Mostrar mensagens com a etiqueta Clube do Autor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Clube do Autor. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Lido: O Rinoceronte do Rei, de Sérgio Luís de Carvalho

Este é o segundo livro de Sérgio Luís de Carvalho que leio em pouquíssimo tempo. Li O Destino do Capitão Blanc durante o mês de julho e fiquei muito entusiasmada com a forma de escrever deste autor que é um "vizinho".

Depois desta primeira experiência com Sérgio Luís de Carvalho - e tendo confirmado as minhas suspeitas que ele reside na minha área - fiquei muito contente por ver que várias pessoas já tinham lido o novo livro e que a opinião era praticamente unânime: trata-se de um livro muito bom. 

A editora Clube do Autor - a quem tenho de agradecer - cedeu-me um exemplar de O Rinoceronte do Rei que li em apenas quatro dias.


Em 1514, o sultão de Cambaia recebe uma comitiva portuguesa que pretende solicitar autorização para construir uma fortaleza em Diu. Como forma de agradar ao sultão, os portugueses oferecem-lhe, em nome do Rei D. Manuel I, vários presentes. Apesar da resposta negativa, o sultão oferece à coroa portuguesa um rinoceronte. 
E é assim que, no início de 1515, chega um rinoceronte a Lisboa. Um animal, de tal forma exótico, que a novidade chega a vários cantos da Europa e suscita interesse de várias pessoas, nomeadamente do artista alemão, Albrecht Dürer.

Mas, esta não é só a história do rinoceronte que, ainda hoje, está imortalizado na Torre de Belém. É também a história de Océm, o tratador do animal e que o acompanha desde a Índia. Océm cai de amores por Esperança, uma escrava moura, e tudo faz para conseguir a sua liberdade.

Este livro é baseado em factos reais, o que me deixou ainda mais interessada na sua leitura. Já aqui tenho dito que se um livro me ensinar qualquer coisa, a sua missão no mundo está completa - e aprendi muito com este. Não fazia ideia que um rinoceronte havia sido oferecido ao rei. Não fazia ideia do burburinho.

Fui procurar mais informações, e no site da Torre de Belém pode-se ler o seguinte: "Em Portugal o rinoceronte foi imortalizado, encontrando-se representado numa das guaritas da Torre de Belém e também no Mosteiro de Alcobaça, onde existe uma representação naturalista do animal de corpo inteiro, com função de gárgula, no Claustro do Silêncio".

A História de Portugal é, realmente, uma coisa fascinante. E esta história não o é menos. O final não é totalmente feliz, mas é interessante ver que um episódio que, entretanto, se perdeu nos séculos seja tão complexo e simples, ao mesmo tempo. Recomendo vivamente.


quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Lido: Crime, disse o livro, de Anthony Horowitz

Dia 21. Foi no dia 21 que terminei de ler "Crime, disse o livro". Foi uma leitura absurda de tão boa. Trata-se literalmente de um livro... dentro de um livro.

Contexto:
Há muito tempo que conheço o trabalho deste autor. Basta dizer que foi um dos autores de vários episódios de Poirot, e que foi o responsável pela adaptação televisiva de Midsomer Murders, uma das minhas séries preferidas, e que está no ar desde 1997 (!!!). E que foi também o escolhido para dar continuidade aos livros de Sherlock Holmes - A Casa da Seda, diz-vos alguma coisa?

Adiante...
E é fantástico encontrar a homenagem a Agatha Christie nestas páginas. Não é subtil, não é algo que passe despercebido... está ali escarrapachado à vista de toda a gente. E é uma delícia. Susan Ryeland é editora e, um dia, senta-se a ler o manuscrito de mais um livro do autor bestseller da editora para onde trabalha.
Numa vila rural em Inglaterra, em 1955, uma mulher - Mary Blakiston - é encontrada morta dentro da casa do patrão. Todas as portas e janelas estão fechadas por dentro. O filho, que dias antes havia discutido com a mãe à vista de todos, é apontado como responsável pela morte da senhora.

A noiva, na tentativa de o ilibar, contacta Atticus Pünd, um detective particular que acaba de receber péssimas notícias, relativas ao seu estado de saúde. Apesar de registar as queixas da rapariga, Pünd não aceita o caso, por considerar que não existe caso. Mas, volta atrás, quando apenas duas semanas depois, o patrão de Mary é encontrado decapitado na sua própria casa.

Atticus desloca-se a Saxby-on-Avon para resolver este mistério e ligar os pontos que, até àquele momento, parecem desconexos.

Tal como nos livros de Poirot, no final, quando Atticus já sabe quem é o culpado, e chama todos os suspeitos para a revelação final... o livro acaba. Faltam os últimos capítulos do manuscrito.

Susan procura o chefe, Charles Clover, para saber onde está o resto do manuscrito. Nesse momento, é informada que Alan Conway, o autor, fora encontrado morto. Charles mostra a Susan uma carta enviada por Alan, onde este revela as suas intenções de se suicidar.

Susan, apesar de não simpatizar particularmente com Alan, fica intrigada com toda a história, e tenta desesperadamente encontrar as últimas páginas do último grande livro de Conway.

