quarta-feira, 26 de junho de 2019

Lido: O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Zafón

Estou a sentir que estou a ir demasiado depressa na leitura desta saga. Só falta um para terminar, e não sei se o meu pobre coração aguenta. 

O Prisioneiro do Céu não foi o meu preferido da saga dos Cemitérios Esquecidos. A Sombra do Vento, até ao momento, está nos píncaros. Senti que, apesar de responder a muita coisa, este livro está uns quantos pontos abaixo dos livros anteriores. Parece ter sido escrito um pouco depressa demais, e sem tanto cuidado nos detalhes como A Sombra do Vento ou O Jogo do Anjo. 

Voltamos à família Sempre. Daniel continua a ajudar o pai, na livraria. Casado com Bea, têm um bebé. Fermín está prestes a casar com Bernarda. Tudo parece bem. Até que o passado de Fermín volta para o atormentar. 

Num dia em que se encontra sozinho na livraria, Daniel recebe uma estranha figura que compra um exemplar - caríssimo - de O Conde de Monte Cristo e o manda entregar, acompanhado de uma nota misteriosa, ao próprio Fermín. 

Esse facto alarma Fermín que fica ainda mais esquivo e preocupado do que antes. Até que Daniel o obriga a falar e descobre coisas incríveis que envolvem a morte da sua mãe, David Martín, protagonista de O Jogo do Anjo, Fermín e uma figura proeminente do Governo espanhol.

Como disse antes, este livro parece ter sido um bocado a despachar, contudo, não perdeu aquela aura de fantasia gótica dos livros anteriores. Claro que esse momento está reservado para quando entramos no Cemitério dos Livros Esquecidos, que voltamos a visitar nesta obra. Espero, com todas as minhas forças, que as pontas que ficaram desatadas conheçam um encerramento em O Labirinto dos Espíritos. 

Daqui a algum tempo, irei certamente comprar a saga, já que tenho lido os livros da biblioteca (excepto o 1.º que foi em ebook). Recomendo vivamente que façam o mesmo. Conselho de amiga. 

terça-feira, 25 de junho de 2019

Lido: Um Trono Negro, de Kendare Blake

Estou ligeiramente atrasada na publicação dos meus livros lidos. Tenho neste momento, duas postagens em atraso, portanto... aqui vai uma e amanhã sai a outra (fica já programadinha, como manda a Lei do Senhor, para não voltar a acontecer).

A verdade é só uma: esqueci-me. Completamente. Entre trabalho, preparar as coisinhas para a festa de final de ano do Henrique, a ida à Feira do Livro, organizar (minimamente) as leituras das semanas seguintes... etc, etc, etc...
nem sequer tirei foto!

* * *

Na segunda parte da obra que que começou com "Três Coroas Negras", voltamos a seguir as trigémeas, após a cerimónia que deu início à Aceleração.

Katherine, considerada por muitos, a rainha mais fraca, de repente, re-surge com uma força inimaginável. Arsinoe que, no livro anterior, descobriu possuir outro dom, está a trabalhar para conseguir dominar a melhor forma de vencer as irmãs. Mirabella, antes considerada a rainha com melhor hipótese de ganhar o trono, descobre que há uma conspiração contra ela - dentro da sua própria casa.

A rainha envenenadora pretende livrar-se a todo o custo das irmãs e coroar-se, mas vai enfrentar a oposição de Arsinoe e Mirabella que, ainda assim, acham que é possível haver uma rainha sem haver mortes.

Foi outra leitura fabulosa. Estou a adorar seguir esta saga. A escrita de Blake é muito fluída e a história está muito bem construída; nota-se que foi pensada ao detalhe. Mesmo as personagens secundárias, como Jules, Petyr, Billy ou Joseph... assumem papéis importantíssimos no desenrolar da trama, não se "sujeitando" a simplesmente ver a ação passar à frente deles.

Foram as 5 estrelas mais fáceis de dar, de sempre. As expetativas para o próximo volume são muito altas.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Lido: O Templo de Borkudan, de Helder Martins

Há umas semanas, fui contactada, através do Instagram, pelo autor. Perguntou-me se gostaria de receber um exemplar do seu livro "O Templo de Borkudan - Crónicas de Tellargya" (2013), o primeiro de uma trilogia. Por se tratar de um autor nacional, a dar os primeiros passos, aceitei a oferta. Terminado o livro, passo a escrever a minha opinião, em duas partes distintas: história e forma.

