quinta-feira, 29 de março de 2018

Novidades editoriais para os mais pequeninos

Depois do público juvenil, nada melhor que um miminho para os mais novos. Fiz um "apanhado" de algumas das últimas novidades para os mais pequeninos.
O critério para estas escolhas... bem, é subjetivo. Mas, a razão maior, acho que foram os traços dos desenhos que são absolutamente deliciosos!
Digam-me de vossa justiça: são ou não prendas fantásticas para os bebés da família?

O post é maiorzinho do que o habitual, por isso não desistam, por favor. 
juro que vai valer a pena!!!

As Coisas Maravilhosas Que Tu Vais Fazer, de Emily Winfield Martin, esteve nos tops do New York Times durante anos, e chega agora às livraras portuguesas pela mão da Fábula. Um livro maravilhoso que celebra o amor que os pais sentem pelos filhos.

Aqui as primeiras páginas: http://www.fabula.pt/media/pdf/9789897076480.pdf


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O Dragão com Coração de Chocolate, de Stephanie Burgis, é um livro doce e ternurento, que vai encantar leitores de todas as idades. Uma história que mostra como é importante descobrirmos a nossa paixão e nunca desistirmos dela e como podemos todos viver em harmonia, respeitando todos os seres que nos rodeiam.

E se um dragão fosse transformado num humano? Aventurina é uma jovem dragão de espírito indomável. Apesar de estar proibida de sair da gruta onde mora com a família, decide fugir. Ansiosa por mostrar aquilo de que é capaz, ela captura a presa mais perigosa de todas: um humano. Mas este humano é um mago poderoso e convence-a a provar um chocolate quente encantado que transforma Aventurina numa jovem humana de 12 anos. Apesar do espanto, ela percebe que encontrou a sua verdadeira paixão: o CHOCOLATE.

Aventurina não perde tempo e segue em direção à cidade. Ela quer aprender mais sobre a sua nova paixão. Mas Aventurina vai perceber que o mundo dos humanos é bem diferente do dos dragões. Saber distinguir os bons dos maus será a primeira de muitas aprendizagens. A segunda será confiar neles...


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Já aqui tenho falado no O Simão, o Leãozinho da Vila Meiga, está de regresso com novas peripécias. O Simão está a crescer, gosta de divertir-se e de viver grandes aventuras. Afinal de contas, não há nada melhor do que ser criança!

Maria Inês de Almeida (texto) e Aurélie de Sousa (ilustração) deram vida a esta coleção, que com mais estes dois títulos - Vamos Acampar! e O Circo Chegou! - já conta com sete: É Tão Bom Ter Amigos, Já Não Tenho medo do Escuro, Parabéns, Simão, Vem aí um Bebé e a Magia do Natal foram os primeiros. Estes livros são ideais para ler em voz alta às crianças e para os mais novos que já iniciaram a leitura autónoma. Inclui uma secção de conselhos para pais e educadores escrita pelo conhecido pediatra Hugo Rodrigues.





terça-feira, 27 de março de 2018

Lido: A História de Quem Vai e de Quem Fica, de Elena Ferrante

Este é o 3.º capítulo da série napolitana escrita por Elena Ferrante. Há medida que vou passando as páginas e, sem surpresa, me vou aproximando do fim desta saga, aparecem-me umas pequenas câimbras no estômago.

Neste terceiro livro da tetralogia, Lenu e Lila já são adultas. Lila já passou por aquilo que os brasileiros descrevem como "o pão que o Diabo amassou", enquanto que Lenu, depois de uma infância e adolescência miseráveis, se vê chegar à adultez da vida com privilégios e sem quaisquer problemas.

Encontramos as duas já nos seus trintas, com filhos, mais maduras, mas ainda com aqueles traços que tanto as definem. Neste livro, estamos nos anos 70 e são muitas as tensões sócio-económicas a abalar o organismo vivo que é esta comunidade de personagens que temos vindo a conhecer. Porque os acontecimentos não atingem apenas Lenu ou apenas Lila. Agora há filhos, mas também há pais, há irmãos, há outros amigos, há empregos...

Quero tanto falar deste livro, mas, ao mesmo tempo, tenho de me conter, porque não sei quem desse lado já leu ou tem a intenção de o fazer.

Desde o primeiro livro que tenho vindo a tentar descobrir de qual das duas protagonistas gosto ou não gosto. E continuo sem saber. À sua maneira, ambas de agradam e desagradam. Tenho a sensação que Elena Ferrante sabe demasiado da natureza humana e que Lenu e Lila podiam ser qualquer pessoa.
Terminei este livro numa ânsia, porque, mais uma vez, a autora criou um cenário de tal verosímil que me fez sentir mal fisicamente pelo rumo que as coisas estão a tomar.