Este livro tem tudo o que os fãs de Poirot e Miss Marple adoram. É uma ode à grande senhora do crime. Adorei adorei adorei... fiz questão de não saber as opiniões de mais ninguém, para não me sentir influenciada, mas, agora, sinto que isso não iria acontecer.

Como fã assumida de Agatha Christie, estou genuinamente feliz com este livro. Uma curiosidade: a determinada altura, Susan conversa com o neto de Agatha Christie, pois este encontrou Alan Conway pouco antes de morrer. É só (mais) um pormenor que me deixou feliz durante esta leitura.

E o trocadilho com o título?! Não é uma delícia?

Resta-me apenas dizer que este livro foi-me gentilmente cedido pela editora Clube do Autor, a quem agradeço de coração ter-me proporcionado esta leitura 5 estrelas. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Novidade - a partir de 3 de outubro

Sobre o livro:

A criatividade torna-nos especialmente avançados enquanto espécie, mas também nos dá o potencial para sermos extremamente perigosos, sobretudo no que respeita ao nosso planeta. Neste livro profundo e revelador, Edward O. Wilson procura saber como surgiu esta expressão humana única e fundamental e como se manifestou ao longo da história da nossa espécie.

Revelando grande sensibilidade e misturando meditações filosóficas com factos científicos, o autor demonstra que a criatividade teve início há mais de cem mil anos e narra a sua evolução desde os antepassados primatas até aos seres humanos. Os primeiros Homo sapiens tinham um cérebro e uma memória maiores, levando à elaboração de narrativas internas e, pela primeira vez na vida, a uma verdadeira linguagem. A partir daí, surgiu a nossa criatividade e cultura sem precedentes.

Wilson aborda ainda a importância da relação entre as humanidades e as ciências: o que se oferecem mutuamente, como podem unir-se e quais são as suas lacunas.

O passado e o presente da criatividade e da humanidade, e também uma proposta de mudança, para que, no futuro, possamos aprender mais sobre a natureza humana e aperfeiçoar a nossa relação com a natureza.

Sobre o autor:
Edward O. Wilson é um dos mais proeminentes biólogos do mundo. Nasceu em Birmingham, no Alabama, em 1929 e desde cedo se sentiu atraído pelo ambiente natural. Professor emérito da Universidade de Harvard, reside com a mulher em Massachusetts.

Escreveu mais de 30 obras, entre as quais A Criação, A Diversidade da Vida, Cartas a um Jovem Cientista, A Conquista da Terra, O Sentido da Vida Humana e On Human Nature e The Ants, ambas distinguidas com o Prémio Pulitzer.

Entre os mais de cem prémios que recebeu destacam-se a Medalha Nacional das Ciências dos EUA, o Prémio Crafoord (equivalente ao Prémio Nobel) da Real Academia Sueca de Ciências, o Prémio Internacional de Biologia do Japão e, em letras, dois prémios Pulitzer, os prémios Nonino e Serono de Itália e o Prémio Internacional Cosmos do Japão.

Ficha Técnica:
Homo Creator
Tradução de João van Zeller
216 Págs l PVP: 15,50€
Disponível a partir de 3 de outubro

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A Vida Secreta dos Faraós - a partir de 3 de outubro

Disponível a partir de 3 de outubro

A Vida Secreta dos Faraós é o 10.º livro da famosa coleção, cujo primeiro título, Os Grandes Mistérios da História, vai já na 11.ª edição. Este novo livro, dedicado ao nascimento, auge e queda da civilização mais importante da antiguidade, abarca mais de 3000 anos de História e faz revelações, como nenhum outro até agora, sobre o lado espiritual dos faraós.

Sobre o livro:
A revelação dos mistérios dos monarcas que governaram um império em nome dos deuses, as origens no rio Nilo e a busca pela eternidade são temas fundamentais deste novo livro. Os templos e os rituais funerários, a escrita hieroglífica, as inovações na engenharia, astronomia, química e medicina são alguns dos mais impressionantes feitos da cultura egípcia, aqui relevados de forma detalhada e apelativa.

Começando no final da pré-História e terminando após ser conquistada pelo Império Romano, a civilização do Antigo Egito desenvolveu-se na margem do rio Nilo, com uma organização social, política, artística e administrativa nunca antes conhecida. Ainda hoje o seu sistema de escrita, os tesouros, a arquitetura monumental, a religião e as histórias sobre os próprios faraós continuam a encantar o mundo.

Como começou e o que levou ao seu declínio? Quem foram os faraós e como conseguiram criar um império a partir do Nilo? Quem foi o monarca mais poderoso? Porquê o desejo de eternidade? Onde esconderam os seus túmulos e tesouros? Quais foram os principais avanços nos domínios da arte, da tecnologia e da ciência?

Eis um relato épico que abarca mais de três mil anos de História de uma sociedade sofisticada e única sobre a qual ainda há tanto para conhecer.

Ficha Técnica:
PVP: 19,00€
432 Págs.
Já em pré-venda em https://www.clubedoautor.pt/

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Lido: A Ilha dos Segredos, de Nadia Marks

Terminei há instantes de ler uma das novidades desta estação do Clube do Autor. Gentileza da editora, pude ler A Ilha dos Segredos.