1.ª parte: a história
Não conheço o Helder, nem alguma vez, tinha ouvido falar deste livro. Helzar é um jovem mago, que frequenta uma Academia de artes arcanas, e possui poderes que, na maior parte das vezes, não são reconhecidos pelos seus pares. Tem uma vida muito monótona, até ao dia em que conhece um dragão. Batiza-o de Drinus, pois este ser, não tem qualquer memória, nem sequer do seu próprio nome. Durante cerca de três anos, Drinus é o pequeno segredo de Helzar.
Um dia, a aldeia em que vive é completamente queimada. Muitos dos seus habitantes são mortos, ou acabam por morrer devido ao incêndio. Entre as vítimas, está a mãe de Helzar... assassinada às mãos de Tunnroch.
Para salvar a irmã, Helzar informa Drinus que têm de ir ao Templo de Borkudan, supostamente buscar um mapa que lhes indicará que direção tomar. Mas, a jornada é tudo menos simples, e a chegada ao mítico Templo revelará segredos inimagináveis.
A ideia de uma aventura épica, num mundo em que a magia e a permanente luta entre o bem e o mal são protagonistas agrada-me muito.
O livro é pequeno - 185 páginas - e tem de tudo: partes muito interessantes e rápidas e outras um pouco mais lentas, mas a parte final - as últimas 35/40 páginas são muito sumarentas e fizeram-me querer ir à 2.ª parte. Fiquei com água na boca para saber... só para dar dois exemplos... as origens de Drinus, ou a importância dos poderes de Helzar num mundo de magia.

2.ª parte: a forma
Detetei várias gralhas no livro. Não sou escritora, nem tenho pretensões de o vir a ser. Não conheço o processo criativo que cada autor, nem quais os passos a dar para publicar um livro, mas claramente, o trabalho de revisão deste livro foi colocado num plano secundário - o que é uma pena, porque esta história merecia um bocado mais de esforço por parte da editora (partindo do princípio que seria a editora a entidade responsável por esta parte).
Sou também uma doidinha das vírgulas. Se tivesse sido eu a rever o escrito, tinha sugerido mais um milhão delas. Fizeram-me falta em alguns parágrafos mais longos.

Nota extra: adorei a capa. O segundo volume da trilogia, A Asa da Consequência (2016), também tem uma capa muito bonita.

Sobre o autor:
(retirado do site da Chiado Books)
Helder Manuel Carreira Martins nasceu a 10 de Março de 1986, no Barreiro e reside em Alhos Vedros, concelho da Moita do distrito de Setúbal. A sua formação profissional, no âmbito das Técnicas de Apoio à Gestão, não impede que seja um apaixonado pelo mundo fantástico. O Templo  de  Borkudan  é  a  sua  primeira  experiência  nesta área,  depois  de  ter  tido  um início como hobbie.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Lido: O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón

Como explicar esta situação? Li este livro em dois dias. Assim mesmo. Decidi, na minha última visita à biblioteca, na passado dia 30 de maio, trazer o 2.º livro da saga do Cemitério dos Livros Esquecidos e comecei logo a ler.

Na 6.ª feira, não tinha muito trabalho, e li mais. Irritei-me durante a tarde - com questões que nada têm a haver com livros e leitura - e para ver se a neura passava, li mais um bocado. E quando dei por mim, já tinha ultrapassado o meio. No sábado, depois de alguns afazeres, estive a ler. E mais um bocadinho antes de dormir. E era quase 1 da madrugada quando pensei que, talvez, fosse boa ideia deitar-me... a faltarem 20 páginas para o final. Terminei no domingo, dia 2 de junho, obviamente.

(Entretanto, este post já está a sair tarde e más horas, porque, mais uma vez, a vida e o trabalho intrometem-se no meio das minhas leituras)

O Jogo do Anjo não é uma continuação de A Sombra do Vento. Funciona, sim, como uma prequela, já que os acontecimentos são anteriores aos do 1.º livro da saga. São livros independentes. Não é necessário ler um para entender o outro, mas complementam-se e partilham personagens e o ambiente fantástico e gótico de uma Barcelona, no início dos anos 20, do século XX.

