quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Novidade: Sem Rasto, de K. L. Slater

Depois da publicação do sucesso «A Salvo Comigo», a Topseller publica o novo livro de K.L. Slater, «Sem Rasto».

Uma história tantas vezes repetida, o desaparecimento de uma criança, sem pistas nem suspeitos, onde todos culpam a mãe. Mas esta garante estar inocente.

Será mesmo assim?

Sinopse:
Para Toni, Evie é a coisa mais importante do mundo

Quando perdeu o marido na guerra, Toni tomou medidas para começar tudo de novo e dar à filha, Evie, uma vida melhor. Mudou-se para uma cidade diferente, arranjou um novo emprego e mudou a filha para outra escola.

Mas há coisas más que não param de acontecer

O recomeço está a ser difícil. Evie não gosta da escola, os vizinhos têm antecedentes criminais e a nova chefe é terrível. Para conseguir lidar com tudo isto, Toni começa a abusar de sedativos.

Quando fecha os olhos, as horas desaparecem e o descanso torna-se possível. É quando algo terrível acontece.

E agora Evie desapareceu

Ninguém sabe onde Evie está e não há pistas, nem suspeitos. Toda a gente culpa Toni, que rapidamente é vista pela opinião pública como uma mãe irresponsável e toxicodependente. Mas ela tem a certeza de não ter feito nada de errado. Ou será que fez?

«É brilhante e muito inteligente. Recomendo-o vivamente!» 
B. A. Paris, autora bestseller internacional

 Sem Rasto é uma edição Topseller (17,69€ | 320 pp.) 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Lido: Não me deixes, de Gilly Macmillan

Não me deixes foi o 10.º livro, lido em 2018 (só faltam 30, par completar o "2018 Reading Challenge" do Goodreads.

Perturbador e incómodo são as duas palavras que mais depressa consigo encontrar para descrever este livro. Rachel vai passear com o seu filho, Ben, de oito anos, e o cão, ao bosque onde vão frequentemente. Ben pede-lhe para ir à frente, ao parque infantil, enquanto Rachel ouve uma mensagem de voz da irmã e responde-lhe com nova mensagem. Dois minutos foi quanto demorou. Quando chega ao trilho que vai dar aos baloiços, Ben não está lá.
Rachel procura-o até que o desespero se apodera dela: onde está Ben???

O livro mostra ao leitor toda a investigação inerente ao desaparecimento da criança. Temos os capítulos de Rachel. Temos os capítulo de Jim, detetive encarregado da investigação. Temos "intervalos" com sessões com a psiquiatra que segue Jim, após tudo ter terminado...

Não me deixes tem um ritmo elevadíssimo e nunca diria que é o livro de estreia de Gilly Macmillan... já li muitos policiais e este deixou-me agarrada até à última página. Ben aparece? Ben morreu? Quem o raptou?

Assistimos ao declínio de Rachel que, sabemos desde as primeiras páginas, ser completamente inocente. Contudo, há medida que os dias passam e que Ben não aparece, a justiça popular aponta os dedos à mãe. Mas, às páginas tantas, a chispa da dúvida consegue atingir-nos mesmo sabendo que ela nada teve a ver com este desaparecimento.

É um livro de 2015, com mais de 450 páginas... não é pequenito, não! Mas merece a pena ser lido.

Sobre a autora:
Gilly Macmillan cresceu em Swindon, no Wiltshire, e viveu os últimos anos da adolescência no Norte da Califórnia. Estudou História de Arte na Universidade de Bristol e no Courtauld Institute of Art, em Londres. Trabalhou na Burlington Magazine e na Hayward Gallery antes de constituir família.
Desde então, dá aulas de fotografia em part-time e é mãe a tempo inteiro. Gilly vive em Bristol com o marido e os três filhos. Não Me Deixes é o seu primeiro romance.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Lido: Deixa-me Odiar-te, de Anna Premoli

Já não me lembro da última vez que isto me aconteceu: ler um livro num único dia. #hojefoiodia

Através do Clube do Autor, tive a oportunidade de ler Deixa-me Odiar-te que, numa altura "normal", não seria a minha primeira escolha. Mas, depois de três livros emocionalmente muito pesados - O Último Cabalista de Lisboa, Os Loucos da Rua Mazur e Antes de Sermos Vossos - precisava de algo mais leve e divertido.

