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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Novidade: História a História – África, de Fernando Rosas

Do início sangrento da guerra colonial em Angola ao que resta das «aldeias portuguesas» no colonato do Limpopo; da revolta da população branca de Lourenço Marques contra os Acordos de Lusaca à histórica barragem de Cahora Bassa; da «Operação Mar Verde», desastroso ataque à Guiné Conacri, ao campo de concentração do Tarrafal; da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa e Coimbra, onde se reacendeu a chama da libertação das nações sob domínio colonial, ao dramático retorno a Portugal de 500 a 700 mil colonos brancos de Angola e Moçambique: Fernando Rosas revisita os lugares simbólicos das antigas colónias africanas portuguesas, e assim recontextualiza polémicas, e discute os momentos decisivos da guerra e os efeitos sociais da queda do regime.

«História a História – África» condensa décadas de investigação e compõe um grande fresco sobre a época mais conturbada do século XX português.

Sobre o autor: 
Fernando Rosas nasceu em Lisboa em 1946. É professor catedrático jubilado no Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e foi presidente do Instituto de História Contemporânea da mesma faculdade. Desenvolve o seu percurso académico sobretudo em torno da História Contemporânea e da História de Portugal no século XX. Foi membro do conselho de redacção da revista «Penélope — fazer e desfazer a História», e director da revista «História».
Entre as obras que publicou contam-se: «Salazar e o Poder — A arte de saber durar» (Prémio PEN Ensaio 2012); «Lisboa Revolucionária»; «História da Primeira República Portuguesa» (com Maria Fernanda Rollo); «Estado Novo e Universidade — A perseguição aos professores» (com Cristina Sizifredo); «História e Memória»; «Estado Novo nos Anos Trinta —
Elementos para o Estudo da Natureza Económica e Social do Salazarismo (1928-1938)»; coordenação de «Portugal e o Estado Novo (1930-1960)», vol. XII; «Nova História de Portugal» (dir. Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques); «Estado Novo» (1926-1974), vol. VII; «História de Portugal» (dir. José Mattoso); «Portugal Século XX: 1890-1976: Pensamento e Acção Política»; «A Transição Falhada: o Marcelismo e o Fim do Estado Novo: 1968-1974» (coord. com Pedro Aires Oliveira). Tem livros e artigos publicados em Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos da América e Brasil. Em 2006, foi condecorado pelo presidente da República com a Ordem da Liberdade.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Novidade: A Vítima Tem Sempre Razão?, de Francisco Bosco

Num processo de radicalização política crescente, o debate público tomou as redes sociais e ganhou novas vozes, como os movimentos negros ou feministas. Contudo, esta democratização instaurou, junto a um sentido fundamentalmente justo, um ambiente marcado pelo autoritarismo e por perspectivas rígidas e esquemáticas da experiência social. 
Francisco Bosco investiga as ideias e os métodos dos movimentos identitários, e não se esquiva a polémicas recentes — os blocos de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo que, em 2017, deixaram de tocar clássicos da música brasileira por serem considerados preconceituosos; a mulher branca acusada de apropriação cultural por usar turbante —, razão pela qual este livro provocou ele próprio reacções extremadas no Brasil.

"Unidas todas por um ideal qualquer, as pessoas agem como um enxame de abelhas atacando moralmente um indivíduo identificado como tendo cometido um crime contra esse ideal. Crime, aliás, nem sempre real, e quase sempre desproporcional à sua punição." - in Introdução




Sobre o autor:
Francisco Bosco nasceu no Rio de Janeiro em 1976. É ensaísta e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor e conferencista, foi colunista do jornal O Globo e presidente da Fundação Nacional de Artes do Brasil. Publicou os livros «Orfeu de Bicicleta», «Alta Ajuda» (Tinta-da-china, 2015 e 2013), «Banalogias», «E livre seja este infortúnio», «Dorival Caymmi» e «Da amizade».