Começo pelo título: às vezes, gostava que os títulos fossem menos traduzidos. Depois de ler o livro e de ver o título original, prefiro-o ao da tradução portuguesa: Among the lemons trees... acho que apela muito mais à Grécia e ao espírito romântico que o livro emana.

Trata-se de um romance perfeito para ler no verão, entre mergulhos, ou para "esplanadar".

Anna é artista freelancer, perto dos 50 anos, já com dois filhos adolescentes e um casamento estável de 25 anos. Um dia, o marido, após um problema cardíaco, diz-lhe que se apaixonou por outra pessoa.

Desolada e, especialmente, triste com o facto do marido ter colocado em causa toda uma vida em conjunto, Anna decide acompanhar o pai, já octogenário, no seu regresso a casa, numa pequena ilha grega.

Lá, Anna conheço Nicos, um pintor solitário por quem se apaixona; mas... é após encontrar um conjunto de cartas antigas, pertencentes à tia Ourania (uma prima direita do pai, que nunca casou) que Anna vai descobrir vários segredos que acompanham a sua família desde há mais de 60 anos. E, ao mesmo, tempo descobre os vários significados da palavra "amor" - que, em grego, pode ter quatro significações diferentes, consoante os "graus" de amor e os destinatários desse amor.

O livro não tem 300 páginas e lê-se perfeitamente em poucos dias, já que nos começamos a envolver na história dos protagonistas, nos amores e desamores, na descrição das paisagens e dos cheiros... e quando damos por nós, estamos a olhar para fotografias de ilhas gregas e a pensar na melhor altura de lá ir.

Sobre a autora
Nadia Marks(nome de solteira: Kitromilides - que significa "limões amargos")nasceu no Chipre, mas foi criada em  Londres. Ex-diretora criativa e editora associada em diversas revistas britânicas de destaque, é agora romancista e trabalha como escritora freelance para várias publicações nacionais e internacionais.

domingo, 1 de julho de 2018

Divulgação: O Pecado da Gueixa, de Susan Spann

Sinopse: 
Neste viciante thriller histórico, repleto de pormenores de época e da cultura japonesa, um missionário português enfrenta o código samurai para salvar a vida de uma mulher.

Quioto, 1564. O padre Mateus, um jesuíta português, está no Japão como missionário. Quando uma gueixa convertida ao cristianismo é acusada da morte de um samurai, o padre compromete-se a ajudá-la, arrastando o seu protetor, o mestre ninja Hiro Hattori, para a investigação. 
Segundo o código samurai, o filho tem o direito de matar o assassino do pai para repor a honra da família. E se o padre e o ninja não conseguirem provar a inocência da jovem em dois dias, também serão mortos.
Ao mergulhar nas perigosas águas do mundo noturno de Quioto, percebem que toda a gente –
desde a esquiva proprietária da casa de chá até ao desonrado irmão do morto – tem um motivo para querer manter a morte do samurai envolta em mistério. As pistas amontoam-se e apontam para demasiados suspeitos: da rara arma do crime utilizada preferencialmente por assassinas ninjas, a uma mulher samurai, passando por uma relação amorosa, um viajante incógnito e alguns negócios obscuros. E tudo parece piorar quando a investigação põe a descoberto uma hoste de segredos que ameaça não só a vida deles, mas também o futuro do Japão.

Sobre a autora: 
Susan Spann, advogada e antiga professora de Direito, estudou mandarim e japonês e é apaixonada pela cultura asiática. Os seus passatempos incluem cozinha oriental, esgrima, arremesso de facas e shurikens, arco tradicional, artes marciais, escalada e hipismo. O Pecado da Gueixa é o seu livro de estreia em Portugal.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Livros renovados

São estes os livros que chegaram HOJE renovados às livrarias: 


Nova edição: Já Não se Escrevem Cartas de Amor, de Mário Zambujal;
O eterno bom malandro e as suas novelas de prosa clara e original, pautadas de humor e imaginação. Eis mais um livro que nos transporta no tempo, neste caso à Lisboa dos anos 50, aos seus usos e costumes, quando ainda se escreviam cartas de amor.

Os chás dançantes eram, aliás, moda em vários locais de diversão e nunca deviam ter acabado. (…) Era à escolha do frequentador levar menina como seu par, ou ir à descoberta, o que oferecia o estímulo superior do imprevisto. Quem não viveu essa época ignora que apalpar a namorada na rua ou dar beijos glutões na boquinha dela era caso de polícia, por atentado ao pudor e à moralidade pública.
 
Nova edição: Nos Passos de Magalhães, de Gonçalo Cadilhe;
Nos Passos de Magalhães é a história de lugares mágicos contada pelos olhos de um viajante moderno. Ao mesmo tempo que nos guia pela Lisboa Manuelina, pelas cidades espanholas dos Descobrimentos, pelas fortalezas da Expansão Portuguesa no Oriente, pelas ilhas encantadas das Especiarias e pelas margens desoladas do Estreito de Magalhães, Gonçalo Cadilhe reinventa a viagem de um homem que conquistou o seu lugar no mundo. E provoca no leitor o desejo de partir.
De Lisboa às Filipinas, da Micronésia à Patagónia, de África à Insulíndia, um relato do périplo do português que descobriu a metade desconhecida do mundo. Quinhentos anos depois, importa recordar a primeira circum-navegação da Terra.

