à boa moda escandinava.

Sobre o autor: 
Jussi Adler-Olsen nasceu em Copenhaga e, entre outros trabalhos, foi editor de diversas publicações antes de começar a escrever ficção. O Guardião das Causas Perdidas é o primeiro romance da série Departamento Q. Jussi Adler-Olsen recebeu numerosas distinções e prémios literários nos últimos anos e atualmente conta com mais de 10 milhões de exemplares dos seus livros vendidos em 34 países.Venceu, em 2010, o Prémio Chave de Vidro (prémio literário criado em 1992 e concedido anualmente pela Associação Escandinava do Romance Policial a um escritor sueco, dinamarquês, norueguês, finlandês ou islandês).
Este livro é o primeiro da série "Departamento Q", protagonizado pelo detetive Carl Mørck e pelo seu assistente Assad. E que a série serviu de base para três filmes, sendo que o lançamento do último está agendado para este ano de 2016 (os anteriores tiveram, ambos, nota de 7.1 pelo IMDB)

domingo, 31 de janeiro de 2016

Sherlock regressa e os Homens justos deste Mundo morrem (sem qualquer relação causal)

Tenho lido muito pouco, razão pela qual existe uma tão grande distância entre a última resenha de quatro livros e esta que, agora, escrevo. Vinte e seis dias... dá qualquer coisa como 13 dias para dois livros. E deve ter sido essa, sim, a média.

Adiante...

A Casa da Seda, por Anthony Horowitz (2011)
Deparei-me há pouco tempo com um livro assinado por Anthony Horowitz, um nome que me soava demasiado familiar para ignorar. E ainda bem que não o fiz. A Casa da Seda é mais um livro de Sherlock Holmes. Nem imaginam a minha surpresa.
Estamos em meados de novembro de 1890 e Londres enfrenta um cruel inverno. Sherlock Holmes e Watson tomam chá diante da lareira quando um agitado cavalheiro chega ao no 221B de Baker Street. Ele implora pela ajuda de Holmes, contando uma história sobre um homem com o rosto marcado por cicatrizes e olhar penetrante que o vem perseguindo nas últimas semanas. Intrigados, Holmes e Watson logo se vêem às voltas com uma série de enigmáticos eventos, que se estendem da penumbra das ruas de Londres ao fervilhante submundo de Boston.
Conforme mergulham mais e mais no caso, deparam-se com um nome que é sempre sussurrado 'a Casa da Seda', uma misteriosa entidade, um inimigo mais mortal que qualquer outro já enfrentado por Holmes - e com uma conspiração que ameaça macular toda a sociedade.
Não quero adiantar nada da história porque merece ser lida com toda a atenção que lhe puderem prestar. Arrisco a dizer que se o nome Horowitz não estivesse bem presente na capa, julgaria que Sir Arthur Conan Doyle tinha tirado mais esta cartada da manga.


Nota: Reconheci o nome Horowitz de séries de televisão. Além de escritor, este britânico é também argumentista e foi o responsável por alguns episódios de Poirot e de Midsomer Murders que sigo religiosamente. 


O Último Homem Bom, por A. J. Kazinski (pseudónimo dos dinamarqueses Anders RønnowKlarlund e Jacob Weinreichc) (2010)
Em Pequim, um monge cai morto em sua cela. Uma marca terrível e desconhecida cobre-lhe as costas. Em Mumbai, um economista adorado por ajudar os pobres morre de forma repentina. Seu cadáver ostenta a mesma marca. Ao redor do mundo, há relatos de mortes semelhantes – e todas as vítimas eram humanitários. 
Em Veneza, um policial dedicado lança, pela Interpol, um alerta para a polícia das principais capitais do mundo: encontrem as pessoas boas do seu país e digam-lhes o que está acontecendo. Em Copenhaga, onde estava para ser realizada a Conferência Mundial sobre o Clima, a tarefa é entregue ao detective Niels Bentzon. 
A princípio ele não é bem-sucedido na sua busca. Quando já estava quase a desistir, conhece Hannah Lund, uma cientista brilhante que o ajuda a juntar as peças do quebra-cabeça: segundo as escrituras judaicas, a cada geração existem na terra 36 pessoas boas, ou “justas”. Sua função é proteger-nos, e sem elas a humanidade pereceria. 
Trinta e quatro estavam mortas e era preciso encontrar as outras duas. 

