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quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Aventura de Miguel Littin, Clandestino no Chile

Terminei ontem o livro "A Aventura de Miguel Littin, Clandestino no Chile", assinado por Gabriel García Marquez (cortesia da revista Sábado, que desde há umas semanas tem "oferecido" livros de autores Prémio Nobel).

O livro, sempre "falado" na 1.ª pessoa, narra o regresso ao Chile, de Miguel Littin, um consagrado realizador e produtor chileno, que tinha sido exilado do seu País, após o golpe de Estado que colocou Augusto Pinochet no poder.

Miguel entra clandestinamente no Chile, com documentos falsos, personalidade falsa e aspecto completamente alterado de forma a não ser reconhecido (a determinada altura nem a sogra, nem a própria mãe o reconhecem...) e aí permanece cerca de seis semanas, tempo suficiente para filmar e entrevistar pessoas para um documentário de cerca de quatro horas.

Trata-se de um relato / reportagem impressionante, tanto do ponto de vista da escrita, como das emoções sentidas por Miguel Littin após algum tempo afastado da sua pátria. O medo que as pessoas tinham de Pinochet, bem como a adoração que nutriam por Allende é palpável a cada página.

Segundo vim a investigar posteriormente, o documentário "Acta General de Chile" foi lançado em 1986, foi galardoado no Festival de Veneza e fez aumentar a pressão internacional contra o regime do general ditador (Fonte: http://pt.shvoong.com/books/481994-aventura-miguel-littin-clandestino-chile/#ixzz1Q6F89Ybz).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Conspiração - Dia do Juízo Final, de Sidney Sheldon

Coincidências não existem. Foi essa a conclusão que o comandante Robert Bellamy chegou quando as testemunhas de um evento muito particular iam morrendo uma a uma.

Bellamy foi contratado para descobrir o paradeiro de um grupo de passageiros de um autocarro, que assistiu à queda de um objecto que a Agência de Segurança Nacional americana pretende que fique em segredo.

A missão era simples: localizar esse grupo. Apenas e tão somente.

Essas pessoas, aparentemente, sem nada em comum foram sendo entrevistadas por Bellamy que, juntando as peças, deu por si envolvido num jogo de "gato-e-rato" com aqueles que o haviam contratado.

É um livro que sai ligeiramente dos parâmetros a Sheldon me havia habituado. Tem uma história mais fantasiosa do que o habitual - só para adiantar, envolve OVNI's e extraterrestres. Não gostei tanto como dos que li anteriormente.

domingo, 5 de junho de 2011

O Vale dos Cinco Leões

Quando Jane conhece Ellis não fazia ideia que este homem pertencia aos quadros da CIA. E quando descobre, deixa-o, por se considerar traída, apesar de o amar.
Quando conhece o médico Jean-Pierre e aceita acompanhá-lo para o Afeganistão numa missão de socorro médico, também não desconfia que este é um espião do KGB e que denuncia os guerrilheiros afegãos aos militares russos.

E é este o mote do livro "O Vale dos Cinco Leões", de Ken Follett. Comprei este livro durante a Feira do Livro de Lisboa, para tentar perceber as razões pelas quais Ken Follett é o escritor "da moda".

Este livro não me deixou muiiiiittttoooo impressionada, apesar de bem escrito e bem sustentado com pormenores históricos. Talvez perca um pouco com as descrições do amor que une Jane e Ellis. Perde-se ligeiramente e, a dada altura, dei por mim a pensar se não estaria a ler qualquer coisa de Danielle Steel. Vou ter de ler "Os Pilares da Terra", para mudar a minha opinião, com certeza.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Escândalo na Casa Branca

Leslie é jovem, inteligente e bonita. Conhece Oliver. Apaixona-se por Oliver. Oliver é um político brilhante. O Senador Todd Davis quer levá-lo para a Casa Branca se se casar com a filha. Oliver e Jan casam. Oliver é presidente de todos os americanos e Leslie quer vingança.

Estas simples frases dão o mote para o livro que acabei de fechar. 'Escândalo na Casa Branca', de Sidney Sheldon. Este livro fez-me lembrar, um pouco, aqueles filmes de suspense em que toda a gente pensa que o mordomo é o assassino, mas no fim de contas é a prima da cabeleireira... o 'twist' que as últimas páginas encerram deixa-nos de boca aberta.

Ahhhhh... e Oliver não é o culpado!! Desta vez, o autor decidiu arriscar nos meandros da política internacional e criar um thriller que nos dá uma ideia superficial de como as coisas acontecem e porque é que acontecem. Um livro leve e que se lê de uma assentada só.

domingo, 1 de maio de 2011

La Carta Esférica


Arturo Pérez-Reverte é um escritor espanhol, nascido em Cartagena em 1951. Repórter de imprensa, rádio e televisão cobriu diversos conflitos internacionais e tem desde 1991 uma página de opinião no XLSemanal que é um suplemento distribuído em 25 diários espanhóis.

Desde 1986 que iniciou a sua carreira literária com o título «O Hussardo» e escreveu diversas outras obras como «A Tábua de Flandres», «O Clube Dumas» e a série de aventuras do «Capitão Alatriste». Muitos dos seus livros já foram adaptadas ao cinema, nomeadamente por Polanski que realizou o filme «A Nona Porta» interpretado por Johnny Depp, ou «As Aventuras do Capitão Alatriste» interpretado por Viggo Mortensen.

Já li algumas obras do autor que num futuro vos poderei falar, mas hoje cumpre-me falar de «La Carta Esférica» ou «Do Cemitério dos Barcos Sem Nome» título dado pela editora portuguesa que traduziu a obra, e com o qual sinceramente não concordo.

