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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

O Caso da Estação de Kamata, de Seichō Matsumoto

Terminei este livro há um par de dias. 

Tudo começa quando o corpo de um homem de meia-idade é encontrado completamente desfigurado nos carris da Estação de Kamata, em Tóquio. 

Sem documentos ou identificação, as únicas pistas que a polícia tem são retiradas de uma conversa ouvida num bar próximo: que o homem estava acompanhado de outro mais jovem, ambos falavam com um sotaque muito específico usado no Norte e, a determinada altura, foi referida a palavra "Kameda".

Seguimos 2 investigadores, Imanishi e Yoshimura, que intringados com toda a história, são os únicos que não desistem de encontrar o culpado desta morte.

Finalmente conseguem identificar a vítima: Ken'ichi Miki, um antigo polícia rural reformado que era descrito por todos como um homem de uma bondade extrema.

Ao mesmo tempo, vamos acompanhando um grupo de jovens intelectuais de Tóquio, conhecidos como o Nouveau Groupe. Entre os membros do grupo destacam-se o prodígio musical, Eiryo Waga, e o crítico, Shigeo Sekigawa.

À medida que Imanishi vai investigando e encontrando pontas, começam a acontecer mortes em circunstâncias muito estranhas que aguçam ainda mais o interesse do investigador. 

Até que ele consegue juntar todas as peças do puzzle e relacionar o Nouveau Groupe com todas as mortes. 

É um livro muitíssimo interessante: foi originalmente escrito e publicado em folhetins entre 1960 e 1961.

Consigo, perfeitamente, imaginar as cenas assim num tom "noir"... E o mistério é envolvente e tremendo (tinha as minhas desconfianças, mas não acertei com o assassino correto). Aconselho vivamente.

domingo, 11 de outubro de 2026

Livros lidos nas últimas semanas

Passaram-se quase 2 meses desde a minha última postagem. E sinceramente, só li 4 livros nesse tempo. E, com toda a honestidade: é saber lidar. 

Por isso, comecemos: vou tentar resumir num único post, as leituras que realizei e faço um texto independente para a última leitura que terminei ontem.

"O Estrangeiro", de Camus. 

Li este livro, porque há anos que o queria ler. Simples, assim. E como ando muito numa onda de clássicos, pareceu-me boa ideia pegar nele.

Meursault, o nosso protagonista, recebe a notícia que a mãe morreu. Para qualquer pessoa, minimamente funcional, essa seria uma notícia devastadora. Não para Meursault. 

É aqui que percebemos que algo de estranho se passa, porque este homem nunca mostra quaisquer sentimentos sobre nada na sua vida. Tanto lhe dá ir, como ficar. A morte da mãe é-lhe quase indiferente, um inconveniente que tem de tratar nestes dias quentes.

Ao regressar, após o funeral, faz amizade com um vizinho altamente duvidoso e começa um a relação com uma antiga colega de casa. Tudo parece correr bem, até que uma tragédia tem lugar e Meursault vê-se confrontado com um julgamento definitivo, onde é mais julgado aquilo que não fez do que as suas ações efetivas.

Este livro aborda, de forma, muito simplista, o sentido da vida e da existência, e o absurdo da condição humana. 


"O Homem Ausente", de Michael Hjorth.

Um thrillerzinho. Propus-me, no início do ano, a ler, desde o início, todos livros da saga Sebastian Berger. Este é o terceiro. 

São encontrados, enterrados na montanha, 6 corpos. A equipa, liderada por Torkel, é chamada a investigar. 

No outro arco, uma mulher tentar encontrar alguém que lhe dê atenção: o marido desapareceu há vários anos sem qualquer justificação ou motivo. Um jornalista que procura o estrelato tenta seguir algumas pistas. 

Estarão estas duas situações, de alguma forma relacionadas? 


"Regresso à Loja Coreana das Segundas Oportunidades", Ho-yeon Kim.

Li este livro para o clube de leitura. O tema de setembro era um livro sobre recomeços. E este pequenino é exatamente sobre isso. 

É uma continuação de "A loja coreana das segundas oportunidades" que li em março do ano passado. 

A senhora Oh precisa de encontrar alguém que faça o turno da noite da loja. A senhora Yeom deixou a gerência com o desastrado do filho que nada faz e se limita a beber o dia todo. 

Finalmente, encontra Hwang Geun-bae. Parece a pior das escolhas, mas...revela ser bom ouvinte, bom conselheiro, um trabalhador incansável e o ombro que toda a gente precisa sem o saber...