Recomendo vivamente qualquer um dos dois. A única coisa que os une é serem policiais / thrillers... o que lhe quiserem chamar... porque enquanto um se passa na época vitoriana em Londres, o outro passa-se nos nossos dias, e um pouco por todo o mundo, além da teoria judaica dos 36 justos que me fascinou. Leiam, rapaziada, que ler é bom e faz crescer!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Thrillers "aos pontapés"!

A minha "cena" são os policiais, os thrillers, os suspenses de tirar a respiração... razão pela qual, cerca de 99% dos livros que leio pertencem a este género. Não será de espantar a lista de livros que li nas últimas semanas. 
Outro aspecto interessante é o domínio dos autores nórdicos. Se as presenças de A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha - dado o meu fascínio pelos primeiros três livros de Stieg Larsson - e de mais um livro de Camilla Läckberg, não são de espantar, vejam Hans Koppel que tem um livro brilhante, doentio e perfeitamente horripilante de tão bom! (nesta lista, só Daniel Silva destoa!).



Não voltarás, Hans Koppel (2014)
Mike Zetterberg vive com a esposa Ylva e a filha do casal numa pequena cidade praiana na Suécia. Uma noite, Ylva não volta para casa depois do trabalho. Mike acredita que ela só foi tomar um drinque com as amigas, mas, quando ela não aparece na manhã seguinte, ele começa a se preocupar. Enquanto Mike lida com as suspeitas da polícia e com o próprio desespero, ele nem desconfia de que sua esposa está viva e a apenas alguns passos de casa, presa num porão do outro lado da rua, atraída para uma trama horripilante de punição e vingança. Uma câmera de vigilância lhe permite ver sua família pela tela da TV. Eles não podem vê-la — e certamente não podem escutar seus gritos desesperados de socorro...

A rapariga inglesa, Daniel Silva (2013)
A jovem estrela em ascensão no partido britânico no poder, Madeline Hart, é amante em segredo do primeiro-ministro do seu país. Mas os seus raptores descobriram o segredo e raptaram-na para obter um vultuoso resgate.
Temeroso de um escândalo que lhe destrua a carreira, o PM decide não envolver a polícia britânica, o que corresponde a uma decisão arriscada, e porque tem um prazo curto - Tens sete dias, ou a rapariga morre - pede através de um dirigente dos seus serviços secretos a ajuda do também agente dos serviços secretos israelitas Gabriel Allon que combina a actividade de espionagem com a de restaurador de arte.
Com o prazo a esfumar-se rapidamente, Allon tenta desesperadamente resgatar Madeleine. A sua missão leva-o ao mundo criminoso de Marselha, a um vale isolado nas montanhas da Provença, depois aos bastidores do poder londrino e, finalmente, a um momento culminante em Moscovo, cidade de muitos perigos, onde se se revelam os verdadeiros motivos por detrás do desaparecimento de A Rapariga Inglesa.

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha, David Lagercrantz (2015)
Um dos livros que mais expectativa me criava. David Lagercrantz foi convidado pelos herdeiros de Stieg Larsson para dar continuidade à vida e obra de Lisbeth Salander e de Mikael Blomkvist. Aliás, a expectativa era extensível a todos os fãs da saga original. Assim, um bocadinho à semelhança dos admiradores de Star Wars... 
A revista Millenium está a atravessar uma crise, e Mikael precisa (urgentemente!) de um furo, apesar do seu entusiasmo e motivação já não serem os mesmos. Recebe uma dica que lhe poderá dar qualquer coisa. Até que recebe uma chamada telefónica a meio da noite. Daí desenrola-se a trama, em que uma criança autista é perseguida, e quase morta. Lisbeth e Mikael voltam a unir esforços. 

Ave de Mau Agoiro, Camilla Läckberg (2011)
A população de Tanumshede (Suécia) está em polvorosa. Um reality show começa a ser filmado e os adolescentes estão excitados com a presença de seus ídolos em um lugar normalmente pouco agitado, sem muitos acontecimentos. Enquanto isso, Patrik Hedstrom tenta entender o que o incomoda em um aparente acidente de carro. Algo na cena da batida não lhe sai da cabeça, uma incongruência que o leva a investigar um pouco mais a fundo.
O enredo toma ritmo a partir da segunda morte, dessa vez, relacionada ao elenco do reality show. A tensão é palpável e a investigação toma todo o tempo disponível do protagonista a ponto de tornar-se uma obsessão compreensível. Com dois casos importantes em mãos, sua mente não consegue descansar até resolvê-los.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Livrinhos dos bons!

