sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Murasaki Shikibu



«A História de Murasaki» é uma obra escrita por Liza Dalby sobre a grande novelista japonesa do século XI, conhecida como Murasaki Shikibu. Murasaki nasceu em Kyoto, no ano 973 e terá falecido por volta de 1025. Filha do governador de província, da familia Fujiwara, cedo revela um brilhante talento para a aprendizagem e para a escrita, rapidamente atalhado com um casamento imposto. Após a morte do seu marido em 1001 e como reconhecimento do seu talento Murasaki é convidada a ingressar na corte imperial.
Do período Heian emerge um relato delicado da sua vida na corte, através do seu diário que mantém durante dois anos, e uma novela que a tornou célebre «Genji monogatari». O relato das aventuras do príncipe Genji, escritas para serem lidas em voz alta perpetuaram a sua fama até aos nossos dias.
É o universo do Japão do período Heian, e da vida desta talentosa escritora japonesa que Liza desvenda numa obra cheia de subtileza e delicadeza. Para quem gosta de literatura, a não perder como é óbvio o livro «Genji monogatari», traduzido para o inglês como «The Tale of Genji».

Nova autora "contratada"

Tenho o enorme prazer em anunciar que a minha querida amiga Djinn aceitou o desafio lançado neste mesmo espaço e vai fazer parte do 'Capa Mole e Companhia'.

A partir de hoje - ou de quando ela quiser - além de textos "assinados" por mim, também aqui está presente a marca da Djinn.

Bem-vinda!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Justificação de ausência

Mais de um mês sem escrever... vergonha!! Apenas tenho uma desculpa: ainda não terminei a última obra que tenho em mãos. Ando com o livro para trás e para a frente e ainda não consegui terminar.

O livro chama-se 'Então chegámos ao Fim', e é da autoria de Joshua Ferris. Neste livro, o autor descreve uma autêntica mini-comunidade no seio de um grupo de funcionários de uma agência de publicidade: todas as crises, todos os boatos, todas as relações de amizade... tudo.

Já estou quase a terminar, mas ando a "engonhar". Não porque não esteja a gostar, porque estou, mas há sempre qualquer coisa que se mete no meio e o livro é relegado para um segundo plano.

Entretanto, e para evitar que o blogue caia no esquecimento, gostava de perguntar se existe alguém que me queira fazer companhia na escritura deste blogue. Inicialmente, o 'Capa Mole e Companhia' era composto por mais duas pessoas, mas que pararam com este projecto que acarinhei desde o início. Se alguém quiser, é só enviar um manifesto de interesse para o meu mail (estrelices@gmail.com).

sábado, 9 de outubro de 2010

Tóquio, de Mo Hayder

Terminei, há cerca de três horas, o terceiro livro de Mo Hayder que ornamentava a estante. Outro livro doentio, mas não tão doentio como os dois anteriores (para quem tiver preguiça de fazer scroll, foram 'Os Pássaros da Morte' e 'A Ilha dos Porcos').
'Tóquio' é ligeiramente diferente, atestando assim a boa impressão que a autora me deixou logo à primeira.

Em 'Tóquio' - que se baseia em situações reais passadas em 1937 - acompanhamos Grey, uma jovem britânica que, obcecada, por acontecimentos passados em Nanquim decide viajar até à cidade de Tóquio em busca de um filme que, supostamente, terá imagens do massacre levado a cabo pelos militares japoneses.

Mas Grey não é apenas uma estudante e Tóquio e o filme vão envolvê-la numa teia que chega até casa de um líder da Yakuza. Definitivamente, 'Tóquio' é um livro a seguir.

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Um aparte: hoje, assisti também ao lançamento do 1.º livro de um amigo meu. 'Memórias de um Amor', da autoria de Jorge Pereira.

Apesar do Jorge ter passado grande parte da sua vida a trabalhar em áreas ligadas ao Desporto e ao Jornalismo, enveredou agora pela escrita e apresentou o primeiro trabalho.

A apresentação decorreu na livraria Barata, em Lisboa, e contou com a presença de Quinito. Na quarta-feira, pelas 19h00, vai haver uma sessão no Clube Literário do Porto, na Rua Nova de Alfandega. Os direitos de autor vão ser doados ao Centro Juvenil de Campanhã-Porto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Fantasma de Canterville

Querem um conselho (gratuito) de amiga?! Leiam 'O Fantasma de Canterville', de Oscar Wilde. É um conto pequenito, mas de chorar a rir.

Sir Simon Canterville, um nobre inglês, está morto há mais de trezentos anos e, em todo esse tempo, aterroriza as gerações de Cantervilles que passam pela mansão da família. A histórica (e assombrada) moradia é comprada por um casal de americanos, os Otis, que, com os seus quatro filhos, aí vão habitar.

Contudo, estará o fantasma habituado aos hábitos americanos?! A resposta é não. Habituado que estava a sentir um gosto especial em horrorizar as pessoas - em casos extremos, provocar-lhes sustos que levem à loucura ou à morte - Sir Simon vê-se subitamente a ser humilhado pelos Otis que, simplesmente, não lhe passam cartão algum, chegando os gémeos Otis a usá-lo como alvo preferencial nas suas brincadeiras.

