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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle

Ontem à noite, vi mais um episódio da adaptação da BBC ao famosíssimo Sherlock Holmes e seu fiel Watson. O episódio era inspirado no livro "O Cão dos Baskerville". Aí lembrei-me que, efectivamente, nunca havia lido este episódio do mais famoso detective britânico. Hoje, procurei informações sobre o livro e eis que me deparo com uma versão brasileira do livro.

Li-o inteirinho no ecrã do computador durante manhã e tarde, enquanto ia desenvolvendo as minhas tarefas profissionais (foi um dia calmíssimo, acrescento já!).

O link é este.

Publicado em 1902, O Cão dos Baskerville conta a história do Solar dos Baskerville, que há 500 anos abriga a família de mesmo nome. No entanto, nasce uma lenda em torno de um dos Baskerville e de um suposto cão diabólico, que assombra a família, matando cada um de seus membros.

Já em 221B Baker Street, o Dr. Mortimer, amigo de Charles Baskerville (a última vítima deste cão demoníaco), pede ajuda a Holmes para desvendar o mistério do cão dos Baskerville, e apresenta o novo morador do solar, Sir Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles.

Adorei cada página. A imagem que escolhi para ilustrar este post é o das parsonagens de Holmes e Watson na adaptação que me levou a procurar esta obra (roubada daqui).

sábado, 14 de janeiro de 2012

Passatempo "Para ti, Campeão"

Durante o lançamento do livro "Para ti, Campeão" da Ana Maltez, comecei a desenhar na minha mente um pequeno passatempo. Contactei as pessoas responsáveis et voilá... surge no Capa Mole & Companhia o 1.º passatempo da sua curta história.

Em parceria com a Chiado Editora, temos 1 livro "Para Ti, Campeão" para oferecer. A participação é muito simples: antes de mais, os interessados devem "Gostar" da Chiado Editora no Facebook. Depois, terão de escrever uma frase sobre a força do amor - com um máximo de 50 palavras - e enviá-la para o mail capamole@gmail.com, com a indicação do nome de utilizador do Facebook (para a "amizade" ser confirmada).

A escolha da melhor frase vai estar a cargo do Capa Mole & Companhia e da Chiado Editora.

O/A vencedor@ será anunciad@ no dia 7 de Fevereiro, dia em que a Ana e o Rafael celebrariam mais um mês de namoro. Posteriormente, será contactad@ para serem combinados os pormenores do envio do prémio.

As participações só serão aceites até dia 31 de Janeiro. Participações a partir do dia 1 de Fevereiro já não serão aceites.

Podem começar em... 5 ... 4 ... 3 ... 2 ... 1 ... ZERO!!!

Boas frases e cá vos esperamos.



P.S.: Para aqueles que não quiserem esperar ou não quiserem participar, o livro está à venda em vários locais, sendo que um deles é no site da Chiado Editora. E relembro que os direitos de autor revertem para o Instituto Português de Oncologia (IPO).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Para ti, Campeão, de Ana Maltez - parte II

Caros amigos e visitantes, vamos ter novidades quanto à obra "Para ti, Campeão", da Ana Maltez. Não deixem de visitar o "Capa Mole & Companhia" durante o fim-de-semana.

Para todos aqueles que vêm aqui ter, através do Google, em busca de informações sobre o livro, acompanhem este blogue, sendo que o "recado" no parágrafo acima é também para vocês.

Até sábado!! :)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Para ti, Campeão, de Ana Maltez

Tenho andado muito desaparecida, eu sei. Compreendo a vossa frustração. "Onde andas, Cristina, onde andas?", oiço-vos. Ou não.

É muito simples. Ando muito preguiçosa. E a época das festas também não ajudou. Foram muitos dias em que apenas pensei em prendas, no que oferecer a quem, a pensar nas prendas que me foram "encomendadas", nos jantares de Natal com os amigos, com a família alargada, etc, etc, etc.

Este Natal, recebi dois livros. O pessoal começa a cansar-se de me oferecer livros, creio. "Perdida", de Mo Hayder (oferecido pela sogra), e "Antídoto", de José Luís Peixoto (oferecido pelos cunhados), foram os meninos que me vieram para às mãos.

Mas como ainda não terminei "O Memorial do Convento", do meu mais-que-tudo José Saramago, as duas prendinhas continuam na minha mesa de cabeceira intactas.

Posto isto, tenho a dizer que ontem, sábado, dia 7 de Janeiro, fui ao lançamento do livro "Para ti, Campeão" da Ana Maltez. A Ana é irmã de uma grande amiga minha e é jornalista na SIC. O namorado, Rafael, faleceu recentemente, vítima de um cancro, e a Ana - para tentar que a tristeza não a levasse a limites insuportáveis - começou a escrever ao Rafael. Pequenas cartas onde "falava" com ele e lhe contava coisas que não havia podido contar antes. Dessas cartas surgiu um livro.

