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sábado, 14 de dezembro de 2024

Na Cabeça de Sherlock Holmes, de Cyril Lieron e Benoit Dahan

 


Era impossível ler um livro mais bonito e imersivo do que este "Na Cabeça de Sherlock Holmes".

Este livro foi comprado no Amadora BD, no mês de outubro. Quando terminei "A Floresta Sombria" de Liu Cixin não me estava a apetecer lançar-me de cabeça em outro livro grande e complexo. Decidi que iria usar uma BD como "limpa palato".

A história  é simples: na Londres de 1890, é encontrado, na rua, um homem. Estava vestido apenas com pijama, magoado, sem memória... Com as horas a passarem, ele conseguiu dizer que era conhecido do Dr. Watson. 

Mais uma vez, encontramos um Sherlock Holmes aborrecido, sem ter nenhum mistério a que se dedicar... Nisto, batem à porta e é a polícia que traz consigo o misterioso homem, na esperança que Watson os ajude a identificá-lo. Trata-se, na verdade de Herbert Fowler, um médico que exerce no antigo consultório de Watson.

A aparência de Fowler e as circunstâncias que rodeiam este surgimento despertam Holmes do torpor em que se encontrava. 

A narrativa envolve circo, artes performativas, a guerra contra o ópio, China vs Grã Bretanha. E claro a presença dos  incontornáveis Mycroft e Lestrade.

Além da história ser uma verdadeira homenagem a Conan Doyle (a história não é um original do autor, mas !), a arte é perfeita. Os pormenores são perfeitos. A forma como o leitor é puxado a ter um papel ativo na resolução do mistério é perfeita. As cores usadas são perfeitas. 

Não posso falar muito para não estragar a surpresa que é ler este livro, mas cada página traz um elemento capaz de nos deixar boquiaberto. 

Não posso deixar de destacar a capa maravilhosa. Temos o contorno do rosto de Holmes, em recorte, e o desenho de baixo é uma representação daquilo que será o cérebro do mais afamado detetive britânico.



domingo, 31 de janeiro de 2016

Sherlock regressa e os Homens justos deste Mundo morrem (sem qualquer relação causal)

Tenho lido muito pouco, razão pela qual existe uma tão grande distância entre a última resenha de quatro livros e esta que, agora, escrevo. Vinte e seis dias... dá qualquer coisa como 13 dias para dois livros. E deve ter sido essa, sim, a média.

Adiante...

A Casa da Seda, por Anthony Horowitz (2011)
Deparei-me há pouco tempo com um livro assinado por Anthony Horowitz, um nome que me soava demasiado familiar para ignorar. E ainda bem que não o fiz. A Casa da Seda é mais um livro de Sherlock Holmes. Nem imaginam a minha surpresa.
Estamos em meados de novembro de 1890 e Londres enfrenta um cruel inverno. Sherlock Holmes e Watson tomam chá diante da lareira quando um agitado cavalheiro chega ao no 221B de Baker Street. Ele implora pela ajuda de Holmes, contando uma história sobre um homem com o rosto marcado por cicatrizes e olhar penetrante que o vem perseguindo nas últimas semanas. Intrigados, Holmes e Watson logo se vêem às voltas com uma série de enigmáticos eventos, que se estendem da penumbra das ruas de Londres ao fervilhante submundo de Boston.
Conforme mergulham mais e mais no caso, deparam-se com um nome que é sempre sussurrado 'a Casa da Seda', uma misteriosa entidade, um inimigo mais mortal que qualquer outro já enfrentado por Holmes - e com uma conspiração que ameaça macular toda a sociedade.
Não quero adiantar nada da história porque merece ser lida com toda a atenção que lhe puderem prestar. Arrisco a dizer que se o nome Horowitz não estivesse bem presente na capa, julgaria que Sir Arthur Conan Doyle tinha tirado mais esta cartada da manga.


Nota: Reconheci o nome Horowitz de séries de televisão. Além de escritor, este britânico é também argumentista e foi o responsável por alguns episódios de Poirot e de Midsomer Murders que sigo religiosamente. 


O Último Homem Bom, por A. J. Kazinski (pseudónimo dos dinamarqueses Anders RønnowKlarlund e Jacob Weinreichc) (2010)
Em Pequim, um monge cai morto em sua cela. Uma marca terrível e desconhecida cobre-lhe as costas. Em Mumbai, um economista adorado por ajudar os pobres morre de forma repentina. Seu cadáver ostenta a mesma marca. Ao redor do mundo, há relatos de mortes semelhantes – e todas as vítimas eram humanitários. 
Em Veneza, um policial dedicado lança, pela Interpol, um alerta para a polícia das principais capitais do mundo: encontrem as pessoas boas do seu país e digam-lhes o que está acontecendo. Em Copenhaga, onde estava para ser realizada a Conferência Mundial sobre o Clima, a tarefa é entregue ao detective Niels Bentzon. 
A princípio ele não é bem-sucedido na sua busca. Quando já estava quase a desistir, conhece Hannah Lund, uma cientista brilhante que o ajuda a juntar as peças do quebra-cabeça: segundo as escrituras judaicas, a cada geração existem na terra 36 pessoas boas, ou “justas”. Sua função é proteger-nos, e sem elas a humanidade pereceria. 
Trinta e quatro estavam mortas e era preciso encontrar as outras duas. 

Recomendo vivamente qualquer um dos dois. A única coisa que os une é serem policiais / thrillers... o que lhe quiserem chamar... porque enquanto um se passa na época vitoriana em Londres, o outro passa-se nos nossos dias, e um pouco por todo o mundo, além da teoria judaica dos 36 justos que me fascinou. Leiam, rapaziada, que ler é bom e faz crescer!