Este livro é daquelas leituras empolgantes que levam o leitor não a ler, mas a beber ou devorar o seu conteúdo até ao fim.
A história solidamente construída em torno de uma investigadora de história naval, Tânger Soto, de um marinheiro sem eira nem beira, Manuel Coy, de um mapa que se encontra num atlas comprado num leilão, um navio afundado em 1767 e um tesouro algures nos mares de Cartagena, além Cabo de Palos, transporta o leitor para os meandros de uma caça ao tesouro afundado, para uma história de amor tortuosa e para um desfecho inesperado.

Para quem aprecia o género de literatura com um fundo de história e aventura é uma obra a não perder. Aconselho não só esta obra como as outras que anteriormente mencionei de cariz muito diferente e que em breve vos falarei.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Brumas de Avalon

Comecei a reler (pela 4.ª ou 5.ª vez), o obra 'As Brumas de Avalon'... fascinou-me desde o dia em que li o primeiro livro.

Como todos sabem, 'As Brumas de Avalon' são descritas sob a perspectiva da Mulher, no tempo do Rei Arthur e da famosa Excalibur. A personagem principal e sobre a qual gira a história é Morgaine, filha de Igraine e irmã mais velha de Arthur, é uma sacerdotisa da Ilha Sagrada de Avalon, educada para suceder a Viviana, a Grã-Sacerdotisa.

No tempo da História (que passa gerações, descrevendo cerca de 70 anos, mais ou menos), o Cristianismo começa a ganhar uma importância cada vez maior em detrimento da Religião Antiga, e podemos também "assistir" de camarote ao nascimento dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Sempre que leio estes livros, fico sempre com a sensação que este é o verdadeiro retrato da História e que tudo isto foi verdade. Marion Zimmer Bradley excedeu-se e criou algo que perdurará. Estes são aqueles livros que sempre me acompanham... e estão, sem sombra de dúvida, no topo das minhas preferências.

sábado, 23 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro

Boas leituras!...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Nada é Eterno, de Sidney Sheldon

Definitivamente, estou "apanhada" por Sidney Sheldon. Neste livro, além de fortes personagens femininas, tem uma história de amor e crime que nos fazem pensar que nenhum crime é perfeito.

Paige é médica e o início do livro relata-nos uma sessão em tribunal, onde ela está a ser julgada por homicídio, motivado por uma grande quantia de dinheiro. A assistir estão Honey - colega no Hospital e com quem partilha casa - e Jason - o noivo.

A história é fácil de apreender logo de início: três médicas (Paige, Honey e Kat) chegam a um hospital onde vão fazer internato e retrata-nos as aventuras que as três clínicas se sujeitam até àquele instante na barra do Tribunal. É um livro que nos prende à medida que o vamos folheando.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sidney Sheldon ao quadrado

Nem parece possível. Já tanto li depois de 'A Indomável', mas o tempo (infelizmente) não dá para tudo. Ler e escrever parecem, neste momento, duas tarefas impossíveis de realizar em conjunto.

Mas... em resumo... posso dizer que já li um novo livro de Mo Hayder. Trata-se do livro 'Ritual' que precede o 'Pele'. Deveria tê-lo sabido, antes de ler o 'Pele', mas...
Com 'Ritual', podemos perceber coisas que tinham ficado por esclarecer em 'Pele' (como é óbvio), nomeadamente:
- como surge a ideia do Tokoloshe no detective Caffery;
- quem é o Andarilho;
- em que circunstâncias desapareceu a vítima do livro 'Pele';
- que relação existe entre Caffery e Flea.

Existem outras questões que ficaram muito mais claras agora. Muito sinteticamente, posso dizer que, nesta história, Flea (sargento do grupo de mergulhadores da polícia) é chamada a recuperar aquilo que se pensa ser um corpo afundado. Durante a operação, descobre-se que é apenas uma mão que havia sido decepada de um toxicodependente. Com a investigação, vão surgir mitos e lendas africanas. Não percam!

* * * *

Entretanto, a minha patroa viciou-me em Sidney Sheldon. Comecei com 'O Outro Lado da Meia Noite', que conta as histórias de Noelle Page (uma actriz francesa que tem uma memória enorme), Larry Douglas (um combatente tanto no ar como nas camas alheias) e de Catherine Alexander (que tem o azar de casar com o homem errado).

Posso adiantar que Noelle e Larry são condenados em tribunal e são fuzilados pelo homicídio de Catherine, que, por sua vez, não está morta...

O livro 'Memórias da Meia Noite' conta-nos o que se passou com Catherine e as aventuras que ela passa com o verdadeiro arquitecto do fuzilamento de Noelle e Larry.

São livros cheios de suspense e... novamente, são a não perder. Verdadeiros clássicos de um autor que, em vida, publicou dezoito romances; todos alcançaram a lista de mais vendidos do jornal The New York Times. Ambos estes livros deram origem a filmes. O 1.º com uma jovem Susan Sarandon no papel de Catherine. O segundo - aquele que estou a ler de momento - tem Jane Seymour e Omar Shariff nos principais papéis.

(as edições que me passaram pelas mãos já estão, literalmente, coladas a fita-cola, de tão velhinhas que são. Pertencem à Europa-América e não consegui encontrar no Google as capas).

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Indomável, de Somerset Maugham

Não se pense que li o livro que deu origem ao filme 'True Grit'. Não. O que li foi uma colectânea de contos de William Somerset Maugham e 'A Indomável' é o primeiro desses contos.

Com alguns contos engraçados, e outros menos apelativos, 'A Indomável' é, no geral, bom. Neste livro, o autor inglês surge variadas vezes como "actor" dos seus próprios contos ou como narrador de estórias que lhe haviam sido contadas por amigos.

Trata-se de uma belíssima miscelânea de pequenas histórias que se lêem em dez minutos.