A determinado ponto, ao ler o ponto de vista da outra, pensava "pois, faz sentido" quando anteriormente a havia "julgado". Ao terminar, ia balbuciando "não, não faças isso... vai correr mal!", como se me pudessem ouvir e repensar aquele ato.

Às vezes, ler é um ato de auto-mutilação. Um ato sacrificial auto-infligido. Um momento de dor que queremos e vamos dar a nós próprios. Nem pensar que isto possa ser uma sugestão para não se ler... pelo contrário! A História de Quem Vai e de Quem Fica é de tal maneira envolvente que, mesmo sofrendo com o destino destas pessoas em papel, queremos mais e mais e vamos ficando tristes e alegres com cada derrota ou cada vitória.

Novidade juvenil: O Grande Jogo dos Detetives, de Caroline Carlson

Hoje a sugestão é para o público juvenil.


Sinopse:
A Rua dos Detetives está repleta de investigadores talentosos, mas Toby Montrose não é um deles. Ele é apenas o assistente do tio, e numa cidade onde não faltam detetives, os negócios não estão a correr muito bem e o jovem teme pelo seu futuro.
Os pais de Toby desapareceram num acidente quando ele tinha oito anos e nenhum dos seus familiares tem condições para o albergar de forma permanente. Para evitar ir para um orfanato, Toby foi passando de casa em casa. E agora o tio Gabriel é a sua última esperança.
Quando o detetive mais requisitado da cidade decide criar um concurso para escolher o «Maior Detetive do Mundo», Toby nem hesita: vai participar e ganhar o prémio para ajudar o tio e ficarem a viver juntos.
O caso torna-se perigosamente real quando um dos detetives é encontrado morto mesmo antes de o jogo começar. E agora? Quem será capaz de resolver este crime? E em quem se pode confiar? Será que o crime está relacionado com a família de Toby?
Com a ajuda de Ivy, a sua nova amiga e a melhor detetive que Toby conhece, os dois vão decifrando pistas, desafiam os profissionais mais experientes e evitam transformar-se se nas próximas vítimas…

Sobre a autora:
Caroline Carlson nasceu em Massachusetts e tem um Mestrado em Escrita para Crianças do Vermont College of Fine Arts.
É autora de vários livros para jovens, incluindo a série «The Very Nearly Honorable League of Pirates». O seu primeiro livro infantil, Magic Marks the Spot, uma das escolhas do ano do New York Times, foi considerado Melhor Livro para Crianças pela American Booksellers Association e fez parte da seleção Junior Library Guild.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Novidade: A Rapariga Alemã, de Armando Lucas Correa

Em maio de 1939, o transatlântico St. Louis partiu de Hamburgo, na Alemanha, com destino a Havana, Cuba. Nele fugiam 937 passageiros, a larga maioria refugiados judeus alemães.

Apenas 28 foram autorizados a desembarcar em Cuba e o navio teve de regressar à Alemanha, levando muitos dos refugiados a sofrerem os horrores dos campos de concentração.

De Berlim, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, a Cuba, à beira da Revolução; da Nova Iorque pós-11 de Setembro à Havana da atualidade, esta história real mostra-nos toda a força e determinação de gerações de exilados, ainda e sempre à procura do seu lugar no mundo.



Sinopse:
Com o aproximar da guerra, a vida da jovem alemã Hannah Rosenthal mudou. Em 1939, as ruas de Berlim estão decoradas com bandeiras vermelhas, pretas e brancas. Pelas ruas andam «ogres», vestidos com uniformes castanhos.
O pai de Hannah parece mais diminuído a cada dia. E a sua mãe vive sempre com medo. É quando decidem fugir da Alemanha a bordo do navio St. Louis, com destino a Cuba, que lhes dará asilo.

Cerca de 70 anos depois, em Nova Iorque, Anna Rosen recebe uma encomenda
No dia do seu 12.º aniversário, chegam às mãos de Anna fotografias de família do pai, Louis, um cubano que nunca conheceu. O nome da remetente é Hannah, e o pacote vem de Cuba. Louis morrera nas Torres Gémeas a 11 de setembro de 2001, pouco antes de Anna nascer.

Qual será a relação entre ambas?
Decididas a desvendar os mistérios do homem das suas vidas, Anna e a mãe viajam até Cuba para conhecerem Hannah, que as espera. Conseguirão todas encontrar as respostas que procuram?

