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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Série "Dark"

Nestes dias de férias, terminei a série "Dark", da autoria de Anthony E. Zuiker, criador da série televisiva CSI,
Já tinha lido há uns meses o livro interativo "Grau 26" (pode ser consultado aqui). Neste livro, éramos apresentados ao maior caçador de monstros (leia-se assassinos em série psicopatas), Steve Dark. No livro, o "monstro" era Sqweegel, classificado com o maior grau de perigosidade: grau 26. 

Entretanto, "despachei" A Profecia Dark e As Revelações de Dark. Estes livros, temporalmente, passam-se cerca de 5 anos após o "Grau 26". 

A Profecia Dark: 
Anos depois da morte de Sqweegel, Steve Dark tenta endireitar a vida, e tenta recuperar a filha, Sibby. Contudo, surgem novos assassinatos. E desta vez, na trama intensifica-se, pois o criminoso é especialista na arte do tarot. E Dark precisará usar toda sua astúcia para detê-lo. Apoiado por um misterioso mecenas anti-crime que lhe fornece todas as tecnologias e acesso indiscriminado às cenas de crime, será Dark bem sucedido?  


As Revelações de Dark:
No último livro, o perito criminal Steve Dark precisa combater o maior e mais perigoso serial killer de sua carreira: Labirinto. Motivados por ideologias deturpadas, seus crimes, executados com requintes de crueldade em diferentes lugares do mundo, são antecedidos de charadas, quebra-cabeças e enigmas, que anunciam os próximos alvos e atiçam a atenção da imprensa. O caso envolve inúmeras vítimas importantes, sem mencionar agências do governo... 
Cabe a Dark, juntamente com uma equipe de elite montada a partir de uma comunidade internacional de investigação, encontrar Labirinto onde quer que ele esteja, e acabar de uma vez por todas com o caos.

A grande inovação!!! 
A série de livros pode ser lida como um qualquer livro tradicional, em qualquer lugar sem acesso digital… mas à medida que história avança, um nível mais profundo de imersão pode ser feito (por exemplo no site www.grau26.com.br), exclusivamente para os leitores, que terão acesso a conteúdo digital com vídeos, áudios e elementos interativos que complementam a trama. 
A cada vinte páginas do livro, o leitor encontrará códigos que permitem conectar-se a uma ciberponte: uma cena de até três minutos, legendada, com atores de filmes famosos e séries de TV premiadas.
Pessoalmente, li "normalmente" os livros, ou seja sem complementar com os vídeos, mas confesso que fiquei com curiosidade. Mas, e realço, não sinto que perdi fosse o que fosse, sem ter recorrido a esta tecnologia. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Livros lidos

Tenho andado meio afastada dos meios blogueiros (bloguísticos... whatever!), é um facto; mas as 24 horas do dia, às vezes, são escassas para tudo. Melhor gestão do tempo, eu sei... eu sei...

Apesar de tudo, sempre que posso, leio. E leio muito, a sério. Estou de férias desde dia 15, e já "despachei" dois livros nestes poucos dias. Significa por isso que, tendo tempo, sou uma leitora ávida. E que saudades tinha de me puder deitar no sofá sem tarefas de maior a cumprir.

Essencialmente, li thrillers, policiais, um romance histórico e banda desenhada. Vamos ver se ainda consigo dar conta de tudo.  Começando pelos mais recentes:

Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine - Coleção Vampiro 
A Coleção Vampiro está de volta. Nesta altura do campeonato, já não é novidade para ninguém.
Quando um homem conhecido como Cock Robin aparece assassinado com uma flecha cravada no peito, John Markham, procurador do distrito judicial de Nova Iorque, chama para a investigação Philo Vance. Detetive amador de olho apurado e fraca crença em coincidências, Vance logo assinala a referência a uma conhecida lengalenga infantil. E rapidamente se torna claro que este será o padrão numa série de crimes extraordinários, arquitetados por um assassino de mente perversa, que mantém uma provocação constante à polícia através de cartas enviadas aos jornais, todas elas com a assinatura "O Bispo".
Comprei três dos quatro livros desta nova "leva" da Vampiro, na Bertrand. Falta-me para já o n.º3 e mais algum que tenha saído, nos entretantos.

