sexta-feira, 9 de abril de 2010

Kafka à beira-mar

Estive a pensar no que diria sobre o livro 'Kafka à beira-mar'. É poderoso. É viciante. Está muito bem escrito .

Em poucas palavras: temos um jovem de 15 anos que foge da casa paterna. A mãe saiu de casa quando o rapaz tinha quatro anos, e com ela levou uma irmã mais velha. O pai... é alguém que mais tarde vimos a saber que é um escultor famoso e muito desligado da família. O filho crê-se amaldiçoado pelo pai: vai matar o pai e ter relações com a mãe e a irmã. Muito ao género de Édipo.

Depois, temos a 'estória' paralela de Nakata, um velhote de 70 anos, "não muito esperto", como se descreve, analfabeto, e que fala com gatos. À medida que a acção avança - que decorre inteiramente no Japão - os dois destinos cruzam-se.

São quase 600 páginas. O tamanho do livro, só por si, assusta, mas é tão bom que se lê "enquanto o diabo esfrega um olho". Aconselho vivamente.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bom, muitoooo bom

Aconselho. É lindo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Agatha Christie - 25 vs Cristina - 25

É oficial: já terminou a colecção 'Correio da Manhã' de alguns dos título assinados pela 'mãe' do suspense. Li os 25. Todos. Avidamente. E tenho outro dela, tresmalhado, velhinho como só ele e que andava perdido nas profundezas das estantes da minha tia-avó e que aquele doce fez o favor de me oferecer.

Nos entretantos, já comecei o 'Kafka à beira-mar' de Haruki Murakami (também autor de 'Sputnik, meu amor') e o 'Revolutionary Road' de Richard Yates (um dos título da última colecção da revista 'Sábado'). Sim, esse que deu origem ao filme, em 2008, com a Kate Winslet e o DiCaprio. Mais dois livros que vão circulando entre a minha mala, o carro, a minha mesa na redacção e o expresso (quando ando a passear).

E tenho outra novidade: já tenho espaço para fazer a minha biblioteca privada. Depois das obras cá em casa, 'sobrou' a sala de estar - fizemos um salão no rés-do-chão - que me foi 'oferecida' para escritório e biblioteca. Já lá posso armar a tenda, por assim dizer.

E outra declaração oficial: já perdi a conta aos livros que tenho em lista de espera. Quando eu estiver de férias...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Livros aos montes

Termina no sábado a colecção do 'Correio da Manhã' da Agatha Christie. Alegrem-se, porque daqui a uns dias termina a vosso tortura de levar com resumos de livros de suspense que, talvez, muitos de vós, já leram.

Nos anos, a minha melhor amiga ofereceu-me o livro 'Kafka à beira-mar', de Haruki Murakami. Um que já andava a 'namorar' há bastante tempo. Nos entremeios, perdi um livro da colecção da 'Sábado'. E entretanto recebi o livro de Pedro Passos Coelho - sem qualquer ligação ideológica, apenas o recebi, pelo facto de ter feito a cobertura da apresentação do livro em Leiria.

Já tenho muito com que me entreter. Sem contar com aquelas dezenas que ainda não li e que andam espalhados pelos quatro cantos desta casa.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Enigma do Sapato

Já me perdi na contagem do número de livros de Agatha Christie que já li; até porque, por falta de tempo, não consigo dar aqui conta da minha rotina de leituras. Depois de 'Um Amor Assassino' (Julie Garwood), voltei a pegar nos meus livrinhos de capa escura e de um suspense à séria.

Entretanto, descobri - por artes mágicas - que tinha outros livros 'perdidos' numa gaveta cá de casa e que ainda não tinham sido lidos. Falo de um '2 em 1' da mesma Agatha Christie, 'O Exorcista'(William Peter Blatty) e 'O Incêndio' (Storm Jameson). Às tantas, acabei também por adquirir o 'Grande Livro dos Segredos dos Códigos - um guia ilustrado de sinais, símbolos, cifras e linguagens secretas'. Enfim... vícios.