Sobre o autor:
Armando Lucas Correa é jornalista, autor e editor da People en Español, a revista em língua espanhola mais vendida dos Estados Unidos. Venceu vários prémios da National Association of Hispanic Publications e da Society of Professional Journalism. A Rapariga Alemã é o seu primeiro romance.

domingo, 25 de março de 2018

Novidade: Os Prémios, de Julio Cortázar

O primeiro romance publicado de Cortázar, até hoje inédito em Portugal, que antecipou O Jogo do Mundo – Rayuela.

Sinopse: 
Um grupo rumoroso e heterogéneo de personagens, espécie de catálogo representativo da sociedade de Buenos Aires da época, premiado na lotaria nacional com um bilhete para uma viagem luxuosa de cruzeiro, embarca no navio Malcolm, cheio de expectativas.

Contudo, entre distrações e atrações iniciais, um clima de mistério faz crescer a tensão entre os passageiros e a tripulação: o navio é colocado em quarentena devido a uma inexplicável doença, a rota e o destino final da viagem são desconhecidos, o capitão não se apresenta e nenhum dos membros da tripulação fala espanhol e, sobretudo, o acesso à popa da embarcação está interdito aos passageiros. Todas estas absurdas circunstâncias constituirão um irresistível desafio para os hóspedes deste navio que os levará a um jogo cada vez mais perigoso e com um final surpreendente.

Sobre o autor:
Julio Cortázar (1914 - 1984), escritor argentino, é considerado um dos autores mais inovadores e originais do seu tempo. Mestre no conto e na narrativa curta, a sua obra é apenas comparável a nomes como os de Edgar Allan Poe, Tchékhov ou Borges. Deixou igualmente romances como O Jogo do Mundo (Rayuela), que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo com o modelo clássico, mediante uma narrativa que escapa à linearidade temporal e onde as personagens adquirem uma autonomia e uma profundidade psicológica únicas.

sábado, 24 de março de 2018

Novidade: Guerra Americana, de Omar El Akkad


A Saída de Emergência publica Guerra Americana, de Omar El Akkad, o romance finalista do The Book Year Award 2017.


Este é um romance distópico que abrange temas políticos, económicos e alterações climáticas, com bastante relevância na atualidade. Omar El Akkad, é um jornalista e autor premiado, os seus trabalho incluem despachos da NATO sobre a guerra no Afeganistão, os julgamentos militares em Guantánamo ou a revolução da Primavera Árabe no Egipto.

Sinopse:
Sarat Chestnut nasceu no Louisiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus.
Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a viver num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra.
A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra – parte da Geração Milagrosa – e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.

Sobre o autor:
Omar El Akkad nasceu no Cairo, no Egito, cresceu em Doha, no Qatar, até que se mudou para o Canadá com a sua família. É um jornalista e autor premiado que viajou por todo o mundo para cobrir as mais importantes histórias da última década. Os seus relatos incluem despachos da NATO sobre a guerra no Afeganistão, os julgamentos militares em Guantánamo ou a revolução da Primavera Árabe no Egito. Vive em Portland, Oregon.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Lido: As Sombras de Leonardo da Vinci

Spoiler alert: este livro começa com a morte de Leonardo da Vinci. Sim, o senhor falece. Eu sei, é um choque, ninguém estava à espera...

Deixando de lado a brincadeira, As Sombras de Leonardo da Vinci é um excelente exercício de como a ficção e a realidade se podem confundir. Tudo bem que a Wikipédia nem sempre é a melhor das fontes de confirmação, mas, à medida que ia lendo este livro, ia pesquisando alguns pormenores e, excluindo os diálogo, batia tudo certinho.

À medida que lemos, vamos acompanhando o frenético Leonardo da Vinci e o seu início de carreira, apadrinhado por Lorenzo Médici, o chefe da família Médici, uma das mais influentes (e ricas) em Florença desde o século XIV.

Nas 300 e tal páginas deste livro, vemos desfilar nomes tão conhecidos (mesmo da cultura pop... este livro é quase um Os Bórgias meet Da Vinci's Demons): Maquiavel, César Bórgia, Savonarola, Sforza, Miguel Ângelo, Botticelli, Rafael, entre muitos outros.

O trabalho de investigação é irrepreensível. Sabemos, claro, que os diálogos são ficcionados, mas os factos são aqueles e, por mais anos que passem, o génio de da Vinci permanece.