2ª Edição:  A Grande História do Mundo, de François Reynaer
Neste livro, viajamos por 5000 anos de História através de factos, conquistas e personalidades marcantes. Eleito um dos livros de 2017 e menos de 6 meses depois da primeira edição, a segunda edição deste bestseller volta agora às livrarias.
Dividido em etapas cronológicas, este livro segue a evolução das grandes civilizações e relaciona-as entre si, para percebermos melhor a nossa História. Esta abordagem original permite compreender o mundo globalizado de hoje e antecipar mudanças ao nível das potências mais relevantes no plano internacional.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Novidade: Uma Certa Forma de Vida, de Helena Sacadura Cabral

Faz hoje 6 anos desde o falecimento de Miguel Portas, e creio que é o dia certo para publicar este post: o novo livro de Helena Sacadura Cabral, a mãe.

A alegria, a força de viver e a capacidade de enfrentar tempestades são o elemento guia do novo livro de Helena Sacadura Cabral.

De todos os livros que já publicou, este é o mais profundo e orientador livro de Helena Sacadura Cabral. Escrito ao longo de vários meses, Uma Certa Forma de Vida revela toda a sabedoria acumulada ao longo de uma vida repleta de momentos felizes, conquistas e sucessos pessoais e profissionais, mas onde cabem também dias cinzentos, algumas amarguras e a dor maior que é perder um filho.


Para a autora, a capacidade de rir com facilidade e frequência é um tremendo recurso para superar problemas. Talvez seja por isso que sorri mais do que se lamenta. A sua gargalhada é reconhecida e é contagiante.

domingo, 15 de abril de 2018

Já nas livrarias: Lisboa Revisitada

Lisboa Revisitada reúne poemas sublimes que nos convidam a ver Lisboa pelos olhos do maior poeta moderno português. Nele encontramos sete poemas de Álvaro de Campos que têm a cidade como fundo e fonte de inspiração, a que se juntam as fabulosas ilustrações de Pedro Sousa Pereira.

LISBOA COM SUAS CASAS
Lisboa com suas casas
De várias cores
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores…
À força de diferente, isto é monótono,
Como à força de sentir, fico só a pensar.

Lisboa, na obra de pessoa, representa a vida humana na sua realidade crua, servindo de contrapeso, ou contraponto, ao universo de especulação teórica e metafísica que ocupou grande parte da vida mental do autor. (…) A vida corriqueira de Lisboa é o que tantas vezes salva Álvaro de Campos (ou Fernando Pessoa) de si mesmo, conforme escreve Richard Zenith no Posfácio desta obra.
Lisboa Revisitada é o quarto livro desta coleção, que inclui também Tabacaria, Ode Marítima e Ode Triunfal, todos disponíveis em capa dura e em português e inglês. A tradução é e Richard Zenith e os desenhos de Pedro Sousa Pereira, jornalista de profissão e ilustrador por paixão.

104 Págs. l 17,00€
Tradução e Posfácio de Richard Zenith
Desenhos de Pedro Sousa Pereira

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Já nas livrarias: Elmet – Vidas Desencantadas, de Fiona Mozley

Elmet – Vidas Desencantadas é um romance belo, selvagem e inquietante sobre as dicotomias do ser humano, os contrastes da realidade, o sentido de pertença, o amor da família e a violência que todos temos dentro de nós.

Nas suas páginas acompanhamos a viagem de Daniel para Norte. A vida simples que levava com a irmã Cathy e o pai desapareceu; tornou-se ameaçadora e sinistra.

Viviam os três à margem da sociedade, numa casa que o pai construíra no bosque, caçando e procurando comida. O pai dissera-lhes que a pequena casa em Elmet era deles, mas afinal isso não era verdade. E alguns homens daquela terra, gananciosos e vorazes, começaram a vigiá-los de perto.

O pai é pugilista e um homem gigante. Cathy é como o pai: feroz e com uma raiva que permanece à flor da pele. Danny é como a mãe: gentil e sensível. Os três juntos vivem felizes e tranquilos. Mas às vezes, quando o pai desaparece, volta com fúria nos olhos.

Em casa encontra sempre paz, mas a violência que guarda dentro parece aumentar cada dia mais…

Uma história sobre família, amor e violência; uma análise à sociedade contemporânea, ao indivíduo e à realidade, aos conceitos de classe às discrepâncias entre quem somos e quem somos capazes de ser.


terça-feira, 27 de março de 2018

Novidade juvenil: O Grande Jogo dos Detetives, de Caroline Carlson

Hoje a sugestão é para o público juvenil.