"Para ti, Campeão" é a forma da Ana fazer o seu luto. Rodrigo Guedes de Carvalho e Bento Rodrigues, ambos jornalistas na SIC, assinaram a contra-capa e o prefácio (respectivamente), sendo que o 1.º texto que pode ser lido no site da editora (aqui). O Bento Rodrigues leu, a viva voz, o seu texto, durante a apresentação do livro.

Deixo também o link da reportagem que passou no espaço noticiário da estação, ontem à noite (aqui).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

«Reflexos num olho dourado»


Há largos anos vi o filme «Reflexos num olho dourado» interpretado por Marlon Brando e Elizabeth Taylor. Não poderiam ter escolhido melhores actores para a interpretação das personagens que nestes últimos dias tive oportunidade de finalmente rever, desta vez na leitura da obra que deu origem ao argumento cinematográfico com o mesmo nome.

Carson McCullers, escritora americana nascida na Geórgia em 1917 faleceu em 1967. Escreveu algumas obras emblemáticas como «O coração é um caçador solitário» ou a «Balada do café triste» bem como «Reflexos num olho dourado» que foi adaptado ao cinema.

«Reflexos num olho dourado» é um livro especial da mesma forma que a adaptação cinematográfica é película estranha, intensa e dramática.

O cenário é uma base militar nos anos 40 onde o casal Penderton vive uma relação disfuncional, em socialização com o casal Morris que também vive na base militar, cuja vida também é por sua vez complexa.

O Capitão Penderton revela ao longo de toda a narrativa a sua homossexualidade latente e reprimida quando se apaixona por um soldado introvertido, calado e de natureza e personalidade estranha.

Por sua vez a bela Leonora, mulher do Capitão, de personalidade algo frívola, extrovertida e provocadora, mantém uma relação extra-matrimonial com o Major Morris situação que é do conhecimento tanto do Capitão Penderton como de Allison mulher do Major, mas que ambos preferem «ignorar» num acto de deliberado desinteresse pelas suas relações. O soldado Williams é a personagem que irá romper este quadro relacional de ameno desiquilíbrio.

É uma narrativa de paixões, obsessões, frustrações e ódios que terá um desenlace profundamente dramático.

No filme, de facto Leonora só poderia ter sido desempenhada por Elizabeth Taylor e o Capitão Penderton por Marlon Brando. Dois actores com personalidades intensas, dramáticas e complexas que se adaptam perfeitamente às personagens traçadas por McCullers.

Um livro sobre pessoas e mundos em conflito. Excelente, profundo e dramático.

A adaptação ao cinema faz juz à qualidade do livro e a interpretação de ambos traduz na perfeição o que a escritora teria desejado transmitir.

Aconselho tanto o filme como o livro.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Negócios de Família, de Anna Murdoch

Anna Murdoch, ex-mulher do magnata Rupert Murdoch, assinou o livro "Negócios de Família".

Yarrow McLean nasceu e cresceu a respirar o ar da redacção de um jornal e nada mais natural que fizesse da comunicação social o seu grande testemunho.
Este livro traça a história dos McLean, começando em Jock, avô de Yarrow, até maeados do fim dos anos 80 com os filhos da protagonista.

Simultaneamente, podemos acompanhar as convulsões sociais nos EUA desde 1922, data de início da trama, bem como a história de amor (impossível e incómodo) que une Yarrow a Elliot.

A grande pergunta que Yarrow, quase aos 70 anos, se coloca é: a quem deixar a enorme fortuna e o imenso património dos McLean? "Negócios de Família" tem partes mais chatinhas, mas não deixa de ser um belíssimo romance.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Tahrir Os dias da Revolução

Relato em primeira mão da jornalista e escritora portuguesa, Alexandra Lucas Coelho da sua vivência no coração da revolução egípcia.

Autora de «Caderno Afegão» e «Viva México», vive actualmente no Rio de Janeiro como correspondente do jornal «Público».

A autora voa para o Cairo em plena revolução e vive na praça Tahrir a queda de um regime, juntamente com milhares de egípcios. Viveu e dormiu na praça vários dias recolhendo testemunhos e momentos dessa experiência histórica única, que é estar no centro da acção quando se reescreve mais um capítulo da História de um país.

Um texto singelo, mas detalhado e rico de emoções que transporta o leitor para um ambiente fervilhante, intenso e vibrante de um momento fundamental na História do século XXI.

Uma leitura que recomendo vivamente!