A escrita de Zafón é irrepreensível. Não há uma vírgula fora do lugar. Não há uma rua que não tenha saída.

Neste livro, que, como já disse, é anterior aos acontecimentos de A Sombra do Vento, conhecemos David Martín, um jovem e desconhecido escritor, que trabalha num jornal barcelonês, a fazer trabalhos de pouca montra. Um dia, é desafiado a escrever um texto ficcionado para o jornal onde trabalha e aí se nota o seu talento para a escrita.

Martín é muito ajudado por Pedro Vidal, um homem bastante rico, filho do principal accionista do jornal e pretenso escritor. Nesta obra, conhecemos também Cristina, filha do motorista de Vidal. Um dia, David é contratado para escrever um conjunto de obras, mas sob pseudónimo: A Cidade dos Malditos, um conjunto de escritos de crime e terror, que colhe bastante sucesso e lhe permite uma vida mais cómoda.

David descobre, entretanto, que tem uma doença terminal. Sem esperança, é contactado por uma estranha figura, Andréas Corelli, que, em troca pela sua saúde, o desafia a escrever um livro que irá revolucionar todo o Mundo.

Como não podia deixar de ser, nada é tão linear e tão simples como parece à primeira vista. O livro termina já depois do nascimento de Daniel Sampere - o protagonista de A Sombra do Vento. O avô dele é um dos grande aliados de David, como veremos ao longo da obra.

Adorei. Zafón é um daqueles nomes da literatura que quero conhecer mais e melhor.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Lido: A Filha da Profecia, de Juliet Marillier

Desta vez, a maratona literária levou-me a "passear" com uma autora oriunda da Nova Zelândia. Mas não foi uma viagem nova: já tinha lido os dois primeiros da trilogia Sevenwaters.


Em A Filha da Profecia, continuamos, portanto, a viagem mística e fantástica iniciada com Sorcha, e continuada no segundo volume com a sua filha Liadan. A protagonista deste volume é Fainne, sobrinha de Liadan (e neta de Sorcha). Fainne é educada fora do ambiente de Sevenwaters e afastada de todos os conflitos que envolvem os bretões; a jovem apenas conhece o ambiente de Kerry, onde reside apenas com o pai, o ex-druida Cíaran, ele próprio filho de Sevenwaters.

Assistimos ao regresso de Lady Oonagh, a feiticeira responsável pelos eventos do primeiro volume, e somos envolvidos numa história de contornos ainda mais envolventes do que nos primeiros livros, na minha opinião.

A determinado momento voltamos a Sevenwaters - contudo, não é lá que se passa a maior parte da ação - mas não deixamos de nos sentir aconchegados, como quando regressamos ao nosso quarto de infância. O líder de Sevenwaters é Sean, irmão gémeo de Liadan, e por só ter filhas, aquele domínio está prometido a Johnny, filho de Liadan e Bran - cuja concepção e nascimento acompanhámos no 2.º volume.  Johnny é um guerreiro nato e o líder que os tempos conturbados precisam.

Temos, tal como nos outros livros, um romance. Aqui, o nosso par é Darragh, um jovem nómada, cuja família, costuma acampar em Kerry, durante o Verão. A ligação desta família a Sevenwaters é subtil, mas existe.

Fainne é uma protagonista forte, mas, ao mesmo tempo é algo insegura do alcance dos seus poderes. Pessoalmente, acho que este livro é ainda melhor do que os anteriores. A presença da magia é mais forte, e o enredo mais complexo. O final é fabuloso.

Não creio que vá avançar para a segunda trilogia. Segundo ouvi e li, não está ao mesmo nível desta e prefiro uma excelente experiência, a uma média ou menos boa.

Livro 1 - A Filha da Floresta
Livro 2 - O Filho das Sombras

Uma trilogia "despachada" em três meses. A ânsia era muita, pelos vistos...

Citação escolhida:
" (...) aprendi que um bretão e um irlandês derramam o mesmo sangue e sentem a mesma dor. O dia mostrara-me que a guerra traz ao de cima tudo o que há de mais bravo num homem. Ela deixa que a sua coragem brilhe. Em tempos de conflito, um homem simples pode tornar-se num herói."

sábado, 25 de maio de 2019

Lido: As aventuras de Tom Bombadil, de J.R.R. Tolkien

Não adorei. Tenho de ser honesta, senão não estou aqui a fazer nada.