Sinopse:
A Rua dos Detetives está repleta de investigadores talentosos, mas Toby Montrose não é um deles. Ele é apenas o assistente do tio, e numa cidade onde não faltam detetives, os negócios não estão a correr muito bem e o jovem teme pelo seu futuro.
Os pais de Toby desapareceram num acidente quando ele tinha oito anos e nenhum dos seus familiares tem condições para o albergar de forma permanente. Para evitar ir para um orfanato, Toby foi passando de casa em casa. E agora o tio Gabriel é a sua última esperança.
Quando o detetive mais requisitado da cidade decide criar um concurso para escolher o «Maior Detetive do Mundo», Toby nem hesita: vai participar e ganhar o prémio para ajudar o tio e ficarem a viver juntos.
O caso torna-se perigosamente real quando um dos detetives é encontrado morto mesmo antes de o jogo começar. E agora? Quem será capaz de resolver este crime? E em quem se pode confiar? Será que o crime está relacionado com a família de Toby?
Com a ajuda de Ivy, a sua nova amiga e a melhor detetive que Toby conhece, os dois vão decifrando pistas, desafiam os profissionais mais experientes e evitam transformar-se se nas próximas vítimas…

Sobre a autora:
Caroline Carlson nasceu em Massachusetts e tem um Mestrado em Escrita para Crianças do Vermont College of Fine Arts.
É autora de vários livros para jovens, incluindo a série «The Very Nearly Honorable League of Pirates». O seu primeiro livro infantil, Magic Marks the Spot, uma das escolhas do ano do New York Times, foi considerado Melhor Livro para Crianças pela American Booksellers Association e fez parte da seleção Junior Library Guild.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Lido: As Sombras de Leonardo da Vinci

Spoiler alert: este livro começa com a morte de Leonardo da Vinci. Sim, o senhor falece. Eu sei, é um choque, ninguém estava à espera...

Deixando de lado a brincadeira, As Sombras de Leonardo da Vinci é um excelente exercício de como a ficção e a realidade se podem confundir. Tudo bem que a Wikipédia nem sempre é a melhor das fontes de confirmação, mas, à medida que ia lendo este livro, ia pesquisando alguns pormenores e, excluindo os diálogo, batia tudo certinho.

À medida que lemos, vamos acompanhando o frenético Leonardo da Vinci e o seu início de carreira, apadrinhado por Lorenzo Médici, o chefe da família Médici, uma das mais influentes (e ricas) em Florença desde o século XIV.

Nas 300 e tal páginas deste livro, vemos desfilar nomes tão conhecidos (mesmo da cultura pop... este livro é quase um Os Bórgias meet Da Vinci's Demons): Maquiavel, César Bórgia, Savonarola, Sforza, Miguel Ângelo, Botticelli, Rafael, entre muitos outros.

O trabalho de investigação é irrepreensível. Sabemos, claro, que os diálogos são ficcionados, mas os factos são aqueles e, por mais anos que passem, o génio de da Vinci permanece.

Uma das minhas paixões é a História. E as ficções históricas aquecem-me o coração. Não só porque sei que aquilo que estou a ler, romanceado, aconteceu verdadeiramente e que hoje, anos ou séculos depois, estamos a "colher" os frutos daqueles factos, mas também porque, a minha parte mais... não queria dizer, romântica, mas cá vai... gosta de fantasiar o "como" é que as coisas tomaram determinado rumo, e não outro.

As Sombras de Leonardo da Vinci é um livro muito muito interessante. 

Um aparte que nada tem a ver com o livro - há uns tempos, após ver uns minutos a nova versão de As Tartarugas Ninja, comentava com o meu excelso companheiro que os miúdos, se não forem instados a isso, nunca irão saber os verdadeiros nomes das ditas. Mike, Leo, Donnie e Rafa não são, de todo, o mesmo que Michelangelo, Leonardo, Donatello e Raphael. Americanizar os nomes vai contra o conceito da ideia: às tartarugas, foi dado o nome de artistas do Renascimento. Ponto final. Se tiverem filhos, por favor, expliquem-lhes. Não há nada melhor que fazer perdurar a memória.

Sobre o autor:
Christian Gálvez nasceu em Madrid, em 1980. Licenciado em Filologia Inglesa, é um dos rostos da televisão espanhola, onde conduz com êxito um concurso cultural. É também diretor de uma produtora direcionada para potenciar o talento de jovens promessas.
Desde 2009, divide-se entre o trabalho em televisão e a investigação sobre Leonardo da Vinci, vivendo entre Madrid e a Toscana. É um dos mais conhecidos especialistas internacionais do artista. Além deste livro, é igualmente autor de Rezar por Miguel Ángel, Leonardo da Vinci: cara a cara, entre outros.

terça-feira, 6 de março de 2018

AMANHÃ nas livrarias

As Sombras de Leonardo Da Vinci, de Christian Gálvez

Seis edições em pouco tempo e mais de 60.000 exemplares vendidos só em Espanha atestam a originalidade do primeiro romance do "autor revelação", Christian Gálvez. Neste romance histórico maravilhosamente ambientado na época do Renascimento, Gálvez apresenta o homem por detrás do génio, as sombras que contrastam com a luz do grande artista florentino.

Sinopse:
Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel  Angelo e Rafael são artistas respeitados.

Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes.

Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.

Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade.

