sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O Imenso Adeus, de Raymond Chandler

Terminei há instantes mais um livro da mítica Coleção Vampiro, reeditada em maio deste ano (surgiu primeiramente, em finais dos anos 40, e editou cerca de 700 títulos). 

Sinopse:
Terry Lennox parece estar finalmente a deixar para trás os dias de torpor alcoólico, quando a sua mulher milionária aparece morta. Obrigado a abandonar Los Angeles a toda a pressa, recorre àquele que sabe ser o seu único amigo: Philip Marlowe, detetive privado. 
Marlowe está decidido a ajudar um amigo em apuros, mas logo lhe chegam notícias de que Lennox se suicidara no México e tudo se torna ainda mais negro. Marlowe vê-se arrastado para um ambiente sórdido de ricos adúlteros e alcoólicos, que desfilam aos tombos pelo elegante e soalheiro Idle Valley de LA. 
Está convencido de que Lennox não matou a mulher, mas com quantos mais cadáveres terá de se deparar antes de descobrir a verdade? 

Publicado originalmente em 1953, "O Imenso Adeus" é considerado pela crítica o mais ambicioso romance de Raymond Chandler e aquele que mais inequivocamente dá provas de que o seu talento literário se estendia muito além da simples construção de um mistério policial.

É, literalmente, um livro que se lê de uma "penada", apesar das suas 416 páginas, em formato de bolso. 
Posteriormente, e para escrever este texto, pesquisei mais um pouco sobre o autor e sobre este livro, e descobri que serviu de base para o filme policial noir de 1973, The Long Goodbye. Segundo informações da Wikipédia, o argumentista permitiu-se a algumas "liberdades" criativas e o filme situa-se nos anos 70, e não nos anos 50, como no livro, entre outros arcos que foram eliminados, ou alterados. 

Definitivamente, um livro a ler. 

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