Metade do livro são poemas - a parte mais penosa, para mim. E a outra metade são três pequenas novelas, que, sem dúvida, gostei muito mais.

Tentei intercalar, mas cada vez que começava a ler um poema, desatava a bocejar, independentemente das horas do dia.

As novelas - O Ferreiro de Wootton Major, O Lavrador Giles de Ham e A Folha de Niggle - foram uma leitura muito mais agradável, e dentro daquilo que estava à espera.

A primeira passa-se em Woottoon Major, uma pequena localidade, que tem um hábito a cada 24 anos: reúnem todas as crianças de uma determinada idade e é-lhes servido um bolo especial, em que cada criança recebe uma pequena prenda. Numa dessas ocasiões, uma das crianças recebe (por engano?? - quem sabe?!) uma estrela mágica que revoluciona toda a sua vida e as próximas gerações da sua família.

O Lavrador Giles de Ham é um pouco parecida com a história do Alfaiate Valente: um lavrador que, erradamente, é considerado um herói por ter afugentado um gigante, é chamado para livrar a vila de um dragão. Plot twist no final.

Sobre o último conto, A Folha de Niggle: Niggle é pintor e, ao mesmo tempo, uma pessoa que não é capaz de dizer "não" a qualquer pedido que lhe seja feito. Um dia, a meio de uma grande obra, é levado para um local desconhecido e a sua resistência é posta à prova. Outro plot twist no final. Mais ou menos, vá...

As 4 estrelas que dei foram, essencialmente, por causa dos contos / novelas.  Como disse antes, logo no início, não adorei este livro, mas gostei - foi uma leitura muito interessante, e onde consegui distinguir aquelas coisinhas que fazem de Tolkien a grande referência na literatura de fantasia. Aquelas subtilezas onde o nosso amigo George R.R. Martin (entre outros) foi beber.

Ressaca de Games of Thrones - o que fazer?

Terminou uma saga de nove anos. Quase uma década de investimento do meu tempo. Consultando os meus arquivos deste blogue, vou fazer um pequeno resumo da minha história com As Crónicas de Gelo e Fogo e George R.R. Martin. E não, não me vou pronunciar acerca do final escolhido pelos argumentistas da série.

A série começou em 2011. No Natal de 2013, já com 3 temporadas de série, o meu excelso companheiro ofereceu-me a box da Saída de Emergência, com 10 livros em versão de bolso (correspondente, mais ou menos a metade da edição em tamanho "normal" - ou seja, os primeiros 5 livros da edição portuguesa).

Li todos durante o ano de 2014, bem como mais 4 em formato "normal" emprestados por um primo. Apenas em junho de 2015, li o 10.º livro Os Reinos do Caos e terminei assim a minha incursão por Westeros e os Sete Reinos, numa altura em que os livros estavam adiantados em relação à série.  Por esta altura, George R.R. Martin deixou também de escrever os guiões da série.

Algures pelo meio, li "Um Sonho Febril" de Martin, um registo totalmente diferente, mas também muito bom.

Entretanto, a série foi avançando e livros nada.

No Natal de 2018, o meu excelso companheiro ofereceu-me a 1.ª parte do livro "Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen", também assinado por George R.R. Martin, que despachei numa penada. Em fevereiro deste ano, a Saída de Emergência gentilmente cedeu-me a 2.ª parte deste livro, que adoçou a semana do meu aniversário.

Algures este ano, comprei a 2.ª parte da box em formato de bolso, para completar a coleção.

Basicamente, é isto: 18 livros e 9 anos de série. Estou com calafrios só de pensar como será a minha 2.ª feira, sem ter qualquer alternativa a Westeros.

O autor, desde 2012, que tem vindo a apontar datas para a publicação do 6.º livro da saga "The Winds of Winter". Entretanto, parece que desistiu de auto-impor deadlines, e agora seja o que Deus quiser. Há rumores que ele terá dito que estará na WorldCon na Nova Zelândia, em julho de 2020, com o livro nas mãos e que o 7.º e último livro, "A Dream of Spring" sairá logo depois. Veremos...

Mas a pergunta que se impõe é: o que fazer agora? Para julho de 2020, ainda faltam cerca de 13 meses. E depois esperar até à publicação da edição portuguesa, porque a minha pessoa é um bocado naba a ler todo um calhamaço em inglês... isto vai rondar, no total, cerca de um ano e meio (arredondando para baixo).