Tenho andado activa a ler, na medida do possível; se antes, não ira dormir sem ler, no mínimo, uma página de um livro, agora passam-se dias sem pegar num. 

Nos últimos dias, li:

Aurora Boreal, de Asa Larsson
Sinopse Wook:
O corpo de Viktor Strandgård, o pregador mais famoso da Suécia, jaz mutilado numa remota igreja de Kiruna, uma cidade do Norte submersa na eterna noite polar. A irmã da vítima encontrou o cadáver, e a sombra da suspeita paira sobre ela. Desesperada, pede ajuda à sua amiga de adolescência, a advogada Rebecka Martinsson, que vive em Estocolmo e regressa à sua cidade natal disposta a descobrir quem é o culpado. No decurso da investigação conta apenas com a cumplicidade de Anna-Maria Mella, uma inteligente e peculiar polícia grávida.
Em Kiruna, muita gente tem algo a ocultar e a neve não tardará a tingir-se de sangue.A atmosfera de Kiruna envolve-nos por completo. Kiruna é uma povoação rural extremamente fria, onde durante seis meses ao ano fica envolvida pela obscuridade e o efeito que este frio e esta obscuridade tem nas personagens são descritos de forma fascinante.
A protagonista, Rebecka Martinsson, uma advogada que trabalha com a inspectora mais competente da brigada de Kiruna, Anna-Maria Mella. Um dos poucos casos na literatura policial onde as principais protagonistas são mulheres.

Maré de Sorte ou Arrastado na Torrente, de Agatha Christie
Sinopse Wikipédia
A ação do livro acontece em 1946. Gordon Cloade é um homem muito rico que costumava ajudar seus familiares. Com o fim da segunda guerra mundial, Gordon se casa com Rosaleen Underhay, uma viúva muito mais jovem que ele. Pouco tempo, depois a casa de Gordon é bombardeada, ele morre e Rosaleen herda os bens do marido.
A família Cloade fica muito contrariada, mas tem que aceitar esta situação, já que não existe um testamento que faça a distribuição dos bens para os familiares.
A cunhada de Gordon, interessada em espiritismo, procura Hercule Poirot para pedir sua ajuda. Um espírito revelou que o primeiro marido de Rosaleen na verdade não morreu. Se o marido fosse encontrado, o casamento de Gordon não seria válido e assim a família poderia tomar posse da herança.
Um dia, chega na cidadezinha onde vivem os Cloade, um homem que diz que o ex-marido de Rosaleen está vivo e é assassinado. O problema se torna complexo, e somente Hercule Poirot tem condições de reunir todas as informações e desvendar o mistério.

A Mão Misteriosa, de Agatha Christie
Lymstock é uma pacata cidade no interior da Inglaterra e parece ser o lugar perfeito para Jerry Burton se recuperar de um acidente. 
Tudo o que ele precisa está lá: ar puro e a paz da vida rural. Mas a calma que paira no ambiente dá lugar à desconfiança quando cartas anónimas e acusadoras começam a circular entre os habitantes. Os vizinhos passam a desconfiar uns dos outros, e Lymstock se torna um lugar sombrio. 
O clima de suspeita e terror cresce quando um dos destinatários comete suicídio. Por sorte, Miss Marple está na região; ela parece ser a única pessoa capaz de resolver este mistério, criado por Agatha Christie, que considerava "A Mão Misteriosa" um de seus melhores romances.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mais quatro livros com a marca "check"

Sempre a mesma desculpa, Cristina Maria. Que nervos! "Falta de tempo!", não é?! Mais valia dizeres que o cão tinha comido o teclado do computador, p'l'mor de Deus!

Mas falta de tempo para vir aqui escrever, não significa falta de leituras, como é óbvio. Mas, para uma pessoa que ganha a vida a escrever, parar de trabalhar e vir escrever as suas leitura, às vezes - mas só às vezes - é um bocadinho chover no molhado. E a isso, juntar os afazeres da casa... estão a ver a minha vida.

Nas últimas semaninhas, li uns quantos livros. Apontei os nomes para depois não me falhar nenhum, como seria "certinho e direitinho".