Deixa-me Odiar-te foi uma excelente opção. O plot é simples: Ian e Jenny trabalham no mesmo banco há sete anos. Cinco desses anos debaixo de uma tempestade constante. Odeiam-se. Jenny, a meio de uma discussão, deu-lhe um murro e partiu-lhe o nariz. E atenção: Jenny descende de uma das famílias mais pacifistas à face da Terra.

Ian é um aristocrata. Conde, e futuro marquês e futuro duque... toda uma ascendência mais pura do que a própria família real britânica. Habituado a ter os seus desejos concretizados e a sair com as mais belas mulheres...

Até que, são obrigados a trabalhar juntos num projeto. Todo o escritório fica em sobressalto: como vai ser? A primeira reunião de ambos é desastrosa e são chamados pelo chefe: ou se entendem pelo bem comum ou procuram um novo emprego.

Depois de uma série de mal-entendidos, Ian sugere que Jenny se faça passar por sua namorada... e tudo descamba a partir daí.

Descontraído e divertido, numa escrita despretensiosa, simples e agradável. Completa a 100% a função a que se propõe. A determinada altura, certas ações e certas tiradas da protagonista, Jenny, pareceram-me a roçar o repetitivo e quase colocadas à força - o que, confesso, já me começava a irritar na personagem... mas foi a opção da autora - e quem sou eu para pôr em causa uma opção?!

Este é um livro mais do que recomendado para um fim-de-semana tranquilo de sol, para se ler numa esplanada, ou numas mini-férias. A Páscoa está quase-quase aí... é de aproveitar!

Sobre a autora:
Anna Premoli é uma autora bestseller. Começou a escrever como forma de aliviar o stresse e tem já vários romances publicados. Deixa-me Odiar-te foi o seu primeiro romance, que começou como fenómeno na internet e acabou consagrado com o Prémio Literário Bancarella (2013).

(este é o 9.º livro que leio desde o início do ano... no Reading Challenge do GoodReads apostei que leria 40, até ao fim do ano... vejamos)



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Lido: Antes de Sermos Vossos, de Lisa Wingate


Saída de Emergência - http://www.saidadeemergencia.com/produto/antes-de-sermos-vossos/

Sou mãe. Tenho um filho com quase 5 anos. Este livro, que agora terminei, deixou com ânsias de agarrar o meu menino e nunca mais o largar.

Antes de Sermos Vossos é baseado em factos verídicos... o que me deixou ainda pior! Imaginem o cenário: deixam os vossos filhos irem para a escola. Ao fim do dia, eles não regressam. Na escola, dizem-vos que as crianças nunca lá chegaram. Ninguém sabe onde estão... desapareceram sem deixar rasto.

É mais ou menos isto que aconteceu entre os anos 20 e os anos 50, nos Estados Unidos... Georgia Tann foi a responsável por um dos maiores escândalos de adopções ilegais de que há memória: crianças que eram raptadas das suas famílias e vendidas a famílias endinheiradas dos EUA.
E foi este caso gravíssimo que deu origem a este Antes de Sermos Vossos, que tive a possibilidade de ler, graças à cortesia da editora Saída de Emergência.

A história acompanha duas protagonistas: May, que narra os acontecimentos em 1939, e Avery, nos dias de hoje. O livro tem o ritmo certo e os capítulos são intercalados: ora fala M
ay, uma (agora) idosa num lar de 3.ª idade, ora fala Avery, a jovem filha de um abastado senador americano. O que une estas duas mulheres?

Excerto:
"Alguém me toca na mão e no pulso, dedos que me envolvem tão inesperadamente que recuo com um safanão, depois paro para não dar azo a uma cena. O aperto é frio e ossudo e tremente, mas surpreendentemente forte. Volto-me e vejo a mulher do jardim. Endireita as costas corcovadas e fita-me com olhos cor das hidrângeas lá de casa, em Drayden Hill — um azul suave e límpido com uma ligeira névoa em volta das extremidades. Os seus lábios pregueados tremem. Antes de recuperar o espírito, uma enfermeira vem buscá-la, agarrando-a com fi rmeza. 
— May — diz ela, dirigindo-me um olhar de desculpas. — Venha. Não devemos incomodar as nossas visitas. 
Mais do que me soltar o pulso, a mulher idosa agarra-se a ele. Parece desesperada, como se precisasse de alguma coisa, mas não consigo imaginar o que seja. Perscruta-me o rosto, esticando-se para cima. 
— Fern? — sussurra ela."

Podemos tirar tantas lições... e pensar que existem (ainda hoje, talvez!), pessoas que nunca souberam quem eram os seus verdadeiros pais, porque lhes foram, literalmente, arrancados?! É chocante!

