domingo, 19 de julho de 2009

Amor Portátil

De Pedro Paixão.

Este foi mais um daqueles livros que comprei na última Feira do Livro de Leiria. Antes de o ler, passou pelas mãos da minha mãe, porque, infelizmente, tenho tido menos tempo livre para me dedicar. Ela disse "foi uma seca".

Quando o agarrei e comecei a ler, percebi a minha mãe. Pedro Paixão não é simples, não é convencional, não tem um começo... este autor, simplesmente, escreve. E lindamente!

"Amor Portátil" é um conjunto de histórias. 'Short stories' para ser mais exacta. Não consigo dizer qual gostei mais, mas sei dizer qual me impressionou mais.

Lódz

No ghetto de Lódz uma mulher de 42 anos aproximou-se do arame farpado pedindo à sentinela que a matasse. O soldado exigiu que primeiro dançasse e depois de a ver dançar atirou à queima-roupa. Foi no dia 11 de Novembro de 1941 em Lódz, na Polónia, como já disse, ou em qualquer outro lugar.


Simplesmente isto! Simplesmente Pedro Paixão!

domingo, 5 de julho de 2009

Plano B literário

Uma das vantagens de ter vários livros em lista de espera é puder agarrar num deles quando nos esquecemos no trabalho do livro que andamos a ler. Apercebi-me, na sexta-feira, ao início da noite, que tinha deixado o livro da Isabel Allende em cima da secretária da redacção.

Recorri ao plano B: pegar numa das bandas desenhadas que comprei em Maio, durante a Feira do Livro de Leiria.

Ultimamente, tenho lido alguma banda desenhada, essencialmente cómica, mas deixei-me conquistar pela capa soturna do livro "Diosamante - A parábola do reino em chamas". Em três capítulos é contada a história da bela (e cruel) Diosamante, Rainha de Arhas. Diosamante conquista todos os homens com a sua beleza, torna-os seus amantes e depois mata-os. Até que conhece Urba, Rei de Sarabba.

A partir daí, Diosamente corre para se tornar uma mulher merecedora do amor de Urbas. Depois de penar por muitos e muitos anos, consegue alcançar um lugar junto ao trono do seu amado. Apesar de não ser a banda desenhada mais genial que li, está bem conseguida e os desenhos são bons. Gostei e é provável que visite mais vezes a livraria onde o comprei, na esperança de encontrar outro do género.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Plano Infinito

Findo o policial 'Chegou a tua hora', de Karen Rose, olho para o próximo livro em cima da mesa. Trata-se de mais uma obra (a sexta) de Isabel Allende que decidi juntar aos outros livros que tenho da escritora chilena.

Resumo:
O protagonista desta épica e intimista novela, Gregory Reeves, é um gringo que se fará a si próprio no mundo dos hispanos da Califórnia, e que encarna muitos dos defeitos e virtudes da nossa sociedade nesta segunda metade do século.
Ao longo de muitas belas páginas em que Isabel Allende estrutura armoniosamente uma novela de grande intensidade, o leitor encontrar-se-á com os sentimentos da marginalização social e do racismo, com a paixão da actividade política, com os contrastes entre opulência e pobreza, com a patética realidade da guerra do Vietname, com a experiência da evolução do conceito de família, com a incessante busca e vivência do amor… que ao mesmo tempo leva Gregory Reeves ao seu pessoal Plano Infinito, intuído na sua infância quando o pai pregava.

(o resumo foi retirado daqui)

Quanto ao policial que li... tem tudo aquilo que gosto: muito mistério, um assassino impiedoso que só é descoberto quase no fim, crimes indescrítiveis - sim, tudo muito macabro! Mas gosto de livros que me desafiem. Recomendo, especialmente, porque a protagonista não é apenas uma cara bonita. Tem imensos defeitos e poucas devem ser as pessoas que não se vão reconhecer na Mia Mitchell. Não é um livro ao nível dos da Lisa Gardner, mas... gostei bastante!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Thrillers arrepiantes

Acabei agorinha mesmo o livro 'O talentoso Mr. Ripley' da autoria de Patricia Highsmith, uma das mais célebres escritoras de thrillers americana.

Devo confessar que ia a medo, porque sempre que lia o título, só visualizava a cara o Jude Law, porque o livro foi, em 2000, adaptado ao cinema e não sou propriamente apreciadora de filmes inspirados em livros que li ou faço tensões de ler. Este era um deles.

Tom Ripley é um jovem nova-iorquino com ambições. É contactado por Mr. Greenleaf que lhe pede que procure Dickie, o filho que anda algures por Itália e sem perspectivas de voltar a casa. Tom aceita, faz a viagem, torna-se amigo de Dickie e começa aí a espiral de crimes e mentiras.

Gostei muito, se bem que, no final, o mal acaba por ser recompensado, ao contrário do que é usual. A ler. A minha versão é a da biblioteca 'Sábado'.

Agora tenho em mãos o livro 'Chegou a tua hora', de Karen Rose. Não sei absolutamente nada sobre a autora ou sobre o livro. Apenas o que vem na contra-capa. Uma das minhas escritoras favoritas de thrillers (Lisa Gardner) disse sobre Karen Rose foi: "ela transmite o tipo de suspense arrepiante que vai mantê-lo agarrado à cadeira".

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um livro de terror, para abafar um romance

Dois livros foi o saldo da minha mini-semana de férias. Entretanto, comecei ontem à noite um dos livros da colecção da revista Sábado. Comecei pelo 'A Luz' de Stephen King.

Recordo que este livro serviu de base para o filme 'Shinning', protagonizado por Jack Nicholson.

