Capa Mole & Companhia
Leio desde que me lembro de mim como gente. E comecei a escrever em blogues há mais de 11 anos. Porque não juntar estes dois amores num único espaço? Aqui, só cabe aquilo que gosto... conheçam as minhas escolhas!
terça-feira, 16 de junho de 2026
Quando servi Gil Vicente, de João Reis
sábado, 13 de junho de 2026
Feira do Livro de Lisboa 2026
Mais um mês de junho, mais uma ida à Feira do Livro.
Desta vez, ia com a expectativa de comprar apenas autores portugueses. Levava a minha lista e estava tudo pensado. Acho que, pela primeira vez, tinha um plano.
Comprei, este ano, apenas 4 livros: dois da minha lista e outros 2 extra-lista (#sorrybutnotsorry)
Comecemos pelo início: Agustina e Ferreira de Castro estavam na lista. Êxito total e absoluto (Cristina recebe palmadinha nas costas).
Já quanto a Uma Noite em Lisboa, de Erich Maria Remarque. Não estava nos planos, nem na lista. Mas a Saída de Emergência tinha uma promoção "compre 4, pague 3). O Henrique tinha 2 livros. O Luís mais um. Escolhi o 4.° para usufruirmos da promoção. A Oeste Nada de Novo é um dos meus livros da vida e deste homem só pode ser bom.
Sou o teu silêncio é de Jordi Lafebre (já leram a maravilhosa série Verões Felizes, com o Zidrou?). Um policial cuja ação acontece em Barcelona.
Havia (muitos) outros livros que eu quero, mas que, mesmo a preço de Feira, estão ainda bastante caros, comparando, por exemplo, com o respetivo ebook na loja do Kobo.
Foi isto. Txaran!
quarta-feira, 10 de junho de 2026
A Mãe de Frankstein, de Almudena Grandes
segunda-feira, 18 de maio de 2026
A mais preciosa mercadoria, de Jean-Claude Grumberg
Não é uma história real, não é um livro sobre uma qualquer profissão em Auschwitz, nem nenhuma biografia escrita na primeira pessoa... É um pequeno conto de 118 páginas que me levou às lágrimas.
"A história de um bebé que não chegou a Auschwitz" lemos na capa.
Fazendo fé no Goodreads, li este livro em março de 2024. E se formos consultar os arquivos aqui da chafarica, veremos que só publiquei conteúdos a partir de maio. Razão pela qual fui apanhada desprevenida.
Acontece que, este domingo, a fazer zapping encontrei num qualquer TV Cine desta vida a informação sobre o filme deste livro. Pouco mais de 1h20 de filme, em animação, e emocionante o suficiente para me fazer chorar outra vez.
Um casal de lenhadores vivia na floresta, por onde passava um comboio de mercadorias. Era inverno e a fome apertava. Ao vê-lo passar, a mulher rezava para que, um dia, Deus lhe oferecesse algo, qualquer coisa... Até que um dia, umas mãos deixam cair um embrulho, a poucos pés de distância da pobre lenhadora.
Num outro arco, um casal de judeus viaja num comboio, com dois bebés. O pai, desesperado, ao passar por uma floresta, tem uma ideia e faz uma escolha impossível.
O resto é a história. Esta história.
Pensava eu que vinha fazer o repost de uma publicação de há 2 anos. E afinal, vim escrever sobre um dos mais belos contos que já li.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Projeto Hail Mary, de Andy Weir
terça-feira, 5 de maio de 2026
Amok, de Stefan Zweig
Tentei começar Admirável Mundo Novo, mas não estava no mood. Tentei Os Bichos de Miguel Torga e também não estava a sentir que era o livro certo.
Os outros livros "clássicos", os exemplos de livros de banidos ou censurados, já li. Optei por uma abordagem diferente: procurar autores banidos e/ou censurados. Deparei-me com o nome de Stefan Zweig.