Livro 1
Hora Zero, de Agatha Christie
Este é um daqueles livros que, apesar de já o ter visto retratado na televisão, dá (de tal forma) a volta à nossa mente que já pouco me lembrava quem era o "mau" da fita. E é um daquele pequenos (enormeeee) achado da literatura policial.
Resumo da Wikipédia: Triângulos amorosos abundam entre os convidados de Lady Tressillian. Mr. Treves começa a falar de crianças assassinas e de marcas inconfundíveis. Em seguida, ele morre, aparentemente de ataque cardíaco.
Pouco depois, a própria Lady Tressillian aparece morta também.
Entra em cena o superintendente Battle, da Scotland Yard, que com a ajuda de seu sobrinho e inspetor James Leach e dispondo de cinco dados coerentes, mas que não revelam o culpado, busca a solução do mistério.
Afinal, quando é que é a "hora zero" de um homicídio? Quando é cometido? Ou quando começa a ser delineado?

Livro 2
Mortalha da Lamentação, de Tommy Donbavand
É o dia seguinte ao assassinato de John F. Kennedy — e o rosto de pessoas mortas começa a aparecer por toda parte.
O guarda Reg Cranfield vê o pai na névoa densa ao longo da estrada Totter Lane. A repórter Mae Callon vê a avó em uma mancha de café na mesa de trabalho. O agente especial do FBI Warren Skeet se depara com seu parceiro falecido há muitos anos olhando para ele através das gotas de chuva no vidro da janela. Então os rostos começam a falar e gritar... a acusar os seus entes das piores crueldades cometidas em vida. São as Mortalhas, que se alimentam da tristeza alheia, atacando a Terra. Será que Doctor Who (e Clara, a sua actual companion) conseguirá superar o próprio luto para salvar a humanidade?

Livro 3
Grau 26, de Antony Zuicker
Sqweegel
Reconheceram o nome do autor? É o mesmo criador da mega-série "CSI". E neste livro de estreia, Zuicker recupera aquele que é, para mim, um dos vilões mais malvados que passou no "CSI", Sqweegel. É de tal forma esquivo que nem a equipa liderada, na altura por Catherine Willows (Marg Helgenberger), depois da saída de Grissom, o consegue apanhar.
Neste livro, Steve Dark, o único detective que este quase a apanhar Sqweegel, é chamado de volta para terminar a sua missão.

"Os representantes da lei sabem que assassinos são categorizados em uma escala de 25 graus de perversidade, desde os simples oportunistas do grau 1 aos torturadores metódicos do grau 25. O que quase ninguém sabe – com exceção de um grupo de investigadores de elite comandado pelo talentoso detetive Steve Dark – é que uma nova categoria de assassinos está para ser criada. Apenas um homem pertence a essa categoria.
Seu alvo: qualquer um
Seus métodos: ilimitados
Seu nome: Sqweegel
Sua classificação: Grau 26"

Não posso deixar de referir que este é um romance digital interactivo. Ou seja, no final de cada capítulo são deixadas referências para o leitor aceder ao site oficial do livro e ver, em vídeo, a interpretação dos actores que dão corpo às personagens deste livro.

Livro 4
A mina de ouro, de Agatha Christie
Uma antologia dos melhores contos de Agatha Christie. Quinze histórias extraordinárias que oscilam entre a leveza e o macabro, passando do simples mistério a obras-primas do terror e do sobrenatural. Cada história, sempre fascinante e inevitavelmente lógica, mantém o leitor em clima de suspense até o final.



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A Jóia de Medina

Sherry Jones é jornalista profissional desde 1979 e é actualmente correspondente da agência noticiosa internacional Bureau of National Affairs, em Idaho.

Aprendeu árabe e estudou aprofundadamente a história do Islão para poder escrever este polémico romance sobre a vida de uma das mulhers de Maomé, A’isha bint Abi Bakr.

A publicação da obra foi complexa e de acordo com o escritor Salman Rushdie «Uma obra objecto de inaceitável censura».

A Joia de Medina é um romance histórico com um profundo e exaustivo trabalho de pesquisa que nos revela a vida e importância desta mulher, filha de um abastado mercador da Meca do século VII.

Na génese do nascimento da fé islâmica, a história de uma mulher ruiva de carácter indómito que casou com o Profeta com nove anos para partilhar a sua vida com as outras esposas-irmãs.

Uma mulher que será mais do companheira e acérrima defensora das palavras do marido, será uma conselheira indispensável.

É uma história de amor, de aprendizagem e tolerância que nos dá a conhecer a Medina do século VII e nos faz mergulhar nos conflitos emergentes do nascimento e ascensão da fé islâmica.
É uma visão empolgante e intimista da vida das mulheres através dos olhos da heroína A’isha, cujo nome significa «vida».