Os Vampiros, de Filipe Melo
Autores multipremiados da saga "Dog Mendonça e Pizzaboy", Filipe Melo e Juan Cavia voltam a colaborar num romance gráfico, desta vez sobre a guerra colonial.
Guiné, Dezembro de 1972.Em plena guerra colonial, um grupo de soldados portugueses é destacado para uma operação secreta no Senegal. Porém, à medida que vão sendo consumidos pela paranóia e pelo cansaço, esta missão aparentemente simples vai transformar-se num verdadeiro pesadelo. Embrenhados na selva, estes homens terão de confrontar sucessivos demónios — os da guerra e os que trouxeram consigo.
É um livro BRUTAL. Imagino que, quem me tivesse visto a ler banda desenhada, devesse ter pensado que era impróprio para uma mãe de família, mas tratando-se do Filipe Melo, estava-me nas tintas. O livro não é para meninos, aviso já. E a opinião do pessoal cá de casa: daria um filme fabuloso. 

Maigret e a Jovem Estrangulada, de Georges Simenon - Coleção Vampiro
Este livro custou-me uma pequena fortuna. É mentira. Foram 50 cêntimos numa feira de velharias, e será, mais ou menos, dos anos 80. Comprei mais 2 ou 3.
O inspetor Maigret tem vindo a ser procurado por uma jovem que diz que, a casa onde vive com uma velha e inválida tia, tem sido invadida durante a noite. Durante semanas seguidas, a jovem angustiada procura o inspetor e queixa-se. Maigret relativiza. Até que um dia, desiste de esperar que ela a receba.
Maigret, com um peso na consciência, procura a jovem em casa e encontra morta, a tia. Pouco tempo depois, a jovem aparece também morta, estrangulada num armário, nas instalações da polícia. 
Maigret, obviamente, quer encontrar o responsável pelas mortes. 

A Conspiração da Aranha, de James Patterson
Gary Soneji ocupa o cargo de professor de matemática num dos mais prestigiantes colégios de Washington, D.C., frequentado pelos filhos de políticos, da elite social metropolitana e por isso mesmo, altamente segura por agentes dos Serviços Secretos norte-americanos. O aparentemente pacato professor de matemática sempre soube que seria alguém. Merecedor da confiança de pais e alunos, Soneji achou que era chegada a hora de pôr em prática do seu maquiavélico plano, e surpreende tudo e todos quando rapta duas crianças,
Soneji não pretende um simples resgate para os poderosos pais reaverem os seus filhos, ele pretende muito mais, um lugar que só os grandes alcançam: um marco na história, a sua vida contada em livro, pela mão de Alex Cross. Alex Cross é detective de polícia em Washington, D.C., psicólogo especialista em estabelecer perfis de criminosos e aclamado autor de bestsellers policiais. A sua fama precede-o, mas à medida que o tempo passa e que cada caso é resolvido, sente-se mais e mais cansado da desgastante tarefa de entrar na cabeça de cada criminoso que encontra no seu caminho.
Alex trabalha no caso com Jezzie Flannigan, responsável pelo corpo dos Serviços Secretos que deviam proteger e vigiar o colégio. Uma das crianças aparece, mas morta.
erá Gary Soneji vítima de um grave distúrbio psicológico ou um manipulador brilhante com soberbos dotes dramáticos?

As Gémeas do Gelo, de S. K. Tremayne 
Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?


O Mercador de Livros Malditos, de Marcello Simoni 
Este é já o terceiro livro deste autor que leio. O Mercador de Livros Malditos é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultos durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e de alquimistas.
Ao longo das suas páginas o leitor viaja por Itália, França e Espanha no rasto do Uter Ventorum, um livro raro, desmembrado em quatro partes e protegido por intrincados enigmas que, uma vez resolvidos, permitem evocar os anjos e a sua divina sabedoria.
Gosto de comparar os livros de Simoni a "O Nome da Rosa": os mistérios, a sensação de ambiente obscuro, carregado e pesado. Aconselho vivamente a quem gosta do género. 





quinta-feira, 23 de junho de 2016

A.J.Kazinski e Robert Galbraith (a.k.a. J.K.Rowling)

Não tenho estado parada nas leituras. 
Mais lenta, sim, que, por vezes, o cansaço mostra o rosto e não consigo fazer mais do que o essencial. Assim, terminei hoje "O Sono e a Morte" (A.J.Kazinski), e antes tinha lido "Vocação Para o Mal" (Robert Galbraith). 

