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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Noites Brancas, de Dostoiévski

Comprei este exemplar na Feira do Livro de Lisboa... do ano passado.

Quando mudei de trabalho, levei-o para o escritório, porque - pensava eu - iria lê-lo na hora de almoço. Mudei de emprego no verão. Estava calor e eu ficava sem vontade de ler. Depois comecei a conhecer pessoas e essa mesma hora de almoço era passada a conversar. E um ano se passou. 

Era ridículo abrir a gaveta e encará-lo a olhar para mim. Decidi que o melhor a fazer em nome da minha sanidade mental era lê-lo.

Temos um jovem solitário que passa o seu tempo a caminhar por São Petersburgo. Num desses seus passeios, conhece a jovem Nástenka e nas noites seguintes encontram-se e partilham as suas histórias, sonhos e desilusões. 

Enquanto o jovem se apaixona por ela, Nástenka confessa que ama outro homem e espera pelo seu regresso. O protagonista aceita ajudá-la, alimentando, em silêncio, a esperança de que ela acabe por corresponder ao seu amor.

É um livro mínimo (87 páginas) sobre a solidão, o amor idealizado e o contraste entre o sonho e a realidade.

Porquê Noites Brancas? Dado que a cidade fica bastante a norte, parece que o Sol quase não chega a desaparecer, mantendo o céu iluminado durante toda a noite, e dando a ilusão que o dia nunca termina.

Noites Brancas foi uma das primeiras obras de Dostoiévski e, por isso, é um livro mais delicado e romântico. 

(e acho que pode ser uma boa porta de entrada para quem se quiser iniciar nos escritores russos)

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