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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Projeto Hail Mary, de Andy Weir

Neste espaço de tempo, li também o livro Projeto Hail Mary. 

Há umas semanas, o meu excelso companheiro quis ir ver o filme, mas a vida meteu-se no meio e acabámos por não ir. Contudo, porém... eu queria mesmo ler o livro. E pus-me a mexer porque 512 páginas não se liam sozinhas. 

E o que achaste, Cristina Maria? Gostei muito. Depois de aprender a abstrair-me dos conceitos científicos. E existem muitos. Mesmo muitos. 

Um homem acorda. Braços robóticos analisam-no. Não se lembra de quem é, nem onde está, nem porque estão 2 pessoas mortas ao seu lado.

Aos poucos, as memórias vão retornando. É Ryland Grace. Está no espaço. E é um professor que tem em mãos salvar a espécie humana da extinção. É o único sobrevivente do Projeto Hail Mary e é o único ser vivo nas redondezas. Mas será mesmo?

Com bastante humor, e muita ciência, vamos acompanhá-lo nesta aventura de proporções épicas. 

É um excelente livro. Diverti-me mesmo muito a lê-lo. Ainda não vi o filme. Acho que nem o trailer vi bem. Mas, definitivamente, consegui visualizar o Ryan Gosling como o protagonista de Projeto Hail Mary. 


terça-feira, 5 de maio de 2026

Amok, de Stefan Zweig

Para abril, a leitura do meu clube do livro #RegaleiradeLivros era livro banido/censurado.

Tentei começar Admirável Mundo Novo, mas não estava no mood. Tentei Os Bichos de Miguel Torga e também não estava a sentir que era o livro certo. 

Os outros livros "clássicos", os exemplos de livros de banidos ou censurados, já li. Optei por uma abordagem diferente: procurar autores banidos e/ou censurados. Deparei-me com o nome de Stefan Zweig. 

Este escritor, autor, romancista, dramaturgo, jornalista, biógrafo e historiador austríaco de origem judaica viu as suas obras serem banidas na Alemanha nazi. Aliás, os seus livros foram queimados nas famosas fogueiras deste regime. 

Zweig fugiu em 1941 para o Brasil e suicidou-se um ano depois, sem qualquer esperança para o futuro do seu país.

Dele, já tinha lido "Vinte e quatro horas na vida de uma mulher" e "Novela de Xadrez" que já tinha gostado imenso. Decidi-me por "Amok", umm livro de pequena dimensão (menos de 100 páginas), à semelhança dos anteriores. 

A bordo do transatlântico Oceania, tem lugar um estranho acidente para o qual o narrador pensa poder ter uma explicação.

Somos então levados pela narração deste homem que nos faz um relato em segunda mão: numa noite, cruza com um outro homem que, escondido pela noite, lhe conta a sua história.

Esse homem, médico num território que lhe é estranho, é procurado por uma misteriosa mulher que lhe faz um pedido. Ele recusa. A mulher, despeitada, sai. Ele medita no seu pedido e, enlouquecido (sofrendo de "ámoq") sai atrás dela para lhe dizer que aceita. 

O desfecho é trágico para todos, ou quase todos, os intervenientes.

Habitualmente, não sou fã de shorts stories. Parece que fica sempre algo por dizer, ou que as personagens não são desenvolvidas por deveriam, ou se dá demasiado importância a coisas que não a têm. 

Mas Zweig era mágico nesse formato. E "Amok" é mais um claro exemplo como uma história pequena pode ter o poder que o autor lhe quiser dar.