"O Clube de Fãs", de Irving Wallace

Um grupo de 4 homens, liderado por Adam Malone, decide raptar Sharon Fields, uma estrela de cinema em ascensão, conotada com o rótulo de "símbolo sexual" do momento.
A ideia é simples: apresentarem-se, conhecerem Sharon e convencê-la a fazer amor com cada um dos 4, por sua "livre e espontânea vontade".

A ideia é má é o primeiro pensamento que cada leitor tem de imediato. E é má, porque desde logo partem do pressuposto errado que efectivamente Sharon é tal e qual como as personagens que interpreta no grande ecrã. Adam Malone tem reunidas entrevistas em que é "assumido" que Sharon tem o sonho de ser possuída por homens simples e anónimos.

O auto-intitulado "Clube de Fãs" é composto por Shively, um mecânico, solteiro e com uma personalidade bastante violenta, Yost, um vendedor, antiga estrela do futebol universitário, casado e com dois filhos, Brunner, o mais velho do grupo é um contabilista apagado, casado desde sempre e mais reservado e o já referido Malone, escritor e funcionário de um supermercado para pagar as contas.

O plano, delineado ao pormenor, começa a dar errado logo no 2.º dia, quando Shively viola Sharon... que, a partir daí, começa a traçar o seu plano de fuga, socorrendo-se do seu talento na representação.

É um belo livro, com 700 e qualquer coisa páginas. Sem ser genial, lê-se bastante bem, especialmente porque queremos saber como Sharon se "safa". O que achei mais difícil de assimilar foram a meia-dúzia de páginas em que é descrita a 1.ª violação.

Segundo a Wikipédia, Irving Wallace escreveu cerca de 19 romances, sendo que "O Clube de Fãs" data de 1974. Mais aqui.

A edição que li já não tinha capa, por isso "saquei" deste mundo que é a Internet, uma página simplesmente indicativa. Imagem retirada daqui.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As "chatices" das novas tecnologias

Achei muito curiosa esta notícia (retirada do site Dinheiro Vivo) sobre Salman Rushdie, autor do livro "Os filhos da meia-noite", que já foi abordado aqui.

"Salman Rushdie já pode chamar-se assim (outra vez) no Facebook

A vitória foi anunciada hoje pelo escritor indiano: "Já sou Salman Rushdie outra vez. Sinto-me muito melhor. Uma crise de identidade na minha idade não tem piada", brincou, referindo-se ao facto de a rede social não ter permitido o nome pelo qual é conhecido mundialmente, Salman Rushdie.

Tudo começou no fim-de-semana quando o escritor, confrontado com a imposição do Facebook para que usasse o nome do passaporte, Ahmed Rushdie. Simultaneamente, pediu-lhe prova da veracidade da sua identidade.

Salman Rushdie não gostou e começou a enviar mensagens para o Twitter - "Querido Facebook, forçar-me a mudar de Salman para Ahmed Rushdie é o mesmo que forçar J.Edgar Hoover a ser John Hoover", escreveu o escritor.

Noutra mensagem: "Onde estás escondido, Mark?, desafiando Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, "Vem cá para fora e devolve-me o meu nome."

A mensagem espalhou-se, tal como a indignação, junto dos mais de 100 mil seguidores, e horas depois o Facebook estava a repor a página do escritor indiano, com o nome pelo qual é mundialmente conhecido."

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

«A viagem dos cem passos»

Richard C. Morais de nacionalidade americana, nasceu em Lisboa em 1960 e viveu parte da sua vida na Suiça, e dezassete anos em Londres, onde foi editor sénior da Ford regressa aos Estados Unidos em 2003. Este livro é o primeiro escrito pelo autor.
Original, com um enredo cativante a apaixonante, segue a ascensão de um jovem indiano nascido em Bombaim no mundo da culinária europeia.
A história revela a vida de Hassan Haji um jovem que nasce com um talento especial uma qualidade inata que o tornará num grande chef. No périplo da sua vida começa em Bombaim com a família, passa por Londres e termina finalmente em França, numa pequena localidade francesa chamada Lumière.
É em Lumière que a sua família inicia uma saga culinária sob a forma de um restaurante que irá colidir frontalmente com o tradicional restaurante francês, no outro lado da rua. Metaforicamente cem passos separam duas culturas, um abismo que criará situações de excepção até ao culminar de uma realidade que levará Hassan e percorrer esses mesmos cem passos, numa viagem sem retorno ao mundo da aprendizagem culinária e que o tornará num grande chef e proprietário de um reconhecido restaurante em Paris.
Emocional, colorido de mil sensações, odores e paladares com uma sensibilidade cuidada, é um livro que nos faz viajar muito mais do que cem passos num mundo maravilhoso.