Nota-se muito que estou a ficar ansiosa? Mas, perguntam vocês: afinal de contas, Cristina Maria, o que vai tu fazer? Para já, o meu plano é o seguinte - às segundas, à noite, vou ler, durante cerca de 1h, As Crónicas de Gelo e Fogo, desde o início. Sem ultrapassar, 1h30 - que foi o tempo máximo de um episódio da série.

Começo a 27 de maio, e com o volume I de "A Guerra dos Tronos".

As minhas duas boxes - a 2.ª ainda envolta em plástico :\

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Próximas leituras

Estou bastante entusiasmada com as minhas próximas leituras. Tenho lido bastante, e quase sempre coisas que me têm dado prazer. E felizmente, que vou conseguindo inserir em projetos e maratonas que andam por aí.

Neste preciso momento em que estou a escrever este texto, tenho ainda em mãos o último livro da trilogia Sevenwaters, da Juliet Marillier. E, como entretanto, terminei Quando Lisboa tremeu, já estou pronta para ir apresentando os meus companheiros das próximas semanitas.


Comecemos com Tolkien. As Aventuras de Tom Bombadil será a minha 2.ª estreia (??!!) deste autor. Li, há muitooooossss anos, A Irmandade do Anel. Há tantos que nem me lembro. 

Além de fazer parte do meu projeto pessoal de conhecer J.R.R. Tolkien (comprei no início do ano a trilogia do Senhor dos Anéis, e pretendo também comprar O Hobbit, e este, se gostar muito), As Aventuras de Tom Bombadil serão para integrar no projeto da Isa, do blogue e canal, Jardim de Mil Histórias, "Ler + Biblioteca"

Como é linda a puta da vida, de Miguel Esteves Cardoso é para ler, algures, em junho, no âmbito do projeto da Patrícia Rodrigues, do blogue e canal O Prazer das Coisas, Lusiteratura. As categorias para o mês de junho são "livro escrito por um homem" e "clássico português". Tenho Saramagos ainda por ler, e um Lobo Antunes, mas estou mais inclinada para o MEC. Este livro já cá mora desde 2013/2014, sensivelmente, e nunca o li. Sei apenas que são crónicas que ele escreveu para o Público. 

E, terminando, a descrição dos livros da foto: As Noites das Mil e Uma Noites, de Naguib Mahfouz. Funny story - para a maratona da Volta ao Mundo, havia escolhido o Khaled Housseini para a categoria "países árabes". E aqui está a parte engraçada: o Afeganistão não é um país árabe. Malditos americanos que, com a mania, de bombardearem tudo, acabam por estragar a geografia de uma pessoa. Ali, num cantito do lado este (sensivelmente, mais metro, menos metro), o Afeganistão, por acaso, até tem fronteira com... a China. É um país asiático, meus amigos. E ninguém teve a hombridade de me chamar a atenção. Assim, fui dar uma nova volta aos meus livros, e encontrei este, que, por acaso, até contribui para o meu projeto pessoal de ler mais Nobel da Literatura - 1988. 
Agora não há confusão: Cairo, no Egito = país árabe. 

Quero ler também o 2.º volume de O Conde de Monte Cristo e o 2.º volume da trilogia das Três Coroas Negras. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

Lido: Quando Lisboa tremeu, de Domingos Amaral

Há muito que estava interessada em ler Domingos Amaral. Não me perguntem porquê. Os títulos dos livros dele são sempre muito interessantes, e aborda diversos temas da História, seja ela mais contemporânea, ou não. 

Então, quando a Patrícia Rodrigues lançou o vídeo das categorias de maio do projeto #Lusiteratura, depois de muito pensar, optei por este Quando Lisboa tremeu. A premissa era simples: durante o terramoto de 1755, em Lisboa, um grupo de sobreviventes acaba, devido à força das circunstâncias, formar um grupo muito pouco comum. 

Temos Santamaria, um pirata, acompanhado pelo seu companheiro árabe, duas freiras, um rapaz de 12 anos que acredita à viva força que a sua irmã gémea continua viva debaixo dos escombros da sua casa, e um comerciante inglês. 

Todos eles procuravam algo mais das suas vidas, e o terramoto - e o caos que se seguiu - permitiu que tivessem a oportunidade de encontrar esse "algo mais". E, de alguma forma, as suas vidas estão ligadas entre si. 