Após 1950, o rebentar do escândalo obrigou à reforma das leis da adopção nos EUA. Tann, responsável também pela morte de cerca de 19 crianças, devido a negligência, nunca foi condenada, porque morreu, nesse ano, de cancro.

Aconselho, vivamente, a leitura de Antes de Sermos Vossos (que, de resto já havia falado aqui), de Lisa Wingate. Procurem nas livrarias já hoje, se puderem, e aproveitem o fim-de-semana para ler esta obra.

Deixo também os links:
da página da Wikipédia de Georgia Tann: https://en.wikipedia.org/wiki/Georgia_Tann

e de um caso real, de Devy Bruch, publicado em 2015: http://fayettewoman.com/legacy-devy-bruch-life-stolen-baby.html


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

1000 livros que temos mesmo de ler

Há poucos dias, uma ex-colega da faculdade enviou-me uma lista, com data de 2009, do jornal The Guardian com os 1000 livros que temos mesmo de ler.

Link: https://www.theguardian.com/books/2009/jan/23/bestbooks-fiction


Dei-lhe uma olhada, "na diagonal", reconheci algumas obras... mas depois, horas mais tarde, atentei naqueles nomes. Mil livros é muita "fruta". Copiei para um documento "word" e sublinhei a vermelho aqueles que já tinha terminado.

36. Daqueles 1000 livros "essenciais", li 36 completos. Há um ou outro que tenho dúvidas: os nomes parecem-me familiares, e procurada a sinopse também me pareceu conhecida, mas sem certezas. Aprendi, formalmente, a ler aos 6 anos. E em 29 anos de vida, já muitos livros me passaram pelas mãos - estaria louca se me lembrasse de cada um deles.

Havia por lá outros que comecei a ler e que não terminei. O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco, por exemplo, é um deles. Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole, é outro...

Na lista, havia nomes de livros que tenho - seja nas prateleiras, ou encaixotados no sotão ou na casa dos meus pais. O Velho e o Mar, de Hemingway, é o exemplo.

E depois, há outros que vi os filmes, mas nunca peguei nos livros. Alta Fidelidade, de Nick Hornby, ou O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, ou Parque Jurássico, de Michael Crichton - só para citar alguns dos mais conhecidos. Sem contar com os clássicos de Ian Fleming e o seu 007 (estão três histórias de Bond, nesta lista).

Ainda na categoria livros que viraram livros, tenho o filme 39 Degraus, mas ainda não o vi, sendo que é baseado na obra de John Buchan, com o mesmo nome.

Feitas as contas: 36 já lidos, 7 começados a ler e nunca terminados e, além destes, mais 9 que tenho. Posso, se quiser, e nas calmas, chegar aos 52 livros. Já só ficam a faltar 948, certo?! 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Novidade: Tempestade, de Marina Perezagua

Literatura de alto risco, inquietante, que põe ombro a ombro ideias hipnóticas, terríficas, resoluções devastadoras e momentos de uma beleza estranha e desarmante, os contos de Marina Perezagua, reunidos neste volume inédito, são pequenas explosões literárias.

Misturando o insólito, a violência, a beleza, a esperança, a crueldade e o desespero, apresentam, tão dura como ela é, a parte negra da experiência humana, sem limar arestas ou evitar faúlhas, mas também sem negar a possibilidade de redenção, o reencontro e o amor. Tradução assinada por Guilherme Pires.

Os vestidos, pesados de tanta agua que absorveram,arrastam para o fundo a infeliz mulher, e a morte interrompe o seu canto dulcissimo. «Matei-a», temo. A bela Helena jaz sobre a mesa do jardim. As aguas abriram-se a minha passagem. Estou vivo e seco. De uma vela cai uma pequena gota que arrefece sobre a sua palpebra. A tempestade acalmou-se, e oico um aplauso definitivo e profundo como um ultimo adeus. — in A Tempestade (pp. 21) 

Sobre a autora:
Marina Perezagua é uma escritora espanhola, nascida em Sevilha em 1978. Tem sido elogiada por leitores e críticos pela sua escrita extremamente visual e desconcertante, que a tornou uma voz única na literatura espanhola contemporânea. Tendo publicado inicialmente os livros de contos Criaturas Abisales (2011) e Leche (2013), foi o seu primeiro romance, Yoro, de 2015, que a converteu numa figura consensual entre a crítica. Os seus contos foram publicados em diversas revistas literárias, como Electric Literature, Granta (espanhola e britânica) ou Maaboret (em hebraico). É licenciada em História da Arte e doutorada em Filologia. Vive em Nova Iorque, onde ensina Espanhol na New York University e noutras instituições. É praticante de mergulho livre e, em 2015, percorreu a nado o Estreito de Gibraltar em menos de quatro horas.