Uma das minhas paixões é a História. E as ficções históricas aquecem-me o coração. Não só porque sei que aquilo que estou a ler, romanceado, aconteceu verdadeiramente e que hoje, anos ou séculos depois, estamos a "colher" os frutos daqueles factos, mas também porque, a minha parte mais... não queria dizer, romântica, mas cá vai... gosta de fantasiar o "como" é que as coisas tomaram determinado rumo, e não outro.

As Sombras de Leonardo da Vinci é um livro muito muito interessante. 

Um aparte que nada tem a ver com o livro - há uns tempos, após ver uns minutos a nova versão de As Tartarugas Ninja, comentava com o meu excelso companheiro que os miúdos, se não forem instados a isso, nunca irão saber os verdadeiros nomes das ditas. Mike, Leo, Donnie e Rafa não são, de todo, o mesmo que Michelangelo, Leonardo, Donatello e Raphael. Americanizar os nomes vai contra o conceito da ideia: às tartarugas, foi dado o nome de artistas do Renascimento. Ponto final. Se tiverem filhos, por favor, expliquem-lhes. Não há nada melhor que fazer perdurar a memória.

Sobre o autor:
Christian Gálvez nasceu em Madrid, em 1980. Licenciado em Filologia Inglesa, é um dos rostos da televisão espanhola, onde conduz com êxito um concurso cultural. É também diretor de uma produtora direcionada para potenciar o talento de jovens promessas.
Desde 2009, divide-se entre o trabalho em televisão e a investigação sobre Leonardo da Vinci, vivendo entre Madrid e a Toscana. É um dos mais conhecidos especialistas internacionais do artista. Além deste livro, é igualmente autor de Rezar por Miguel Ángel, Leonardo da Vinci: cara a cara, entre outros.

terça-feira, 13 de março de 2018

Lido: História do Novo Nome, de Elena Ferrante

#14 livro do desafio de 2018 do GoodReads


Fiz um forcing para terminar a segunda parte da saga napolitana de Elena Ferrante. Comprei na última Feira do Livro de Lisboa, a primeira parte - A Amiga Genial - e desde então, que a restante tetralogia esteve em "stand by". 

Em A Amiga Genial, são nos apresentadas Lenú (Elena) e Lila (Rafaella), duas amigas que são o oposto uma da outra: Lenú é tímida e introvertida, Lila é um furacão em movimento. Em comum, a inteligência e o gosto pelo saber. A determinada altura, Lenú é autorizada a seguir os estudo, enquanto que o pai de Lila a proíbe. 

As vidas destas duas crianças é feita de aproximações e de afastamentos. Desde cedo, a estudiosa Lenú sente-se atraída, irresistivelmente, pela selvagem Lila. O que pode ser a sua salvação ou a sua perdição. O tempo vai passando e, no final deste primeiro livro, Lila está noiva e vai casar com um dos jovens mais bem-sucedidos do pequeno bairro de Nápoles onde residem. 

O 2.º livro - A História do Novo Nome - pega exatamente aí: no casamento de Lila e Stefano. Vamos entrando, umas vezes com suavidade, noutras vezes com uma brusquidão capaz de nos deixar tontos, na adolescência e na entrada na vida adulta das protagonistas. 

Lila casa com apenas 16 anos. Lenú segue para o liceu. Lila torna-se uma mulher abastada. Lenú luta para conseguir manter-se na escola. Estas diferenças tão abismais, aos olhos do leitor, continuam a ser quase como um íman para as duas raparigas. 

Elena Ferrante sabe como nos fazer entender Lila e os seus comportamentos erráticos, e criticar a "certinha" Lenú e a sua "mania" de julgar. Mas, ao mesmo tempo, compreendemos Lenú e ficamos com uma sensação de impotência e de quase desespero quando Lila se aproxima, sabendo que, mais cedo ou mais tarde, ela acaba por estragar tudo. Confesso que, a determinada altura, quase pus em questão a minha sanidade mental...

Não sei - aliás, ninguém sabe - quem é Elena Ferrante, qual a sua história, qual o seu método ou inspiração. Mas a sua escrita tem o fascínio de amarmos e odiarmos, ao mesmo tempo, aquelas personagens que nos desfilam perante os olhos. 

E não é só isso... em A Amiga Genial estamos em meados dos anos 50, num bairro humilde de Nápoles. Em A História do Novo Nome já estamos quase em 1970... acompanhamos todo um renascimento de um país que saiu afectado da 2.ª Guerra e as constantes movimentações políticas daí derivadas.