O Sono e a Morte
O negociador da polícia dinamarquesa, Niels Bentzon, está de volta no segundo livro da dupla A. J. Kazinski, "O Sono e a Morte". 
Após os acontecimentos de "O Último Homem Bom", Bentzon investiga um enigmático suicídio, em que a vítima parece ter tirado a própria vida para fugir de alguém misterioso.
Enquanto trabalha no caso, Niels entra em um arriscado mundo em que a linha entre a vida e a morte parece vez mais ténue.
Os autores:
A. J. Kazinski é o pseudónimo dos escritores dinamarqueses Anders Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich, que colaboram, pela segunda vez, numa produção literária.

 
Vocação Para o Mal
Quando um pacote contendo a perna decepada de uma mulher é entregue a Robin Ellacott, seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, suspeita de quatro pessoas de seu passado que poderiam ser capazes de tamanha brutalidade. Mas quando a polícia foca no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin precisam correr contra o tempo para descobrir a verdade.
O autor:
Depois de O Chamado do Cuco e O Bicho-da-Seda, este é o terceiro romance da série escrita por Robert Galbraith, pseudónimo de J. K. Rowling - a famosa autora de "Harry Potter". 

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Hipnotista, de Lars Kepler

Terminei - aliás, comecei e terminei - no sábado "O Hipnotista" de Lars Kepler. Thriller nórdico tinha tudo para me conquistar. Como foi o caso. Li-o numa penada e cada minuto foi bem gasto. O twist que assistimos, enquanto acompanhamos Erik, o "passeio" às suas memórias, a tentativa de perceber "porquê"... ahhhhh... gosto tanto deste género que, às vezes, penso se não serei psicopata. 

Sinopse: 
Erik Maria Bark é o mais famoso hipnotista da Suécia. Acusado de falta de ética, e com o casamento à beira do colapso, jurou publicamente nunca mais praticar a hipnose nos seus pacientes e há dez anos que se mantém fiel à sua promessa. Até agora.

Estocolmo. Uma família é brutalmente assassinada e a única testemunha está internada no hospital em estado de choque; Josef Ek, de apenas 15 anos, presenciou o massacre dos seus pais e irmã mais nova, sendo ele próprio encontrado numa poça de sangue, vivo por milagre.

Nessa mesma noite, Erik Maria Bark recebe um telefonema do comissário Joona Linna solicitando os seus serviços - urge descobrir a identidade do assassino e para tal Josef deverá ser hipnotizado. Erik aceita a missão com relutância, longe de imaginar que o que vai encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios.

Dias mais tarde, o seu filho de 15 anos, Benjamin, é sequestrado da própria casa. Haverá uma ligação entre estes dois casos? Para salvar a vida de Benjamin, o hipnotista deverá enfrentar os fantasmas do seu passado e mergulhar nas mentes mais sombrias e perversas que jamais poderia imaginar; o que tinha por difuso revela-se abominável, o que tinha por suspeito surge como demoníaco. Para Erik, a contagem regressiva já começou…

Sobre o autor:
Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores de sucesso na Suécia: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O Hipnotista, primeiro volume da saga, alcançou um enorme sucesso internacional e foi adaptado ao cinema pela mão do realizador Lasse Hallström. Depois de O Hipnotista, O Executor, A Vidente e O Homem da Areia, chega-nos Stalker.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

O «Oásis Perdido» e o «Labirinto de Osíris»

Paul Sussman, jornalista e egiptólogo faleceu prematuramente em Maio de 2012 com apenas 45 anos. Escreveu algumas obras que misturam o policial com a acção e a egiptologia de forma magistral, thrillers empolgantes, cativantes e que prendem até à última página.

A sólida formação e experiência em escavações arqueológicas, bem como o profundo conhecimento do Egipto, transparece no detalhe do pano de fundo onde se desenrola, parcialmente a acção dos seus livros.

Dos quatro livros que deixou, venho-vos falar de dos dois que já li, e posteriormente comentarei o terceiro que me foi oferecido recentemente.

O «Oásis Escondido» tem como base a lenda da localização do famoso oásis de Zerzura perdido algures nas areias do deserto.
Freya Hannen desloca-se ao Egipto para o funeral da irmã Alex, alpinista profissional que se terá suicidado. Com a ajuda de Flin Brodie, um egiptológo a residir no Cairo, amigo da sua falecida irmã decide investigar as verdadeiras causas que envolvem a sua morte.
A história leva-nos para os meandros do sub-mundo do Cairo, para a corrida contra o tempo e para a busca incessante de um oásis mítico e do segredo que este encerra desde tempos imemoriais.
O enredo bem urdido, magistralmente encadeado, num processo de acção contínua que nos faz suspender a respiração e quase perder o fôlego nas deambulações e perseguições que culminam na descoberta de Zerzura, do seu segredo motivo que levou à morte de Alex. A par da narrativa a ímpar mestria nas descrições e referências históricas bem fundamentadas.