Sinopse de 'O Enigma do Sapato', retirado do site Shvoong:
Hercule Poirot vai a uma consulta de rotina no seu dentista e não imagina que, pouco tempo depois, o pobre homem vai aparecer morto. Tudo parece indicar que o homem se suicidou e o inspector-chefe Japp, da Scotland Yard, pede ajuda a Poirot na investigação. Ao darem conta da morte de um paciente do dentista, pensam ter sido esse o motivo do suicídio. Segundo a conclusão a que chegou o tribunal ele teria, por engano, administrado uma dose excessiva de anestesia ao paciente provocando-lhe a morte e suicidara-se por isso. No entanto, Poirot não fica convencido com este resultado. Na opinião do detective há, neste caso, factos que não foram explicados e julga que podem estar envolvidos na sua morte outros pacientes que estiveram nesse mesmo dia no consultório, tais como um grande financeiro. o seu sobrinho (um jovem revolucionário com ar de quem podia matar alguém). Uma benfeitora que trazia calçado um estranho par de sapatos e o namorado da secretária do dentista.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um Amor Assassino

Gosto de ler livros da Julie Garwood, mas ela peca por defeito: histórias que tinham tudo para serem bons suspenses, acabam como uma quase novelinha de cordel. E é pena. Acabei de ler 'Um Amor Assassino' e, às duas por três, vi-me a saltar duas ou três páginas - até ao início do capítulo seguinte - por estar farta de cenas de amor, num suposto policial.

Sinopse do livro, retirada e adaptada do site Círculo de Leitores:
Jill abandonou a filha com apenas três anos de idade. Diabólica sedutora tenta, mais tarde, raptar a própria filha, Avery, assassinando a avó que tomara conta dela. Essa menina, amada e abandonada, sobrevive tornando-se uma analista criminal do FBI. Por incrível que pareça a filha de uma sociopata cresce equilibrada. Mas o passado persegue-a. O desaparecimento da tia levam-no a um perturbante encontro com a mãe e um vicioso assassino.
Inteligente, ponderada, atenta a cada detalhe.
A vida testou Avery Delaney, desde criança. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó e pela tia.
Aliciada para umas férias nas montanhas do Colorado, a tia, Carolyn, desaparece. Avery cruza-se então com um antigo agente da CIA, John Renard, que segue no encalço de um perigoso assassino conhecido por Monk. John sabe exactamente o tipo de crueldade de que ele é capaz e quando descobre a sua parceria com uma mulher de nome Jill Delaney - a mãe de Avery - decide avisá-la do perigo...


Entrevista com a autora... aqui. Por Círculo de Leitores.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Biblioteca 'Sábado'

Não, a revista 'Sábado' não me paga comissões pelas minhas referências à colecções de livros que lançam. Mas... queria avisar que a 'Sábado´preparou uma nova série de livros. Ao mesmo preço de mais um euro pela compra da revista.

Aliás, devo congratular os senhores que mandam na revista por voltarem ao preço de mais um euro. Recordo que a última colecção estava a mais 1,5 euros. Não sei se foi para facilitar os trocos ou porque a colecção não teve muita saída, mas o certo é que preço antigo está de volta.

Os títulos são:
- Os Cadernos de Dom Rigoberto, de Mario Vargas Llosa;
- Revolutionary Road, de Richard Yates;
- O Físico, de Noah Gordon;
- Rapariga com brinco de pérola, de Tracy Chevalier;
- Lucky Jim, de Kingsley Amis;
- O Deus das pequenas coisas, de Arundhati Roy;
- Money, de Martin Amis
e
- A Herança de Ezster, de Sándor Márai.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Visto do Céu

Não nos restam dúvidas quanto ao estado da narrador deste livro: está morta.

Susie apresenta-se imediatamente: teria 14 anos e foi morta a 6 de Dezembro de 1973. Diz-nos quem é o seu assassino, para que não restem dúvidas ao leitor. E é assim que começa esta pequena obra de arte.