Ficha Técnica: Tempestade, de Marina Perezagua (Ed. Elsinore | 240 pp| 17,69€)

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho

A acompanhar-me durante a aula de natação da minha cria
Este foi um livro que me ficou na retina, mal ouvi os primeiros murmúrios sobre ele. A ideia era simples: em Paris, no ano de 2001, Yankel, um velho livreiro cego, recebe uma visita inesperada - Eryk, o seu melhor amigo de infância.

Feito escritor famoso, também Eryk sofre com a idade e pede ao seu velho amigo ajuda para a escrita daquele que virá a ser a sua última obra, o livro que o irá redimir... o desafio é escreverem sobre a sua infância e o destino da aldeia polaca onde nasceram e cresceram, que durante a Segunda Guerra Mundial foi dizimada: primeiro, pelos russos e depois, pelas tropas alemãs.

Eryk estará sempre acompanhado da esposa Vivianne que, ao longo da narrativa, mostra saber mais desta viagem ao passado do que, inicialmente, pensamos.

A cidade estava literalmente dividida em duas: de um lado cristãos e do outro, os judeus. Um dia, com o pronúncio da vinda dos primeiros soldados, a vida daquelas duas comunidades - mantida por séculos de rancores - nunca mais viria a ser a mesma.

Não quero contar muito deste livro, confesso. É um "filho da mãe" de um livro. Caraças. Demorei... sei lá... menos de uma semana a lê-lo (?!). Prendeu-me de tal forma que só parei para respirar de tempos a tempos... e para clarear a garganta que parecia querer prender nela alguns soluços secos.

Terminei de o ler há instantes. Foi o tempo de o guardar na estante, pegar no portátil, abrir o Blogger e começar a escrever. Ainda o estou a digerir...

Os Loucos da Rua Mazur é um livro histórico - quase um documento -, é uma biografia, é um romance... e a escrita (?!)... a escrita é linda, é humana, é crua ao ponto de nos deixar indignados, arrepiados com as descrições.

Acabo de substituir Os Loucos da Rua Mazur por Perguntem a Sarah Gross, na minha lista de livros a ler.

No fim do livro, João Pinto Coelho escreve que os factos descritos foram inspirados em factos reais, o que nos deixa um amargo na boca e a sensação de ficarmos "sem chão" perante as traições e as atrocidades cometidas, por pessoas perfeitamente comuns contra os seus vizinhos. 

Os Loucos da Rua Mazur merece um reconhecimento claro dos leitores. Vale tanto a pena lê-lo, acreditem em mim!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Wishlist de aniversário

Daqui a uma semana (dia 23) faço 35 anos. São bué de anos, caraças! Para ficar feliz, neste dia, não preciso de muito, basta um destes livros :)
Selecionei apenas 10 - entre novidades e clássicos. Qualquer um destes livros podia ser uma boa prenda. Não que me façam falta - nada disso!! - mas, livros, nunca são demais!



1 - O Homem de Giz, de C.J.Tudor
Logo que li a sinopse, pensei "este livro tem de vir viver comigo". Seja dia 23, ou num qualquer outro dia, O Homem de Giz vai fazer parte da família.

2 - Uma Coluna de Fogo, de Ken Follet
É um livro que devia ser dois, tal é a espessura do bicho. Tenho de andar com ele dentro de uma mala de viagem, ou então limitá-lo à mesa-de-cabeceira... vou meditar sobre este assunto. Mas as críticas que leio dele são fantásticas. E um romance histórico fica sempre bem. E os meus Os Pilares da Terra estão a sentir-se sozinhos na prateleira.

3 - A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da, de Mark Manson
Se é para comprar um livro de "auto-ajuda", que seja este... definitivamente, este.

4 - Os Anagramas de Varsóvia, de Richar Zimler
Um amor antigo. Andamos, eu e Os Anagramas, a flirtar há séculos. Ainda não aconteceu chegarmos a vias de facto. Mas vai acontecer, não me chame eu Cristina Maria.

5 - Pecados, de Nuno Napumoceno
Para este livro... não tenho uma explicação a dar. É uma daquelas coisas que não sabemos muito bem como é que nasce. Mas ter escrito, na capa: "Thriller do Ano", deve ter contribuído.