Sobre o autor:
Christian Gálvez nasceu em Madrid, em 1980. Licenciado em Filologia Inglesa, é um dos rostos da televisão espanhola, onde conduz com êxito um concurso cultural. É também diretor de uma produtora direcionada para potenciar o talento de jovens promessas.
Desde 2009, divide-se entre o trabalho em televisão e a investigação sobre Leonardo da Vinci, vivendo entre Madrid e a Toscana. É um dos mais conhecidos especialistas internacionais do artista. Além deste livro, é igualmente autor de Rezar por Miguel Ángel, Leonardo da Vinci: cara a cara, entre outros.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Lido: Deixa-me Odiar-te, de Anna Premoli

Já não me lembro da última vez que isto me aconteceu: ler um livro num único dia. #hojefoiodia

Através do Clube do Autor, tive a oportunidade de ler Deixa-me Odiar-te que, numa altura "normal", não seria a minha primeira escolha. Mas, depois de três livros emocionalmente muito pesados - O Último Cabalista de Lisboa, Os Loucos da Rua Mazur e Antes de Sermos Vossos - precisava de algo mais leve e divertido.

Deixa-me Odiar-te foi uma excelente opção. O plot é simples: Ian e Jenny trabalham no mesmo banco há sete anos. Cinco desses anos debaixo de uma tempestade constante. Odeiam-se. Jenny, a meio de uma discussão, deu-lhe um murro e partiu-lhe o nariz. E atenção: Jenny descende de uma das famílias mais pacifistas à face da Terra.

Ian é um aristocrata. Conde, e futuro marquês e futuro duque... toda uma ascendência mais pura do que a própria família real britânica. Habituado a ter os seus desejos concretizados e a sair com as mais belas mulheres...

Até que, são obrigados a trabalhar juntos num projeto. Todo o escritório fica em sobressalto: como vai ser? A primeira reunião de ambos é desastrosa e são chamados pelo chefe: ou se entendem pelo bem comum ou procuram um novo emprego.

Depois de uma série de mal-entendidos, Ian sugere que Jenny se faça passar por sua namorada... e tudo descamba a partir daí.

Descontraído e divertido, numa escrita despretensiosa, simples e agradável. Completa a 100% a função a que se propõe. A determinada altura, certas ações e certas tiradas da protagonista, Jenny, pareceram-me a roçar o repetitivo e quase colocadas à força - o que, confesso, já me começava a irritar na personagem... mas foi a opção da autora - e quem sou eu para pôr em causa uma opção?!

Este é um livro mais do que recomendado para um fim-de-semana tranquilo de sol, para se ler numa esplanada, ou numas mini-férias. A Páscoa está quase-quase aí... é de aproveitar!

Sobre a autora:
Anna Premoli é uma autora bestseller. Começou a escrever como forma de aliviar o stresse e tem já vários romances publicados. Deixa-me Odiar-te foi o seu primeiro romance, que começou como fenómeno na internet e acabou consagrado com o Prémio Literário Bancarella (2013).

(este é o 9.º livro que leio desde o início do ano... no Reading Challenge do GoodReads apostei que leria 40, até ao fim do ano... vejamos)



sábado, 3 de fevereiro de 2018

A Herdeira dos Olhos Tristes, de Karen Swan

Habitualmente, não sou muito de romances. Nada contra, atenção. Tenho memória de ler "O Diário da Nossa Paixão" e deslavar-me em lágrimas, tal era a dor que sentia com aquele livro. Acho que o meu próprio corpo começou a rejeitar, fisicamente, a leitura de romances.

(talvez com excepção da saga Landry, da V.C. Andrews e Jorge Amado - já li tanto de Jorge Amado que nem saberia por onde começar)

Uma Aventura, Clube das Chaves, Triângulo Jota... estes sim, preenchiam-me as medidas. Isto tudo para chegares onde, Cristina Maria? Para chegar aqui mesmo...

Gentileza do Clube do Autor, li A Herdeira dos Olhos Tristes. Comecei a ler a história de Elena e de Francesca e achei interessante, mas o volume de trabalho obrigou-me a um intervalo de cerca de uma semana. Na quinta-feira, à noite, voltei a pegar nele. Li durante três horas seguidas. Não estava a conseguir parar, a sério.

Na sexta-feira, acordei, tomei o pequeno-almoço e tive de terminar de o ler.

Este não é um romance "normal", no sentido lato da palavra. Há histórias de amor, há cenas de amor consumado, há tragédia, há mistério, há mentiras de décadas e revelações perfeitamente surpreendentes, há um "twist" final que nos deixa a pensar em tudo o que lemos para trás.

E um lindo cenário em Roma, que a autora revela ser fictício, baseado em vários apontamentos da cidade.

Os destinos de Francesca e de Elena cruzam-se por acaso. Esta última, fora uma das mais badaladas mulheres do século XX: americana e filha de pais milionários, vivera uma vida muito agitada - tinha sido, por exemplo, casada três vezes - até conhecer Vito Damiani, um "príncipe" italiano, com quem casou (pela 4.ª vez) e, consequentemente, entrou na alta sociedade romana.

Francesca, uma ex-advogada inglesa, deixara a sua vida para trás e instalou-se em Roma, tentando viver "la dolce vita", e trabalha como guia turística. Um dia, encontra uma mala, abandonada num contentor de lixo e vai devolvê-la à "principessa" Elena. No dia seguinte, estão a trabalhar juntas na biografia da velha senhora.