História de Quem Vai e de Quem Fica é o próximo capítulo...

segunda-feira, 12 de março de 2018

Novidade: A Maldição de Hill House, de Shirley Jackson

A Maldição de Hill House já se encontra nas livrarias, e é um dos mais perfeitos exemplos do terror e do suspense em literatura. 
Fonte de inspiração para nomes como Stephen King,  Guillermo del Toro, Neil Gaiman ou Joyce Carol Oates, confessos admiradores de Shirley Jackson, a história foi adaptada por duas vezes ao cinema e está previsto estrear, em 2018, como série televisiva pela Netflix (10 episódios). 
Também uma das suas obras maiores, Sempre Vivemos no Castelo, cuja 2.ª edição também já chegou às livrarias, terá estreia cinematográfica em 2018.

Sinopse:
John Montague, especialista e estudioso do oculto, chega a Hill House em busca de algo concreto que possa provar a existência do sobrenatural. Acompanham-no, Theodora, a sua assistente, Luke, o futuro herdeiro da propriedade e Eleanor, uma mulher solitária e frágil, já com experiência de encontros com poltergeists.  Contudo, aquilo que, inicialmente, era apenas uma experiência em torno de fenómenos inexplicáveis torna-se, em pouco tempo, uma corrida pela sobrevivência, à medida que Hill House ganha poder e escolhe, de entre eles, aquele que quer para si…

Sobre a autora:
Shirley Jackson (1916–1965) é considerada uma das mais influentes escritoras norte-americanas. Herdeira da grande tradição do gótico americano, iniciada com Edgar Allan Poe, teve uma vida curta, deixando uma obra pouco extensa, mas que a confirmou de imediato como uma das grandes personalidades literárias do século XX. Obteve imediato sucesso e fama com a publicação, em  1948, do seu conto The Lottery que, na época, dividiu opiniões e suscitou acesas polémicas. Ao todo, escreveu 55 contos e, da sua obra, destacam-se ainda as suas crónicas familiares Life Among the Savages (1953) e Raising Demons (1957), e os seus romances The Sundial (1958), Sempre Vivemos no Castelo (ed. Cavalo de Ferro, 2018), obra que será adaptada ao cinema em 2018, e o presente A Maldição de Hill House, obra adaptada para cinema e televisão.

A Maldição de Hill House é uma edição Cavalo de Ferro | 208 pp | 16,59€

sábado, 10 de março de 2018

Lido: Um Milionário em Lisboa, de José Rodrigues dos Santos

#13 livro do desafio de 2018 do GoodReads

Terminei, há instantes, a 2.ª parte da saga de Kaloust Sarkisian que nos apresenta a versão romanceada da vida do filantropo e homem de negócios que conhecemos como Calouste Gulbenkian.

Este livro está dividido em 3 partes, sendo que a primeira é muito sobre o filho Krikor e sobre o Genocídio Arménio às mãos do governo Otomano (atualmente, a área ocupada pela Turquia). José Rodrigues dos Santos creditou, no final do livro, as fontes de onde retirou a informação deste episódio da História e que acabou com o extermínio de um número de arménios que varia entre 800 mil e 1,5 milhão.

A segunda parte do livro é a vida de Kaloust até ao momento da decisão em mudar-se para Lisboa. A Segunda Guerra Mundial, e a temporária declaração de inimizade do Reino Unido a Kaloust apressaram a mudança do homem mais rico do mundo à época.

A terceira parte é a vida de Kaloust em Lisboa até à sua morte em 1955.

Mais uma vez, apreciei bastante este tipo de "estória". José Rodrigues dos Santos, para mim, é muito melhor neste género do que com "Tomás Noronha", num formato que é sempre o mesmo e que já está mais do que visto. Percebo que "em equipa que ganha, não se mexe", mas é este o caminho.

De resto, temos sempre margem para imaginar se a vida de Kaloust/Calouste terá sido tal como ali vemos: um negociador implacável, irredutível e com uns laivos de "prima donna", mas apaixonado pela ideia do ideal de beleza, pela cultura e pelo saber...
Mas, basta-os uma pesquisa rápida na internet e sabemos que Kaloust teve dois filhos: um rapaz e uma rapariga e não apenas um único herdeiro como nos é apresentado nesta peça de ficção. Apenas neste "pormenor" vemos que JRS se permitiu a algumas liberdades criativas.

Enfim, como já disse aquando de O Homem de Constantinopla, é uma saga que vale a pena ler. E as descrições que são feitas dos ambientes, dos locais, dos costumes da época... imperdível.