Já no «Labirinto de Osíris», a acção divide-se entre a milenar Jerusalém e o Egipto. O que liga Yusuf Khalifa, polícia de Luxor e Arieh Ben-Roi, detective em Jerusalém?
Um tenebroso crime ocorrido no Patriarcado Arménio de Jerusalém que havia vitimado uma jornalista, Rivka Kleinberg que investigava o tráfico de seres humanos. A ligação da sua morte a um engenheiro desaparecido em Luxor em 1931, volta a interligar os dois homens, velhos amigos, numa investigação sem paralelo.
No centro do enredo encontra-se o mítico labirinto egípcio cuja localização é ainda hoje  um parcial mistério e que serviu de palco ao desenrolar de mais um thriller que aborda temas tão actuais como o tráfico de seres humanos, terrorismo anti-capitalista.
Não revelo muito do enredo de ambos os livros propositadamente uma vez que a sua «magia» reside nos temas tratados e na manutenção de algum secretismo para não defraudar as expectativas do leitor.

Livros imperdíveis por um autor que nos deixou cedo demais. Recomendo vivamente a todos os que gostam de um bom livro de aventuras na senda das lendas históricas, da acção e suspense e em particular a todos os apaixonados pelo Egipto.

O próximo será...«O Último Segredo do Templo» que em breve vos falarei.


sábado, 30 de abril de 2016

Desejo de Vingança, de Jussi Adler-Olsen

Mais um livro terminado. Mais um thriller nórdico. Mais uma prova de que os escritores escandinavos são deliciosamente doentes. Ou então sou eu que gosto de coisas que vão aos limites.

Quanto a este "Desejo de Vingança". Não é tão doentio, nem tão claustrofóbico quanto o antecessor, "A Mulher Enjaulada".

Continuamos a acompanhar Carl Mørck e o seu assistente, Assad, no Departamento Q. A ação passa-se imediatamente depois do caso resolvido de "A Mulher Enjaulada".
O sucesso da resolução do caso anterior dá a Carl uma visibilidade a que ele não está habituado.
Os seus superiores integram mais uma pessoa no Departamento, para agilizar a resolução de casos antigos, a jovem Rose. E Carl não está muito "para aí virado".

Mas este é um problema com que terá de lidar mais tarde. No momento, alguém deixou, em cima da sua secretária, os ficheiros de um caso antigo, com mais de 20 anos. O que tem este caso de especial? Além de já ter sido encerrado, e ter sido realizada uma detenção, Carl, seguindo o seu instinto, não o consegue pôr de lado. Mesmo quando os seus superiores ordenam que o esqueça... contrariando todas as ordens, Carl encontra indícios que envolvem nomes importantes da sociedade dinamarquesa.

Homicídios violentos, agressões, vingança... são alguns dos ingredientes deste livro.

Ficha técnica:
Desejo de Vingança
Jussi Adler-Olsen
438 páginas
PVP - 17,96€
Editorial Presença (coleção O Fio da Navalha)

Bibliomóvel: há dez anos a anunciar livros com uma buzina


(carregar, para redirecionar)



Excerto:

Com pequenos textos e muitas fotografias, Nuno Marçal vai registando as "crónicas de um bibliotecário ambulante" no blogue O Papalagui, que existe desde 2006. É impressionante ver as imagens antigas, descobrir que ainda ali havia crianças e muita gente à espera da biblioteca. "A chegada da carrinha era um acontecimento."


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Contos Tradicionais da CPLP


Há umas semanas, no âmbito do Aqu'Alva Stória - Encontro Internacional da Narração Oral, que decorreu em Agualva-Cacém, tomei conhecimento da existência deste áudio-livro (eu só tenho o livro!)

Trata-se de uma compilação de contos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Cada país contribuiu com dois  contos, e as ilustrações são também da autoria de diversos artistas dos países que constituem a CPLP.

Como nasceu esta obra?
Em celebração dos 18 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi editado o áudio-livro “Contos Tradicionais da CPLP”, com os objetivos de promover a diversidade cultural e os laços linguísticos que unem e enriquecem os povos da CPLP junto do público mais jovem.