Podia ser simples, mas não é. No livro, vamos intercalando a história atual, com capítulos da história de Elena, ou Laney, enquanto jovem... e vemos que aquilo que ela conta a Cesca, não é exatamente como tudo aconteceu. Vamos sabendo pormenores, que Cesca desconhece... e mesmo assim, não deixamos de ficar surpresos quando a rede de mentiras e o entrelaçado de más-interpretações são revelados.

Novidades Clube do Autor

iPlatão e Deixa-me Odiar-te são os título com o selo Clube do Autor que, recentemente, chegaram às prateleiras.

iPlatão, de Mark Vernon, é um livro que ajuda o leitor a compreender melhor o século XXI através do pensamento dos grandes filósofos clássicos.

Aplicando a filosofia dos antigos pensadores à vida no nosso século, este livro mostra que a verdadeira sabedoria é intemporal. Recordando as vidas extraordinárias dos antigos filósofos, o conceituado escritor Mark Vernon mostra que, se quisermos resolver os problemas do presente, temos muito a aprender com as lições do passado.

Do significado da vida à importância do diálogo, dos hábitos alimentares à fama, do consumismo à violência, o que diriam hoje os grandes pensadores da Antiguidade? Que conselhos daria Aristóteles, por exemplo, aos nossos advogados e políticos?

236 Págs l PVP: 14,50€

* * *

Deixa-me Odiar-te, de Anna Premoli, vencedor do Prémio Bancarella, é um romance moderno, divertido e terno, uma história atual e muito cinematográfica com todos os ingredientes de uma bela comédia romântica.
Jennifer e Ian conhecem-se há sete anos e nos últimos cinco só têm discutido. Chefes de duas equipas no mesmo banco, entre eles sempre houve um confronto aberto e declarado. Detestam-se e dificultam a vida um ao outro. Até que um dia são obrigados a cooperar na gestão da conta de um cliente aristocrata e abastado.

Na vida e no amor há sempre uma segunda oportunidade?

312 Págs l PVP: 15,00€



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

HOJE nas livrarias

Primeiro, há uma mulher raptada. Depois, surgem os corpos assassinados, uns no passado e outros no presente. No final, a perversidade por trás destes crimes vai surpreendê-lo e arrepiá-lo. 

Sinopse:
Um grito assustador. Foi a última coisa que Jamie Ball ouviu da sua noiva Logan. Depois, a chamada caiu e Logan desapareceu. Nessa tarde, os restos de uma jovem mulher morta há trinta anos são encontrados numa escavação.
Para o detetive superintendente Roy Grace e a sua equipa estes dois casos não parecem estar relacionados. Até que outras jovens mulheres desaparecem, mais corpos emergem e uma nova pista surge: uma informação crucial que um distinto psiquiatra descobre através de um paciente, mas que só a polícia deveria saber… E o detetive tem a arrepiante impressão de que é essa a chave para entender os crimes do passado e do presente. Se é o mesmo assassino, porquê a pausa entre as mortes? Quem se esconde por trás destes crimes brutais?
O detetive Roy Grace nem imagina a perversidade que o espera…
Tem um encontro marcado com o mal.

Sobre o autor:
Peter James é autor de vários romances, traduzidos em 36 línguas. Foi eleito o melhor autor de thrillers pela cadeia de livrarias WH Smith e, para muitos leitores, é considerado o melhor autor deste género de livros. Ao longo da sua carreira, recebeu várias distinções, entre as quais o Diamond Dagger Award, o Prix Polar International e o Prix Coeur Noir. Três dos seus primeiros livros foram adaptados para o cinema.

Ficha Técnica:
Tradução de Dina Antunes
472 Págs l PVP: 18,50€

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Novidades Clube do Autor

No próximo dia 24 de Janeiro há novidades Clube do Autor a chegar às livrarias.

Para quem gosta de thrillers as notícias são podem ser melhores: o novo livro de Peter James está a ser impresso. A editora define Marcada para Morrer como "um thriller que promete dar que falar (e noites sem dormir)."

Por outro lado, quem prefere os romances também tem uma bela narrativa à sua espera. A Herdeira dos Olhos Tristes centra-se na vida de uma mulher que tinha tudo para ser feliz e na de uma jovem advogada em fuga do seu passado. Duas histórias improváveis que se cruzam, revelando um mundo assente em intrigas e mentiras e todo o esplendor da cidade de Roma.

Os leitores dizem que se trata de um romance de leitura compulsiva, um obra contemporânea tão convincente quanto fascinante. No site Goodreads há quem o classifique como um livro “inteligente, enigmático e hipnotizante sobre o poder do amor e tudo aquilo que somos capazes de fazer por ele.”

Qual é o vosso género preferido? Qual destes dois têm mais curiosidade em conhecer?




segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Leituras do últimos dias

Ena... uma semana sem aqui pôr os pés. Há algum tempo que isto não acontecia. Durante o mês de dezembro, li menos (muitooooo menos, para ser mais exata), mas li. Umas paginazinhas aqui, outras ali...