Este escritor, autor, romancista, dramaturgo, jornalista, biógrafo e historiador austríaco de origem judaica viu as suas obras serem banidas na Alemanha nazi. Aliás, os seus livros foram queimados nas famosas fogueiras deste regime.
Zweig fugiu em 1941 para o Brasil e suicidou-se um ano depois, sem qualquer esperança para o futuro do seu país.
Dele, já tinha lido "Vinte e quatro horas na vida de uma mulher" e "Novela de Xadrez" que já tinha gostado imenso. Decidi-me por "Amok", umm livro de pequena dimensão (menos de 100 páginas), à semelhança dos anteriores.
A bordo do transatlântico Oceania, tem lugar um estranho acidente para o qual o narrador pensa poder ter uma explicação.
Somos então levados pela narração deste homem que nos faz um relato em segunda mão: numa noite, cruza com um outro homem que, escondido pela noite, lhe conta a sua história.
Esse homem, médico num território que lhe é estranho, é procurado por uma misteriosa mulher que lhe faz um pedido. Ele recusa. A mulher, despeitada, sai. Ele medita no seu pedido e, enlouquecido (sofrendo de "ámoq") sai atrás dela para lhe dizer que aceita.
O desfecho é trágico para todos, ou quase todos, os intervenientes.
Habitualmente, não sou fã de shorts stories. Parece que fica sempre algo por dizer, ou que as personagens não são desenvolvidas por deveriam, ou se dá demasiado importância a coisas que não a têm.
Mas Zweig era mágico nesse formato. E "Amok" é mais um claro exemplo como uma história pequena pode ter o poder que o autor lhe quiser dar.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Amanhecer na Ceifa, de Suzanne Collins
terça-feira, 7 de abril de 2026
Goa ou o Guardião da Aurora, de Richard Zimler
domingo, 5 de abril de 2026
O Discípulo, de Hjorth & Rosenfeldt
sexta-feira, 3 de abril de 2026
O meu nome é Emilia del Valle, de Isabel Allende
Tema do clube de leitura para março: ler uma escritora feminista.
Chimamanda - tenho para ler, mas não estava no mood.
Comecei outros 2 e continuava sem estar no mood. Eu sou leitora já muitos anos, e raramente leio este ou aquele autor pelas posições que defende. Leio, porque gosto. Ou não leio, porque não gosto.
E Isabel Allende é confortável. Allende é casa. Allende nunca desilude. Aliás, desiludida comigo fiquei eu por não me ter lembrado dela antes.
Allende é histórias que nos obrigam a parar tudo. São as mulheres de garra que não se deixam intimidar.
E Emilia é mais uma dessas mulheres fortes que se junta ao largo corredor de personagens saídas da imaginação de Allende.
A mãe da Emilia estava num convento. Entretanto, tem de fazer "serviço comunitário" e acaba por conhecer 2 homens: o diretor de uma pobre escola de bairro e um milionário chileno galã. Apaixona-se pelo segundo e engravida. Mas acaba por casar com o primeiro.
A Emilia nasce e sabe que aquele homem não é pai biológico dela, mas é ele que a cria e ela adora-o.
Ele, mais velho do que a mãe de Emilia, é louco por ambas e ensina à nossa protagonista tudo o que sabe. Especialmente a questionar, a ser curiosa e interessada pelo que a rodeia.
Isto tudo numa altura em que a mulheres ainda nem sequer votavam.
Emilia torna-se escritora (sob pseudónimo) e jornalista e vai cobrir a guerra civil no Chile.
Neste país, Emilia conhece o pai e uma tia. Conhece o Chile e as suas raízes. Apaixona-se pelo país e pelas suas gentes e, um dia, depois do fim da guerra não volta a casa: deixa o noivo (o seu colega jornalista) e parte para se descobrir pelo interior do Chile.
Goste-se ou não, Isabel Allende sabe contar histórias. E não tenho vergonha de admitir que gosto muito.
O meu nome é Emilia del Valle não é uma A Casa dos Espíritos, mas é um romance que se lê muito bem.