6 - Apagar Estocolmo, de Jens Lapidus
Eu e os policiais nórdicos temos aquela cena... dêem-me um livro sueco, dinamarquês ou islandês e "apago" até ao próximo round.

7 - A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones
A primeira vez que vi este livro, fiquei fascinada com a  capa. Procurem na net ou numa livraria e vejam se não tenho razão. Tem uma magnificência qualquer que me faz olhar e continuar a olhar... quase como se fosse um íman.

8 - O Ministério da Felicidade Suprema, de Arundhati Roy
O Deus das Coisas Pequenas é, sem dúvida, um dos meus livros preferidos de sempre. Sempre que o leio, parece que é a primeira vez. Volto a descobrir a família, com os seus segredos... volto a sofrer as mesmas dores, mas continuo a amá-lo. "Cheira-me" que com O Ministério da Felicidade Suprema acontecerá o mesmo. E este título?! Não é brilhante?!

9 - Mataram a Cotovia, de Harper Lee
Não vale a pena falar muito deste, pois não?!

10 - 1984, de George Orwell
Outro enorme clássico da literatura. Li algures que devia ser de leitura obrigatória. E como nunca o li, acho que está mais que na hora.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Novidade: Leituras para Um Século

Livro da autoria de João Caraça, Gustavo Cardoso e Sandro Mendonça

Leituras para Um Século reúne um conjunto de crónicas que defendem esta e outras ideias: a de que podemos influenciar activamente o mundo que nos rodeia através dos livros que escolhemos ler; a de que podemos transformar-nos a nós mesmos se lermos determinados livros; a de que o universo e o nosso entendimento sobre ele se expandem quando tomamos contacto com certas ideias de certos pensadores (filósofos, biólogos, políticos, cientistas sociais, romancistas, entre outros).

«O mundo compreende-se através da leitura de livros — mesmo na Era da Informação e da sociedade em rede. E este é um livro sobre livros, que procura responder a uma inquietação eterna: como perceber o mundo em que vivemos, moldá-lo e vivê-lo?»

Para ver o interior: clique aqui





segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O Último Cabalista de Lisboa, de Richard Zimler

Terminei, esta madrugada, O Último Cabalista de Lisboa. Andava há que séculos para ler qualquer coisa de Richard Zimler. Ouço, com frequência, elogios à sua escrita, mas ainda não tinha surgido a oportunidade.

Mas, as oportunidades somos nós que as criamos e foi assim que acabei por comprar O Último Cabalista de Lisboa (1996). Esta obra não é apenas um romance histórico, mas também não é apenas um thriller... é um bocadinho de tudo isto e muito mais.

Richard Zimler é um escritor muito inteligente e isso nota-se em cada linha. Na nota de autor deste livro, Zimler diz-nos que este é um exercício de tradução de obras, assinadas por Berequias Zarco, que teriam sido encontradas algures em 1990.

Estamos em 1506, nas vésperas da celebração da Páscoa. Em Lisboa, os cristãos, instigados pelos dominicanos, encetam uma perseguição e um autêntico extermínio dos judeus/cristãos novos, no Rossio, por os considerarem responsáveis pela seca e pela peste.
Milhares de judeus foram mortos, queimados; muitos, eram decepados e os corpos, literalmente, atirados aos animais.
Berequias (nome cristão, Pedro) Zarco, é um jovem estudante da Cabala. Durante os motins, encontra o tio (e mestre) morto, ao lado da uma jovem desconhecida. Ambos estão completamente nus. A cave - a sinagoga secreta da família - onde se encontravam os corpos estava fechada.
E mais, um texto em que o Mestre Abraão trabalhava, desapareceu. Poucos eram aqueles que conheciam aquele local: apenas quatro ou cinco pessoas - os iniciados nos mistérios da Cabala. E é deles que Berequias suspeita; um deles é o traidor e assassino!

Com este livro, conhecemos uma Lisboa quase desconhecida. A Lisboa do século XVI, em que a religião berrava aos ouvidos dos desesperados. Ao mesmo tempo, conhecemos os preceitos judeus, sentimos os cheiros e percorremos com Berequias pelas ruas e vielas desta Lisboa tão estranha, mas tão familiar, ao mesmo tempo.

Fiquei fascinada; quero muito continuar a ler Richard Zimler e O Último Cabalista de Lisboa mais do que confirmou esta minha vontade!

Este foi o 6.º livro que li (este ano), e quase arrisco a afirmar que será, certamente, uma das melhores leituras de 2018.