Um livro de inegável beleza cuja leitura aconselho a quem pretenda ter uma visão histórica, embora ficcionada nos diálogos,  mais abrangente e equilibrada sobre um tema tão pouco conhecido como o é a vida das mulheres do Profeta.

Os Vários Sabores da Vida

Anthony Capella é um escritor que nasce no Uganda em 1962 mas vive actualmente em Oxfordshire, em Inglaterra.

O livro «Os Vários Sabores da Vida», foi uma agradabilíssima descoberta e leitura que relata as aventuras de um homem, Robert Wallis na Londres dos finais do século XIX. 

O percurso de um boémio que passa a vida de forma indolente aspirando a escrever poesia, e que recebe uma proposta tentadora e enigmática de um mercador de café para elaborar «um vocabulário de cafés» que exprimisse e captasse a essência, os aromas e os sabores exóticos e perfumados.

A história desenvolve-se em torno deste curioso cargo que Robert assume na empresa do mercador, e onde conhece Emily, a filha do mercador. Mulher arrebatadora, impetuosa e indomável que se torna sufragista e que desperta a paixão de Robert.

A vida troca-lhes as voltas e Robert parte para a longínqua Abissínia, em África em busca do melhor café do mundo onde conhece Fikre a escrava de um poderoso negociante que lhe dá um grão de café muito especial...

O enredo envolvente e bem urdido transporta-nos a paragens distantes e exóticas de uma África que desperta os sentidos e para o Brasil morno e lânguido numa mescla de castas de café, odores perfumados e sabores inesquecíveis.

Uma narrativa rica em pormenores e detalhes que leva o leitor a sentir o aroma do café a cada página que folheia e a imaginar o ambiente de uma Londres do virar do século XIX e da abertura dos primeiros «cafés».




domingo, 13 de setembro de 2015

Assassin's Creed, de Oliver Bowden


Terminei ontem, o primeiro volume da saga Assassin's Creed, cujo protagonista é Ezio Auditore.

Não é um livrão que vá recordar para todo o sempre, mas entretém o suficiente. Além de que, e este recado é para quem seguiu a série televisiva Os Bórgãos, encontramos por lá muita gente conhecida. 

E para quem é fã da saga em videojogo, o livro segue o roteiro do jogo.  

Sinopse retirada do site Wook:
"Traído pelas famílias que governam Itália, um jovem embarca numa épica busca por vingança. Para acabar com a corrupção e restaurar a honra da sua família, ele terá que aprender a Arte do Assassino. Pelo caminho, Ezio terá que apelar à sabedoria de grandes mentes como Leonardo Da Vinci e Niccolo Machiavelli, sabendo que a sobrevivência está dependente da sua perícia. Para os seus aliados ele será uma força para trazer a mudança lutando pela liberdade e pela justiça. Para os seus inimigos ele será uma ameaça que procura destruir os tiranos que oprimem o povo de Itália. Assim começa uma história épica repleta de poder, vingança e conspiração."

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O Confessor, de Daniel Silva

Em tempos, já tinha lido qualquer coisa de Daniel Silva (filho adoptivo de pais portugueses e neto de um açoriano que era pescador, este norte-americano de 55 anos, é considerado um digno sucessor de mestres do romance de espionagem ou de thriller político como Graham Greene e John Le Carré, Daniel Silva é um antigo jornalista da CNN - segun), mas para ser sincera já tinha sido há tanto tempo que não me lembro sequer do título do livro.

Mas lembrava-me do personagem Gabriel Allon. Lembrava-me que era um espião israelita e pouco mais.

Peguei n'O Confessor, e acabei por descobrir que este livro está incluído numa trilogia sobre o Holocausto que inclui Uma Morte em Viena e O Assassino Inglês.

O livro começa com a apresentação de Benjamin Stern, um professor que vive numa residência com estudantes, e que se dedica à escrita de um livro. Umas páginas à frente, Stern chega a casa e nota alguém a mexer nos seus apontamentos, e que acaba por o matar.

É aqui que entra Gabriel Allon. E, de repente, damos por nós a assistir a reuniões de uma organização secreta no Vaticano, a conspirações para assassinar o Papa, a revelações sobre o Papa Pio XII e sobre o papel que desempenhou durante o Holocausto, etc etc etc...

Daniel Silva escreve bem que se farta. O Confessor não é uma obra prima da Humanidade, mas lê-se muito bem, e é um bom exemplo de investigação e boa documentação (um pouco à semelhança de Dan Brown, na minha opinião...). Cumpre aquilo a que um bom livro se propõe: entreter e informar. Querem mais que isto? Eu não.