Dei-lhe 3 estrelas. Não é um mau livro, atenção. Lê-se bem, confirma-se que Domingos Amaral sabe trabalhar com as palavras, tem uma linha de imaginação muito interessante, mas sinto que faltou qualquer coisa, que se perdeu qualquer coisa, entre as idas e vindas dos personagens. 

Uma coisa que me fazia revirar os olhos, confesso, eram as linhas de diálogo das personagens. Uma das freiras falava com sotaque do Norte, havia - de tempos a tempos - outra personagem brasileira, o inglês misturava o português com a sua língua nativa, o árabe não conjugava verbos... por isso, sim, as linhas de diálogo eram um autêntico "corta-entusiasmo". 

Irei, certamente, ler mais Domingos Amaral, e espero, muito sinceramente, que este pormenor que considero um erro estratégico, não se replique. Entendi a intenção dele, mas não gostei. E por causa disso, Quando Lisboa tremeu não irá ser um livro que considere memorável. 

Leitura simpática, sim. Tema interessantíssimo, sem dúvida. Mas encanitei com as falas. Condenem-me!

Esta foi a minha 41.ª leitura de 2019. Tinha posto 45 livros como meta para este ano, no Goodreads Reading Challenge, mas, entretanto, já editei este número e apontei as baterias para os 60. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Lido: O Conde de Monte Cristo - volume I, de Alexandre Dumas

No último Dia Mundial do Livro, tinha prometido a mim mesma não comprar livros. Tenho dezenas de obras que ainda não li, e mais um punhado deles que gostaria de reler, portanto... não iria comprar livros. Ponto final. 

Guess? Não foi ponto final. 

Acabei por comprar os dois volumes de O Conde de Monte Cristo (editora Relógio D'Água) que estavam na Wook com desconto de 20%. Chegaram no dia seguinte. E foi assim, a minha história. 

Queria ler esta obra... sei lá... desde há muito. E já terminei o volume I. O resuminho básico da obra: Edmond Dantès é um jovem marinheiro, com cerca de 19 anos, que regressa de uma viagem. Ao atracar, informa o armador que o capitão morreu durante a viagem. O senhor Morrel dá-lhe a entender que este infortúnio poderá levar a que Edmond se torne, ele, capitão do barco. Danglars, guarda-livros do barco que não gosta de Edmond, informa Morrel que Edmond os fez "perder tempo" com uma paragem na Ilha de Elba, local onde Napoleão estava exilado. 

Edmond vai visitar o pai e a noiva, mais do que feliz, com a notícia da promoção iminente. E logo começam os preparativos para o casamento. 

Assim, começa a obra. Sendo O Conde de Monte Cristo um clássico, já várias vezes levado aos ecrãs de cinema, sabemos que isto não é assim tão linear. 

Uma tramóia entre várias pessoas que, por variados motivos não gostam de Edmond, leva a que o jovem marinheiro seja encarcerado durante alguns anos no Castelo de If, uma fortaleza/prisão no meio de uma ilha. Aí, acaba por conhecer o Abade Faria que toma para si a missão de instruir Edmond, nos anos seguintes de prisão. Antes de morrer, o Abade diz a Edmond o local onde está escondida uma fortuna que fará dele um milionário quando sair de If. 

Basicamente, o ingrediente principal daquela que está a ser uma das leituras mais entusiasmantes desde ano, é a vingança. Que como sabemos é um prato que se serve frio. 

Neste primeiro volume, começamos a conhecer todos os esquemas que um Edmond mais velho e mais calculista pretende levar a cabo para atingir e destruir os seus inimigos, aqueles que o fizeram perder alguns dos seus melhores anos. Ainda não temos a imagem toda, mas vamos lendo fragmentos, e isso leva-nos a querer mais. O segundo volume está ali, à minha espera. 

O Conde de Monte Cristo entra nas minhas leituras da maratona literária Volta ao Mundo em 15 Citações, no desafio "França". 

Citação escolhida:
"Por fim, caiu do alto do seu orgulho e dirigiu as suas súplicas não a Deus, mas sim ao homem. Deus é sempre o último recurso. Os infelizes que deveriam começar por Deus, não têm qualquer esperança nele até esgotarem todas as outras hipóteses".