A obra comemorativa foi inspirada nas "Coletâneas da Literatura Oral da CPLP de/em Língua Portuguesa", elaboradas pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa. A publicação contou com o honroso contributo de grandes artistas plásticos, escritores, investigadores, atores, cantores e contadores de histórias dos nossos Estados-membros, que nos trouxeram as palavras, os sons, as cores e o imaginário das nossas sociedades.

Este projeto teve como um dos seus objetivos utilizar a tecnologia em prol de uma maior visibilidade do áudio-livro, levando-o ao maior número de crianças da nossa Comunidade, que encontrem nos Estados-membros da organização ou em qualquer parte do mundo. Desta forma, foi desenvolvida uma aplicação para dispositivos móveis e uma aplicação web do áudio-livro.

Acessibilidades
O áudio-livro encontra-se disponível para nas lojas Google e Apple, onde podem ser descarregadas, gratuitamente, para telemóveis e tablets. Esta aplicação contém os contos tradicionais narrados pelos artistas convidados, assim como as ilustrações realizadas para a obra. Na aplicação, poderão também ser encontradas cantigas de roda, assim como uma mensagem vídeo do Embaixador Murade Murargy, Secretário Executivo da CPLP.

Esta aplicação pode ainda ser utilizada no PC, encontrando-se disponível no Portal da CPLP em formato de arquivo RAR. Após descarregada, a aplicação pode ser visualizada, sem acesso à internet. Assim, bastará um acesso à rede para descarregar a aplicação, não sendo necessário no futuro estar ligado à internet para que possa usufruir dos contos e das suas narrações/ilustrações, permitindo a sua partilha em qualquer dispositivo.

(Mais informações disponíveis em: http://www.cplp.org/contostradicionais )


Celina Pereira (cantora e contadora de estórias), José Afonso (produtor musical) e Sidney Cerqueira (artista plástico) faziam parte da equipa de coordenação da obra que tenho em mãos.

Ainda não tive hipótese de explorar a fundo os contos, mas, a minha primeira nota de agrado vai para as ilustrações que são fora de série. Onze ilustradores deram vida a estas estórias, que são muito mais do que isso...

Obrigada a Celina Pereira que falou neste livro. E obrigada à representante da Direção de Ação Cultural e da Língua Portuguesa da CPLP.

terça-feira, 19 de abril de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Redentor, Jo Nesbø

Sinopse (retirada do site Wook)
Oslo. Noite gelada. Quem se deslocou ao centro para as últimas compras de Natal faz uma pausa numa movimentada praça para ouvir o concerto de rua do Exército de Salvação, mas um súbito estrépito cala a música e um homem cai no chão atingido por um tiro à queima roupa.
O inspetor Harry Hole e a sua equipa têm pouco a que se agarrar para iniciar a investigação: não têm qualquer suspeito, não encontraram a arma do crime e desconhecem as motivações do criminoso. Mas é quando o assassino percebe que atingiu o homem errado que Harry Hole se começa a deparar com enigmas perturbadores. Depois de um perspicaz trabalho de investigação a equipa concentra-se num suspeito.
Ferido, sem dinheiro, com seis balas apenas no carregador e sem sítio para dormir numa gelada cidade nórdica, o assassino desespera, mas nada o demove do seu único propósito: eliminar o seu alvo.

Ficha técnica:
O Redentor
Tradução: Dora Reis
Edição/reimpressão:2013
Páginas: 520
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722052009
Idioma: Português

Jo Nesbø não é, de todo, um estreante nas lides da ficção policial. E este O Redentor é mais uma prova do valor da literatura nórdica.
Na minha modesta opinião - que vale o que vale - Stieg Larsson abriu um trilho que, neste momento, outros autores estão a alargar. Camilla Läckberg, Åsa Larsson, Jussi Adler-Olsen ou Lars Kepler são nomes que, facilmente, se reconhecem nas listas de "Os Mais Vendidos".
Os cenário gelados, o frio, e uma violência e uma psicopatia que tão bem cabe ali - o sangue, os pormenores sórdidos que contrastam com a brancura da neve. Ou como li há pouco tempo: "No Norte, mata-se tão bem!"

E, aviso já, a próxima resenha, vai ser sobre o livro Desejo de Vingança, de Jussi Adler-Olsen, de quem já falei aqui