Apenas Virginia Otis - a jovem filha - é capaz de fazer algo para ajudar Sir Simon Canterville. Um conto de meia dúzia de páginas capaz de arrancar algumas (e boas gargalhadas).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Ilha dos Porcos

Depois de ter, literalmente, devorado "Os Pássaros da Morte", de Mo Hayder, seguiu-se "A Ilha dos Porcos", da mesma autora.

Trata-se de outro livro que testa - até ao limite - a nossa capacidade para aguentar qualquer refeição no estômago. É mais um livro brutal e de uma doentia (no bom sentido) forma de descrição.

Resumo da livraria online, WOOK:
O jornalista Joe Oakes ganha a vida a desmascarar fraudes sobrenaturais. Como céptico que é, acredita que tudo tem uma explicação racional. Porém, quando visita uma reservada comunidade religiosa numa remota ilha escocesa, tudo o que tem como certo é posto em causa.
As questões acumulam-se: porque foi a comunidade acusada de satanismo? O que aconteceu ao seu guia espiritual, o Pastor Malachi Dave? E, mais importante ainda, por que motivo ninguém fala da estranha aparição vista a vaguear nas praias da Ilha dos Porcos?
O confronto, e as consequências sangrentas, é tão catastrófico que obriga Oakes a questionar a natureza do mal, e se pode ou não ser responsável pelo terrível crime prestes a acontecer.
Neste assombroso novo livro, Mo Hayder desafia os leitores a enfrentar os seus medos mais íntimos e a olharem para lá da banalidade que jaz subjacente à normalidade do dia-a-dia.
A Ilha dos Porcos aborda as coisas inomináveis que as pessoas são capazes de fazer umas às outras.

domingo, 19 de setembro de 2010

Os Pássaros da Morte

Estão a ver aquele tipo de livros que à medida que o vão lendo, simplesmente, não querem parar? E que à medida que vão acabando vocês só querem saber o que acontece na última linha? E lêem-no tão depressa que, quando se apercebem, já o estão a fechar? Pois... isso aconteceu-me ontem. Terminei um livro e ontem fui à estante buscar outro. Comecei a lê-lo por volta das 11h00 e seriam 23h00 quando o terminei.

A Mo Hayder foi a culpada. O meu namorado emprestou-me o primeiro livro dela, Os Pássaros da Morte, e simplesmente tive de acabar de o ler de tão... louco que é.

Em Inglaterra, a polícia é alertada para a descoberta de um corpo semi-acimentado. Uma mulher. Talvez prostituta. Quando chega a Investigação Criminal e é necessário levar o corpo para a morgue, surge o inesperado: mais quatro corpos. Durante a autópsia, algo ainda mais inesperado... cada corpo tem dentro de si um pequeno tentilhão.

Caffery, um dos inspectores envolvidos no caso, vê-se numa investigação que a droga, o álcool e a prostituição são práticas recorrentes (Caffery é, além do mais, a personagem principal de mais quatro obras da autora). Um thriller muito louco!!! Recomendo vivamente - às pessoas com estômago forte!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Ilha debaixo do Mar

Depois de alguns inícios, paragens e recomeços, terminei o livro 'A Ilha debaixo do Mar', da autoria de Isabel Allende. A escritora chilena não é das minhas favoritas, se bem que já li muitos livros dela. 'A Ilha debaixo do Mar' foi o último que me veio parar às mãos.

O livro tem como personagem principal a escrava Zarité - ou Teté, como todos a tratam - e a acção passa-se em vários pontos do globo (Haiti, Cuba, França, Inglaterra, Estados Unidos...), nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Contudo esta é uma escrava que se pode considerar 'sortuda', porque nunca conheceu a dureza da vida do campo. Entre a felicidade e momentos de puro terror, Teté luta contra tudo e todos até alcançar a tão ansiada liberdade.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Desfigurada

Há umas semanas, vi, em cima da mesa-de-cabeceira da minha mãe, uma das suas mais recentes aquisições: Desfigurada, de Rania al-Baz, uma activista contra a violência contra as mulheres.

Este livro - que li num dia e meio - conta a sua história enquanto mulher na Arábia Saudita. Rania al-Baz conta em não sei quantas páginas aquilo que passou em dois casamentos: a frieza do primeiro marido, a humilhação de um divórcio e a violência que sofreu com o homem que escolheu para segundo marido.

Violento e ciumento do sucesso que Rania alcançava enquanto jornalista, o marido espancou-a de tal forma que a deixou quase morta e abandonou-a à entrada do Hospital, onde foi encontrada. Praticamente irreconhecível. Não fosse ser uma figura conhecida através da televisão, Rania seria mais uma a acrescentar à lista de mulheres mortas pelos maridos.

Este livro - Desfigurada - está na linha do 'Queimada Viva', que li há uns anos.