Terminei "O Último dos Nossos", Adélaïde de Clarmont-Tonnerre (por gentileza da editora Clube do Autor). Trata-se de um romance que é contado em dois períodos temporais, e em dois locais perfeitamente distintos. Começamos nos EUA, em Manhattan, em 1969, e seguimos Werner Zilch, um jovem de ambições empresariais que acaba de conhecer a mulher da sua vida. No capítulo seguinte, estamos na Alemanha, em 1945, debaixo de bombardeamentos, onde uma jovem mulher, falece, após ter dado à luz.
Antes de morrer, Luisa, pede ao médico que encontre a cunhada, Marthe e lhe entregue o recém-nascido, pedindo ainda que não mudem o nome do bebé: Werner Zilch. "É o último dos nossos", diz antes de morrer.

A autora não esconde, portanto, que o jovem empresário do 1.º capítulo é a criança nascida durante a II.ª Guerra Mundial no capítulo seguinte. E toda a trama se desenvolve. Werner recém-nascido é realmente entregue à tia que o protege até às últimas instâncias e Werner adulto enfrenta os pais de Rebecca Lynch, a bonita herdeira por quem se apaixonou.

Só mais tarde na ação, conhecemos os pormenores escabrosos do passado e que tanta influência têm nas vidas de Werner e Rebecca.

"O Último dos Nossos" é o segundo romance da jornalista e escritora Adélaïde de Clarmont-Tonnerre. Este livro venceu o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa e foi finalista do Grande Prémio do Romance Elle.

Perfeito para ler nesta tardes chuvosas de fim-de-semana.

* * *

Enquanto terminava este, tive de dar uso ao Kindle que o meu excelso homem me ofereceu no Natal. Mandei-me aos livros gratuitos da Amazon e retirei alguns títulos que me pareceram interessantes. Nota prévia: muitos dos livros "portuguese edition" da Amazon são na verdade português do Brasil. Nada contra, já li muitos assim, é apenas uma chamada de atenção aos incautos. 

Comecei com "Razão para Matar", de Blake Pierce, o primeiro da saga da Detetive Avery Black, uma ex-advogada caída em desgraça por ter libertado um serial killer, e que se torna detetive do Departamento de Homicídios de Boston. 

Neste primeiro caso, Avery tem de encontrar um assassino que tende a matar jovens mulheres e a posicioná-las, em locais públicos, como se de um quadro se tratasse. Uma corrida contra o tempo, uma série de mal-entendidos, questões pessoais por resolver... tudo isto mostrará ao público e aos colegas a mente brilhante de Avery. Um daqueles thrillers como eu gosto!!! 


Findos estes, comecei a ler "Génesis" de Tom Fox. Este em português de Portugal. Ainda estou nas primeiras páginas, mas no Google este livro aparece com uma média de 3,8 estrelas em 5 possíveis.

Sinopse:
Em Roma, no interior da Basílica de Santa Maria, um padre dispara uma arma, provocando um grande estrondo.
O disparo falha o seu alvo, a agente Gabriella Fierro, que anda a investigar desvios de fundos numa igreja. Ela está prestes a descobrir a verdade, mas há quem tudo fará para que a verdade permaneça escondida.
Agora, o jornalista Alexander Trecchio, destacado pelo jornal La Repubblica para investigar o mesmo caso, terá de agir rapidamente para revelar uma conspiração que ameaça o futuro da Igreja Católica e ainda salvar Gabriella, antes que seja tarde demais.

Entretanto, resgatei da coleção da minha mãe, dois livros de José Rodrigues dos Santos: "O Homem de Constantinopla" e "Um Milionário em Lisboa", sobre Calouste Gulbenkian, cuja herança permitiu criar, em Portugal, a Fundação com o seu nome. 

E juntando aos que comprei recentemente, e aos que vão engordando as minhas estantes, e, ainda, aos que descarreguei para o Kindle, diria que tenho aqui muita sarna para me coçar nas próximas semanas.  








terça-feira, 12 de dezembro de 2017

As incríveis aventuras da SUPER-MIÚDA

Por gentileza da editora Clube do Autor, o meu pequeno já me ouviu a contar-lhe a história pensada por João Miguel Tavares.

Rita é a personagem principal deste livro e o facto de ter o nome da filha mais nova de João Miguel Tavares não é pura coincidência. Foi ela que inspirou o pai a escrever esta história, cheia de aventuras divertidas e muita imaginação.

As Incríveis Aventuras da Super-Miúda nasceram à mesa da cozinha, em forma de canção, sempre que a Rita dava mais trabalho a comer a papa. É por isso que o pai está tão zangado com ela no início da história. A certa altura, o livro, tal como a Rita, ganhou asas. E transformou-se nisto: uma aventura sobre a necessidade de termos regras e aceitarmos os nossos limites.

Inclui CD grátis cantado por Samuel Úria - que, por acaso, ainda não foi ouvido cá em casa.

O Henrique adorou a história e as ilustrações (a cargo de Luis Levy Lima), e imediatamente pediu-me para ir à escolinha dele para ler aos colegas. E adivinhem: já está tudo acertado com a educadora e vou lá em janeiro, depois das festividades do Natal.