Resumo:
Um escritor Jack Torrance decide aceitar um trabalho temporário de segurança num hotel que durante o Inverno se encontra fechado. Jack e a família devem tomar conta do hotel.
Apesar de alertado para o extremo isolamento, Jack ignora todos os conselhos em busca de paz, para escrever o novo livro.
As coisas começam a complicar-se à medida que o tempo passa e Jack entra em bloqueio mental e pára de escrever o livro, refugiando-se na bebida. A partir deste momento, a sua integridade mental começa a desfazer-se e começa a sofrer alucinações que afectam as suas acções. A família que tenta, desesperadamente, escapar do hotel e evitar o seu total descarrilamento psicológico.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os livros e a revista 'Sábado'

A 'Sábado' volta a distribuir mais uns quantos livros, pelo preço de mais um euros na aquisição da revista. É mais uma colecção fantástica, tal como a revista nos tem habituado. Pessoalmente, vou continuar a comprá-los, porque acho que representa uma oportunidade fantástica de comprar bons títulos a um preço razoável.

O primeiro já saiu. Foi 'A Luz', de Stephen King... o livro que inspirou o filme 'Shinning', com Jack Nicholson.

Os próximos são:

- Herzog, de Saul Bellow;
- As Mil e Uma Noites, de Naguib Mahfouz;
- O Plano Infinito, de Isabel Allende;
- Terra de Neve, de Yasunari Kawabata;
- Sem Sangue, de Alessandro Baricco
e
- O Talentoso Mr. Ripley

Sozinhos

Acabei de ler o livro 'Sozinhos', de Lisa Gardner. Há algum tempo que esta autora americana se tornou uma das minhas favoritas em termos de literatura de suspense. Neste livro, o quinto que tenho dela, há uma história que envolve pedofilia, incesto e muito sangue. 

Tudo começa com uma chamada para o 112 a denunciar um caso de violência doméstica. Bobby Dodger pertence à unidade SWAT chamada a intervir e acaba por matar o homem que ameaça a mulher e o filho com uma arma.

Os problemas começam aí, quando se descobre que o morto é filho de um juíz importantíssimo. Este, convencido que a nora está envolvida na morte do filho,  acaba por contratar um assassino para a matar e a todos aqueles que a protegem. Adivinhem quem é o assassino. É o mesmo homem que 25 anos violara a nora, Catherine.

Dinheiro, corrupção e muitas armas fazem o argumento essencial do livro. A ler. Pessoalmente, gostei muito. É o género de livro que gosto de ler: que me prende e me faz pensar quem é o mau da fita, porque, ao fim e ao cabo, Catherine não é de todo inocente. 

terça-feira, 24 de março de 2009

Uma tragicomédia

Andei indecisa quanto ao livro que iria começar a ler, depois do 'flop' que foi a minha anterior tentativa. Tinha em cima da mesa, para escolher, quatro livros. Optei por um que a SmS, julgo que, já leu: Uma Conspiração de Estúpidos, da autoria de John Kennedy Toole.

Só ontem à noite, num bocadinho de tempo, 'devorei' 40 páginas e já me ri um bom bocado. Promete.

Um dado interessante: depois de escrito o manuscrito, o autor levou-o a uma série de editoras e todas o recusaram. Frustrado, John Kennedy Toole suicidou-se. A mãe não desistiu e 'obrigou' Walker Percy, um escritor e académico, a lê-lo. É este que assina o prólogo do livro que já vendeu mais de um milhão e meio de cópias.
John Kennedy Toole recebeu o Prémio Pullitzer de Ficção, a título póstumo, em 1981.

As primeiras linhas:
"O boné verde de caçador apertava-lhe o alto da cabeça, que era um balão carnudo. As abas verdes, preenchidas com orelhas enormes, cabelos compridos e a penugem rala dos ouvidos, elevavam-se de ambos os lados, quais sinais de trânsito que indicassem dois sentidos ao mesmo tempo. Os lábios cheios e franzidos salientavam-se sob o bigode negro e farfalhudo e, aos cantos, descaíam em pequenas rugas cheias de censuras e de restos de batatas fritas. À sombra da pala do boné verde, os olhos azuis e amarelos de Ignatius J. Reilly fitavam com sobranceria as outras pessoas que esperavam debaixo do relógio dos armazéns D. H. Holmes, examinando a multidão, em busca de sinais de mau gosto no vestir (...)"

domingo, 22 de março de 2009

Encostado às boxes

Pela primeira vez, vou fechar um livro antes de o acabar. Não consigo lê-lo. Está demasiado denso. Com personagens em catadupa. Já perdi o fio à meada antes da página 100. Desisto oficialmente. Vai ficar no monte dos livros para ler e vou tentar pegar em algo mais leve.

Já alguma vez vos aconteceu isto? Pegar no livro e abandoná-lo, porque não conseguem simplesmente lê-lo?


sábado, 14 de março de 2009

O Quarto Protocolo

Acabei 'O Historiador'. É um bom livro para quem gostar de História e do mundo obscuro do sobrenatural. Como já tinha dito, é toda uma pesquisa sobre a vida-além-da-vida do Conde Drácula. Gostei muito e recomendo!

Agora agarrei no livro 'O Quarto Protocolo' de Frederick Forsyth. Mais um dos livros da colecção da revista Sábado.

Aparentemente, a acção decorre durante a Guerra Fria e o 'Quarto Protocolo' seria um acordo entre os dois blocos, que proibia a utilização de armas nucleares de forma não-convencional. Até que alguém quebra o acordo...

O autor, Frederick Forsyth, nasceu em Inglaterra, em Agosto de 1938. Estudou em Espanha, foi piloto da RAF (Royal Air Force - Força Aérea Inglesa) e jornalista da BBC.

Este livro foi adaptado ao cinema.