Confesso: já o li há alguns anos. Foi-me emprestado por uma tia. Mas agora ofereceram-mo no Natal. Quiseram trocar e eu recusei, imediatamente, a proposta, porque os bons livros nunca se esgotam. E por mais vezes que leia o 'Visto do Céu' de Alice Sebold nunca me vou cansar.

O site da livraria Wook diz-nos o seguinte: "Visto do Céu" é um romance sobre a América profunda, onde, por detrás da normalidade se pode esconder o que de mais horrível há nos homens. Susie, a narradora, é uma adolescente, que está morta quando o romance começa. E lá do céu resolve contar-nos como ali foi parar, vítima da brutalidade de um pacato vizinho, que a violou, a matou, a cortou em pedaços, que depois distribuiu por vários locais. Susie começa a observar, lá do céu, a vida na terra, e tenta modificar o destino daqueles que ama.

E é isto mesmo. Leiam-no! É muito bom. Palavra de repetente.

Por outro lado, podem ver o filme. Peter Jackson - realizador de 'O Senhor dos Anéis' - fez a adaptação ao grande ecrã desta obra. O trailer está: aqui.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fogo Lento

Como já escrevi anteriormente, o suspense ocupa a maior parte das minhas estantes - isso e uma biografia enorme do General Humberto Delgado. Como também já disse no post imediatamente anterior a este, 'Fogo Lento' é o título de um dos livros que a seguir ao Natal começou a habitar o meu humilde lar.

Sinopse retirada do site Círculo de Leitores:
Kate sempre lutou pelos seus sonhos. Construiu uma vida pacata, junto da mãe e da irmã, e investiu todo a sua paixão na pequena empresa de velas e fragrâncias que criou. De um dia para o outro tudo muda. Escapa por pouco a uma explosão, a sua mãe morre e deixa uma dívida enorme, a melhor amiga tem de ser operada, o ex-namorado da irmã ameaça-a. Quando se cruza com Dylan Buchanan, o charmoso detective de Charleston, sente que ele é o único bálsamo entre tantos percalços e problemas a resolver. Dylan tem contudo um faro apurado e percebe que Kate está em perigo... Quem a persegue? Quem lhe deixa mensagens de morte? Quem destrói, na sombra, tudo aquilo que ela construiu?

Sobre a autora: Julie Garwood
Natural de Kansas City, mas de origem irlandesa, a autora norte-americana iniciou a série dos irmãos Buchanan com 'Sem Perdão'. Com mais de 32 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, tornou-se uma das autoras de culto do género. Aliando intriga e romance, prende o leitor a uma trama cheia de suspense e de momentos que nos tiram, simplesmente, o fôlego.

Desta autora tenho o já referido 'Sem Perdão' e o 'Misericórdia', ambos edições do Círculo de Leitores.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Leituras muitas. Tempo para escrever pouco.

Enfim, desde o meu último post já li (e não, não me estou a armar):

- Encontro com a Morte
- Perigo na Casa do Fundo
- O Segredo de Chimneys
- O Mistério do Comboio Azul
- O Homem do Fato Castanho
- As Investigações de Poirot
- Um Brinde à Morte

Todos estes títulos pertencem a Agatha Christie. Actualmente, encontro-me a ler mais uma obra desta fantástica escritora. Para quem apanhou a meio, ando a coleccionar as obras de Agatha. Um conjunto que tem vindo a ser vendido, aos sábados, com o Correio da Manhã. Já perdi conta às semanas.

Como prenda de Natal, a minha prima-afilhada ofereceu-me o livro 'Visto do Céu' de Alice Sebold. Já o li há muitos anos. Alguém mo emprestou e lembro-me que, na altura, fiquei bastante impressionada com aquela escrita e foi um daqueles que prometi a mim mesma comprar para a minha colecção pessoal. O tempo foi passando e não comprei. Deram-mo agora. Excelente!

Às páginas tantas, a minha mãe é sócia do 'Círculo de Leitores' e, na encomendazinha sagrada, veio Julie Garwood e 'Fogo Lento'. Tenho, portanto, três livros a prepararem-se para serem devorados. Mas... tudo a seu tempo.